Hamas divulga vídeo de "um dos prisioneiros em Gaza"
"Eles estão a cuidar de mim, a darem-me medicamentos. Só peço que me levem de volta para casa o mais rápido possível, para a minha família, os meus pais, os meus irmãos. Por favor, tirem-me daqui o mais rápido possível", realça a refém, que diz ter 21 anos e ser natural da cidade israelita de Shoham, num vídeo onde surge deitada numa cama com o braço ferido, enquanto um profissional de saúde lhe enrola uma ligadura.
A jovem, identificada como Maya Sham, foi raptada "no início da manhã de sábado [07 de outubro]" quando saía do festival perto de Gaza, onde pelo menos 260 pessoas foram massacradas e outras capturadas durante o ataque terrestre, marítimo e aéreo do Hamas que apanhou Israel de surpresa.
Em resposta à divulgação do vídeo, o porta-voz militar israelita disse ter informado a família da jovem há uma semana que esta foi raptada.
Além disso, acusou o Hamas de tentar "apresentar-se como uma organização humana, quando é uma organização terrorista responsável pelo assassinato e sequestro de bebés, mulheres, crianças e idosos".
Israel informou hoje que notificou as suas famílias sobre a identidade de 199 pessoas raptadas pelo Hamas e outras milícias palestinas em Gaza, confirmou o porta-voz do Exército, Daniel Hagari.
O vídeo foi divulgado pouco depois de o Hamas ter divulgado uma mensagem do seu porta-voz, Abu Obeida, anunciando que o grupo planeia libertar reféns estrangeiros detidos pelo em Gaza.
Abu Obeida afirmou que estes reféns são considerados seus convidados e que serão libertados quando as "condições no terreno" forem cumpridas.
Segundo ele, o Hamas capturou 200 pessoas, enquanto outras milícias têm pelo menos mais 50.
O porta-voz também informou que pelo menos 22 dos sequestrados foram mortos pelos bombardeios israelitas.
As milícias palestinas exigiram a libertação de milhares de prisioneiros palestinianos nas prisões israelitas em troca do regresso dos reféns na Faixa de Gaza.
O grupo islamita Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta, Israel tem vindo a bombardear várias infraestruturas do Hamas na Faixa de Gaza e impôs um cerco ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
O número de mortes causadas pelos bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza desde o ataque da milícia islamita Hamas, em 07 de outubro, já chega a 2.750 pessoas, além de se registarem 9.700 feridos, informou hoje o Ministério da Saúde palestiniano.
Além disso, desde o início da guerra, 58 palestinianos também foram mortos em confrontos com israelitas e 1.250 ficaram feridos na Cisjordânia ocupada.
Em Israel, cerca de 1.400 pessoas morreram, a grande maioria civis, durante o ataque da milícia islamita, a que se somam cinco mortes causadas pela milícia xiita libanesa Hezbollah na fronteira norte.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está "em guerra" com o Hamas.
Telavive tem vindo a reunir tropas junto ao território da Faixa de Gaza, enclave controlado pelo grupo islamita desde 2007, em preparação para uma provável ofensiva contra o Hamas.
Cerca de 100.000 deslocados em território israelita devido ao conflito
O Ministério da Defesa de Israel adiantou à agência Efe que o número de retirados ou realocados são "cerca de 100 mil".
O Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta, Israel tem vindo a bombardear várias infraestruturas do Hamas na Faixa de Gaza e impôs um cerco ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
Em Israel, cerca de 1.400 pessoas morreram, a grande maioria civis, durante o ataque da milícia islamita, a que se somam cinco mortes causadas pela milícia xiita libanesa Hezbollah na fronteira norte.
O número de mortes causadas pelos bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza desde o ataque da milícia islamita Hamas, em 07 de outubro, já chega a 2.750 pessoas, além de se registarem 9.700 feridos, informou hoje o Ministério da Saúde palestiniano.
Além disso, desde o início da guerra, 58 palestinianos também foram mortos em confrontos com israelitas e 1.250 ficaram feridos na Cisjordânia ocupada.
Perante este cenário, cerca de 30 mil habitantes de Sderot, a cidade israelita mais próxima da Faixa de Gaza, e outras 36 mil pessoas que viviam num diâmetro de até sete quilómetros ao redor da fronteira com o enclave palestiniano foram deslocadas para outros locais, segundo dados do Ministério da Defesa israelita.
Já cerca de 5.000 israelitas carecem de proteção pessoal adequada e de residência estável em Ashkelon, uma cidade localizada um pouco mais a norte de Sderot, na costa do Mediterrâneo.
Todos estes pontos foram atingidos por foguetes provenientes de Gaza e testemunharam a morte e a destruição de numerosas infraestruturas que os militantes deixaram no seu rasto.
Também os habitantes das cidades do norte de Israel, ao longo da fronteira com o Líbano, tiveram de abandonar as suas casas, após a intensificação da troca de projéteis entre o Estado judeu e o grupo xiita Hezbollah, juntamente com as milícias palestinianas, em consequência da conflito com o Hamas.
Naquela área, cerca de 10 mil israelitas foram retirados de 28 cidades pelas autoridades, enquanto outros 17 mil o fizeram voluntariamente, antes da chegada do pedido oficial hoje realizado.
O auge da tensão ocorreu no domingo, quando o Hezbollah assumiu a responsabilidade pelo lançamento de seis mísseis antitanque e nove foguetes, aos quais Israel respondeu bombardeando as posições do grupo no sul do Líbano.
Um projétil atingiu a sede da missão de paz da ONU no Líbano (UNIFIL), na cidade de Naqura, no sul, sem provocar vítimas, sendo que a origem está a ser investigada pelos Capacetes Azuis.
