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Hong Kong. Polícia e manifestantes medem forças
O primeiro dia de julho trouxe novos protestos às ruas de Hong Kong. Em frente à Assembleia Legislativa, manifestantes partiram vidros do edifício e a polícia usou gás lacrimogéneo. Milhares de pessoas estiveram no Parque Victoria para a marcha que teria como destino o edifício do Executivo. Mas o objetivo mudou para o centro do distrito financeiro.
Hong Kong de novo a ferro e fogo. Depois de grandes protestos nas últimas semanas contra a polémica lei de extradição, milhares de manifestantes juntaram-se diante da Assembleia Legislativa da Região Administrativa Especial, com relatos de desacatos por parte de alguns jovens e de cargas policiais. As forças de segurança recorreram a gás lacrimogéneo.
Usando um carro, vários manifesantes investiram contra o edifício, partindo vidros. A polícia, a partir do interior, pediu contenção, ameaçando carregar sobre os manifestantes. A maioria mostra querer manifestações pacíficas.
No edifício encontrava-se Carrie Lam, chefe do Executivo de Hong Kong. São várias as avenidas preenchidas por jovens em protesto, de acordo com a France Presse, no dia em que se comemora o 22.º aniversário da transferência da soberania da região para administração chinesa.
O dia começou com uma cerimónia do hastear da bandeira, realizada no Centro de Convenções e Exposições de Hong Kong. Os vários convidados foram obrigados a assistir à cerimónia dentro do edifício, que foi guardado com segurança apertada.
Carrie Lam não deixou de falar dos manifestantes, afirmando que o seu Governo necessita de uma mudança, prometendo ouvir e fazer mais pelos jovens.
“Os incidentes que aconteceram nas últimas semanas levaram a controvérsias e disputas entre Governo e população. Isto fez-me perceber que, como líder política, eu tenho que me lembrar com frequência que preciso de compreender o sentimento público de uma forma mais precisa”.
No Parque Victoria teve início a marcha anual do primeiro dia de julho. Com milhares de manifestantes a juntarem-se, muitos proferem gritos de ordem pedindo a demissão da presidente da Região e a liberdade de Hong Kong.
A polémica lei da extradição
A lei da extradição foi o ponto de partida para as grandes manifestações em Hong Kong. Em causa estava o processamento de pedidos de extradição de suspeitos de crimes para a China continental.
As manifestações conheceram o ponto alto a 12 de junho, quando a polícia disparou balas de borracha e gás lacrimogéneo sobre os manifestantes, reprimindo os protestos. A lei da extradição foi suspensa, mas os ativistas querem que seja eliminada por completo.
Os manifestantes pedem também que aqueles que foram presos nos protestos sejam libertados, afirmando que a polícia usou força excessiva, e pedem às autoridades de Hong Kong que não se refiram às manifestações como um “motim”, termo que trará consequências judiciais mais graves.
O receio dos manifestantes prende-se com o poder que a China terá sobre os cidadãos de Hong Kong, afirmando que os Direitos Humanos não são respeitados no continente.
Estas manifestações marcam o 22.º aniversário da passagem de Hong Kong para administração chinesa, depois de anos de domínio britânico na região. A transferência de soberania decorreu sob o princípio um país, dois sistemas, algo que os manifestantes dizem estar em causa com a lei da extradição.
Usando um carro, vários manifesantes investiram contra o edifício, partindo vidros. A polícia, a partir do interior, pediu contenção, ameaçando carregar sobre os manifestantes. A maioria mostra querer manifestações pacíficas.
Hong Kong protesters smash legislature windows ahead of handover rally. More here: https://t.co/wPTXQnIAaY pic.twitter.com/69xJzbUnfX
— Reuters Top News (@Reuters) 1 de julho de 2019
No edifício encontrava-se Carrie Lam, chefe do Executivo de Hong Kong. São várias as avenidas preenchidas por jovens em protesto, de acordo com a France Presse, no dia em que se comemora o 22.º aniversário da transferência da soberania da região para administração chinesa.
O dia começou com uma cerimónia do hastear da bandeira, realizada no Centro de Convenções e Exposições de Hong Kong. Os vários convidados foram obrigados a assistir à cerimónia dentro do edifício, que foi guardado com segurança apertada.
Carrie Lam não deixou de falar dos manifestantes, afirmando que o seu Governo necessita de uma mudança, prometendo ouvir e fazer mais pelos jovens.
“Os incidentes que aconteceram nas últimas semanas levaram a controvérsias e disputas entre Governo e população. Isto fez-me perceber que, como líder política, eu tenho que me lembrar com frequência que preciso de compreender o sentimento público de uma forma mais precisa”.
No Parque Victoria teve início a marcha anual do primeiro dia de julho. Com milhares de manifestantes a juntarem-se, muitos proferem gritos de ordem pedindo a demissão da presidente da Região e a liberdade de Hong Kong.
A polémica lei da extradição
A lei da extradição foi o ponto de partida para as grandes manifestações em Hong Kong. Em causa estava o processamento de pedidos de extradição de suspeitos de crimes para a China continental.
As manifestações conheceram o ponto alto a 12 de junho, quando a polícia disparou balas de borracha e gás lacrimogéneo sobre os manifestantes, reprimindo os protestos. A lei da extradição foi suspensa, mas os ativistas querem que seja eliminada por completo.
Os manifestantes pedem também que aqueles que foram presos nos protestos sejam libertados, afirmando que a polícia usou força excessiva, e pedem às autoridades de Hong Kong que não se refiram às manifestações como um “motim”, termo que trará consequências judiciais mais graves.
O receio dos manifestantes prende-se com o poder que a China terá sobre os cidadãos de Hong Kong, afirmando que os Direitos Humanos não são respeitados no continente.
Estas manifestações marcam o 22.º aniversário da passagem de Hong Kong para administração chinesa, depois de anos de domínio britânico na região. A transferência de soberania decorreu sob o princípio um país, dois sistemas, algo que os manifestantes dizem estar em causa com a lei da extradição.
Tanto para Hong Kong como para Macau foram acordados períodos de 50 anos com grandes graus de autonomia a nível executivo, legislativo e judiciário, sendo que a China terá a responsabilidade de manter as relações externas e defesa.
c/ agências