Reportagem

Covid-19. A situação ao minuto do novo coronavírus no país e no mundo

À saída da nona reunião no Infarmed, O Presidente da República afirmou esta quarta-feira que o R em Portugal situa-se, neste momento, em 1,08, e na região de Lisboa e Vale do Tejo encontra-se "ligeiramente abaixo" deste valor. O Presidente da República considera que Portugal "está longe dos cenários de rutura" previstos. O país registou esta quarta-feira mais três óbitos e 367 novos casos de infeção pelo novo coronavírus em Portugal. 82 por cento dos novos casos foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo. O diretor-geral da OMS disse hoje que a pandemia da covid-19 "está a crescer a um ritmo alarmante" e defendeu a necessidade de apostar nas infraestruturas necessárias à produção e distribuição de uma vacina. De acordo com o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, "demorou três semanas, no princípio da pandemia, a atingir o primeiro milhão de infetados, mas agora houve mais um milhão de infetados em apenas uma semana".

RTP /

Rafael Marchante - Reuters

Mais atualizações



23h45 - Brasil regista 1.185 mortes nas últimas 24 horas

O Brasil registou 1.185 mortos devido à Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 53.830 vítimas mortais desde o início da pandemia.

Segundo a tutela, 486 das 1.185 mortes ocorreram nos últimos três dias, mas foram incluídas nos dados de hoje.

Está ainda a ser investigada uma eventual relação de 3.904 óbitos com a doença.

Em relação ao número de infetados, o Brasil contabilizou 42.725 novos casos nas últimas 24 horas, num total de 1.188.631 pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus. Destes casos diagnosticados, 649.908 pacientes recuperaram.

O Brasil continua a ser o segundo país do mundo com mais mortos e infetados.

23h21 - Vírus já matou quase 480 mil pessoas no mundo

A pandemia de Covid-19 já matou 478.818 pessoas e infetou mais de 9,3 milhões em todo o mundo desde dezembro. De acordo com o balanço da agência France Presse até às 20h00 desta quarta-feira, houve 9.326.400 casos de infeção diagnosticados em 196 países e territórios, dos quais pelo menos 4.574.300 agora são considerados curados.

22h31 - Festa em parque de campismo de Grândola na origem de novo surto

Há pelo menos 20 infetados como resultado de uma festa de jovens num parque de campismo de Grândola.

A Autoridade de Saúde Pública local está a invesigar os casos de jovens de Setúbal e Lisboa que estiveram no parque de campismo da Galé entre os dias 10 e 11 de junho. Há pelo menos 20 pessoas infetadas.

22h16 - Um morto e nove infetados na urgência de Torres Vedras

Um dos oito doentes do Serviço de Urgência do Hospital de Torres Vedras que testaram positivo para a covid-19 morreu hoje na unidade, onde dois profissionais estão também infetados, informou o Centro Hospitalar do Oeste (CHO).

"O número de doentes infetados subiu para oito, um dos quais faleceu hoje", disse à agência Lusa fonte do conselho de administração do CHO, onde se integra o Hospital de Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

O foco de infeção por covid-19 surgiu no Serviço de Urgência Geral do Hospital de Torres Vedras relacionado com um idoso que esteve internado naquele serviço "com patologias não respiratórias", divulgou a instituição num comunicado, esclarecendo que o mesmo "foi testado antes de ter alta" e foi "validado como negativo".

De acordo com o CHO, "a situação clínica do doente agravou-se e este regressou à urgência, 24 horas depois, desta vez com queixas respiratórias".

Após um segundo teste ao novo coronavírus, o doente testou positivo, tendo sido internado na "área covid" desta unidade hospitalar.

22h01 - Trabalhadores em 'lay-off' do Código do Trabalho recebem complemento em julho

O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social clarificou hoje que os trabalhadores em 'lay-off' ao abrigo do Código do Trabalho terão direito ao complemento de estabilização, que será pago em julho, entre 100 e 351 euros.

O esclarecimento surge numa nota do ministério liderado por Ana Mendes Godinho, após a conferência de imprensa realizada no final da Concertação Social sobre as medidas do Programa de Estabilização Financeira e Social (PEES), como resposta ao impacto da pandemia de covid-19, onde a questão foi colocada.

"Os trabalhadores que estejam abrangidos pelo 'lay-off' normal (do Código do Trabalho) serão também abrangidos pelo pagamento do complemento de estabilização", tal como os trabalhadores que estão em 'lay-off' simplificado, pode ler-se na nota.

21h37 - Começam a chegar mais turistas estrangeiros ao aeroporto de Faro

21h16 - Angola anuncia mais oito casos positivos, dos quais seis "com vínculo em estudo"

Angola registou oito novos casos de covid-19, dos quais seis "com vínculo epidemiológico em estudo", aumentando o número de infeções para 197, informou hoje o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda.

Os seis casos "com vínculo em estudo", ou seja, cuja forma de transmissão está a ser investigada pelas autoridades sanitárias, são quatro mulheres, com idades entre 28 e 52 anos, e um homem de 39 anos, todos residentes na província de Luanda.

Há ainda a registar dois casos de transmissão local, do sexo masculino, com 37 e 42 anos, também moradores de Luanda.

Há três dias, o Governo angolano tinha anunciado outros quatro casos com vínculo epidemiológico "em estudo". Os resultados dessa investigação ainda não foram revelados.

O número de pessoas infetadas aumenta assim para 197, das quais 193 em Luanda e quatro no Cuanza Norte, registando-se 10 óbitos, 77 recuperados e 110 ativos.

20h57 - UE ainda sem acordo sobre países a quem reabrir fronteiras externas

20h55 - Combate à pandemia. Suspeitas põem em causa governador do Rio de Janeiro

20h45 - Bloco propõe subsídio de risco para todos os profissionais de saúde no combate ao covid-19

20h41 - Famílias portuguesas pouparam mais por causa da pandemia

20h33 - Cabo Verde revê em alta casos diários para 16 e anuncia mais 64 recuperados

As autoridades de saúde de Cabo Verde reviram hoje em alta os casos diários do novo coronavírus no país para 16, elevando o total nacional para 999, e anunciaram mais 64 doentes recuperados na Praia, informou fonte oficial.

As informações foram avançadas na cidade da praia, pelo diretor do Serviço de Prevenção e Controlo de Doenças, Jorge Noel Barreto, esclarecendo que, após recontagem dos casos, constatou-se mais um caso, elevando o total diário para 16.

