Reportagem

Grupo Wagner revolta-se contra líderes militares russos

O líder do grupo Wagner acusou o ministro russo da Defesa de ter ordenado ataques aos acampamentos dos membros do grupo, causando um elevado número vítimas. Evgueni Prigozhin apelou à insurreição e entrou na Rússia a partir da Ucrânia e adiantou que já domina as infraestruturas militares da cidade de Rostov. Esta manhã, o presidente russo Vladimir Putin acusou Prigozhin de "traição". Acompanhamos ao minuto o evoluir da situação.

Graça Andrade Ramos, Andreia Martins, Cristina Sambado, Inês Moreira Santos - RTP /

Uma unidade militar do grupo Wagner na estrada M-4, que liga o sul da Rússia à capital, Moscovo Reuters

Mais atualizações

23h18 - Estradas cortadas na Rússia foram reabertas e circulação reestabelecida

Todas as restrições impostas durante o dia à circulação nas estradas na Rússia foram levantadas, disse a agência de notícias TASS.

22h40 - Militares do grupo Wagner deixaram Rostov

O governador da região russa de Rostov confirmou que os combatentes sairam da cidade de Rostov, avança a AFP.

22h04 - Rebelião abortada do grupo Wagner não vai afetar ofensiva na Ucrânia, garante o Kremlin

A rebelião abortada do grupo paramilitar Wagner não afetará "de forma alguma" a intervenção militar da Rússia na Ucrânia, garantiu o porta-voz Dmitri Peskov.

"Em nenhuma circunstância vai afetar a intervenção militar", reiterou.

"A operação militar especial continua. As nossas tropas conseguiram repelir a contraofensiva da Ucrânia", acrescentou.

21h47 - Combatentes do grupo Wagner e líder Evgueni Prigozhin abandonam quartel-general militar em Rostov

O líder do grupo Wagner, Evgueni Prigozhin, e os seus combatentes deixaram no sábado o quartel-general militar da Rússia na cidade de Rostov, ocupada pelos mercenários durante o dia de sábado, informou a agência de notícias RIA.

21h41 - Habitantes de Rostov gritam "Wagner!" junto ao quartel-general militar

Dezenas de habitantes concentraram-se hoje à noite gritando "Wagner" em frente ao quartel-general militar de Rostov, cidade do sul da Rússia que foi esta madrugada capturada pelos mercenários de Yevgeny Prigozhin.

Segundo relatos de um jornalista da agência AFP, que está no local, a rua principal de Rostov foi o ponto de encontro de muitos habitantes "que pegaram nos seus telemóveis para gravar vídeos dos combatentes do grupo paramilitar, enquanto os aplaudiam".

(agência Lusa)

20h57 - Acordo com Minsk. Prigozhin vai viver para a Bielorrússia e investigação criminal será arquivada, avança o Kremlin

O líder do grupo Wagner vai viver para a Bielorrússia. É o que estabelece um acordo alcançado em negociações entre Evgueni Prigozhin e o presidente bielorrusso Alexander Lukashenko, segundo informou o Kremlin. 

O acordo teve por objetivo colocar um ponto final no motim armado contra o poder político de Moscovo que Prigozhin liderou nas últimas horas e que esteve a 200 quilómetros da capital russa.

De acordo com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, o presidente bielorrusso ofereceu-se para mediar o acordo entre Prigozhin e Putin por conhecer o líder do grupo Wagner há 20 anos.

Peskov adiantou ainda que a investigação criminal contra Prigozhin, anunciada na sexta-feira, será encerrada e o processo será "arquivado". Adiantou ainda que também não haverá consequências para os combatentes que se insurgiram, tendo em conta os seus "méritos" na "frente" ucraniana.

"Era do maior interesse evitar um banho de sangue", adiantou ainda Peskov. Acrescentou que Vladimir Putin está "grato" ao aliado bielorrusso, Alexander Lukashenko.

"Estamos gratos ao presidente da Bielorrússia por estes esforços", referiu, por ter permitido alcançar "uma solução sem perdas".

"A conversação noturna entre os dois presidentes foi muito longa, francamente calorosa", acrescentou.

20h31 - Putin agradece a Lukashenko pelo "trabalho realizado"

Segundo Minsk, o presidente russo agradeceu ao homólogo bielorrusso, Alexander Lukashenko.

"O presidente da Bielorrússia informou detalhadamente o presidente da Rússia sobre os resultados das negociações com a direção do grupo Wagner", refere o comunicado citado pela France Presse.

Acrescenta que Putin "agradeceu" ao aliado pelo "trabalho realizado".

20h27 - O que se passou na Rússia nas últimas 24 horas?



18h56 - Ucrânia anuncia novas ofensivas no Leste

O Ministério da Defesa da Ucrânia anunciou, nas últimas horas, avanços em várias direções da frente leste, no âmbito da ofensiva contra as forças de Moscovo.

Segundo a vice-ministra da Defesa, Hanna Maliar, a ofensiva dirige-se simultaneamente "em várias direcções", inclusive em direção à cidade de Bakhmut, enquanto o lado russo prossegue intensos bombardeamentos contra as tropas ucranianas.

Maliar, citada pelo portal Ukrinform, referiu-se à rebelião do grupo mercenário Wagner na Federação Russa como "uma janela de oportunidade" para a Ucrânia que provaria "a inevitável degradação do Estado russo".

Pouco antes, o comandante-chefe do exército ucraniano, Valery Zaloujny, garantiu ao chefe do Estado-Maior norte-americano, Mark Milley, que a contraofensiva ucraniana contra as forças de Moscovo está a decorrer como planeado.

"Discutimos em pormenor a situação ao longo de toda a linha da frente. Falei-lhe da ofensiva e das ações ofensivas das nossas unidades. Informei-o que a operação está a decorrer de acordo com o plano", disse o general ucraniano em comunicado citado pela agência de notícias AFP.

A Ucrânia revelou na sexta-feira que está a preparar ataques na frente de combate até meados de verão, no âmbito da contraofensiva no leste e sul do país, onde pretende atacar mais rotas logísticas da Rússia. O representante dos serviços de informações do Ministério da Defesa da Ucrânia, Vadim Skibitski, explicou que Kiev pretende minar a capacidade russa de abastecer as suas forças com armas e munições através da Crimeia.

Kiev irá analisar o potencial militar da Rússia em meados do verão, após o qual poderá avaliar melhor "a possível natureza das ações russas no período de outono-inverno".

18h48 - Zelensky diz que Putin "está com muito medo"

Num vídeo divulgado nas redes sociais, Volodymir Zelensky afirmou que o presidente russo "está obviamente com muito medo e provavelmente está escondido em algum lugar, não aparece".

"Tenho a certeza de que ele já não está em Moscovo", disse ainda o presidente ucraniano. "Todo o mal, todas as perdas, todo o ódio - é ele que o espalha".

"O que nós, ucranianos, faremos? Defenderemos o nosso país. Defenderemos a nossa liberdade. Não ficaremos calados e não ficaremos inativos. Sabemos como vencer - e assim será."



18h40 - Prigozhin ordena que militares do Wagner voltem de Moscovo para evitar "derramamento de sangue"

O líder do grupo de mercenários russo, Yevgeny Prigozhin, ordenou que os militares, que se dirigiam à capital, voltassem para as bases para evitar "derramamento de sangue". Contudo, garante que não há acordo, segundo divulgou no Telegram.