Este é o maior aumento de tensão na região desde a escalada de 2006 e suscitou receios de que o Hezbollah decida envolver-se diretamente na guerra.
Em nove dias de tensão entre Israel e as milícias libanesas, 17 pessoas morreram, cinco em território israelita -- quatro soldados e um civil -- e pelo menos 12 em solo libanês, incluindo três civis - entre os quais um operador de câmara da agência de notícias Reuters - quatro membros do Hezbollah e cinco membros das milícias palestinianas.
Colômbia exorta embaixador de Israel a abandonar o país
Na sua conta X (antigo Twitter), o ministro dos Negócios Estrangeiros, Alvaro Leyva, exortou o embaixador Gali Dagan a "pedir desculpa e a ir-se embora", descrevendo os seus comentários ao presidente de esquerda como uma "grosseria sem sentido".
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou numerosas mensagens nas redes sociais desde os ataques do Hamas a Israel, em 7 de outubro, comparando as represálias de Israel contra Gaza à perseguição dos judeus pelos nazis.
Estas publicações deram origem a trocas de palavras amargas nas redes sociais com o embaixador israelita.
Depois de o Ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, ter anunciado um "cerco total" a Gaza e ter afirmado que estava a combater "animais", Gustavo Petro escreveu: "Foi o que os nazis disseram sobre os judeus. Os povos democráticos não podem permitir que o nazismo se restabeleça na política internacional".
"Os israelitas e os palestinianos são seres humanos à luz do direito internacional. Este discurso de ódio, se continuar, só poderá conduzir a um holocausto", acrescentou.
No domingo, Israel, um dos principais fornecedores de armas ao exército colombiano, anunciou que estava a "suspender as suas exportações de segurança" para o país sul-americano, na sequência das declarações do presidente Gustavo Petro.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Lior Haiat, afirmou no mesmo dia que a embaixadora da Colômbia em Israel, Margarita Manjarrez, tinha sido convocada na sequência das "declarações hostis e antissemitas" de Gustavo Petro, acusando-o de "manifestar apoio às atrocidades cometidas pelos terroristas do Hamas, alimentar o antissemitismo, afetar os representantes do Estado de Israel e ameaçar a paz da comunidade judaica na Colômbia".
Em resposta, Gustavo Petro afirmou que o seu país não apoia o "genocídio". "Se tivermos de suspender as nossas relações com Israel, suspendemo-las", acrescentou.
A Colômbia sempre manteve relações diplomáticas e militares estreitas com Israel e os Estados Unidos.
A Colômbia, envolvida num conflito de décadas com guerrilheiros de esquerda, paramilitares de direita e cartéis de droga, utiliza armas e aviões de fabrico israelita.
O embaixador israelita na Colômbia respondeu às numerosas mensagens do presidente Petro, afirmando, nomeadamente, que esperava que "um país amigo de Israel condenasse alto e bom som o ataque terrorista contra civis inocentes".
De seguida, "convidou" Gustavo Petro a visitar o museu Yad Vashem. "Podemos também fazer uma paragem na Polónia e visitar o campo de Auschwitz", acrescentou.
"Já estive no campo de concentração de Auschwitz e agora vejo que está a ser reproduzido em Gaza", respondeu Petro.
Israel está em guerra desde que, no dia 7 de outubro, o Hamas lançou um ataque sem precedentes contra cidades israelitas próximas da fronteira com a faixa de Gaza, que o movimento islamita controla.
O ataque e os combates que se seguiram causaram a morte de mais de 1.400 israelitas, na sua maioria civis.
Israel comprometeu-se a destruir o Hamas e respondeu com uma intensa campanha de bombardeamento em Gaza, que matou cerca de 2.750 pessoas, segundo as autoridades locais, e impôs um cerco total ao território de Gaza, com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
Putin discute conflito com o Hamas pela primeira vez com Netanyahu
"O lado israelita foi informado dos principais pontos dos contactos telefónicos que tiveram lugar hoje com os líderes da Palestina, do Egito, do Irão e da Síria", adiantou o Kremlin em comunicado.
Putin transmitiu as "mais profundas condolências" às famílias dos israelitas mortos e sublinhou "a sua firme rejeição e condenação de qualquer ação cujas vítimas sejam a população civil, incluindo mulheres e crianças", referiu a mesma fonte.
No diálogo com Benjamin Netanyahu, o chefe de Estado russo informou sobre as medidas tomadas pela Rússia para contribuir "para a normalização da situação e para prevenir uma nova escalada de violência e prevenir uma catástrofe humanitária na Faixa de Gaza".
Além disso, confirmou a vontade de Moscovo de continuar a trabalhar "no interesse de pôr fim ao confronto israelo-palestiniano e de alcançar uma solução pacífica através de meios políticos e diplomáticos".
Moscovo evita condenar Hamas em proposta de resolução do Conselho de Segurança
Numa publicação da rede social X (antigo Twitter), Dmitry Polyanskiy, vice-embaixador da Rússia na ONU, defendeu que o projeto de resolução russo "não contém elementos políticos que possam dividir" os 15 Estados-membros do Conselho de Segurança e "afetar o seu papel na resolução da crise" no Médio Oriente.
O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se hoje às 23h00 (hora de Portugal continental) para decidir sobre o conflito entre Israel e o Hamas e discutir dois projetos de resolução concorrentes: um da autoria da Rússia e outro do Brasil.
Sirenes interrompem negociações entre Blinken e primeiro-ministro israelita
O sucedido foi relatado pelo porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Matthew Miller, indica a mesma fonte.
Hezbollah destrói câmaras de vigilância de Israel na fronteira com o Líbano
Polícia israelita vai armar mais civis para defender cidades
O chefe da polícia, Kobi Shabtai, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, "decidiram alargar a todas as cidades as unidades de intervenção de emergência que operam sob os auspícios da polícia", informa segundo um comunicado conjunto.
