Mundo
Geórgia acusa Rússia de violar cessar-fogo no Cáucaso
A Geórgia troca acusações com a Rússia quanto à aplicação do plano para a paz no Cáucaso delineado pela União Europeia. Tropas dos dois países estão estacionadas na estrada que liga as cidades georgianas de Gori e Tbilissi. O Presidente norte-americano exige que “Moscovo mantenha a palavra” para terminar com a crise e garantiu apoio político e humanitário à Geórgia.
O Chefe de Estado da Geórgia, Mickail Saakashvili, afirmou que tanques russos deixaram a cidade de Gori, onde terão deixado danos significativos, e estão a caminho da capital da Geórgia.
O exército russo rejeita esta interpretação. “Não existem tropas do exército em direcção a Tbilissi”, garantiu o coronel-general Anatoly Nogovitsyn.
Uma coluna militar composta por 13 tanques e 100 soldados russos está estacionada a 45 quilómetros de Tbilissi, bloqueando a principal via entre as duas cidades.
Moscovo sustenta que o único objectivo é obrigar a Geórgia a respeitar o cessar-fogo anunciado terça-feira pelo Presidente russo, Dmitry Medvedev.
A agência France Press adianta que cerca de 100 de soldados da Geórgia, regressados do Iraque, instalaram uma barricada na estrada junto à cidade de Gori. Os soldados vestiam um uniforme semelhante ao que usavam no deserto iraquiano. Estes militares foram transportados para a Geórgia pela aviação norte-americana.
O Presidente dos Estados Unidos, que esta quarta-feira manifestou publicamente o apoio à Geórgia, sublinhou que “Moscovo deve manter a sua palavra e agir para acabar com esta crise”. George W. Bush referiu relatos de violência perpetrada na Ossétia do Sul e pediu à Rússia para impedir, naquela região separatista, que “forças irregulares” atacassem civis.
“Temos relatórios credíveis que apontam para a destruição de cidades, tiroteios e mortes”, indicou por seu turno o enviado dos EUA àquela região da Geórgia, Matthew Pryza.
Bush anuncia apoio humanitário e envia Rice a Paris e Tbilissi
O Presidente norte-americano anunciou “uma série de medidas para demonstrar a nossa solidariedade com o povo georgiano e atingir um entendimento pacífico para o conflito”.
A secretária de Estado dos EUA vai encontrar-se, em Paris, com Nicolas Sarkozy, presidente em exercício do Conselho Europeu, que tem liderado as iniciativas para promover a paz no Cáucaso. George W. Bush acrescentou que tem estado em contacto com Sarkozy e Saakashvili e que o seu país “apoia firmemente os esforços da França”.
Condoleezza Rice viaja, depois, para Tbilissi, onde transmitirá a Mickail Saakashvili “o apoio inabalável dos Estados Unidos ao Governo democrático da Geórgia. Durante esta viagem ela vai prosseguir os nossos esforços para reunir o mundo livre em defesa da Geórgia”.
Um avião militar norte-americano já chegou à capital da Geórgia com ajuda humanitária. “Nos dias que se seguem, vamos utilizar os aviões americanos assim como as forças navais para dar assistência médica e humanitária”, confirmou o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates.
Estatuto das regiões separatistas em aberto
Ladeado por Condoleezza Rice e Robert Gates, George W. Bush declarou que “os Estados Unidos estão do lado do Governo eleito democraticamente da Geórgia e insistem para que a soberania de integridade territorial da Geórgia seja respeitada”.
O plano internacional para a paz no Cáucaso, mediado pela União Europeia, poderá servir de base para uma resolução da ONU. Contudo, a agência Reuters cita analistas que apontam que a Geórgia poderá ter de fazer mais concessões à Ossétia e Sul e à Abecásia.
A versão actual do plano da UE refere que a Rússia deve respeitar a “soberania e independência” da Geórgia, mas não menciona a “integridade territorial”. Os analistas entendem que esta omissão poderá ser propositada, para o debate sobre o estatuto dos territórios separatistas.
Tbilissi recebe com alívio o apoio dos EUA e critica comunidade internacional
A Geórgia considera que as declarações de apoio do Presidente norte-americano são “extremamente bem-vindas”, tendo sido escutadas “com um grande alívio”. O primeiro-ministro da Geórgia afirmou à CNN que, em Tbilissi, “apreciamos verdadeiramente todo o apoio que recebemos dos nossos amigos americanos e europeus. E apreciamos que o nível do apoio aumente”.
Já a ministra georgiana dos Negócios Estrangeiros acusou a comunidade internacional de ter “abandonado” o país. A governante afirmou que a ausência de uma reacção enérgica da comunidade internacional à ofensiva militar russa torna a mesma, em parte, “responsável” pela situação que a Geórgia enfrenta.
A propósito da reacção dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE relativa às operações militares russas na Ossétia do Sul, a ministra comenta: “Temos um sentimento de decepção, pensamos que tais atitudes devem ser condenadas”.
O documento da reunião dos ministros dos 27, em Bruxelas, exclui uma condenação clara da posição da Rússia.