18h34 - Presidente da Bielorrússia diz que Prigozhin aceitou proposta de desescalada

O gabinete do presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, acaba de anunciar que o líder do Wagner, Yevgeny Prigozhin, aceitou uma proposta para “interromper o movimento de combatentes no território da Rússia e tomar novas medidas para diminuir as tensões”, disse o gabinete do presidente, citado pelo Guardian.

“As negociações continuaram ao longo do dia. Como resultado, chegaram a um acordo sobre a inadmissibilidade de desencadear um massacre sangrento no território da Rússia”, diz o comunicado.

Contudo, não há ainda confirmação por parte do grupo Wagner nem de Prigozhin.

18h17 - Grupo Wagner abate outro helicóptero russo

De acordo com a imprensa internacional, e segundo imagens divulgadas nas redes sociais, o grupo Wagner abateu mais um helicóptero da Força Aérea da Rússia. Já é a sétima aeronave a ser intercetada, nas últimas horas, pelos mercenários russos.



17h58 - Coluna militar do Wagner estará a caminho de Moscovo

Uma unidade de cerca de cinco mil combatentes do grupo Wagner está a dirigir-se para a periferia de Moscovo, através de estrada, segundo informou uma fonte russa citada pela Reuters.

De acordo com a mesma fonte, Prigozhin terá perto de 25 mil homens à sua disposição no total, cinco mil dos quais estão Rostov-do-Don.

17h46 - França e Itália acompanham situação e tentam garantir segurança de cidadãos

Tanto França como Itália estão a acompanhar de perto a situação na Rússia e a trabalhar para garantir a segurança dos seus cidadãos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, "acompanha de perto" a situação na Rússia, ao mesmo tempo que reitera o seu apoio à Ucrânia, frisou em comunicado o Palácio do Eliseu.

Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros anunciou que os serviços diplomáticos "estão totalmente mobilizados para garantir a segurança dos cidadãos franceses presentes na Rússia, bem como do seu pessoal diplomático e consular". A mesma entidade frisa que é "altamente desaconselhada" a entrada na Rússia devido à "forte volatilidade da situação militar e de segurança".

Em Itália, a gabinete da primeira-ministra Giorgia Meloni anunciou hoje que o país está atento à crise na Rússia e que está em contacto constante com seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte(NATO) e da União Europeia (UE).

Meloni disse estar a "acompanhar a evolução da crise na Rússia", tendo explicado que reuniu com os ministros das Relações Exteriores e da Defesa, Antonio Tajani e Guido Crosetto, respetivamente, bem como com outros membros do governo.

"Os ministérios das relações exteriores e da defesa e os serviços de informações, em articulação com o gabinete do primeiro-ministro no Palazzo Chigi, estão a analisar o cenário, em contacto permanente com os aliados da NATO e da União Europeia", refere o comunicado enviado à comunicação social pelo gabinete

17h40 - Moscovo suspende atividades em espaços públicos

As autoridades da região de Moscovo estão a suspender todos os eventos ao ar livre e em instituições educacionais até dia 1 de julho, avança a imprensa interncaional.

O governador da capital russa já tinha apelado a que os residentes evitem sair de casa e a que os cidadãos não se desloquem para a região.

17h22 - Medvedev diz que Rússia não vai permitir que rebelião se transforme numa crise global

O ex-presidente russo, Dmitry Medvedev, diz que a Rússia não permitirá que a rebelião do grupo Wagner se transforme num golpe ou numa crise global, segundo adianta a agência de notícias estatal russa TASS.

Respondendo a perguntas de jornalistas, Medvedev, vice-presidente do conselho de segurança da Rússia, disse que o mundo inteiro estaria à beira de uma catástrofe se as armas nucleares russas caíssem nas mãos de Wagner.

“A história da humanidade ainda não viu o maior arsenal de armas nucleares sob controlo de rebeldes”, disse Medvedev. “Tal crise não será limitada apenas pelas fronteiras de um país, o mundo estará à beira da destruição.”

Ele acrescentou: “Não permitiremos tal reviravolta nos eventos”.

17h10 - Moscovo adverte Ocidente "russofóbico" contra "aproveitamento" de rebelião

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia advertiu hoje o Ocidente contra qualquer tentativa de aproveitar a rebelião do grupo paramilitar Wagner para "atingir objetivos russofóbicos", assegurando que irá "alcançar os seus objetivos" na invasão da Ucrânia.

"Avisamos os países ocidentais contra [...] tirar proveito da situação interna na Rússia para atingir os seus objetivos `russofóbicos`. Seria inútil", adiantou a diplomacia russa em comunicado.

O ministério de Serguei Lavrov acrescentou ainda que "todos os objetivos da operação militar especial [na Ucrânia] serão alcançados".

16h44 - "A situação é difícil" em Moscovo

O governador de Moscovo disse que a situação está "difícil" na capital russa, para onde se estão a dirigir os rebeldes do grupo Wagner.

"A situação é difícil", admitiu Sergei Sobyanin. “Para minimizar os riscos (...), decidi declarar segunda-feira dia de folga”, exceto para algumas atividades e serviços municipais, acrescentou o autarca.

O autarca pediu ainda aos habitantes da capital que "limitem o máximo possível" os movimentos na cidade e alertou que o trânsito pode ser "bloqueado" em certas estradas e em certos bairros.

16h32 - Irão apoia Estado de Direito russo

O governo iraniano manifestou entretanto apoio ao "Estado de Direito" na Rússia, classificando a rebelião do grupo mercenário Wagner um "assunto interno".

"A República Islâmica do Irão apoia o Estado de direito na Federação Russa", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Naser Kanani, numa declaração pública. Segundo o mesmo, os "recentes acontecimentos" em território russo são um "assunto interno" da Rússia, sem entrar em mais pormenores.

Recorde-se que as relações entre o Irão e a Rússia reforçaram-se no último ano, desde a invasão da Ucrânia, em questões económicas, políticas e militares, face às sanções internacionais que prejudicam as suas economias.

16h25 - Estados do Báltico e Finlândia acompanham juntos situação russa

Os três estados bálticos - Estónia, Lituânia e Letónia - estão em contacto permanente entre si e com a Finlândia para acompanhar a evolução da situação na Rússia, enquanto países do flanco oriental da NATO e da União Europeia (UE).

"Estamos em estreito contacto para coordenar e trocar informações", revelou a primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas, na sua conta do Twitter, incluindo na mensagem na rede social os seus homólogos da Letónia (Krisjanis Karins), da Lituânia (Ingrida Simonyte) e da Finlândia (Petteri Orpo).

16h12 - Governador de Voronezh anuncia "medidas de combate" contra Wagner

O governador da região russa de Voronezh, Alexander Gusev, anunciou "medidas de combate" face ao avanço da Wagner, após este grupo paramilitar ter reivindicado a ocupação de Rostov, cidade-chave no sul da Rússia para guerra na Ucrânia.

"Como parte da operação antiterrorista que está a decorrer no território da região Voronezh, as forças [militares] da Federação Russa estão a executar as medidas necessárias, tanto operacionais como de combate", adiantou Gusev no serviço de mensagens Telegram.

Os serviços secretos militares britânicos avançaram que o grupo Wagner terá entrado em Voronezh após assumir o controlo de "zonas-chave de segurança" na cidade de Rostov, incluindo "o quartel-general que comanda as operações militares na Ucrânia".