Líder das `secretas` assume falha por não antecipar ataque surpresa do Hamas
Numa nota enviada aos membros da agência e publicada pelos meios de comunicação social israelitas, Ronen Bar admitiu que, apesar de "uma série de ações levadas a cabo", estas não foram capazes de "gerar aviso suficiente para impedir o ataque".
"Como alguém que lidera a organização, a responsabilidade é minha", reconheceu Bar, que indicou que "haverá tempo para investigações".
"Agora estamos a lutar", garantiu o líder do Shin Bet.
O Hamas conseguiu contornar o aparelho de inteligência de Israel, com uma operação em que atacou por terra, mar e ar, sendo que este golpe que representa o maior fracasso militar da história do Estado israelita.
C/Lusa
Atentado marca visita a Bruxelas. Marcelo quer "unidade e rapidez" da Europa em relação a Israel e Hamas
Foto: António Pedro Santos - Lusa
À saída do jantar oferecido pelos reis ao presidente da República, a eclosão de um atentado levou as autoridades belgas, por segurança, a indicar a Marcelo Rebelo de Sousa a necessidade de regressar ao hotel em vez de ir ver a um estabelecimento comercial português o jogo entre as seleções de Portugal e da Bósnia-Herzgovina.
O motivo do atentado, de acordo com a informação que chegou aos ouvidos de Marcelo, terá sido religioso e relacionado com a polémica da queima de livros do Corão que tem abalado a relação entre a Suécia e diversos países muçulmanos.
Marcelo considerou por isso prematuro estabelecer qualquer relação do atentado com o conflito que decorre entre o Israel e o Hamas.
A reunião do Conselho Europeu esta terça-feira foi também tida por Marcelo como "muito importante", sublinhando a necessidade da Europa agir "em unidade" e de influenciar "o que pode vir a passar-se".
"Este é mais um desafio", numa época de "mudança de poderes", acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhando que a Europa deve agir "com unidade, com rapidez, antecipação e capacidade de previsão dos acontecimentos". "Penso que é isso que interessa aos europeus e ao mundo" referiu.
O presidente pensa terça-feira seguir a agenda marcada.
MNE discute solução diplomática com homólogos de Marrocos e Turquia
Na sequência de um conjunto alargado de outros telefonemas com chefes de diplomacia de países próximos do Médio Oriente, ao longo dos últimos dias, Cravinho manteve hoje contacto telefónico com o seu homólogo marroquino, Nasser Bourita, para discutir os mais recentes desenvolvimentos da situação em Israel e Gaza.
Na rede social X, Cravinho disse que convergiu com o ministro marroquino sobre "a necessidade de retomar com urgência a via diplomática" no Médio Oriente, recordando que Marrocos detém nesta altura a presidência em exercício da Liga Árabe.
Também hoje, Cravinho conversou telefonicamente com o seu homólogo turco, Hakan Fidan, com quem discutiu a situação na Ucrânia e no Médio Oriente, defendendo que "apenas uma solução diplomática pode ser duradoura".
A partir de Praga, onde também hoje se encontrou com o seu homólogo checo, Jan Lipavsky, o chefe da diplomacia portuguesa defendeu que, apesar da crise desencadeada pelos ataques do Hamas contra Israel, o Ocidente não pode "perder de vista a necessidade de continuar a apoiar a Ucrânia".
"A conflagração no Médio Oriente merece toda a nossa atenção, mas não podemos perder de vista a necessidade de continuar a apoiar a Ucrânia", escreveu o chefe da diplomacia portuguesa, na rede social X (antes Twitter).
O grupo islamita Hamas lançou no sábado passado um ataque surpresa contra Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta, Israel bombardeou a partir do ar várias infraestruturas do Hamas na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
Os ataques já provocaram milhares de mortos e feridos nos dois territórios.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está "em guerra" com o Hamas.
Na capital checa, Cravinho também participou como orador na Conferência Fórum 2000, num painel sobre o impacto global da guerra provocada pela invasão russa na Ucrânia.
Após a reunião presencial em Praga com Cravinho, o chefe da diplomacia checa escreveu na rede X que também tinha conversado sobre a cooperação entre os dois países em regiões como África e América Latina, saudando o apoio que Portugal tem dado à Ucrânia.
ONU aponta para 1 milhão de pessoas deslocadas em Gaza
A partir dos seus escritórios em Gaza, a diretora de comunicações da UNRWA, Juliette Touma, concedeu uma conferência de imprensa em que indicou que os números estão constantemente a "mudar" e não param de crescer, mas que a sua agência, com 13 mil funcionários na Faixa, é a melhor colocada para observar o elevado nível de deslocamento.
"Um milhão de palestinianos foram deslocados desde 07 de outubro [quando o Hamas atacou Israel] e, infelizmente, perdemos 14 funcionários que trabalhavam com a agência na Faixa de Gaza", disse Touma, acrescentando que as equipas estão "aterrorizadas".
Uma grande proporção dos deslocados internos procurou refúgio com familiares ou conhecidos mais a sul, mas pelo menos 400 mil estão alojados numa centena de centros da UNRWA, principalmente escolas, mas também em armazéns de alimentos ou materiais, que não estão equipados com serviços básicos "para abrigar seres humanos".
Os abrigos estão tão sobrelotados que às vezes "centenas de pessoas têm que dividir uma única casa de banho", explicou.
Além disso, Touma alertou para a grave escassez de bens em Gaza: "Nenhuma mercadoria entrou em Gaza desde o dia 07 (de outubro): nem comida, nem água, nem qualquer tipo de ajuda", insistiu.