Os novos casos foram registados na cidade da Praia (10, em vez de 09), Santa Cruz (01), todos municípios da ilha de Santiago, e na ilha do Sal (05), elevando o total nacional para 999 casos, desde 19 de março.

20h32 - Governo comprou dois milhões de vacinas contra a gripe

20h31 - Detetado novo foco de contágio de Covid-19 no Hospital de Torres Vedras

20h27 - Reunião com Infarmed. Explicações não convencem partidos

19h24 - Madeira mantém 92 casos e apenas dois são ativos

A Madeira não registou nenhum caso de covid-19 nas últimas 24 horas, mantendo 92 casos notificados, 90 dos quais já recuperados e dois ativos, informou hoje o Instituto de Administração da Saúde - IASAÚDE.

"Até ao dia 23 de junho, foram contabilizadas na Região Autónoma da Madeira 1546 notificações de casos suspeitos de covid-19, dos quais 92 foram casos de covid-19 confirmados", refere o IASAÚDE .

Este organismo refere, então, que a "região regista um total de 90 casos recuperados e dois casos ativos diagnosticados na terceira semana de junho, no contexto das atividades de vigilância implementadas no Aeroporto da Madeira que permanecem em unidade hoteleira dedicada a confinamento, sem necessidade de cuidados hospitalares".

No total, diz ainda, "são 1.167 as pessoas acompanhadas pelas autoridades de saúde dos vários concelhos da região, 377 pessoas em vigilância ativa e 790 em autovigilância".

O total de amostras processadas no Laboratório de Patologia Clínica do Serviço Regional de Saúde - SESARAM é, até à data, de 21.415 e o número de utentes alvo de teste à covid-19 na região é de 19.124.

19h15 - França com mais 11 vítimas mortais

Os últimos dados indicam que a França tem contabilizadas nesta altura 29.731 vítimas mortais da Covid-19. O país conta ainda com 161.348 casos de infeção pelo novo coronavírus.

19h12 - Empresas em 'lay-off' tradicional disparam em maio para 4.629

O número de empresas que aderiram ao 'lay-off' previsto no Código do Trabalho aumentou em mais de 30 vezes entre abril e maio, para 4.629, e os trabalhadores abrangidos totalizaram 44.403, valor mais alto de sempre.

De acordo com as estatísticas mensais da Segurança Social, o número de empresas que aderiram ao regime de 'lay-off' previsto na lei laboral -- e não ao regime simplificado, previsto no âmbito da pandemia da covid-19 -- atingiu 4.629, quando em abril era de 138. No mesmo mês do ano anterior, o número era ainda mais baixo, de 55 empresas.

Já de março para abril, no início da crise causada pela pandemia, o número de empresas em 'lay-off' no regime 'tradicional' tinha mais do que duplicado.

19h05 - PSD propõe mais férias e prémio de desempenho para trabalhadores do SNS que combatem covid-19

18h52 - Holanda vai permitir jogos com adeptos mas não podem cantar alto. E só depois do verão

A Holanda vai aliviar as restrições no país de combate à Covid.

Vão ser autorizadas idas em grupo aos restaurantes e os serviços públicos de transporte vão funcionar em pleno a partir de 1 de julho.

Após o verão, vai ser permitida a ida de público aos estádios de futebol mas os adeptos não podem cantar alto ou gritar.

"Se isso acontecer vão ser de novo fechados", disse o primeiro-ministro do país.

18h30 - OMS. Falta oxigénio para muitos doentes

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou hoje que há falta de oxigénio para muitas pessoas infetadas com covid-19, estimando que, ao ritmo de um milhão de novos casos por semana, sejam precisos 620.000 metros cúbicos por dia.

Em conferência de imprensa a partir da sede da OMS, o diretor geral da OMS, Tedros Ghebreysesus indicou que pela estimativa daquela agência da ONU, a quantidade de oxigénio necessária para os doentes com dificuldade em respirar equivale a 88.000 cilindros de grande dimensão por dia.

No entanto, "muitos países estão a ter dificuldades em obter concentradores de oxigénio (que extraem e purificam oxigénio a partir do ar e permitem armazená-lo na concentração aumentada de que os doentes precisam) porque 80% do mercado está na posse de apenas algumas empresas".

"A procura está a ultrapassar largamente a oferta", declarou.

A OMS e outros organismos da ONU compraram 14.000 concentradores de oxigénio, que estão prontos para ser enviados para 120 países que deles precisam nas próximas semanas e garantiu a compra de mais 170.000 ao longo dos próximos seis meses.

18h27 - SNPVAC exige esclarecimentos de Bruxelas, Governo e TAP sobre companhia

18h18 - Teste para vacina da Covid-19 na África do Sul

A Universidade de Oxford iniciou testes em humanos para uma potencial vacina contra o novo coronavírus na África do Sul, país onde continuam a aumentar os casos.

Cerca de 2000 voluntários vão receber a vacina e serão acompanhados durantes 12 meses.

18h05 - Aumento de casos deve-se a "falta de decisões" do Governo - Albuquerque

O presidente do executivo da Madeira, Miguel Albuquerque, considerou hoje que o aumento dos casos de infetados de covid-19 em Portugal se deve à falta de controlo das unidades sanitárias e de "decisões certas" do Governo nacional.

"Acho que a história das festas é uma desculpa", declarou o governante madeirense durante a visita que efetuou à obra de recuperação da Levada do Monte Medonho, um dos percursos pedestres existente no concelho da Ribeira Brava.

Miguel Albuquerque reagia assim ao aumento do número de mortos (mais três) e infetados (mais 367) em Portugal nas últimas 24 horas, a maioria na Região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

Para o chefe do Governo da Madeira, "os surtos não aconteceram por causa das festas, aconteceram devido a uma falta de controlo das autoridades sanitárias relativamente a um conjunto de áreas, sobretudo as mais deprimidas da Área Metropolitana de Lisboa, onde isso tem surgido".

"Essa ideia serve para disfarçar as falhas logísticas e operacionais e a falta de medidas do Governo para acusar meia dúzia de festas em Carcavelos. Não foi por causa disso", afirmou.


Frisando que "em política as coisas não acontecem por milagre", Miguel Albuquerque argumentou que "ou se tomam as decisões certas em termos de Governo ou então temos as consequências".

17h19 - TAP vai realizar voo humanitário entre Maputo-Lisboa no dia 27

A TAP vai realizar um voo humanitário entre Maputo e Lisboa no dia 27 deste mês, anunciou hoje em comunicado a embaixada de Portugal em Maputo.