Londres assinalou que a organização paramilitar russa está a avançar para o norte do país "através da região de Voronezh" e que "certamente tem como objetivo [atingir] Moscovo".

15h39 - Membro do Parlamento russo promete amnistia a combatentes do grupo Wagner que deponham armas

Pavel Krasheninnikov, membro da Duma, referiu este sábado que os mercenários do grupo Wagner que deponham armas poderão ter uma amnisia, mas "precisam de agir rapidamente".

"Os combatentes do grupo Wagner ainda podem depor as armas e evitar a punição devido às suas conquistas durante a operação militar especial [na Ucrânia], mas devem fazê-lo rapidamente", refere o parlamentar, citado pela agência russa TASS.

15h15 - Combatentes do grupo Wagner já estão na região de Lipetsk, a sul de Moscovo

De acordo com o governador da região, os combatentes do grupo Wagner já chegaram à região de Lipetsk, que fica a cerca de 400 quilómetros a sul de Moscovo. O líder do grupo paramilitar anunciou que os combatentes têm Moscovo como destino.

No Telegram, o governador regional de Lipetsk confirmou que há elementos do grupo Wagner naquela região. "As autoridades (...) estão a adotar todas as medidas necessárias para garantir a segurança da população. A situação está sob controle", afirma.

15h09 - Erdogan pede a Putin para que aja com "bom senso"

De acordo com a presidência turca, Recep Tayyip Erdogan e Vladimir Putin falaram ao telefone nas últimas horas. O líder turco instou o homólogo russo a agir com bom senso", informou a presidência turca.

Acrescentou que a Turquia está disponível para ajudar a encontrar uma solução pacífica para a situação.

15h05 - Letónia anuncia reforço da segurança das fronteiras 

O presidente letão, Edgars Rinkevics, anunciou no sábado que seu país vai reforçar a segurança fronteiriça perante o motim em curso na Rússia. Referiu ainda que não irá permitir a entrada de russos no território.

"A Letónia está a acompanhar de perto a evolução da situação na Rússia e a partilhar informação com os aliados. A segurança nas fronteiras foi reforçada", adiantou através do Twitter, especificando que foi suspensa a emissão de vistos ou a entrada de russos provenientes da Rússia.

"Não há ameaça direta à Letónia neste momento", acrescentou.


14h54 - Opositor russo no exílio pede apoio ao líder do grupo Wagner

O opositor russo exilado Mikhail Khodorkovsky apelou hoje ao apoio ao líder do grupo Wagner na sua rebelião contra o comando militar russo, alegando que o verdadeiro inimigo não está em Kiev, mas sim em Moscovo.

"A rebelião de Prigozhin, apesar da sua fraqueza e falta de preparação, é até agora o golpe mais forte à reputação de Putin", escreveu no Telegram o empresário, que era o homem mais rico da Rússia até ao seu exílio.

Para Khodorkovsky, o exército russo "foi arruinado pelas mãos dos bandidos próximos" do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e "não pode derrotar" a Ucrânia.

"O que podemos fazer para ajudar o nosso país agora é ajudar as pessoas a ouvir Prigozhin" e "convencer os que serão enviados para detê-lo de que agora temos um inimigo comum", enfatizou.

Segundo o ex-magnata do petróleo no exílio, chegou a altura de ajudar e, se necessário, lutar também.

O empresário foi detido em 2003 e declarado culpado de vários crimes económicos, condenado a 14 anos de prisão e preso na Sibéria, até ter sido indultado por Putin em 2013.

(Agência Lusa)

14h26 - "Oportunidade poderá ser aproveitada pelos ucranianos"

Cândida Pinto, jornalista da RTP que esteve várias vezes na Ucrânia a acompanhar o conflito, considera que Kiev poderá aproveitar a situação na Rússia, mas que ainda é prematuro fazer uma avaliação conclusiva.
O grupo Wagner atacou Rostov, uma base fundamental de apoio das tropas russas no ataque à Ucrânia.

"Há uma complexidade acrescida no conflito e uma mudança de foco", refere a jornalista.

14h23 - Teerão "apoia Estado de Direito" na Rússia

O Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros afirma este sábado que Teerão apoia o Estado de Direito na Rússia. Considera que os eventos nas últimas horas são "um assunto interno" do país, adiantou Nasser Kanaani, porta-voz da diplomacia iraniana.

14h13 - Rebelião do grupo Wagner é um "presente" para o Ocidente, diz a diplomacia bielorrussa

O Conselho de Segurança Nacional da Bielorrússia considerou que a rebelião armada do grupo Wagner contra a Rússia é um "presente" para o Ocidente.

"Qualquer provocação, qualquer conflito interno nas fileiras militares ou políticas, no campo da informação ou na sociedade civil, é um presente para o Ocidente", declarou o Conselho de Segurança Nacional da Bielorrússia em comunicado.

Minsk alerta que a revolta em curso "pode acabar em desastre” e apelou aos envolvidos para que oiçam "a voz da razão".

14h08 - Blinken "em estreita coordenação" com parceiros e aliados

No Twitter, o secretário-geral dos Estados Unidos adiantou que está em contacto com os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países do G7 e com o Alto Representante da União Europeia para as Relações Externas e Política de Segurança "para debater a situação atual na Rússia".

"Os Estados Unidos vão continuar em estreita coordenação com os aliados e parceiros enquanto a situação continua a decorrer", afirmou.


14h06 - Putin assina lei que permite detenções por 30 dias por violação da lei marcial

De acordo com a agência de notícias russa RIA, o presidente russo assinou este sábado uma lei que permite detenções de 30 dias por quebras da lei marcial nos locais onde esta foi declarada.

14h04 - Quem é o líder do grupo Wagner?

Yevgeny Prigozhin, chefe do grupo mercenário privado Wagner, foi assumindo um papel cada vez mais importante no Kremlin, ao ponto de poder tornar-se uma ameaça, ao poder de Vladimir Putin.

Depois de anos na sombra, o oligarca que chegou a ser cozinheiro de Putin foi aparecendo em dezenas de vídeos neste conflito.

Nos últimos meses criticou publicamente e de forma dura a alegada inação do comando militar russo, na Ucrânia.

14h00 - "Exército russo é infinitamente maior". A análise do major-general Agostinho Costa

Em declarações ao Jornal da Tarde na RTP, o major-general Agostinho Costa destaca o momento confuso e incerto na Rússia. Perante esta "intentona", Putin prometeu responder contra a ação anunciada pelo líder do grupo Wagner.

O especialista em temas internacionais destaca que o Exército russo é "infinitamente maior" em relação ao grupo paramilitar.

Até ao momento, o apelo de Prigozhin para que as forças russas se coloquem ao lado do grupo Wagner não está a surtir efeito.

"Isto é uma prova para Putin", realçou o major-general.

13h53 - Putin recebeu "total apoio" do presidente turco

O Kremlin indicou que o preisdente russo falou com o homólogo turco por telefone e que recebeu "apoio total" de Recep Tayyip Erdogan.

Segundo o comunicado do Kremlin, o presidente turco "expressou o seu total apoio às medidas tomadas por Putin".

13h49 - Líder checheno diz ter enviado forças para "zonas de tensão"

O líder checheno Ramzan Kadyrov anunciou esta tarde que vai enviar forças para as zonas de tensão, sobretudo para Rostov.