A diretora de comunicações alertou em particular para a falta de água potável - obtida principalmente através de centrais de dessalinização que funcionam com combustível e que estão agora paradas após o cerco de Israel -, que está a levar os habitantes de Gaza a recorrer a fontes de água impróprias para consumo, aumentando o risco de doenças.
"Estamos muito preocupados com a propagação de doenças transmitidas pela água. A água continua a não estar disponível em Gaza e sabemos que as pessoas estão a recorrer a fontes de água suja", disse.
O grupo islamita Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta, Israel tem vindo a bombardear várias infraestruturas do Hamas na Faixa de Gaza e impôs um cerco ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
Os ataques já provocaram milhares de mortos e feridos nos dois territórios.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está "em guerra" com o Hamas.
Telavive tem vindo a reunir tropas junto ao território da Faixa de Gaza, enclave controlado pelo grupo islamita desde 2007, em preparação para uma provável ofensiva contra o Hamas.
ONU alerta para catástrofe humanitária na Faixa de Gaza
Uma segunda criança luso-palestiniana está encurrada na Faixa de Gaza
Putin regista "aumento catastrófico" de vítimas civis em Gaza
Segundo o Kremlin, Putin manifestou uma "inquietação extrema face à escalada das hostilidades em larga escala, acompanhada por um aumento catastrófico do número de vítimas civis e um agravamento da crise humanitária na Faixa de Gaza", no decurso de um contacto telefónico com os homólogos iraniano, egípcio, sírio e com o presidente da Autoridade palestiniana.
Biden descreve Hamas como "cambada de cobardes"
Israel vai evacuar 28 comunidades na fronteira com o Líbano
"Impossível prever o que pode acontecer", diz primeiro-ministro libanês
"O governo prossegue os seus contactos internos e externos para manter a situação no Líbano tão calma quanto possível e para distanciar o Líbano das repercussões da guerra em curso em Gaza", afirmou Najib Mikati, citado num comunicado da presidência do Conselho de Ministros.
Mikati confirmou contactos com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e com os presidentes da França e da Turquia, Emmanuel Macron e Recep Tayyip Erdogan, bem como com os Estados Unidos, Itália, Jordânia, Qatar, Reino Unido e Canadá.
O primeiro-ministro libanês voltou a insistir hoje que nenhum ator libanês está interessado em "abrir uma frente [de guerra] a partir do sul do Líbano" e acrescentou que, embora estejam a trabalhar "para a paz", a decisão sobre uma eventual guerra "está nas mãos de Israel", uma vez que é necessário cessar as suas "provocações".
"O Líbano está no olho do furacão, toda a região está numa situação difícil e ninguém pode prever o que vai acontecer [...]. Mas o que é claro é que Israel está a tentar duplicar as suas provocações", avisou Mikati, segundo a nota.
Desde 08 de outubro, um dia depois do ataque do Hamas em território israelia, que o grupo xiita libanês Hezbollah e as tropas israelitas se têm envolvido numa série de ataques transfronteiriços, com algumas ações também reivindicadas por fações palestinianas presentes em território libanês.
No quadro dos esforços de manter a neutralidade do Líbano no conflito, o exército libanês anunciou hoje ter desmantelado cerca de 20 lança-foguetes encontrados durante uma operação nas zonas do sul do país que fazem fronteira com Israel, onde grupos armados efetuaram vários lançamentos de foguetes contra o Estado judaico na última semana.
"Na sequência de uma operação de reconhecimento e inspeção nas zonas fronteiriças, uma unidade do exército encontrou 20 lança-foguetes, quatro dos quais transportavam foguetes prontos a serem lançados nos arredores das cidades de Qalila e Al Chaaitiyeh", afirmaram os militares em comunicado.
Segundo o comunicado, as unidades militares especializadas conseguiram desmantelar as instalações.
Nos últimos dias, as ações militares a partir do Líbano, perpetradas por milícias do movimento xiita Hezbollah, pró-iraniano, incluíram alguns disparos de foguetes contra o norte de Israel.
Domingo, um desses foguetes atingiu o quartel-general da missão de manutenção da paz da ONU no Líbano (FINUL), na cidade meridional de Naquora, sem deixar vítimas.
A origem do ataque está ainda a ser investigada pelos `capacetes azuis`.
O impacto ocorreu no meio de um recrudescimento da violência do outro lado da fronteira, com pelo menos cinco ataques com foguetes do Hezbollah em vários pontos do norte de Israel, que respondeu com artilharia e bombardeamentos aéreos.
Até à data, pelo menos 16 pessoas foram mortas no fogo cruzado de ambos os lados da fronteira, incluindo três civis libaneses.
Ataques israelitas fazem um milhão de deslocados na Faixa de Gaza
Somar pede reconhecimento de estado palestiniano no acordo de coligação
"Pensamos que chegou o momento de Espanha reconhecer o estado palestiniano de forma unilateral, incondicional e urgente, como uma contribuição essencial para a resolução do conflito [no Médio Oriente] e para a paz", disse Ernest Urtasun, numa conferência de imprensa em Madrid.
O dirigente do Somar (uma plataforma de forças de esquerda e extrema-esquerda) acrescentou que o partido pretende que "uma das primeiras medidas do próximo governo de coligação seja o reconhecimento do estado palestiniano por parte de Espanha".
O Somar transmitiu isso mesmo ao partido socialista (PSOE) há alguns dias, sendo que o pedido de reconhecimento do estado palestiniano já era, desde o início das negociações, uma das questões pedidas pela plataforma de esquerda e extrema-esquerda, garantiu.
Ernest Urtasun explicou que o que o Somar pede agora é que esse reconhecimento rápido "conste de forma clara e inequívoca no próximo acordo de Governo".
