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Cientistas defendem. Fuga de vírus de laboratório não pode ainda ser descartada

Cientistas defendem. Fuga de vírus de laboratório não pode ainda ser descartada

Um grupo de cientistas escreveu uma carta onde se afirma que a origem do novo coronavírus ainda não é clara e não coloca de parte a possibilidade de ter sido criado e libertado de um laboratório. Exigem mais dados e mais investigações.

Alexandre Brito - RTP /
Reuters

De acordo com este grupo de reputados cientistas, que deixaram clara esta posição numa carta que escreveram e enviaram à revista Science, a investigação sobre a origem do novocoronavírus tem que ser rigorosa e baseada em factos que provem e deitem por terra a teoria de que possa ter começado num laboratório.

"São necessárias mais investigações para determinar a origem da pandemia", disseram os 18 cientistas, incluindo Ravindra Gupta, microbiologista clínico da Universidade de Cambridge, e Jesse Bloom, que estuda a evolução dos vírus no Centro de Pesquisa do Cancro Fred Hutchinson.

"As teorias de libertação acidental de um laboratório permanecem viáveis", afirmam estes cientistas no documento enviado à Science.

Dizem eles que a investigação realizada pela Organização Mundial da Saúde sobre a origem do vírus não fez uma "consideração equilibrada" sobre a teoria de que o vírus possa ter sido posto a circular após falhas ou incidente num laboratório.

No relatório final dessa investigação da OMS, que foi realizado em conjunto com cientistas chineses, ficou escrito que a fuga do vírus de um laboratório seria uma hipótese "extremamente improvável". A OMS acredita que o vírus terá entrado em circulação muito provavelmente depois de ter sido transmitido de morcegos para humanos através de um outro animal.

Estes cientistas dizem que a investigação tem que ser mais profunda. A acrescentam: "Nesta época de infeliz sentimento anti-asiático em alguns países, notamos que, no início da pandemia, foram médicos, cientistas, jornalistas e cidadãos chineses que compartilharam com o mundo informações cruciais sobre a disseminação do vírus - muitas vezes com grande custo pessoal."

c/ agências
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