"O Ministério da Defesa da Chechénia e os combatentes da Guarda Nacional já foram para as zonas de tensão. Faremos tudo para preservar a unidade da Rússia e proteger o Estado", afirmou.

13h30 - Prigozhin diz ter tomado quartel-general militar de Rostov "sem um único tiro"

O líder do grupo Wagner afirmou este sábado que as forças paramilitares tomaram o quarte-general da cidade de Rostov sem qualquer disparo, uma vez que têm a população ao seu lado.

"Porque é que o país nos apoia? Porque estamos a marchar pela justiça. Entrámos em Rostov sem disparar um único tiro e tomamos o edifício da sede" militar, afirmou num vídeo publicado através do Telegram.

13h07 - Letónia reforça segurança junto à fronteira com a Rússia

A Letónia reforçou a segurança na sua fronteira com a Rússia e não permitirá a entrada de russos no país.

13h00 - Porta-voz do Kremlin garante que Putin está na residência oficial

“O presidente está a trabalhar no Kremlin”, afirmou Peskov.

12h56 - Habitantes da região de Lipetsk são instados a ficar em casa

As autoridades da região russa de Lipetsk, 420 quilómetros a sul de Moscovo, apelaram à população para ficar em casa, face à rebelião armada desencadeada pelo grupo paramilitar Wagner.

"A fim de garantir a ordem e a segurança dos cidadãos da região de Lipetsk, a sede operacional (regional) apela aos residentes para que não saiam de casa, a menos que seja necessário, e para que não se desloquem em veículos particulares", segundo a conta de Telegram das autoridades regionais.

12h44 -Navegação suspensa no rio Moskvariver

A navegação no rio Moskvariver, que atravessa Moscovo, foi temporariamente suspensa, avança a Tass.

O Presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, revelou que não tinham sido impostas restrições à entrada e saída de automóveis e camiões da cidade, mas que os controlos de segurança tinham sido reforçados.

12h23 - Helicópteros russos abriram fogo contra coluna das forças do Grupo Wagner perto de Voronezh

Helicópteros do exército russo abriram fogo contra uma coluna militar do grupo mercenário de Wagner na autoestrada M4 nos arredores da cidade de Voronezh.

12h14 - Presidente russo falou com homólogo do Uzbequistão

Vladimir Putin esteve ao telefone com Shavkat Mirziyoyev, avança a TASS

12h00 - Zelensky afirma que fraqueza da Rússia “é óbvia”

O Presidente ucraniano afirma que o motim do grupo Wagner revela que a Rússia "está mergulhada no caos”.

"A fraqueza da Rússia é óbvia. É igualmente óbvio que a Ucrânia é capaz de proteger a Europa de ser contaminada pelo mal e pelo caos russo", escreveu Volodymyr Zelensky nas redes sociais.

11h44 - Sunak pede às partes para protegerem civis

O primeiro-ministro britânico Rishi Sunak apelou a "todas as partes na Rússia para que sejam responsáveis e protejam os civis", na sequência da rebelião de Wagner na Rússia.

"A coisa mais importante (...) para todas as partes é serem responsáveis e protegerem os civis", disse o chefe do governo britânico à BBC, indicando que estava a acompanhar a situação "de perto" e que iria manter conversações com alguns dos aliados do Reino Unido no final do dia.

11h25 - Prigozhin nega "traição" e garante que os seus homens "não se renderão"

O líder do grupo mercenário russo Wagner, Yevgeny Prigozhin, negou hoje a acusação de "traição" feita pelo Presidente russo, Vladimir Putin, chamando "patriotas" aos seus combatentes e garantindo que não se entregarão às autoridades.

"No que diz respeito à traição à pátria, o Presidente enganou-se profundamente. Somos patriotas. Lutámos e lutamos (...) e ninguém pretende entregar-se por exigência do Presidente, do Serviço de Segurança Federal ou de quem quer que seja", afirma Prigozhin num novo áudio publicado no seu canal do Telegram.

Sustentando que Vladimir Putin "está profundamente enganado", o líder do grupo Wagner garantiu que os seus combatentes "não se renderão".

(agência Lusa)

11h15 - Conselho Europeu em contacto com G7 mas diz que rebelião é assunto russo

O presidente do Conselho Europeu anunciou hoje que está "em contacto com os líderes europeus e parceiros do G7", mas considerou que a rebelião do grupo paramilitar Wagner "é claramente um assunto interno" da Rússia.

"Estou a acompanhar de perto a situação na Rússia enquanto se desenrola", escreveu Charles Michel na rede social Twitter.
O presidente do Conselho acrescentou que está "em contacto com os líderes europeus e os parceiros do G7" (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido, Estados Unidos e também a União Europeia).

Contudo, Charles Michel ressalvou que "isto é claramente um assunto interno russo" e que o apoio dos 27 "à Ucrânia e a Volodymyr Zelensky é inabalável".

11h07 - Forças chechenas prontas para reprimir motim

O líder checheno Ramzan Kadyrov afirmou que as suas forças estavan prontas para reprimir um motim do chefe do grupo Wagner Yevgeny Prigozhin.

Kadyrov classificou a ação de Prigozhin como “uma facada nas costas” e apelou aos militares russos para não cederem a "provocações".


11h00 - Chefe da Igreja Ortodoxa russa apela à unidade

10h55 - Embaixada em Moscovo pede a portugueses que evitem locais públicos e deslocações

A embaixada de Portugal em Moscovo recomendou hoje a todos os cidadãos nacionais que estejam na Rússia para evitarem locais públicos e deslocações desnecessárias.

"A embaixada de Portugal recomenda aos cidadãos nacionais que se encontrem na Rússia que evitem locais públicos, grandes aglomerados e deslocações desnecessárias, especialmente nas regiões do Sul do país, em particular Rostov-on-Don", dá conta uma nota publicada no Portal das Comunidades.

O serviço diplomático português aconselhou os portugueses a terem "uma atitude vigilante e seguir as orientações e recomendações de segurança que venham a ser divulgadas pelas autoridades russas".

(Agência Lusa)

10h48 - NATO está a monitorizar rebelião do grupo Wagner

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) está a monitorizar a rebelião do grupo paramilitar Wagner na Rússia, disse hoje à Lusa a porta-voz da Aliança Atlântica.

"Estamos a monitorizar a situação", referiu a porta-voz da NATO, Oana Lungescu, numa resposta enviada à Lusa.

10h39 - Estónia reforça segurança junto à fronteira com a Rússia

A primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas, revelou que foi reforçada a segurança na fronteira com a Rússia e apelou à população para não se deslocar ao país vizinho.

“A Estónia está a acompanhar a situação na Rússia e a trocar informações com os seus aliados”, escreveu Kaja Kallas no Twitter.

10h25 - Giorgia Meloni está a acompanhar a situação na Rússia

A primeira-ministra italiana está a acompanhar os acontecimentos na Rússia.

Segundo a Reuters, fonte do gabinete de Giorgia Meloni afirmou que "os acontecimentos na Ucrânia estão a causar instabilidade na Rússia".

10h12 - Forças de segurança russas isolaram edifício "PMC Wagner Center" em São Petersburgo

A agência estatal russa avança que as forças de segurança russas isolaram o edifício do "PMC Wagner Center" na Golden Street, em São Petersburgo.