O dirigente do Somar defendeu que há uma "dívida dos espanhóis com os palestinianos", lembrando que o parlamento de Espanha aprovou em 2014 uma resolução em que insta o Governo a reconhecer o estado palestiniano.
O executivo nunca o chegou a fazer, à espera de uma posição comum da União Europeia.
"É muito difícil um acordo global da União Europeia e Espanha deve fazê-lo já", defendeu Ernest Urtasun, que sublinhou que outros países comunitários, como a Suécia ou a Grécia, reconhecem o estado palestiniano.
Urtasun reiterou hoje a condenação, em nome do Somar, do ataque do grupo islamita Hamas a população civil israelita, a partir da Faixa de Gaza, em 07 de outubro, que considerou "um crime de guerra, que deve ser condenado".
"Mas isso não dá o direito a Israel de impor um castigo coletivo à Faixa de Gaza, cometendo crimes de guerra", como corte de água e luz à população daquele território ou bombardeamentos de civis, acrescentou.
O Somar e o PSOE negoceiam uma coligação de Governo em Espanha na sequência das eleições de 23 de julho passado.
O líder do PSOE e atual primeiro-ministro de Espanha em funções, Pedro Sánchez, reiterou hoje em Tirana, na Albânia, na abertura de uma cimeira dos Balcãs Ocidentais em que estão líderes europeus, a condenação "ao ataque do Hamas contra Israel", país que "tem o legítimo direito de se defender dentro do respeito do direito internacional e humanitário".
Sánchez defendeu que "a única maneira de resolver definitivamente o conflito" entre Israel e a Palestina "é através do reconhecimento dos dois estados para que possam coexistir em paz e segurança".
O Hamas controla a Faixa de Gaza (um território que tem fronteiras com Israel e o Egito) desde 2007 e é classificado como terrorista pela União Europeia, Estados Unidos e Israel.
Em 07 de outubro, o Hamas atacou Israel com o lançamento de milhares de foguetes e uma incursão de milicianos armados.
Em resposta, Israel bombardeou infraestruturas do Hamas e impôs um cerco à Faixa de Gaza com corte de abastecimento.
Os ataques já provocaram milhares de mortos e feridos nos dois territórios.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está "em guerra" com o Hamas.
Egito convoca comunidade internacional para cimeira no próximo sábado
UE inicia ponte aérea com Egito para enviar ajuda humanitária a Gaza
Por isso, anunciou, em comunicado, que "vai lançar a operação `Ponte Aérea Humanitária da UE`, que consiste em vários voos para o Egito para levar mantimentos vitais a organizações humanitárias que estão no terreno em Gaza".
Reino Unido aumenta ajuda financeira a palestinianos e confirma seis britânicos mortos
"Temos de apoiar o povo palestiniano porque eles também são vítimas do Hamas", disse o chefe do governo conservador britânico ao discursar na Câmara dos Comuns para dar pormenores sobre a situação na região.
Rishi Sunak confirmou ainda que, nos ataques a Israel perpetrados pelo Hamas morreram seis cidadãos britânicos, estando desaparecidos outros 10, podendo os números serem superiores ao que está, até agora, confirmado.
"Os atentados em Israel [...] chocaram o mundo. Mais de 1.400 pessoas mortas, uma a uma, mais de 3.500 feridos, quase 200 feitos reféns", afirmou o líder conservador. "Devemos chamar-lhe o seu nome: foi um `pogrom`", sublinhou, em referência à violenta perseguição dos judeus na Rússia Imperial e noutros países.
"Apelamos à libertação imediata de todos os reféns e a eles digo: estamos convosco. Estamos com Israel", disse Sunak, que reiterou o seu apoio "inequívoco" ao governo israelita.
"A natureza terrível destes ataques significa que está a ser difícil identificar muitos dos mortos, mas é com grande pesar que informo a Assembleia de que pelo menos seis cidadãos britânicos foram mortos", disse Sunak, alertando para a possibilidade de haver mais mortos entre os dez desaparecidos.
Parlamento israelita evacuado durante sessão plenária
PCP condena ações do Hamas e fala em hipocrisia
Ataque a escola. França quer acelerar a expulsão de 193 estrangeiros radicalizados
A mesma fonte confirmou que são atualmente 20.120 pessoas registadas no FSPRT, incluindo 4.264 estrangeiros em situação regular ou irregular, e que desde 2015 foram expulsas do país 922 pessoas registadas.
Esta tarde, nas suas declarações aos jornalistas, o ministro francês do Interior também anunciou que desde o ataque do Hamas contra Israel na semana passada 102 pessoas foram detidas por atos antissemitas ou por apologia pública do terrorismo.
De acordo com a AFP, Macron terá pedido ao ministro do Interior uma "abordagem especial aos jovens do Cáucaso entre os 16 e os 25 anos".
Comissão da ONU abre investigação a crimes de guerra de Hamas e forças israelitas
Ataques do Hamas já fizeram 1400 mortos em Israel
Pelo menos 5 mortos em ataque aéreo israelita em Rafah
Braço armado do Hamas diz que atacou Jerusalém e Telavive
Sirenes de alerta ouvidas em Jerusalém
"O tempo está a esgotar-se" para "encontrar soluções políticas", alerta o Irão
Hossein Amir-Abdollahian apelou ao fim imediato dos “crimes e assassinatos do regime sionista” e ao envio de ajuda humanitária para Gaza.
OMS alerta para uma "verdadeira catástrofe" se Gaza não receber ajuda em 24 horas
A ajuda humanitária e médica, especialmente da OMS, está atualmente bloqueada no Sinai egípcio, na fronteira com a Faixa de Gaza, devido à falta de um acordo entre Israel e o Egito.
