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Coreia do Norte. Sede de mísseis balísticos exposta com Trump "ansioso" por segunda cimeira
Três dias depois de o Presidente Donald Trump dizer que está “ansioso” por debater novamente a desnuclearização da Coreia do Norte com Kim Jong-un, foi tornada pública a existência de uma base operacional de mísseis que alegadamente funciona como sede central do programa de Pyongyang.
A instalação de Sino-ri é uma das 20 bases de mísseis balísticos que a Coreia do Norte não declarou, de acordo com um relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, publicado esta segunda-feira, que descreve com detalhe a localização, as capacidades e a utilização da base.
De acordo com os três académicos, especialistas em defesa, serviços secretos e questões da Coreia do Norte, o local – a 77 quilómetros de Pyongyang e a 270 quilómetros de Seul – é a sede da brigada de mísseis de médio alcance Nodong-1.
Os autores notam ainda que o mais novo míssil balístico Pukkuksong-2 (KN-15) poderá ter sido desenvolvido nesta base. O míssil foi testado a 12 de fevereiro de 2017, pouco depois da tomada de posse de Donald Trump.
Localizada a 212 quilómetros a norte da zona desmilitarizada que separa as duas Coreias, a base está implantada no complexo de Sino-ri, com 18 quilómetros quadrados, e alberga uma unidade do tamanho de um regimento.
“A base operacional dos mísseis Sino-ri e os mísseis Nodong instalados neste local enquadra-se na alegada estratégia militar nuclear da Coreia do Norte, fornecendo uma capacidade de ataque nível operacional nuclear ou convencional contra alvos localizados tanto na Península Coreana e na maior parte no Japão”, e até mesmo o território dos EUA de Guam no Pacífico Ocidental, lê-se no relatório.
Os três autores acrescentam que a base é defendida por artilharia antiaérea colocada nas proximidades. Nas imediações estão igualmente localizadas duas academias de treino militar.
Trump “ansioso” por segunda cimeira
A revelação da base acontece três dias após uma reunião preparatória para um segundo encontro entre o líder da Coreia do Norte e o Presidente dos Estados Unidos.
No sábado, o próprio Donald Trump dizia ter tido um “encontro incrível" com o enviado de Pyongyang Kim Yong Chol.
“Concordámos em encontrarmo-nos, provavelmente no final de fevereiro. Escolhemos um país mas só o anunciamos no futuro. Kim Jong-un está muito ansioso por este encontro e eue também. Fizemos muitos progressos que não foram relatados pelos meios de comunicação social”, declarou Donald Trump.
Já em relação à existência da base militar, a Casa Branca não se pronunciou, nem respondeu aos pedidos de comentário.
A base de Sino-ri está entre as 20 instalações não declaradas em novembro e, como tal, “não é objeto das negociações de desnuclearização”, refere Vitor Cha, um dos especialistas e autores do relatório.
Apesar de qualquer acordo de desnuclearização obrigar a declarar, verificar e desmantelar as bases de mísseis, “os norte-coreanos não vão negociar nada que não divulgam”, observou o autor.
Um porta-voz do Exército sul-coreano, citado pelo diário The Guardian, garantiu que têm monitorizado a base de Sino-ri “com interesse, em cooperação com os Estados Unidos”, assim como outras instalações de mísseis não declaradas.
De acordo com os três académicos, especialistas em defesa, serviços secretos e questões da Coreia do Norte, o local – a 77 quilómetros de Pyongyang e a 270 quilómetros de Seul – é a sede da brigada de mísseis de médio alcance Nodong-1.
Os autores notam ainda que o mais novo míssil balístico Pukkuksong-2 (KN-15) poderá ter sido desenvolvido nesta base. O míssil foi testado a 12 de fevereiro de 2017, pouco depois da tomada de posse de Donald Trump.
Terá sido a partir desta base que foram lançados os mísseis Scud e posteriormente os mísseis de médio alcance Nodong.
“A base operacional dos mísseis Sino-ri e os mísseis Nodong instalados neste local enquadra-se na alegada estratégia militar nuclear da Coreia do Norte, fornecendo uma capacidade de ataque nível operacional nuclear ou convencional contra alvos localizados tanto na Península Coreana e na maior parte no Japão”, e até mesmo o território dos EUA de Guam no Pacífico Ocidental, lê-se no relatório.
Os três autores acrescentam que a base é defendida por artilharia antiaérea colocada nas proximidades. Nas imediações estão igualmente localizadas duas academias de treino militar.
Trump “ansioso” por segunda cimeira
A revelação da base acontece três dias após uma reunião preparatória para um segundo encontro entre o líder da Coreia do Norte e o Presidente dos Estados Unidos.
No sábado, o próprio Donald Trump dizia ter tido um “encontro incrível" com o enviado de Pyongyang Kim Yong Chol.
“Concordámos em encontrarmo-nos, provavelmente no final de fevereiro. Escolhemos um país mas só o anunciamos no futuro. Kim Jong-un está muito ansioso por este encontro e eue também. Fizemos muitos progressos que não foram relatados pelos meios de comunicação social”, declarou Donald Trump.
Ainda assim, a Casa Branca revelava que as sanções económicas à Coreia do Norte são para continuar.
A base de Sino-ri está entre as 20 instalações não declaradas em novembro e, como tal, “não é objeto das negociações de desnuclearização”, refere Vitor Cha, um dos especialistas e autores do relatório.
Apesar de qualquer acordo de desnuclearização obrigar a declarar, verificar e desmantelar as bases de mísseis, “os norte-coreanos não vão negociar nada que não divulgam”, observou o autor.
“Parece que eles estão a jogar um jogo. Continuam a ter toda a capacidade operacional", mesmo que destruam as instalações nucleares que revelaram”, acrescenta.
As dúvidas quanto às intenções da Coreia do Norte em realmente proceder à desnuclearização têm sido alimentadas pelos poucos avanços feitos desde que Kim Jong-un e Donald Trump assinaram um acordo vago, em troca de garantias de segurança de Washington, na cimeira de Singapura, realizada em junho.