As forças de segurança terrão também invadido o centro de recrutamento do Grupo Wagner na cidade russa de Vladimir.

10h00 - Assessor do Presidente ucraniano diz que rebelião está apenas no início

Um assessor do Presidente ucraniano declarou hoje que a crise causada pela rebelião do grupo paramilitar Wagner na Rússia está apenas a começar.

"Tudo está apenas a começar na Rússia", afirmou Mykhailo Podoliak, assessor de Volodymyr Zelensky, na rede social Twitter.

"A divisão entre as elites é muito óbvia. Chegar a um acordo e fingir que está tudo resolvido não vai funcionar", acrescentou Podoliak.

9h41 - Putin falou com Lukashenko

O presidente russo falou como o seu homólogo bielorrusso sobre “os acontecimentos” na Rússia, avança a presidência da Bielorrússia na rede social Telegram.

9h30- Porta-voz do MNE russo apela a cidadãos para se unirem em torno de Vladimir Putin

09h14 - Bruxelas diz que rebelião é assunto interno do país mas acompanha situação

A Comissão Europeia defendeu hoje que a rebelião do grupo paramilitar Wagner, que já ocupou instalações militares em Rostov, é um "assunto interno" da Rússia, mas está a acompanhar o desenrolar da situação.

"Isto é um assunto interno russo. Estamos a monitorizar a situação", referiu o porta-voz da Comissão Eric Mamer, numa curta declaração enviada aos jornalistas.
(Agência Lusa)

09h09 - Governo alemão está a acompanhar a situação

O Governo do chanceler alemão Olaf Scholz disse este sábado que está a monitorizar "de perto" a situação na Rússia, segundo indicou um porta-voz.

08h53 - Macron acompanha a situação na Rússia, adianta o Palácio do Eliseu

O presidente francês garantiu este sábado que está a acompanhar de perto a situação na Rússia. O Palácio do Eliseu realça no entanto que o país continua "focado no apoio à Ucrânia".

08h46 - "O desafio mais significativo nos últimos tempos", diz o Reino Unido

O Ministério britânico da Defesa considerou este sábado que o Estado russo enfrenta o seu maior desafio de segurança dos últimos tempos.

"Nas próximas horas, a lealdade das forças de segurança da Rússia, especialmente da Guarda Nacional Russa, será determinante para o desenrolar desta crise. Este é o desafio mais significativo para o Estado russo nos últimos tempos", acrescentou. 

08h43 - Polónia está a acompanhar a situação na Rússia

O presidente polaco, Andrzej Duda, diz estar em contacto com o primeiro-ministro e o Ministério da Defesa polaco sobre as últimas ocorrências na Rússia.

Através do Twitter, o presidente polaco garante que Varsóvia está a monitorizar a situação em contacto com os "aliados".

08h28 - Moscovo em alerta máximo. O testemunho do correspondente da RTP a partir da capital russa

Evgueni Mouravich, correspondente da RTP em Moscovo, destaca que Rostov, a cidade onde o grupo Wagner domina as infraestruturas militares, é de importância central para a Rússia.

"É a maior cidade de apoio militar que a Rússia tem no sul", decisiva na mobilização para a ofensiva russa na Ucrânia.

Em Moscovo, os militares controlam e vigiam todos os locais de importância estratégica, assim como os acessos à cidade.  

08h03 - Vladimir Putin acusa Prigozhin de "traição" e "facada nas costas"

Num discurso transmitido na televisão russa, Vladimir Putin acusa o líder do grupo Wagner de traição devido a "ambições excessivas". Garante que quem participou nesta insurreição será punido.

"É uma facada nas costas do nosso país e do nosso povo. (...) "O que estamos a enfrentar não é nada senão uma traição. Uma traição com origem nas ambições excessivas e interesses pessoais" de Prigozhin, defendeu.

Vladimir Putin considera que se trata de um "motim armado" e que a Rússia está a adotar "ações decisivas" para estabilizar a situação em Rostov. O presidente russo sublinha que não irá permitir que a situação evolua para uma "guerra civil" e apelou à "união" no país.

"Qualquer turbulência interna é uma ameaça mortal ao nosso Estado como nação. Representa um golpe para a Rússia, para o nosso povo e para as ações que estamos a tomar para proteger a nossa pátria", considerou.

O presidente russo admitiu ainda que a situação é "difícil" na cidade de Rostov.

07h47 - Grupo Wagner assume controlo de Voronezh, a 500 quilómetros de Moscovo 

De acordo com uma fonte de segurança russa citada pela agência Reuters, os mercenários do grupo Wagner assumiram o controlo de todas aas instalações militares da cidade de Voronezh, que fica a 500 quilómetros de Moscovo.

07h32 - Prigozhin surge ao lado de altos funcionários russos

Um vídeo que surgiu nas últimas horas mostra Prigozhin reunido com o vice-ministro da Defesa da Rússia, Yunus-Bek Yevkurov, e com Vladimir Alekseev, vice-chefe do serviço de inteligência militar da Rússia.

O vídeo terá sido gravado no quartel-general militar de Rostov, que o grupo Wagner diz ter sob controlo.

07h21 - "Isto está apenas a começar na Rússia"

Mykhailo Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, considera que Evgueni Prigozhin está a levar a cabo uma "operação antiterrorista" e que está tudo "a começar" na Rússia.

"A divisão entre as elites é muito óbvia. Concordar e fingir que ficou está resolvido não vai resultar", afirmou Mykhailo Podolyak no Twitter.


07h15 - Ministério russo da Defesa diz que combatentes do grupo Wagner foram "enganados e arrastados para uma aventura criminosa"

Em reação aos mais recentes desenvolvimentos, o Ministério russo da Defesa considera que os soldados do grupo Wagner foram "enganados e arrastados para uma aventura criminosa" pelo líder, Evgueni Prigozhin.

Num comunicado divulgado através do Telegram, o Ministério russo da Defesa apela aos combatentes da força paramilitar para que entrem em contacto com as autoridades russas e promete ainda que irá garantir a sua segurança se travarem a rebelião.

O Ministério russo da Defesa acrescenta que "muitos" membros do grupo Wagner já contactaram as forças russas.

07h09 - Comité antiterrorista da Rússia declara operação antiterrorista na região de Moscovo

O comité antiterrorista da Rússia adiantou este sábado que está em curso uma operação antiterrorista em Moscovo e arredores. A operação surge no contexto de uma tentativa de rebelião por parte do grupo Wagner.

06h51 - Putin deverá falar à nação dentro de minutos

De acordo com a agência TASS, que cita um porta-voz do Kremlin, o presidente russo fará dentro de minutos um discurso que será transmitido na televisão russa.

06h43 - Aviões militares envolvidos na guerra na Ucrânia a operar "normalmente"

O líder do grupo Wagner adiantou num vídeo publicado no Telegram que os aviões militares envolvidos na ofensiva russa na Ucrânia estão a "partir normalmente" do aeródromo para realizar "tarefas de combate", afirmando que "não há problemas".

05h58 - Prigozhin diz que está no quartel-general militar em Rostov e tem instalações militares sob controlo

O líder do grupo paramilitar Wagner afirmou esta manhã que chegou ao quartel-general do exército russo na cidade de Rostov. Adianta que o grupo assumiu o controlo de vários locais na cidade, incluindo um aeródromo.