Países com fortes relações políticas e económicas com a Rússia, como a França, a Alemanha e a Itália, não fizeram declarações públicas condenatórias das operações russas, preferindo apelar para o término da violência.
Além dos EUA – a quem o Presidente da Geórgia havia apontado declarações iniciais “demasiado indulgentes” a propósito da operação russa na Ossétia do Sul –, também o Reino Unido criticou a Rússia por uso exagerado de violência.
O exército russo rejeita esta interpretação. “Não existem tropas do exército em direcção a Tbilissi”, garantiu o coronel-general Anatoly Nogovitsyn.
Uma coluna militar composta por 13 tanques e 100 soldados russos está estacionada a 45 quilómetros de Tbilissi, bloqueando a principal via entre as duas cidades.
Moscovo sustenta que o único objectivo é obrigar a Geórgia a respeitar o cessar-fogo anunciado terça-feira pelo Presidente russo, Dmitry Medvedev.
A agência France Press adianta que cerca de 100 de soldados da Geórgia, regressados do Iraque, instalaram uma barricada na estrada junto à cidade de Gori. Os soldados vestiam um uniforme semelhante ao que usavam no deserto iraquiano. Estes militares foram transportados para a Geórgia pela aviação norte-americana.
O Presidente dos Estados Unidos, que esta quarta-feira manifestou publicamente o apoio à Geórgia, sublinhou que “Moscovo deve manter a sua palavra e agir para acabar com esta crise”. George W. Bush referiu relatos de violência perpetrada na Ossétia do Sul e pediu à Rússia para impedir, naquela região separatista, que “forças irregulares” atacassem civis.
“Temos relatórios credíveis que apontam para a destruição de cidades, tiroteios e mortes”, indicou por seu turno o enviado dos EUA àquela região da Geórgia, Matthew Pryza.
Bush anuncia apoio humanitário e envia Rice a Paris e Tbilissi
O Presidente norte-americano anunciou “uma série de medidas para demonstrar a nossa solidariedade com o povo georgiano e atingir um entendimento pacífico para o conflito”.
A secretária de Estado dos EUA vai encontrar-se, em Paris, com Nicolas Sarkozy, presidente em exercício do Conselho Europeu, que tem liderado as iniciativas para promover a paz no Cáucaso. George W. Bush acrescentou que tem estado em contacto com Sarkozy e Saakashvili e que o seu país “apoia firmemente os esforços da França”.
Condoleezza Rice viaja, depois, para Tbilissi, onde transmitirá a Mickail Saakashvili “o apoio inabalável dos Estados Unidos ao Governo democrático da Geórgia. Durante esta viagem ela vai prosseguir os nossos esforços para reunir o mundo livre em defesa da Geórgia”.
Um avião militar norte-americano já chegou à capital da Geórgia com ajuda humanitária. “Nos dias que se seguem, vamos utilizar os aviões americanos assim como as forças navais para dar assistência médica e humanitária”, confirmou o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates.
Estatuto das regiões separatistas em aberto
Ladeado por Condoleezza Rice e Robert Gates, George W. Bush declarou que “os Estados Unidos estão do lado do Governo eleito democraticamente da Geórgia e insistem para que a soberania de integridade territorial da Geórgia seja respeitada”.
O plano internacional para a paz no Cáucaso, mediado pela União Europeia, poderá servir de base para uma resolução da ONU. Contudo, a agência Reuters cita analistas que apontam que a Geórgia poderá ter de fazer mais concessões à Ossétia e Sul e à Abecásia.
A versão actual do plano da UE refere que a Rússia deve respeitar a “soberania e independência” da Geórgia, mas não menciona a “integridade territorial”. Os analistas entendem que esta omissão poderá ser propositada, para o debate sobre o estatuto dos territórios separatistas.
Tbilissi recebe com alívio o apoio dos EUA e critica comunidade internacional
A Geórgia considera que as declarações de apoio do Presidente norte-americano são “extremamente bem-vindas”, tendo sido escutadas “com um grande alívio”. O primeiro-ministro da Geórgia afirmou à CNN que, em Tbilissi, “apreciamos verdadeiramente todo o apoio que recebemos dos nossos amigos americanos e europeus. E apreciamos que o nível do apoio aumente”.
Já a ministra georgiana dos Negócios Estrangeiros acusou a comunidade internacional de ter “abandonado” o país. A governante afirmou que a ausência de uma reacção enérgica da comunidade internacional à ofensiva militar russa torna a mesma, em parte, “responsável” pela situação que a Geórgia enfrenta.
A propósito da reacção dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE relativa às operações militares russas na Ossétia do Sul, a ministra comenta: “Temos um sentimento de decepção, pensamos que tais atitudes devem ser condenadas”.
O documento da reunião dos ministros dos 27, em Bruxelas, exclui uma condenação clara da posição da Rússia.
Países com fortes relações políticas e económicas com a Rússia, como a França, a Alemanha e a Itália, não fizeram declarações públicas condenatórias das operações russas, preferindo apelar para o término da violência.
Além dos EUA – a quem o Presidente da Geórgia havia apontado declarações iniciais “demasiado indulgentes” a propósito da operação russa na Ossétia do Sul –, também o Reino Unido criticou a Rússia por uso exagerado de violência.