O voo vai transportar cidadãos portugueses e de outras nacionalidades que pretendem sair definitivamente de Moçambique, que estejam numa situação de urgência médica e viajantes ocasionais que se encontrem retidos no país, refere a nota.

"Os restantes interessados deverão procurar adquirir ou alterar o seu bilhete pelos canais habituais de reservas da TAP, sujeito à disponibilidade de lugares", diz o comunicado.

Os passageiros que serão transportados pelo voo humanitário tem viagem marcada após contactar os consulados gerais de Portugal em Maputo, no sul, de Moçambique, e na Beira, centro, acrescenta a nota.

Por outro lado, comprovaram "documentalmente que se enquadram nos critérios prioritários de viagem", prossegue o comunicado.

O texto refere ainda que não há "qualquer indicação quanto a uma eventual retoma dos voos regulares de regresso a Moçambique".

17h09 - Maratona de Berlim cancelada devido à "imprevisibilidade" da pandemia

A edição de 2020 da maratona de Berlim, uma das seis mais importantes do calendário mundial e que estava inicialmente agendada para 27 de setembro, foi cancelada devido à pandemia da covid-19, anunciou hoje a organização.

16h52 - OMS diz que o mundo deve registar um total de 10 milhões de infeções pelo novo coronavírus já durante a próxima semana

16h40 - EUA com o segundo maior aumento de novos casos desde o início da pandemia

Os EUA registaram terça-feira o segundo maior aumento de casos no país em 24 horas - mais 35.588 novos casos - desde o início da pandemia no país.

Só na Florida foram registados mais de 5,500 casos de infeção.

A pandemia também não dá tréguas no Arizona, California, Mississippi and Nevada. No Texas, o recorde de novos casos num dia foi estabelecido no Texas.

O vírus parece que está nesta altura a entrar pelas zonas mais rurais dos EUA.

16h26 - Maratona de Nova Iorque cancelada pela segunda vez em 50 anos

A maratona de Nova Iorque, uma das mais importantes do calendário mundial, que estava agendada para 01 de novembro, foi cancelada devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje a organização da prova.

"A Road Runners (organismo responsável pela competição) e a cidade de Nova Iorque decidiram, em conjunto, cancelar a maior maratona do mundo devido a preocupações relacionadas com o coronavírus. Desta forma, estamos a proteger a saúde e a segurança dos corredores, dos espetadores, dos voluntários, dos trabalhadores e dos parceiros e comunidades que apoiam e trabalham neste evento", informa a organização, em comunicado.

16h14 - Reino Unido com mais 154 vítimas mortais

O país registou desde o início da pandemia 43.081 vítimas mortais do novo coronavírus.

16h12 - BCE prevê que economia da zona euro regresse ao nível de 2019 em dois anos

O economista chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, estimou hoje que a economia da zona euro regresse no final de 2022 ao nível registado em 2019.

Lane, que falava no seminário 'online' "Food for Thought", defendeu que as compras de dívida e as injeções de liquidez, aprovadas pelo banco central para travar o impacto da pandemia de covid-19, vão impulsionar em 1,3 pontos percentuais (p.p.) a produção da zona euro e em 0,8 p.p. a taxa de inflação homóloga.

Este responsável referiu ainda que as medidas de apoio fiscal, aprovadas pelos governos, vão contribuir em 2,5 pontos percentuais para a produção na zona euro este ano.

"À medida que as (restrições) de confinamento são levantadas, vemos alguns sinais de uma recuperação inicial. No entanto, espera-se que o processo venha a decorrer de forma bastante gradual e que vai demorar até que os consumidores e as empresas recuperem do impacto", afirmou o economista chefe do BCE.

Philip Lane apontou também que a rapidez da recuperação depende, por outro lado, do desenho e do calendário dos programas de estímulo, acrescentando que o resultado das negociações do fundo de recuperação da União Europeia será "um fator importante na determinação do ritmo futuro da economia da zona euro".

16h05 - PAN preocupado com desconfinamento e com ocupação dos hospitais

16h01 - "Os Verdes" alertam para a necessidade de sensibilização

16h00 - Iniciativa Liberal fala de "fragilidades do processo de tomada de decisão"

15h46 - Chega pede que Governo defenda Lisboa lá fora

15h39 - Número de testes realizados acompanha evolução da epidemia, diz a Diretora-geral da Saúde

A diretora-geral da Saúde afirmou hoje que o número de testes de diagnóstico da covid-19 realizados em Portugal acompanha a evolução da situação epidemiológica, justificando o menor reforço da testagem com a diminuição do número de sintomáticos.

"É natural que à medida que a nossa epidemia vai tendo menos pessoas que apresentam sintomas, sejam testados menos indivíduos do que estavam a ser testados antes", explicou Graça Freitas, durante a conferência de imprensa destinada atualizar a informação relativa à pandemia de covid-19.

Questionada sobre o menor número de testes que estão atualmente a ser realizados em Portugal, a diretora-geral esclareceu que as orientações internacionais vão no sentido testar, com prioridade, todas as pessoas que apresentem sintomas, que atualmente são menos.

Por outro lado, acrescenta, também são colocadas sob vigilância os contactos próximos de todos os doentes infetados, mas mesmo nesses casos a relevância dos testes é relativa.

15h32 - PS considera que situação em Lisboa está "sob controlo"

15h31 - CDS diz que situação em Lisboa é "grave" e que especialistas dizem que pode ser "início de segunda vaga"

15h27 - OMS. Pandemia "está a crescer a um ritmo alarmante"

O diretor-geral da OMS disse hoje que a pandemia da covid-19 "está a crescer a um ritmo alarmante" e defendeu a necessidade de apostar nas infraestruturas necessárias à produção e distribuição de uma vacina.

De acordo com o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, "demorou três semanas, no princípio da pandemia, a atingir o primeiro milhão de infetados, mas agora houve mais um milhão de infetados em apenas uma semana".

Falando num seminário organizado pela União Africana e pela OMS sobre a importância de uma vacina em África, Tedros Ghebreyesus salientou a necessidade de continuarem a ser cumpridas as regras de contenção da pandemia e salientou que, neste continente, já foram entregues 22 milhões de itens de uso pessoal e de proteção.

"Amanhã (quinta-feira) o Governo da República Democrática do Congo vai anunciar o fim da epidemia de Ébola no leste do país, depois de dois anos de luta que resultaram em quase 3.500 casos, 2.300 mortos e mil sobreviventes", disse Ghebreyesus, apontando que as lições têm de ser aprendidas.