Guerra no Médio Oriente. Aumento de antissemitismo na Europa preocupa comunidade judaica
Também a israelita Esther Boudara, dona de um restaurante no Porto, contou à RTP ser "triste que, desde o início, tenhamos sido alvo de vandalismo, desde o início desta guerra".
À medida que se intensificam os ataques de Israel a Gaza, cresce a tensão nas ruas das grandes cidades europeias, marcadas por manifestações pacíficas que apelam ao fim da violência em Gaza mas também por atos de vandalismo antissemitas e ameaças terroristas.
Desde o início do conflito na semana passada que o dispositivo de segurança foi reforçado em França. Segundo o ministério francês do Interior, cerca de dez mil agentes da polícia estão atualmente a vigiar mais de 500 locais considerados "sensíveis", como sinagogas e escolas. "Há pessoas em frente às sinagogas, em grande número, a gritar ameaças", disse o ministro francês do Interior, Gérald Darmanin, numa entrevista a um programa de televisão na semana passada.
Neste sentido a polícia francesa proibiu, na quinta-feira, a manifestação de apoio ao povo palestiniano por ser “suscetível de causar desordem pública”, utilizando gás lacrimogéneo para dispersar os protestantes. Isto, depois de ter permitido uma manifestação de apoio a Israel na segunda-feira em Paris.
Também em outras cidades europeias - como Londres ou Berlim - com uma forte presença da comunidade judaica, as autoridades reforçaram a segurança de escolas e dos templos judaicos. Segundo a imprensa britânica, a comunidade judaica relata um aumento de incidentes antissemitas em Londres, onde devido ao receio de uma escalada de tensões algumas escolas suspenderam as aulas esta semana. No Reino Unido, "registaram-se 105 incidentes anti-semitas e 75 delitos" entre 30 de setembro e 13 de outubro, segundo dados da BBC.
Já a ministra britânica do Interior, Suella Braverman, que tinha apelado ao uso de “toda a força da lei” para reprimir as manifestações de apoio ao Hamas na semana passada, condenou a manifestação de ódio através do slogan utilizado pelos manifestantes este fim de semana na capital londrina.
The slogan was taken up by Islamists, including Hamas, and remains a staple of antisemitic discourse. To hear it shouted in public causes alarm not just to Jews but to all decent people. Those who promote hate on Britain’s streets should realise that our tolerance has limits. 3/3
— Suella Braverman MP (@SuellaBraverman) October 16, 2023
Egito. Cimeira sobre a “causa palestiniana” vai realizar-se no sábado
Conselho de Segurança da ONU reúne-se esta segunda-feira
A Rússia entregou aos Estados-membros do Conselho na sexta-feira um projeto de resolução que será submetido a votação e que apela a um “cessar-fogo humanitário imediato, duradouro e totalmente respeitado” e a um acesso humanitário “sem entraves” à Faixa de Gaza.
O Brasil, que preside o Conselho este mês, também apresentará um texto que condena “os hediondos ataques terroristas do Hamas”.
Biden cancela deslocação ao Colorado
Charles Michel defende posição comum sobre Médio Oriente
Foto: Johanna Geron - Reuters
Navio com americanos a bordo deixou Israel
Biden avisa que ocupação israelita da Faixa de Gaza seria "erro grave"
Quadro humanitário em Gaza degrada-se hora após hora
RTP em Israel. "A operação militar está mesmo para começar"
Milhares em fuga aguardam abertura da passagem de Rafah
Foto: Ibraheem Abu Mustafa - Reuters
Bruxelas em contacto com o Cairo para oferecer ajuda humanitária a Gaza
Amnistia Internacional alerta para crise humanitária em Gaza
Mohammed al-Masri - Reuters
A Amnistia Internacional considera que a comunidade mundial não está a fazer pressão suficiente para proteger as pessoas internadas.
Fronteira de Gaza com o Egito permanece fechada
Hospitais sem combustível colocam em risco a vida de milhares
Primeiro-ministro libanês procura distanciar o país da guerra entre Israel e o Hamas
"A região está em situação difícil e ninguém pode prever o que vai acontecer. O Governo mantém contactos internos e externos para manter e calma e distanciar o Líbano das consequências da guerra em curso em Gaza", enfatiza.
Cerca de um milhão de palestinianos fugiram para o sul da Faixa de Gaza
- Aproxima-se do milhão o número de palestinianos que abandonaram no norte de Gaza e procuraram, no sul do território, refúgio das sucessivas vagas de bombardeamentos das Forças de Defesa de Israel, segundo as Nações Unidas;
- De acordo com a máquina militar israelita, o movimento Hamas fez 199 reféns, um balanço que acrescenta 44 pessoas ao número avançado na véspera;
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o próprio Hamas vieram negar o estabelecimento de qualquer trégua para permitir a passagem de refugiados palestinianos pelo posto de Rafah, na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito. Ao final da manhã, o posto permanecia fechado, apesar do número crescente de pessoas ali concentradas;
- Pelo menos 2.750 pessoas foram mortas por ataques israelitas na Faixa de Gaza, indica um relatório atualizado divulgado esta segunda-feira pelas autoridades de saúde do território. Há também registo de 9.700 feridos;
- O secretário de Estado norte-americano chegou esta segunda-feira a Telavive para um conjunto de encontros diplomáticos que terá lugar nos próximos dias. Antony Blinken fará um périplo por diferentes países árabes.
Ataque com faca a família palestiniana nos EUA mata criança de seis anos
Durante a ligação, a mulher disse que “correu para a casa de banho e continuou a lutar contra o agressor”.
Quando a polícia chegou ao local, descobriu a mulher e o menino com “múltiplas facadas no peito, tronco e extremidades superiores”. Descreveu também que encontrou Czuba sentado no chão, no exterior da casa, com um corte na testa.