"Estamos no QG, são 7h30 da manhã" (4h30 em Portugal), afirmou Prigozhin num vídeo transmitido no Telegram. O líder do grupo Wagner adiantou ainda que as tropas vão seguir para Moscovo, a menos que o ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu, e o general Valery Gerasimov venham até Rostov.

"Chegamos aqui, queremos receber o chefe do estado-maior e Shoigu", afirmou Prigozhin no vídeo. "A menos que venham, estaremos aqui, bloquearemos a cidade de Rostov e seguiremos para Moscovo", reiterou.


05h42 - Televisão russa interrompe programação

O Canal 1 da televisão estatal russa interrompeu a sua programação habitual para emitir um "boletim noticioso urgente", refere a BBC.

O anúncio retomou anteriores declarações oficiais sobre Prigozhin e o Grupo Wagner, referindo que o vídeo inicial do líder paramilitar era falso e que o ministério da Defesa negava ter atacado o Grupo Wagner.

Afirmou ainda que as FSB, os serviços de informação nacionais russos tinham iniciado um processo criminal contra Prigozhin e que o Presidente Vladimir Putin estava a ser informado.

05h37 - Google News bloqueada na Rússia

O seguidor de tráfego de internet NetBlocks afirma que o site de notícias da Google está em baixo na Rússia.

A organização britânica de monitorização publicou dados que mostram uma queda abrupta de usuários da Google na Rússia desde o início da rebelião do Grupo Wagner.

05h20 - Controlo de Rostov-on-Don crucial para o esforço de guerra russo

O Instituto para o estudo da Guerra acredita que o controlo de Rostov-on-Don por parte do Grupo Wagner poderá ter um impacto significativo na guerra da Ucrânia, por estar ali localizado o Quartel-General do Comando Distrital Russo do Sul, que tem sido crucial para os esforços de guerra russos.

O 58º exército combinado do Distrito está "atualmente empenhado de forma decisiva nas operações defensivas contra a contraofensiva ucraniana no sul da Ucrânia e comanda as forças comjuntas da Rússia na Ucrânia como um todo", refere, citado pela BBC.

05h13 - Rumores de revolta do exército russo envolvido na guerra

Sem que seja possível confirmar as alegações, diz-se nas redes Twitter e Telegram que "múltiplas unidades do Ministério da Defesa da Rússia envolvidas na guerra estão a passar-se para o comando de Prigozhin. Unidades inteiras. Comandantes nomeados por Shoigu e [Valery] Gerasimov [Chefe de Estado Maior e vice ministro da Defesa da Rússia] estão a ser removidos".

05h07 - Onde está Vladimir Putin?

O Presidente russo ter-se-á ausentado de Moscovo para a sua residência privada em Novo-Ogarevo.

Nas redes sociais russas refere-se o avistamento de um esquadrão aéreo especial a sobrevoar Moscovo a noite passada, perto da auto-estrada Simferopol, em direção a Rublevka e Novo-Ogarevo.

Outros rumores referem que os mais altos responsáveis do Kremlin estão a procurar Putin, sem o encontrarem.

05h00 - Base do grupo Wagner sob ataque

Polícia anti-motim estará a cercar o quartel general do Grupo Wagner em Molkino, com as tropas paramilitares a assumirem posições defensivas.

Foram enviados para a área helicopteros armados com metralhadoras.

A base de Molkino é partilhada entre as forças Wagner e a 10ª Brigada Especial de Apoio do GRU, os serviços de informações da Rússia.


04h55 - M4 encerrada em Voronej

O governador da região de Lipetsk, na Rússia central, afirma que a auto-estrada M-4 está encerrada ao tráfego na área de Voronej, a cerca de 400 quilómetros a sul de Moscovo.

04h51 - Tropas russas entram em Smolensk

O exército russo começou a tomar posições em Smolensk, 360 quilómetros a sudoeste de Moscovo.

04h48 - "Banho de sangue" fraticida em Bakhmut

Há informações de que nos arredores de Bakhmut, na Ucrânia, combatentes Wagner que ficaram para trás abriram fogo sobre posições russas e que os combates alastraram.

Fontes ucranianas dizem estar a "assistir a tudo" ao longo das estradas. "A impressão é de que as tropas regulares russas estão a matar as suas próprias forças e parece que parte dos militares estão a apoiar Prigozhin".

"Ao mesmo tempo que não se percebe bem o que se está a passar, é um banho de sangue", acrescentam.

04h30 - SSO ocupam Ministério da Defesa em Moscovo

Forças das Operações Especiais russas (SSO) comandadas pelo Major General Valery Flustikov terão assumido o controlo do Ministério da Defesa em Moscovo.

É impossível saber quem apoiam, se o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, se o líder do Grupo Wagner, Evgueny Prigozhin.

04h25 - Mikhail Khodorkovski apela ao apoio a Prigozhin

O opositor russo exilado Mikhail Khodorkovski apelou na rede Telegram os seus apoiantes a ajudarem o líder do Grupo Wagner, para combater "o regime de Vladimir Putin".

"Sim, seria necessário ajudar até o diabo se ele decidisse ir contra este regime", escreveu o homem de negócios russo. "Se este bandido", acrescentou, referindo-se a Evgueny Prigozhin, "quer incomodar o outro [Vladimir Putin] não é o momento de fazer cara feia, neste momento é preciso ajuda-lo", defendeu.

04h18 - Atividades "antiterroristas" em curso em Moscovo

O presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianine, anunciou que estão em curso "actividades antiterroristas" na capital russa.

"Devido às informações que nos chegam, estão em curso actividades antiterroristas com o objetivo de reforçar as medidas de segurança", escreveu numa publicação da rede Telegram.

04h13 - Sem resistência

A cidade de Rostov-on-Don, de 1,1 milhões de habitantes caiu nas mãos do Grupo Wagner em poucas horas e sem opor praticamente resistência, referem fontes locais. Os oficiais russos parecem ter abandonado o seu quartel-general e fugido.
04h05 - Grupo Wagner terá assumido controlo de todos os edifícios oficiais de Rostov-on-Don

Na rede Twitter sucedem-se os vídeos sobre as movimentações militares em Rostov.

03h57 - Combates em Voronej, de acordo com habitantes locais

O avanço da coluna militar do Grupo Wagner estará a encontrar a resistência das forças russas na cidade de Voronej, a norte de Rostov-on-Don e uma das paragens da linha férrea que liga a Rússia ocidental aos Urais e à Sibéria, ao Cáucaso e à Ucrânia.
Outras fontes referem que os confrontos estarão a decorrer na Auto-estrada M-4 no Distrito de Pavolovsk, Voronej.

03h52 - Segurança reforçada nas ruas de Moscovo - imagens
03h45 - Grupo Wagner diz ter capturado o quartel-general do Distrito Militar do Sul
Um dos objetivos será garantir o acesso ao arsenal russo ali guardado.

03h43 - Tropas alegadamente paramilitares entraram no Ministério da Defesa de Rostov-on-Don


03h40 - "Prontos a morrer". O novo desafio de Prigozhin

O chefe do Grupo Wagner afirma numa nova mensagem na rede Telegram, que ele e os seus 25.000 homens estão "prontos a morrer pela pátria" e para "libertar o povo russo" da hierarquia militar moscovita,contra a qual se revoltou.