"Muitas das medidas contra o Ébola são essenciais para combater a covid-19", apontou, elencando a despistagem de casos, o isolamento, os testes e o mapeamento dos contactos.

"No entanto, não temos ainda uma vacina, e isto faz toda a diferença", lamentou o responsável, salientando a importância de os países do continente africano se prepararem para o momento em que uma vacina for descoberta.

Ghebreyesus defendeu que "o mundo precisa de uma colaboração global sem precedentes, uma ação hoje quer dizer mais vidas salvas e a economia a recuperar mais rapidamente", acrescentando que das 220 vacinas em desenvolvimento, "é certo que a maioria vai falhar".

15h24 - BE defende medidas concretas para "verdadeiras causas do surto"

15h23 - PSD diz que técnicos olham para números em Lisboa como uma segunda onda

14h36 - Marcelo fala à saída da reunião no Infarmed

À saída da nona reunião no Infarmed, Marcelo Rebelo de Sousa acentuou esta quarta-feira que o R em Portugal situa-se, neste momento, em 1,08 e na região de Lisboa e Vale do Tejo encontra-se "ligeiramente abaixo" deste valor. O Presidente da República considera que Portugal "está longe dos cenários de rutura" previstos.

“A realidade atual mostra que não se verificou uma subida em termos de óbitos, há uma tendência relativamente estável decrescente e relativamente aos internados existe uma ligeira subida numa tendência que é de estabilização na descida”, anunciou o Presidente da República, considerando que os “alguns dos cenários previstos eram muito preocupantes, quer em termos de mortos, quer em termos de pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde”.
Marcelo Rebelo de Sousa considera, por isso, que o quadro atual português está “longe dos cenários de pré-rutura e rutura, como por exemplo o cenário de duplicação do número de infetados como efeito do desconfinamento”.

O presidente da República revelou de seguida que Portugal “está no grupo daqueles cinco países que mais testes realizaram por milhão de habitantes” e sublinhou que o indicador de transmissão do vírus, o R, em Portugal é, atualmente, de 1,8, “com Lisboa e Vale do Tejo relativamente abaixo”.

14h18 - Capacidade hospitalar na região de Lisboa assegurada “em rede”

A situação da região de Lisboa e Vale do Tejo está a “ser trabalhada como uma situação que não está fora de controlo e com um foco para evitar situação dramáticas”, assegurou a secretária de Estado da Saúde.

Relativamente à capacidade hospitalar na região e a resposta a nível de saúde pública, o que “tem sido dado é o foco para a vigilância nas autoridades e o foco para os inquéritos e rastreamentos de saúde pública”.

“O facto de o Serviço Nacional de Saúde funcionar em rede, permite assegurar que a capacidade de internamento, nas unidades de cuidados intensivos” não fica “muito aquém” e os vários hospitais da rede podem “suprir as várias carências” quando se verificam.

Quanto ao caso do hospital de Torres Vedras, Jamila Madeira confirma que há pelo menos oito casos positivos de doentes com covid-19.

14h15 - Casos "ocultados" em empresas

Sobre a existência de denúncias de casos em centros comerciais e empresas, alegadamente ocultados, a diretora-geral da Saúde, afirmou que a questão é aqui que qualquer denúncia tem de ser averiguada.

Graça Freitas lembrou, entretanto, que atualmente o contágio verifica-se particularmente dentro das habitações, a seguir no contexto laboral e depois no contexto social. Daqui, a diretora-geral da Saúde sublinhou a grande responsabilidade social que recai sobre as empresas e suas direções, bem como da própria massa trabalhadora.

Quanto à questão da reabertura dos bares, Graça Freitas diz que a decisão cabe ao Governo, sendo que, em termos gerais, “não é uma questão de abrir ou não abrir, mas de cumprir regras”.

13h51 - Portugal tem reforço de “reserva estratégica” do SNS

Referindo-se aos desafios e adversidades que a pandemia tem obrigado o país a enfrentar, Jamila Madeira garante que continua a haver investimento “no reforço da reserva estratégica nacional, no reforço da capacidade laboratorial do país, no alargamento da rede de cuidados intensivos, no reforço dos meios de saúde pública, no reforço das redes de sistemas de informação em saúde, bem como mais recursos humanos à disposição do SNS”.

Na mesma perspetiva, a secretária de Estado disse que o Governo avançou já “para a preparação da próxima época gripal, garantindo a maior compra de sempre de vacinas contra a gripe em Portugal”.

São “dois milhões de vacinas, mais 38 por cento de aquisição, salvaguardando que mais portugueses, numa situação também de maior risco, estarão protegidos no próximo inverno”.

13h49 - DGS defende capacidade de testagem

Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, respondia a uma questão relativa à capacidade de testagem em Portugal para sublinhar que o primeiro motivo para testar está naquelas pessoas que apresentam sintomas. Depois, os contactos próximos dos indivíduos que dão positivo.

Graça Freitas admite testagens massivas em locais como escolas ou lares, mas, em contexto de comunidade, a prioridade é de testar as pessoas mais vulneráveis ou as mais idosas.

De resto, sublinhou, “o nosso país tem sido muito assertivo na sua política de testes, muito claro nas suas prioridades.

13h40 – Regras de higiene e distanciamento social são para manter

Jamila Madeira lembrou que embora a maioria dos casos de infeção estejam a surgir na região de Lisboa e Vale do Tejo (82 por cento), “as situações mais particulares têm vindo a merecer um acompanhamento mais incisivo”, o que justificou “novas medidas” que já estão a ser aplicadas.

O Governo espera mitigar os números nesta região com estas novas restrições, continuou a secretária de Estado que considera que não se pode “nem perder o foco por razões ligadas à dimensão económica ou à dimensão emocional, nem esquecer que estamos no meio de uma pandemia e que temos de ter as regras de higiene, distanciamento social e etiqueta respiratória devidas para que esta não vença”.

“Agora, como antes, devemos manter o foco e a disciplina, (…) exercendo a responsabilidade individual, enquanto membros de uma comunidade e agentes de saúde publica”.

13h39 – Portugal com mais três mortos e 367 casos de infeção

O balanço atualizado da Direção-Geral da Saúde, esta quarta-feira, indica que há mais três óbitos e 367 novos casos de infeção pelo novo coronavírus em Portugal. Jamila Madeira afirmou que 82 por cento dos novos casos foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Neste momento, 96,6 por cento dos doentes de Covid-19 estão a recuperar em domicílio, 2,6 por cento estão internados em enfermaria e 0,6 por cento nos cuidados intensivos. A secretária de Estado da Saúde afirmou ainda que a taxa de letalidade global, atual, é de 3,8 por cento.