Embora o suspeito não tenha feito quaisquer declarações aos investigadores, a polícia afirma que determinou as acusações através de entrevistas e provas.
Joseph Czuba, suspeito | Gabinete do xerife do Condado de Will via Reuters
O suspeito está acusado de “homicídio em primeiro grau, tentativa de homicídio em primeiro grau, duas acusações de crime de ódio e agressão agravada com arma mortal”, avançaram as autoridades.
O conflito entre Israel e o Hamas, que se desenrola há mais uma semana, em guerra aberta, está a alastrar e a contaminar "atores solitários".
O diretor do FBI, Christopher Wray, também alertou na conferência da Associação Internacional de Chefes de Polícia para a necessidade de manter a vigilância “neste ambiente intensificado” e reconheceu que as ameaças domésticas aumentaram.
“Não há dúvida de que estamos a ver um aumento nas ameaças relatadas e temos que estar atentos, especialmente aos atores solitários que podem inspirar-se em eventos recentes para cometerem a sua própria violência", disse Wray na conferência em San Francisco, no sábado.
Chefe humanitário da ONU visita o Médio Oriente esta terça-feira para negociar o envio de ajuda a Gaza
“Espero ouvir boas notícias esta manhã sobre a entrega de ajuda via Rafah”, disse Griffiths.
Egito diz que Israel não permitiu a abertura da passagem de Rafah a partir de Gaza
Shoukry sublinhou que a prioridade neste momento deve ser “travar a escalada” do conflito.
Gaza. Posto de fronteira de Rafah continua fechado
No entanto, o gabinete de Netanyahu diz que não há qualquer acordo para a entrada de ajuda humanitária.
Travão à ajuda humanitária em Gaza. "O que estamos a ver é um braço-de-ferro"
Ibraheem Abu Mustafa - Reuters
Blinken regressa a Israel
Blinken, que visitou a Arábia Saudita, o Egito e o Catar nos últimos dias, chegou a Telavive e deverá encontrar-se com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.
O secretário de Estado norte-americano esteve em Telavive a semana passada, onde reiterou o apoio dos Estados Unidos a Israel.
Israel confirma que há 199 reféns nas mãos do Hamas
“Informamos as famílias de 199 reféns”, disse Daniel Hagari, porta-voz militar do exército israelita, durante uma conferência de imprensa.
Hagari afirmou que “os esforços relativos aos reféns são uma prioridade nacional”, acrescentando que “o exército de Israel trabalha dia e noite” para os libertar.
Dezenas de alegados militantes foram detidos durante a noite no território controlado pela Autoridade Palestiniana
As tropas israelitas dizem ter apreendido uma quantidade considerável de armamento. Foi ainda selada uma impressora presumivelmente utilizada na produção de propaganda do movimento radical palestiniano.
Embaixadora israelita em Londres faz eco das palavras de Netanyahu
"Todos os israelitas estão traumatizados com o massacre de pessoas inocentes pelo Hamas. À medida que os dias passam, as atrocidades são expostas", afirmou a diplomata à rádio pública britânica.
"Ouvimos que 80 por cento dos corpos foram torturados, jovens mulheres violadas, bebés decapitados, este tipo de atrocidades, barbárie, pura maldade que o mundo não via desde a II Guerra Mundial", acentuou, para insistir na ideia de que "o Hamas vai deixar de existir na Faixa de Gaza. Israel não pode permitir uma organização terrorista nas suas fronteiras".
Dezenas de palestinianos junto à passagem fronteiriça de Rafah
Fontes das estruturas de segurança egípcias, citadas pela agência Reuters, adintaram que foram definidos termos para um cessar-fogo temporário no sul de Gaza, a coincidir com a reabertura da passagem fronteiriça de Rafah.
No entanto, tanto Israel como o Hamas negam uma trégua para o sul da Faixa de Gaza.
Número de mortos em Gaza aumenta para 2.750
Há também registo de 9.700 feridos.
Hamas diz não ter informações sobre trégua para o sul de Gaza
Salama Marouf adiantou que não recebeu nenhuma confirmação do lado egípcio sobre as intenções de abrir a passagem fronteiriça de Rafah, localizada entre Gaza e o Egito.
“Até este momento não recebemos quaisquer contactos ou confirmações das autoridades egípcias relativamente à intenção de abrir hoje a passagem de Rafah. Toda a informação que circula a este respeito é atribuída aos meios de comunicação israelitas", asseverou.
Israel também não confirma a definição de qualquer cessar-fogo temporário no sul da Faixa de Gaza, como havia sido avançado pela Reuters.
Israel não confirma a definição de qualquer cessar-fogo temporário no sul da Faixa de Gaza, como havia sido avançado pela Reuters
The Prime Minister's Office, this morning:
— Prime Minister of Israel (@IsraeliPM) October 16, 2023
There is no ceasefire.
Fontes das estruturas de segurança egípcia, citadas pela Reuters, haviam adiantado que Estados Unidos, Israel e Egito teriam definido os termos de um cessar-fogo temporário no sul da Faixa de Gaza e a reabertura da passagem de Rafah, entre o território controlado pelo Hamas e o o Egito.