"Estamos todos prontos a morrer, todos os 25,000. E depois haverá ainda outros 25.000. Porque nós morremos pela pátria, morremos pelo povo russo que é necessário libertar daqueles que bombardeiam a nossa população civil", acusou.

03h35 - Reunião pela paz este sábado marcada pela rebelião de Prigozhin

A Dinamarca acolhe este sábado uma reunião ultra-secreta sobre a paz na Ucrânia

O sigilo é absoluto, mesmo quanto aos participantes, que poderão incluir países até agora neutrais perante o conflito. A União Europeia enviou altos responsáveis, ao lado de representantes de países que têm apoiado Kiev.

Um responsável ocidental afirmou à Agência AFP que o conselheiro da Casa Branca para a Segurança Nacional, Jake Sullivan, estará presente.

A mesma fonte explica que o encontro se destina a conseguir "uma paz justa e durável".

"Temos trabalhado duramente no seio do G7 sobre uma fórmula para a paz", referiu à imprensa uma fonte diplomática europeia. "A ideia é por isso ir mais além e implicar actores-chave como o Brasil e a Índia", que deverão estar presentes em Copenhaga.

Os acontecimentos das últimas horas deverão contudo ser igualmente analisados pelos participantes.

03h30 - Evitar a M-4 para sul

Governo da região russa de Voronezh apela residentes a evitar a auto-estrada M-4 que liga Moscovo às regiões do sul da Rússia, devido a movimentações militares.

Na rede Telegram, o executivo acrescentou que a situação está sob controlo e que estão a ser tomadas medidas para garantir a segurança do público.

03h25 - O caos está instalado no centro de Rostov-on-Don

Sucedem-se nas redes sociais as imagens da ocupação de Rostov-on-Don pelas forças paramilitares do Grupo Wagner perante a mobilização de forças russas locais.


03h20 - Carros armados Wagner terão cercado o edificio do Ministério da Defesa da Rússia em Rostov-on-Don há pouco minutos

As imagens foram publicadas pelo internauta Igor Sushko, um dos que tem acompanhado de perto o avanço dos paramilitares

03h18 - Correm rumores de que alguns pilotos de helicoptero russos se terão recusado a cumprir ordens de mobilização para atacar as forças Wagner, emitidas pelo Estado Maior da Rússia.

03h15 - Coluna militar ao nascer do Sol em Rostov-on-Don

O internauta russo Igor Sushko continua a seguir o alegado avanço das forças do grupo Wagner.


03h08 - Mobilização russa

Toda a Guarda Nacional russa e forças do Exército das regiões vizinhas de Rostov terão sido mobilizadas para deter o avanço dos paramilitares do Grupo Wagner.

03h02 - Tanques do grupo Wagner estarão a conseguir contronar os bloqueios russos, alega internauta

Igor Sushko estará a assistir ao avanço dos paramilitares em Rostov

02h58 - Imagens de alegados confrontos entre forças Wagner e russas em Rostov-on-Don

A verificar-se a vericidade das imagens, o vídeo desmente alegações de Evgueny Prigozhin de que terá sido recebido de braços abertos pelas forças russas da região.

02h53 - "Ponto de inflexão na guerra"

O comentador da RTP, Filipe Pathé Duarte, considera que as ações de Prigozhin significam um ponto de inflexão na guerra.

02h50 - Região russa de Lipetsk anuncia "reforço das medidas de segurança"

O governador da região russa de Lipetsk, a 420 quilómetros a sul de Moscovo, anunicou que foram tomadas "medidas de segurança reforçadas" após a rebelião do grupo paramilitar.

"Uma atenção particular será dada (á proteção) das infraestruturas críticas" escreveu Igor Artamov na rede Telegram, pedindo à população para "manter a calma" e a renunciar a viagens para sul, em direção às regiões russas fronteiras com a Ucrânia.

02h47 - Forças russas bloqueiam estradas em Rostov-on-Don

Internautas publicam vídeos de alegados bloqueios colocados nas estradas da região de Rosotov para evitarem o avanço da coluna militar do Grupo Wagner que terá cerca de 400 veículos.


02h45 - Nem Vladimir Putin nem o ministro da Defesa russo se mostraram ainda, lembra Cândida Pinto

A análise da enviada especial à Ucrânia, Cândida Pinto, que sublinha ainda o desafio que esta rebelião coloca às forças armadas russas, desde que sejam comprovadas as alegações de Prigozhin.

02h35 - Governador de Rostov apela população a não sair à rua

O governador da região russa de Rostov, vizinha da Ucrânia, apelou a população a manter-se em casa, devido à rebelião do Grupo Wagner.

"As forças da ordem estão a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos habitantes da região. Peço a todos para manter a calma e de não sair de casa exceto em caso de necessidade", escreveu Vassili Goloubev na rede Telegram.

02h26 - Casa Branca mantém prudência face aos acontecimentos

A análise do correspondente nos Estados Unidos, João Ricardo Vasconcelos


02h00 - Evgueny Prigozhin garante que as suas forças abateram um helicóptero russo

"Neste momento, um helicoptero abriu fogo sobre uma coluna civil e foi abatido pelas unidades Wagner", afirmou o líder do grupo paramilitar numa nova mensagem audio, sem precisar o local do incidente.

É impossível verificar as afirmações de Prigozhin.

01h50 - Sirenes soam em Kiev e em Kharkiv

A capital ucraniana está sob ataque de drones russos que foi repelido.A cidade de Kharkiv está igualmente a ser alvo da ofensiva.

01h40 - Moscovo bloqueou a auto-estrada que leva a Moscovo a partir do sul

01h15 - Putin "continuamente informado" da situação após rebelião do grupo Wagner refere Kremlin

"Os serviços especiais, as agências de manutenção da ordem, isto é, o ministério da Defesa, o FSB [serviço de segurança], o ministério do Interior, a Guarda nacional, informam continuamente o Presidente sobre as medidas tomadas para pôr em prática as instruções que lhes foram fornecidas", declarou às agências noticiosas russas o porta-voz da presidência, Dmitri Peskov.

Antes destas últimas declarações, Peskov tinha indicado que procurador-geral da Rússia informou pessoalmente o Presidente Vladimir Putin sobre um inquérito por "rebelião armada" aberta após o apelo do chefe do grupo paramilitar Wagner a uma rebelião contra o estado-maior das Forças Armadas.

O procurador Igor Krasnov "apresentou um relatório a Vladimir Putin n contexto da abertura de um inquérito penal relacionado com a tentativa de organizar uma rebelião armada", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

01h00 - A análise do correspondente da RTP em Moscovo, Evgueni Mouravich

00h50 - Casa Branca segue situação na Rússia, Joe Biden mantido ao corrente

O Presidente dos Estados Unidos está a ser continuamente informado sobre a crise russa provocada pela rebelião do líder do Grupo Wagner, indicou Adam Hodge, um dos porta-vozes da Administração Biden.

"Seguimos a situação e vamos reunir-nos com os nossos aliados e associados sobre os desenvolvimentos", referiu.

00h45- Chefe do grupo paramilitar Wagner diz que as suas forças entraram na Rússia e jura "ir até ao fim"

Yevgeny Prigozhin, anunciou que o seu exército privado cruzou a fronteira russa na região do Rostov, sul do país, e disse estar disposto a "ir até ao fim" após apelar a uma rebelião contra o comando militar do país.