Portugal conta já com 40.104 pessoas infetadas e 1543 vítimas mortais da Covid-19, desde o início da pandemia.

13h30 - Ministério das Finanças destaca "forte impacto" da pandemia nas contas públicas

Numa reacção aos números do défice (1,1% no primeiro trimestre) publicados pelo Instituto Nacional de Estatística, o Ministério das Finanças destacou o "forte impacto que a pandemia da covid-19 teve na evolução da economia portuguesa".

O Ministério das Finanças lembra que o défice ocorre "depois de em 2019 ter atingido, pela primeira vez em democracia, um saldo excedentário (+0,2% do PIB)". A evolução do saldo orçamental é explicada por um crescimento de 4,3% da despesa total em termos homólogos, superior ao aumento de 1,1% da receita.

No caso da despesa, o Ministério das Finanças destaca o "crescimento significativo dos subsídios (+18%), e dos consumos intermédios (+9,3%), em particular na saúde".

"Saliente-se ainda que este resultado acontece em simultâneo com um crescimento homólogo do investimento público de 23,7%, em linha com o previsto no orçamento, refletindo o reforço dos recursos dedicados à melhoria dos serviços públicos e das infraestruturas", sublinha a equipa de João Leão.

13h24 - Pelo menos 477 mil mortos e mais de 9,2 milhões de infetados em todo mundo

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 477.570 pessoas. Segundo um balanço da agência AFP, há ainda mais de 9.279.310 infetados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan.

Pelo menos 4.548.900 casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 121.225 e 2.347.102 casos, respetivamente. Pelo menos 647.548 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 52.645 mortes para 1.145.906 casos, Reino Unido com 42.927 mortes (306.210 casos), Itália com 34.675 mortes (238.833 casos) e França com 29.720 mortos (197.674 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 83.430 casos (12 novos entre terça-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 78.428 curados.

A Europa totalizou 194.029 mortes para 2.567.220 casos, Estados Unidos e Canadá 129.724 mortes (2.449.065 casos), América Latina e Caraíbas 100.399 mortes (2.163.594 casos), Ásia 30.566 mortes (1.096.166 casos), Médio Oriente 14.155 mortes (669.097 casos), África 8.565 mortes (325.216 casos) e Oceânia 132 mortes (8.958 casos).

13h15 - Hospital de Torres Vedras confirma 5 casos covid-19

Um primeiro doente deu entrada no hospital, mas sem sintomas de infecção pelo novo coronavírus. Fez o teste e deu negativo. Voltou às urgências 24 horas depois, já com queixas respiratórias. Fez o teste e o resultado foi positivo.

O hospital está a fazer testes a todos os contactos próximos, internos e externos ao hospital. Já encontrou mais quatro pessoas infetadas.

Na primeira deslocação às urgências, aquele primeiro doente não foi atendido na área covid, já que não revelava sintomas de infecção.

12h57 - Pandemia fez disparar mortes na Europa na primavera

A pandemia da covid-19 fez disparar o número de mortes na Europa em março e abril, tendo-se registado mais 140 mil óbitos do que a média do mesmo período entre 2016 e 2019, segundo dados do Eurostat.

O impacto da pandemia, de acordo com o gabinete estatístico da União Europeia (UE), é avaliado tendo em conta o número total de mortes devidas a outras causas e, de acordo com os dados disponíveis, houve mais 140 mil mortes entre as semanas 10 e 17 do ano (março e abril) do que a média no mesmo período entre 2016 e 2019.

O pico da pandemia, tendo em conta a média semanal entre 2016 e 2019, foi atingido na semana 14 do ano.

O Eurostat indica ainda que, nas semanas 10 a 13, morreram mais homens do que mulheres, tendo na semana 14 sido praticamente equivalente e, a partir daí, aumentaram os óbitos entre as mulheres nas semanas 15 a 17.

Considerando as idades, o novo coronavírus SARS-CoV-2 fez aumentar significativamente as mortes entre as pessoas com mais de 70 anos entre as semanas 10 e 17 comparativamente ao período entre 2016-2019, com um acréscimo de cerca de 40% nos homens e 30% nas mulheres.

Em Portugal, o maior pico de mortes (2.650) foi na semana 14 do ano, com uma nova subida na semana 22 (2.284).

12h51 - Covid-19. Portugal com mais 3 mortos, 367 casos e 254 recuperados

Portugal regista hoje mais três mortos relacionados com a covid-19 do que na terça-feira e mais 367 infetados, a maioria na Região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Os dados da DGS indicam 1.543 mortes relacionadas com a covid-19 e 40.104 casos confirmados desde o início da pandemia.

Em comparação com os dados de terça-feira, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,2%. Já os casos de infeção subiram 0,9%.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado o maior número de surtos, a pandemia de covid-19 atingiu os 17.527 casos confirmados, mais 302 do que na terça-feira, o que corresponde a 82% dos novos contágios.

12h45 - Sindicato exige que empresa DHL na Azambuja teste todos os trabalhadores

O Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços exige que a empresa DHL Supply Chain da Azambuja faça testes de despiste da covid-19 a todos os trabalhadores e que divulgue os resultados.

Ricardo Mendes, do Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), adiantou que os trabalhadores estão a cumprir uma greve parcial desde segunda-feira, que vai prolongar-se até sexta-feira, para exigir testes para todos e a divulgação dos resultados, um plano de contingência abrangente para a covid-19, o direito à pausa e um aumento salarial.

"Estamos no terceiro dia de piquete de greve parcial junto aos armazéns da Sonae. Todos os dias, cerca de 30 trabalhadores vêm ao exterior para fazer exigências à empresa", disse.

No primeiro dia, explicou, foi atendida pela empresa uma das revindicações, a da pausa de 15 minutos para descansar ou para fazer pequenas refeições, mas as outras ainda não tiveram resposta.

De acordo com Ricardo Mendes, a greve é direcionada à DHL Supply Chain, onde no início do mês foram detetados casos de infeção com o novo coronavírus, que provoca a doença da covid-19.

12h41 - Empresários de diversão itinerante querem respostas

As duas associações representativas das empresas de diversão e restauração itinerante lamentam ainda não haver data para começaram a trabalhar, no contexto da covid-19, apesar de saberem que o processo está em curso nas autoridades de saúde.

O presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Diversão (APED), Francisco Bernardo, disse à agência Lusa que o setor ainda não obteve resposta ao processo que está a decorrer, considerando que o prazo está "a ficar curto".

"Se tudo corresse bem, no início de julho tínhamos a autorização para começar, mas agora as últimas notícias (aumento dos casos de covid-19) não animam nada. Está a ficar curto o prazo para que as coisas comecem pois não pode ser de um dia para o outro", sublinhou Francisco Bernardo.

Também o presidente da recém-criada Associação dos Profissionais Itinerantes Certificados (APIC), Luís Fonseca, lamentou não ter havido ainda uma resposta por parte das autoridades, avisando que o setor "não está preparado para ser de novo enganado".

"Desmobilizámos o protesto porque deram a garantia que nos iam resolver a situação até ao final do mês e, até agora, nada, não responderam a qualquer email nestes últimos oito dias", avançou, acrescentando compreender que o número de casos de infeção com o novo coronavírus aumentou e que isso acarreta trabalho.

12h07 - Em Reguengos de Monsaraz sobe para 88 o número de infetados

A confirmação é do presidente da câmara, José Calixto. O número de casos positivos de covid-19 em Reguengos de Monsaraz, cidade do distrito de Évora, subiu para 88. No lar onde surgiu o foco de infeção há 69 doentes, entre utentes e funcionárias, número a que se somam 19 infeções na comunidade, para um total de 88 casos confirmados.

11h50 - Lar Caneças. Confirmada segunda morte por covid-19

Morreu mais um utente do lar de Caneças em Odivelas, onde há mais de 87 pessoas infetadas, entre idosos e funcionários. O Presidente da Junta da União de Freguesias de Camada e Caneças confirmou há pouco o óbito e fez o ponto da situação.


11h35 - Gasolineiras da AML podem continuar a vender combustível 24 horas por dia

Os postos de abastecimento de combustíveis na Área Metropolitana de Lisboa (AML) podem permanecer abertos 24 horas exclusivamente para venda ao público de combustível e abastecimento de veículos, apesar das regras de restrição ao comércio na AML, de acordo com um despacho publicado no Diário da República (DR).

A Área Metropolitana de Lisboa (AML) está sujeita desde terça-feira a medidas mais restritivas para conter os casos de covid-19, entre as quais a proibição de funcionamento de todos os estabelecimentos de comércio a retalho e de prestação de serviços, bem como os que se encontrem em conjuntos comerciais, a partir das 20:00. Já tinha sido estabelecida uma exceção para os estabelecimentos de restauração exclusivamente para efeitos de serviço de refeições.

O novo despacho determina que os estabelecimentos que tenham autorização para funcionar 24 horas por dia, como áreas de serviço, podem reabrir às 6:00. No entanto, os postos de abastecimento de combustíveis podem continuar a funcionar 24 horas por dia, mas "exclusivamente para efeitos de venda ao público de combustíveis e abastecimento de veículos".

O diploma que estabeleceu as medida mais restritivas para a AML já tinha proibido "a venda de bebidas alcoólicas nas áreas de serviço ou nos postos de abastecimento de combustíveis localizados na AML".

Também foi proibido o consumo de bebidas alcoólicas em espaços ao ar livre de acesso ao público na AML, "excetuando-se os espaços exteriores dos estabelecimentos de restauração e bebidas devidamente licenciados para o efeito" (esplanadas), que estão limitados ao encerramento até às 20:00.

A AML é integrada pelos municípios de Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

11h27 - "Que Mundo vem aí?", o cenário pós-pandemia esta noite em debate no Fronteiras XXI

Esta noite, no programa Fronteiras XXI, na RTP 3, o debate vai centrar-se nos novos caminhos que se abrem em Portugal - e no mundo - após a pandemia. Especialistas de várias áreas vão tentar perspetivar o futuro.


11h17 - Défice das contas públicas foi de 1,1% no primeiro trimestre

O saldo orçamental das Administrações Públicas (AP) registou um défice de 1,1% do PIB no primeiro trimestre: "O saldo das AP foi negativo no 1.º trimestre de 2020, atingindo -570,9 milhões de euros (-1,1% do PIB, o que compara com 0,1% no trimestre homólogo), observando-se um aumento da despesa total em termos homólogos (4,3%), superior ao aumento da receita total (1,1%)", pode ler-se na nota hoje divulgada pelo INE, um resultado que já espelha as consequências da pandemia de covid-19.

Segundo as Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional, no ano terminado em março de 2020 o saldo "registou uma diminuição de 0,3 p.p." (pontos percentuais), "passando de um saldo positivo no trimestre anterior para negativo (-0,1% do PIB)".

10h58 -Rússia ultrapassou os 600 mil casos de infeção

A Rússia ultrapassou os 600 mil casos de infeção do novo coronavírus após terem sido detetados 7.176 novos contágios nas últimas 24 horas: "No último dia foram registados 7.176 novos casos em 84 regiões do país, entre eles 2.272 pessoas sem sintomas clínicos", referiu o gabinete de crise.

Em Moscovo foram contabilizados 811 novos casos de covid-19. Na terça-feira morreram na Rússia 154 pessoas, vítimas da doença, 14 dos quais na capital.

Desde o início da pandemia morreram 8.513 pessoas de covid-19, de acordo com o balanço oficial de Moscovo.

10h52 - Médicos pedem ao Governo britânico que prepare país para nova vaga

Profissionais de saúde disseram à classe política britânica que prepare o Reino Unido para o "risco real" de uma segunda vaga da pandemia um dia após o primeiro-ministro Boris Johnson anunciar para início de julho a reabertura de bares, restaurantes, cabeleireiros, museus e cinemas.

"Embora seja difícil prever o formato da pandemia no Reino Unido, as evidências disponíveis mostram que os focos são cada vez mais prováveis e que uma segunda vaga constitui um risco real", escreveram representantes da classe médica numa carta aberta na publicação especializada British Medical Journal, entre os quais o presidente da Associação Médica Britânica, que representa os médicos do Reino Unido.

"Agora, não se trata apenas de lidar com as importantes repercussões da primeira fase da pandemia, mas também de garantir que o país esteja adequadamente preparado para conter uma segunda fase", sublinharam os subscritores.

