Mundo
Caso Epstein. Diretor de comunicação do primeiro-ministro britânico demitiu-se
Há mais uma demissão no gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer. Desta vez foi Tim Allan, diretor de comunicação de Starmer. O primeiro-ministro britânico está a enfrentar uma crise devido à nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos, envolvido no caso de Jeffrey Epstein.
"Decidi demitir-me para permitir a formação de uma nova equipa no número 10 de Downing Street. Desejo ao primeiro-ministro e à sua equipa muito sucesso", disse Allan em comunicado, esta segunda-feira.
Allan, que estava no cargo há cinco meses, foi acusado de ter recomendado a nomeação como embaixador em Washington de Peter Mandelson no final de 2024 mesmo sabendo da ligação do ex-ministro trabalhista ao criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein.
No domingo, Morgan McSweeney, o principal conselheiro de Starmer, também apresentou a demissão.
Ambas as renúncias estão relacionadas com a nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos, apesar da sua ligação ao magnata norte-americano Jeffrey Epstein. O ex-ministro britânico é um dos nomes mencionados no caso polémico de pedofilia. Mandelson foi demitido do cargo de embaixador em setembro de 2025, após a publicação de documentos que detalhavam a extensão dos laços que manteve com o criminoso sexual norte-americano.
Documentos recentemente divulgados sugerem que Mandelson terá passado informações a Jeffrey Epstein que podem ter influenciado os mercados, entre 2008 e 2010.
Apesar da pressão, Starmer quer “seguir em frente”
No âmbito desta polémica, Starmer está a ser pressionado a demitir-se.
A líder da oposição conservadora britânica, Kemi Badenoch, defendeu esta segunda-feira que o primeiro-ministro deve demitir-se, "assumindo responsabilidade" após o afastamento do seu chefe de gabinete pelo envolvimento no escândalo Epstein.
Em entrevista à BBC, a dirigente conservadora afirmou que a posição do primeiro-ministro britânico é insustentável, rejeitando os argumentos de Starmer, que se justificou dizendo ter recebido "maus conselhos".
Na semana passada, o primeiro-ministro, no poder desde julho de 2024, declarou inicialmente que se arrependia de ter nomeado Peter Mandelson. Pediu desculpa às vítimas de Epstein, dizendo que estava "arrependido por ter acreditado nas 'mentiras' de Mandelson e por o ter nomeado".
Apesar da declaração de arrependimento, Starmer afirmou que "queria manter-se" no cargo de primeiro-ministro.
Esta segunda-feira, o primeiro-ministro britânico disse aos seus responsáveis que a política deve ser uma "força para o bem" e enfatizou a importância de seguir em frente, após a demissão do seu chefe de gabinete e diretor de comunicação.
Allan, que estava no cargo há cinco meses, foi acusado de ter recomendado a nomeação como embaixador em Washington de Peter Mandelson no final de 2024 mesmo sabendo da ligação do ex-ministro trabalhista ao criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein.
No domingo, Morgan McSweeney, o principal conselheiro de Starmer, também apresentou a demissão.
Ambas as renúncias estão relacionadas com a nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos, apesar da sua ligação ao magnata norte-americano Jeffrey Epstein. O ex-ministro britânico é um dos nomes mencionados no caso polémico de pedofilia. Mandelson foi demitido do cargo de embaixador em setembro de 2025, após a publicação de documentos que detalhavam a extensão dos laços que manteve com o criminoso sexual norte-americano.
Documentos recentemente divulgados sugerem que Mandelson terá passado informações a Jeffrey Epstein que podem ter influenciado os mercados, entre 2008 e 2010.
Apesar da pressão, Starmer quer “seguir em frente”
No âmbito desta polémica, Starmer está a ser pressionado a demitir-se.
A líder da oposição conservadora britânica, Kemi Badenoch, defendeu esta segunda-feira que o primeiro-ministro deve demitir-se, "assumindo responsabilidade" após o afastamento do seu chefe de gabinete pelo envolvimento no escândalo Epstein.
Em entrevista à BBC, a dirigente conservadora afirmou que a posição do primeiro-ministro britânico é insustentável, rejeitando os argumentos de Starmer, que se justificou dizendo ter recebido "maus conselhos".
Na semana passada, o primeiro-ministro, no poder desde julho de 2024, declarou inicialmente que se arrependia de ter nomeado Peter Mandelson. Pediu desculpa às vítimas de Epstein, dizendo que estava "arrependido por ter acreditado nas 'mentiras' de Mandelson e por o ter nomeado".
Apesar da declaração de arrependimento, Starmer afirmou que "queria manter-se" no cargo de primeiro-ministro.
Esta segunda-feira, o primeiro-ministro britânico disse aos seus responsáveis que a política deve ser uma "força para o bem" e enfatizou a importância de seguir em frente, após a demissão do seu chefe de gabinete e diretor de comunicação.
"Precisamos de provar que a política pode ser uma força para o bem. Acredito que pode. Acredito que é. Seguimos em frente a partir daqui. Seguimos com confiança enquanto continuamos a mudar o país", disse Starmer à equipa de Downing Street.
"Deixei absolutamente claro que me arrependo da decisão que tomei de nomear Peter Mandelson. E pedi desculpas às vítimas, o que é a coisa certa a fazer", asseverou.