"Cruzámos a fronteira estatal em todos os locais. Os guardas-fronteiriços saíram e abraçaram os nossos combatentes. Agora entramos em Rostov", afirmou num áudio divulgado no seu canal do Telegram.

Prigozhin também assegurou que está decidido a "ir até ao fim" e a "destruir tudo o que seja colocado" no seu caminho.

"Continuamos, e vamos até ao fim", disse o proprietário do grupo paramilitar.

00h30 - Medidas de segurança reforçadas em Moscovo

A agência noticiosa russa Tass anunciava a instauração de medidas de segurança em Moscovo após o apelo Prigozhin a uma revolta contra o ministério da Defesa.

"Foram reforçadas as medidas de segurança em Moscovo, os locais mais importantes estão sob segurança reforçada", para além "dos organismos do Estado e das infraestruturas de transporte", indicou à Tass responsável das forças de segurança russas.

00h20 - Kiev diz que ucrânia está a aproveitar o caos

O ministério da Defesa russo afirma que as forças ucranianas se preparam para atacar perto da cidade de Bakhmut (leste da Ucrânia) "aproveitando" o caos provocado pelo apelo à rebelião emitido por Prigozhin.

"Aproveitando-se da provocação de Prigozhin para desestabilizar a situação, o regime de Kiev reagrupa as unidades das 35ª e 36ª brigadas de fuzileiros para ações ofensivas" na zona de Bakhmut, indicou o ministério da Defesa russo em comunicado, assegurando que as forças ucranianas estão a ser atacadas pela aviação e artilharia russas.

23h30 - General russo apela combatentes do Grupo Wagner a desmobilizar

O influente general Sergueï Sourovikine pediu aos combatentes do grupo Wagner para "pararem" e regressarem às suas casernas "antes que seja tarde demais".

"Dirijo-me aos combatentes e chefes do grupo Wagner", afirmou num vídeo difundido na rede Telegram. "Somos do mesmo sangue, somos guerreiros. Peço-vos que parem".

Considerado impiedoso, Serguei Sourokvine é um dos principais comandantes da intervenção militar russa na Ucrânia e já foi elogiado e apoiado por Prigozhin.

"O inimigo espera precisamente que a nossa situação política se degrade. Não devemos jogar o jogo do inimigo nestes tempos difíceis", acrescentou o general na sua mensagem.

"Antes que seja tarde demais, é necessário obedecer à vontade e à ordens do presidente eleito da Rússia, deter as colunas blindadas, regressar aos posicionamentos e resolver os problemas de forma pacífica", referiu.

23h00 - Kiev garante estar atento ao conflito entre Wagner e chefias militares russas

O Exército ucraniano sublinhou hoje que está a observar o conflito entre o líder do grupo paramilitar Wagner e o alto comando militar russo, após Yevgeny Prigozhin ter acusado as forças russas de atacarem os seus combatentes.

"Estamos a observar", sublinhou o Ministério da Defesa ucraniano através da rede social Twitter.

Por sua vez, o chefe da inteligência militar ucraniana, Kyrylo Budanov, sublinhou que as fações rivais russas começaram "a devorar-se umas às outras por poder e dinheiro".

21h40 - Serviços secretos russos iniciam investigação ao líder do Wagner por "convocar motim"

Os serviços secretos russos abriram hoje uma investigação ao líder do grupo paramilitar Wagner, após Yevgeny Prigozhin ter apelado a uma revolta contra o comando militar russo, que acusou de atacar os seus combatentes.

"As alegações divulgadas em nome de Yevgeny Prigozhin não têm fundamento. (...) O FSB [serviços de segurança russos] abriu uma investigação por convocação de um motim armado", referiu o Comité Nacional Antiterrorista da Rússia em comunicado, citado por agências de notícias russas.

A presidência russa (Kremlin) divulgou, por sua vez, que o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, está a ser informado sobre o conflito entre o Exército russo e o grupo Wagner.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela agência Tass, assegurou também que estão a ser tomadas as medidas necessárias.

21h30 - Líder do Wagner diz ter 25.000 combatentes e convoca russos para "marcha pela justiça"

"Somos 25.000 e vamos determinar por que é que reina o caos no país (...) As nossas reservas estratégicas são todo o exército e todo o país", frisou Yevgeny Prigozhin numa mensagem de áudio, instando "quem se quiser juntar" para "acabar com a confusão".

No entanto, Prigozhin defendeu-se de qualquer "golpe militar", alegando estar a liderar uma "marcha por justiça".

"Este não é um golpe militar, mas uma marcha pela justiça,
as nossas ações não atrapalham as Forças Armadas", assegurou, numa mensagem de áudio.

21h15 - Ministério da Defesa russo nega acusações de Prigozhin

O Exército russo negou a realização de ataques contra acampamentos do grupo Wagner.

"As mensagens e vídeos publicados nas redes sociais por Prigozhin sobre alegados `ataques do Ministério da Defesa da Rússia nas bases de retaguarda do grupo paramilitar Wagner` não correspondem à realidade e são uma provocação", referiu o governo russo em comunicado.

Os comentários de Prigozhin sobre os fracassos russos, que não podem ser verificados de forma independente, contradizem o Presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, que afirmaram que o exército estava a repelir todos os ataques ucranianos.

Nos últimos dias, Putin tem repetido que a contraofensiva ucraniana estava a ser um fracasso e que as forças de Kiev sofreram perdas quase catastróficas.

Na quinta-feira, Shoigu disse que o exército ucraniano estava a reagrupar-se, depois de não ter conseguido romper as defesas russas.

Ponto da situação

Prigozhin acusa ministro da Defesa russo de bombardear bases do Grupo Wagner

O líder do grupo paramilitar Wagner acusou esta sexta-feira o Exército russo de realizar ataques a acampamentos dos seus mercenários, causando "um número muito grande de vítimas".

"Realizaram ataques, ataques com mísseis, na retaguarda dos nossos acampamentos. Um número muito grande dos nossos combatentes foi morto", sublinhou Yevgeny Prigozhin numa mensagem de áudio transmitida pelo seu serviço de imprensa.

Prigozhin garantiu ainda que irá retaliar por estes ataques que, de acordo com o líder do grupo Wagner, foram ordenados pelo ministro da Defesa russo.

A mensagem de Yevgeny Prigozhin foi acompanhada por vídeo com cerca de um minuto, onde se vê uma floresta destruída, alguns focos de incêndio e pelo menos o corpo de um militar.

O líder do grupo Wagner tinha referido hoje que o Exército russo está a recuar em vários setores do sul e leste da Ucrânia, Kherson e Zaporijia, respetivamente, contradizendo as afirmações de Moscovo de que a contraofensiva de Kiev era um fracasso.

Prigozhin disse que o mesmo está a acontecer em Bakhmut, onde as forças ucranianas estão a penetrar nas defesas russas.

"Não há controlo, não há sucessos militares" por parte de Moscovo, declarou Prigozhin, afirmando que os militares russos estavam a "lavar-se no seu próprio sangue", uma forma de dizer que estavam a sofrer pesadas perdas.

Prigozhin descreveu as declarações vitoriosas do Ministério da Defesa em Moscovo como um "profundo engano" e acusou o Estado-Maior de esconder as dificuldades e as perdas russas no terreno.

(com Lusa)