10h49 - Myanmar. O território onde a pandemia é desconhecida

Os habitantes do extremo oeste de Myanmar podem nunca ter ouvido falar da pandemia de Covid-19 porque lhes foi cortado o acesso à Internet há um ano. O Governo justifica o corte como uma medida para controlar o conflito que se vive no país, mas esta revelou-se uma estratégia falhada.

10h45 - Número de infetados em Reguengos de Monsaraz sobe para 88

O número de casos positivos de covid-19 subiu para 88, com 69 doentes no lar onde surgiu o foco, entre utentes e funcionárias, e 19 infeções comunitárias.

"Deste número total de 88 casos ativos, registamos 69 [na Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva] e 19 na comunidade", revelou o município, assinalando que estas infeções se verificam "num universo de cerca de 600 testes com resultados conhecidos e realizados" até segunda-feira.

Na terça-feira, "foram recolhidas mais cerca de 100 amostras, cujos respetivos testes aguardam resultado", num "esforço de testagem [que] continuará nos próximos dias", acrescentou a câmara, num comunicado enviado à Lusa.

De acordo com a autarquia, o total de infetados aumentou porque, ao longo de terça-feira, foram detetados mais 11 casos positivos na comunidade e seis na fundação (FMIVPS).

10h22 - Diabéticos e hipertensos passam a estar defendidos nas medidas de apoio no âmbito da pandemia

Foi hoje aprovada alteração ao decreto do Governo para incluir os diabéticos e hipertensos nas medidas de apoio e proteção no âmbito da pandemia covid-19.

O Bloco de Esquerda tinha solicitado a apreciação parlamentar do DL do Governo. A comissão de saúde aprovou a alteração para que os diabéticos e hipertensos sem condições para o teletrabalho tenham, nomeadamente, direito a faltas justificadas na entidade empregadora ao abrigo de um regime especial.

O diploma do Governo previa inicialmente que fosse assim, mas foi depois alterado pelo Executivo. A proposta de alteração foi aprovada com o voto contra do PS e a favor dos restantes partidos.

10h05 - Número de mortos em África sobe para 8.618

O número de mortos no continente devido a covid-19 subiu para 8.618, mais 284 nas últimas 24 horas. De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infetados é de 324.696, mais 9.286 casos nas últimas 24 horas.

O número de recuperados é de 154.170, mais 4.188.

A África Austral regista o maior número de casos (110.756) e contabiliza 2.160 mortos, a grande maioria concentrada na África do Sul, o país com mais infetados em todo o continente (106.108) e que regista 2.102 vítimas mortais.

O Norte de África lidera no número de mortes (3.618), em 85.343 infeções.

A África Ocidental conta 1.180 mortos em 64.957 infetados, a África Oriental regista 980 vítimas mortais e 32.644 casos, enquanto na África Central há 680 mortos em 30.996 infeções.

O Egito, o país africano com mais vítimas mortais, contabiliza hoje 2.365 mortos e 58.141 casos de infeção, seguindo-se a África do Sul e depois a Argélia, com 861 vítimas mortais e 12.076 infetados.

Entre os cinco países mais afetados, está também a Nigéria, com 533 mortos e 21.371 infetados, e o Sudão, com 548 mortes, apesar de ter um número de infeções mais reduzido (8.889).

Quanto aos países africanos lusófonos, a Guiné-Bissau é o que tem mais infeções e mortes, com 1.556 casos e 19 vítimas mortais. Cabo Verde tem 983 infeções e oito mortos e Moçambique conta 757 doentes infetados e cinco mortos. São Tomé e Príncipe contabiliza 707 casos e 12 mortos e Angola tem 189 casos confirmados de covid-19 e dez mortos.

A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tem 2.001 casos e mantém 32 mortos, de acordo com o África CDC.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 473 mil mortos e infetou mais de 9,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

9h35 - Cabo Verde reforça capacidade em laboratórios

O Governo cabo-verdiano vai reforçar os laboratórios de virologia que asseguram o diagnóstico da covid-19 com equipamentos, materiais e reagentes, num investimento de mais de 3,7 milhões de euros.

Atualmente funcionam em Cabo Verde dois laboratórios de virologia, do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), na Praia, ilha de Santiago, e no Mindelo, ilha de São Vicente. O Governo vai agora instalar uma unidade na Praia e outra na ilha do Sal.

9h15 - Mais 587 casos na Alemanha

O número de infetados subiu no país em 587, para um total de 191.449. O número de mortos vai em 8.914 depois do registo, esta quarta-feira, de mais 19 óbitos.

Um surto numa unidade industrial na Renânia do Norte-Vestfália levou a vizinha Áustria a emitir um aviso contra as viagens para este Estado alemão.

9h05 - Noite de São João no Porto tranquila e com pouco movimento

Foi uma noite de São João diferente, com as ruas praticamente vazias e as lojas a fechar mais cedo.


8h41 - Setor da animação noturna sem previsão de abertura

Continua sem se saber quando reabrem os estabelecimentos noturnos, encerrados por determinação do Governo devido à pandemia. A AHRESP, associação de hotelaria e restauração, diz que os bares e discotecas do país têm condições para reabrir em segurança. Apresentou ao Governo um guia de boas práticas para acelerar a reabertura.


8h35 - Torre Eiffel reabre esta quinta-feira

Ultimam-se os preparativos para reabrir a Torre Eiffel esta quinta-feira, sob fortes medidas de segurança sanitária. Os bilhetes só se podem comprar online e é obrigatório o uso de máscara.


8h10 - Discriminação, racismo e preconceito no confinamento

Houve discriminação, racismo e preconceito contra minorias étnicas e pessoas mais desfavorecidas na forma como a polícia atuou em diversos países europeus durante o confinamento.
Antena 1

A denúncia é da Amnistia Internacional, que avaliou a atuação policial em doze países europeus durante o confinamento.

8h00 - Ensino à distância decorreu com constrangimentos e desigualdades

Na semana em que termina o ano letivo, um estudo da Universidade Nova de Lisboa revela que houve constrangimentos e desigualdades no ensino o terceiro período.
Antena 1

Concluiu também que dois terços dos alunos vão ser avaliados sem terem feito testes no terceiro período e que um quarto dos professores, pelo menos, não deram matéria nova, apenas fizeram revisões do que já tinha sido ensinado nos dois primeiros períodos.

7h52 - Em debate projeto do BE para reduzir número de alunos por turma

A Assembleia da República debate esta quarta-feira um projeto de lei do Bloco de Esquerda para reduzir o número de alunos por turma, tendo em conta a pandemia da Covid-19.