Estados Unidos, Israel e Egito definem cessar-fogo temporário para o sul de Gaza
- Fontes das estruturas de segurança egípcias, citadas pela agência Reuters, adiantam que norte-americanos, israelitas e egípcios definiram os termos para um cessar-fogo temporário, esta manhã, no sul de Gaza, a coincidir com a reabertura da passagem fronteiriça de Rafah, entre o território controlado pelo Hamas e o Egito, para permitir a evacuação de refugiados palestinianos;
- O Hamas afirma desconhecer qualquer cessar-fogo no sul de Gaza;
- A maior cidade do sul da Faixa de Gaza, Khan Younis, é agora o ponto de convergência de centenas de milhares de pessoas que procuram escapar aos contínuos bombardeamentos israelitas sobre a cidade de Gaza;
- O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, adverte que a ocupação da Faixa de Gaza constituiria um erro grosseiro por parte de Israel;
- À medida que ganha força o cenário de uma operação terrestre das Forças de Defesa de Israel na Faixa de Gaza, sobe a tensão na fronteira libanesa. O Hezbollah xiita libanês tem desencadeado disparos diários de artilharia ao longo da linha fronteiriça. Está em marcha a evacuação de pelo menos 28 comunidades israelitas próximas do Líbano;
- O secretário-geral da ONU afirma que a escalada do conflito no Médio Oriente deixa a região "à beira do abismo". Nas redes sociais, António Guterres apela, por um lado, ao Hamas para que liberte todos os reféns sem negociar condições; por outro, pede que Israel permita acesso rápido e sem impedimentos da ajuda humanitária a Gaza. O antigo primeiro-ministro português escreve ainda que estes dois objetivos não devem ser encarados como moeda de troca;
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, voltou a garantir que as Forças de Defesa de israel vão destruir o movimento Hamas, responsável pela ofensiva de 7 de outubro;
- Terá morrido mais uma luso-israelita no conflito entre Israel e o Hamas, segundo a Comunidade Judaica do Porto. A vítima é identificada, em comunicado, como Tair Bira, de 21 anos. A RTP contactou a embaixada de Israel em Portugal e o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que não confirmaram ainda esta informação;
- A Comunidade Judaica do Porto refere mais cinco luso-israelitas desaparecidos, entre os quais Orin Bira, pai da jovem que terá sido assassinada. Os outros quatro são jovens do sexo masculino. Há ainda informação de um jovem de 22 anos que estará ferido;
- O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falou sobre a ofensiva desencadeada pelo movimento radical palestiniano, classificando-a como um "choque brutal".
Netanyahu volta a prometer destruição do Hamas
Biden avisa que ocupação da Faixa de Gaza seria um erro
Antony Blinken regressa a Israel
O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Matthew Miller, avançou que Blinken irá novamente encontrar-se com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e com outros altos funcionários israelitas para abordar os contactos estabelecidos e os últimos acontecimentos do conflito entre Israel e o movimento islamista palestiniano Hamas.
Aliado tradicional de Israel e um dos atores internacionais mais envolvidos nos esforços para um desagravamento da atual crise, incluindo no campo humanitário, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos esteve na última quinta-feira em Israel para manifestar o apoio e a solidariedade de Washington após o ataque surpresa e sem precedentes perpetrado a 7 de outubro pelo Hamas contra o Estado judaico.
Tal como os seus aliados europeus, Washington procura sobretudo evitar que o conflito se alastre a outras zonas do Médio Oriente, nomeadamente a abertura de uma segunda frente de guerra com o movimento xiita libanês Hezbollah, ao mesmo tempo que manifesta um apoio inabalável a Israel e ao seu "direito de se defender".
Israelitas e norte-americanos preparam visita de Biden
Segundo o Axios, que cita funcionários norte-americanos e israelitas, a visita de Biden poderá ter lugar no final da próxima semana.
"Não temos novas viagens para anunciar", afirmou, contudo, Adrienne Watson, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, responsável pela política externa, questionada pela agência de notícias EFE.
Uma visita de Biden seria uma demonstração significativa de apoio a Israel, o principal aliado dos Estados Unidos no Médio Oriente, e surgiria na sequência de uma visita à região pelo secretário de Estado, Antony Blinken, que deverá encontrar-se esta segunda-feira com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Biden falou com Netanyahu no sábado, naquele que foi o quinto telefonema entre os dois desde o ataque de 7 de outubro do movimento islamita Hamas, ao qual Israel respondeu declarando o estado de guerra e bombardeando a Faixa de Gaza.
O ataque do Hamas causou cerca de 1.400 mortos em Israel, o pior massacre da sua história.
De acordo com os últimos dados fornecidos pelo Departamento de Estado norte-americano no domingo, 30 cidadãos norte-americanos morreram nos ataques. O Departamento de Estado não especificou se as vítimas morreram em resultado dos ataques do Hamas ou de Israel.
Além disso, de acordo com o Departamento de Estado, 13 cidadãos norte-americanos estão desaparecidos.
Abbas diz que ações do Hamas não representam povo palestiniano
De acordo com a agência oficial de notícias palestiniana Wafa, Mahmoud Abbas afirmou, durante uma conversa com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que "as políticas e ações do Hamas não representam o povo palestino".
A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) é o único representante legítimo do povo palestino, segundo Mahmoud Abbas.
Nicolás Maduro falou por telefone com o presidente da Autoridade Palestiniana para lhe manifestar o seu apoio e também "à causa palestiniana", e ordenou o envio de ajuda humanitária, anunciaram as autoridades.
Israel encontra-se em alerta máximo desde 7 de outubro, quando combatentes palestinianos do movimento islamita Hamas atacaram o sul do país em várias frentes a partir da Faixa de Gaza, matando mais de 1.400 pessoas, na maioria civis, e capturando outras 155, mantidas em cativeiro em Gaza e algumas delas entretanto mortas -- segundo o Hamas, pelos bombardeamentos israelitas.
Tratou-se de uma ofensiva apoiada pelo grupo xiita libanês Hezbollah e pelo ramo palestiniano da Jihad Islâmica.
Na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas - grupo classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, pela União Europeia e por Israel - ao qual Israel impôs um cerco total, cortando o abastecimento de água, combustível e eletricidade, a forte retaliação israelita matou até agora mais de 2.670 pessoas, incluindo mais de 700 crianças, e feriu pelo menos 9.600.