Mundo
Irão. Ativista em greve de fome há quatro meses já perdeu 50 quilos
O estado de saúde do médico e ativista iraniano Farhad Meysami, em greve de fome desde 7 de outubro, está a suscitar preocupações, após a divulgação de fotos que mostram o seu corpo esquelético.
Farhad Meysami, de 53 anos, está a cumprir uma pena de prisão de cinco anos. Foi detido em 2018 por apoiar as mulheres ativistas que protestam contra a obrigação do uso do hijab (véu islâmico).
As imagens de Meysami tornaram-se virais nos meios de comunicação social no mesmo dia em que o Irão libertou o premiado diretor Jafar Panahi sob fiança, após sete meses de prisão.
Panahi afirmou que as imagens de Meysami “lembravam de sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz”.
Os protestos no Irão começaram a 16 de setembro após a morte de Mahsa Amini, uma jovem curda de 22 anos que, três dias antes, havia sido interpelada pela polícia da moralidade, que a manteve sob custódia, acusada de uso indevido do hijab.
Grupos de defesa dos Direitos Humanos afirmam que pelo menos 500 manifestantes foram mortos e quase 20 mil detidos desde o início dos protestos.
O advogado do ativista afirma que o seu cliente já “perdeu mais de 50 quilos devido à greve de fome na prisão”.
پیامی که از کنشهای موکلم فرهاد میثمی میتوان دریافت؛ نافرمانی مدنی در قالب کنشهای کوچک تا ایستادگی فراگیر جامعه مدنی.
— Mohammad Moghimi (@Moghimi_Lawyer) February 2, 2023
شاید راه برونرفت از شرایط کنونی اجرای گسترده، متنوع و خلاقانه کنشهای خشونتپرهیز باشد.#فرهاد_میثمی #مبارزه_خشونت_پرهیز#نافرمانی_مدنی pic.twitter.com/vjIX5i2YGX
A Amnistia Internacional descreveu as imagens como “chocantes” e acrescentou que “se levantam sérias preocupações sobre o estado de saúde de Farhad Meysami”.
Iranian human rights defender Farhad Meysami must be immediately and unconditionally released. pic.twitter.com/ExWNCslw7h
— Amnesty International (@amnesty) February 3, 2023
Panahi afirmou que as imagens de Meysami “lembravam de sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz”.
Os protestos no Irão começaram a 16 de setembro após a morte de Mahsa Amini, uma jovem curda de 22 anos que, três dias antes, havia sido interpelada pela polícia da moralidade, que a manteve sob custódia, acusada de uso indevido do hijab.
Grupos de defesa dos Direitos Humanos afirmam que pelo menos 500 manifestantes foram mortos e quase 20 mil detidos desde o início dos protestos.