O diploma propõe reduzir o número de alunos por turma no ano letivo de 2020/2021, no pré-escolar, ensino básico e secundário. Prevê, concretamente, que "o número de alunos por turma corresponderá a um mínimo de 15 e um máximo de 20".

Na semana passada, em declarações à agência Lusa, a deputada Joana Mortágua acusou o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, de estar em silêncio sobre o plano para o regresso às escolas no próximo ano letivo e deixar assim o país "em suspenso".

A deputada bloquista afirmou ainda que o partido agendou esta iniciativa com o intuito de alertar para a necessidade de preparar o início do próximo ano letivo, uma vez que "é fundamental que as crianças voltem para a escola".

"A prioridade do Bloco de Esquerda é pensar em que condições é que as crianças podem voltar à escola com segurança. Com segurança para as suas famílias, para os professores, para os funcionários. e a única forma é reduzir os grupos", explicou.

7h38 - Mais de 100 mil mortos e 2,1 milhões de casos na América Latina

A pandemia da Covid-19 provocou já mais de 100 mil mortos na América Latina e Caraíbas, mais de metade no Brasil, segundo um balanço da agência de notícias France Presse, a partir de dados oficiais.

A região contabiliza mais de 2,1 milhões de casos confirmados desde o início da pandemia.

Os países mais afetados são o Brasil, México, Peru e Chile.
  
7h30 - Índia com mais de 15 mil casos e 465 mortes num dia

As autoridades da Índia registaram 465 mortes e 15.968 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de óbitos para 14.476 e de infetados para 456.183. É uma nova marca diária.

O Ministério indiano da Saúde adiantou ainda que Bombaim e Nova Deli são as cidades mais atingidas e que a taxa de recuperação continua a melhorar, situando-se em 56,38 por cento.

Os Estados de Maharashtra, Nova Deli e Tamil Nadu são os mais afetados, com quase 60 por cento de todos os casos na Índia.

Nova Deli assume-se concentra nesta altura as maiores preocupações do Governo, criticado pelo baixo volume de testes e pela escassez de camas hospitalares.

Com o aumento das infeções na capital, o Executivo estimou que terá quase 550 mil casos até ao final de julho.

A Índia é o quarto país mais atingido pela pandemia da Covid-19 no mundo, depois de Estados Unidos, Rússia e Brasil.

7h13 - México com recorde diário de casos e mais 759 mortes em 24 horas

O México registou 6288 infetados com a Covid-19 nas últimas 24 horas, um recorde diário, e mais 759 mortes, o que elevou o total de óbitos para 23.377, informaram as autoridades.

Desde o início da pandemia, o México já identificou 191.410 casos, com as entidades oficiais a admitirem que o número será mais alto, uma vez que até ao momento foram realizados apenas cerca de meio milhão de testes, um por cada 250 habitantes.

O México também possui uma taxa extremamente alta de infeções entre os profissionais de saúde: cerca de 39 mil dos casos confirmados (20 por cento do total), registando-se ainda 584 mortes entre médicos, enfermeiros, técnicos e funcionários de hospitais.

7h04 - Brasil com 1374 mortos e quase 40 mil infetados em 24 horas

O Brasil voltou a registar mais de mil mortes diárias devido à Covid-19, com 1374 óbitos e 39.436 novos casos nas últimas 24 horas, informou o Ministério da Saúde do país.

De acordo com o Executivo, 556 das 1374 mortes ocorreram nos últimos três dias, mas foram incluídas nos últimos dados.

O Brasil, segundo país do mundo com mais mortos e infetados, totaliza agora 52.645 vítimas mortais e 1.145.906 pessoas diagnosticadas desde o início da pandemia, registada oficialmente no país em 26 de fevereiro.

O Brasil é também a segunda nação com mais doentes recuperados do novo coronavírus (613.345), apenas atrás dos Estados Unidos da América, sendo que 479.916 doentes continuam sob acompanhamento.

Segundo a tutela da Saúde, a letalidade da doença no país sul-americano mantém-se nos 4,6%, registando uma incidência de 25,1 mortes e 545,3 casos de Covid-19 por cada 100 mil habitantes (a população do Brasil é de cerca de 210 milhões de pessoas).

O foco da pandemia no país é o Estado de São Paulo, que concentra 229.475 casos de infeção e 13.068 vítimas mortais, tendo registado nas últimas 24 horas um recorde de mortes.

6h35 - Ponto de situação

As mais altas figuras do Estado reúnem-se esta quarta-feira com médicos e especialistas para um ponto de situação sobre a evolução da Covid-19.

O encontro tem lugar na sede do Infarmed em Lisboa.

Vão estar presentes o Presidente da República, O Presidente da Assembleia da República, o primeiro-ministro, os partidos com assento parlamentar e ainda os parceiros sociais.O próximo ano letivo vai começar entre 14 e 17 de setembro. O Governo garante que o objetivo é voltar às aulas presenciais.

Será analisada a situação na Área Metropolitana de Lisboa.

Dezanove freguesias da região de Lisboa permanecem sob o estado de calamidade.
Em Sintra, há seis freguesias que correspondem aos traçados da linha de comboio da CP e do IC-19. Só aí vivem 295 mil pessoas. Ou seja, 78% da população do concelho.

Os concelhos da Amadora e Odivelas também vão continuar em estado de calamidade. O primeoro tem 175 mil habitantes. O segundo tem 145 mil.

Há mais duas freguesias nesta circunstâncias no concelho de Loures. Representam mais 60 mil pessoas.

A lista das 19 freguesias em estado de calamidade termina com a Santa Clara, do concelho de Lisboa, onde moram 22 mil pessoas.

Marcelo Rebelo de Sousa considera as medidas para a Área Metropolitana de Lisboa justicadas e proporcionais.
No total, vivem 700 mil pessoas nas freguesias em causa.
O quadro em Portugal
O último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde, conhecido ao início da tarde de terça-feira, indica que morreram mais seis pessoas vítimas da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

Desde o início da pandemia, já morreram 1540 pessoas. Há mais 345 infetados, com o total a atingir os 39.737.

A Região de Lisboa e Vale do Tejo continua a concentrar a grande maioria de novos casos: mais 299, o que significa 87 por cento das 345 novas infeções.
O quadro internacional
A pandemia da Covid-19 já causou mais de 473 mil mortes e infetou mais de 9,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, de acordo com o balanço em constante atualização da agência France Presse, coligido a partir de fontes oficiais.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia, em fevereiro, o Continente Americano tem agora o o maior número de casos confirmados e mortes.