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"Cooperação coordenada". Colômbia cita apreensão de droga em Portugal para apelar a Trump

"Cooperação coordenada". Colômbia cita apreensão de droga em Portugal para apelar a Trump

"O presidente Donald Trump pode verificar, consultando a agência norte-americana, e demonstrar a nossa capacidade e vontade de cooperação coordenada", vinca Gustavo Petro, referindo-se à DEA.

Carlos Santos Neves - RTP /
Presidência da República da Colômbia via Reuters

O presidente da Colômbia exortou nas últimas horas o homólogo norte-americano a tomar nota da "capacidade" e da "contade de cooperação coordenada", por parte das autoridades do seu país, para combater o tráfico de droga. Gustavo Petro apoiou-se, para tal, na recente apreensão de oito toneladas de cocaína nos Açores.Tal como Nicolás Maduro, capturado a 3 de janeiro por forças militares dos Estados Unidos, Gustavo Petro tem sido acusado  por Donald Trump de conivência ou envolvimento no tráfico de droga.

Petro citou, em concreto, uma operação conjunta, entre Bogotá e Lisboa, para a captura de uma embarcação semissubmersível em águas próximas da Região Autónoma portuguesa.

Foram detidos três colombianos e um venezuelano.

Na segunda-feira, o diretor da Polícia Nacional da Colômbia, William Rincón, indicava que a operação foi concretizada "graças à troca atempada de informações entre a Polícia Nacional da Colômbia e a DEA e em coordenação com as autoridades portuguesas".

A cocaína foi apreendida na passada sexta-feira.

A agência espanhola Europa Press sublinha, todavia, que a Polícia Judiciária, "que confirmou que a apreensão de cocaína foi a maior de sempre em Portugal, não mencionou a colaboração colombiana no comunicado oficial".A polícia portuguesa de investigação criminal fez referência, além da Agência Anti-Droga dos Estados Unidos, à Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido e à Força Conjunta Inter-agências do Sul (JIATFS), que inclui um oficial de ligação colombiano entre dezenas de elementos da América do Sul e da América Central.


O diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, Artur Vaz, detalhou, no último fim de semana, que a embarcação transportava 300 fardos de cocaína -  os cerca de 35 sobrantes e o próprio semissubmersível foram afundados.

A denominada Operação "Adamastor", de acordo com a Judiciária, passou por "estreita colaboração e articulação" com as autoridades norte-americanas e britânicas, no âmbito do Centro de Análise e Operação Marítimas - Narcóticos (MAOC-N).

c/ Lusa
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