Autor de atropelamento em Times Square diz que "ouviu vozes"

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Richard Rojas, antigo operacional da Marinha norte-americana, foi detido na quinta-feira após avançar com um carro sobre uma multidão em Times Square, um dos locais mais movimentados de Nova Iorque. Afirmou ter ouvido vozes antes de atropelar várias pessoas. Testes efetuados ao homem de 26 anos revelaram consumo de drogas.

Avançou pela multidão que se encontrava em Times Square e atingiu 22 pessoas. Uma delas, uma rapariga de 18 anos, acabou por morrer. Quatro dos feridos estão em estado grave. De acordo com fontes policiais, o homem disse às autoridades que esperava morrer e que deveriam ter disparado sobre si.

Richard Rojas volta a ser preso depois de dois episódios em que acabou detido por condução sob influência de álcool. Vai ser acusado de homicídio em segundo grau, homicídio agravado com veículo e múltiplas tentativas de homicídio.

O homem de 26 anos avançou sobre a multidão em Times Square, um dos locais mais movimentados da cidade de Nova Iorque. Percorreu três quarteirões antes de colidir com um poste.


Uma das testemunhas, um segurança de um restaurante local que ajudou a polícia a deter Rojas, explicou à imprensa que o homem saiu do carro a gritar sem que se percebesse o que estava a dizer.

“Ele começou a gritar. Nenhuma palavra em particular, apenas gritava. Ao mesmo tempo estava a agitar os braços. Havia algo de errado com ele”, afirmou Ken Bradix, segurança do restaurante Planet Hollywood.

Apesar de o incidente relembrar o modo de atuação nos atentados de Londres, Berlim ou Nice, a polícia nova-iorquina descarta que este tenha sido um ato de terrorismo.“Ele não é uma pessoa má”
Um dos vizinhos de Richard Rojas no Bronx declarou à Reuters que o homem de 26 anos voltou do serviço militar com problemas de alcoolismo, mas disse também acreditar tratar-se de uma boa pessoa.

“Ele passou por tempos complicados. Não façam dele um terrorista. Ele serviu este país e quando regressou ninguém o ajudou. É meu amigo. Preocupo-me com ele e esta situação magoa”, disse Harrison Ramos.

O vizinho de Richard Rojas explicou conhecer o antigo militar desde a sua infância e disse que “não é uma pessoa má”.

De acordo com um investigador que falou ao New York Times, Richard Rojas ainda não conseguiu dar uma explicação coerente para o que aconteceu. Tem relatado à polícia “factos aleatórios e sem sentido”.

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