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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Trump ameaça destruir Ilha de Kharg se negociações com Irão não forem concluídas "em breve"

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Trump ameaça destruir Ilha de Kharg se negociações com Irão não forem concluídas "em breve"

Donald Trump ameaçou esta segunda-feira destruir a Ilha de Kharg, um importante local de extração de petróleo para o Irão, caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto e as negociações com Teerão, que descreve como "graves", não estejam concluídas "em breve". Atualizamos aqui todas as informações sobre o conflito no Médio Oriente.

Cristina Sambado, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Elizabeth Frantz - Reuters

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Momento-Chave
Ameaça "destruir" a Ilha de Kharg
RTP /

Trump volta a avisar o Irão para abrir o Estreito de Ormuz

Donald Trump ameaçou esta segunda-feira destruir a Ilha de Kharg, um importante local de extração de petróleo para o Irão, caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto e as negociações com Teerão, que descreve como "graves", não estejam concluídas "em breve".

"Os Estados Unidos da América estão em negociações sérias com um NOVO REGIME, MAIS RAZOÁVEL, para terminar as nossas operações militares no Irão. Foram feitos enormes progressos, mas se, por alguma razão, não for alcançado rapidamente um acordo, o que é provável que aconteça, e se o Estreito de Ormuz não for imediatamente 'aberto para negócios', concluiremos a nossa adorável 'estadia' no Irão explodindo e obliterando totalmente todas as suas centrais elétricas, poços de petróleo e a Ilha de Kharg (e talvez todas as suas centrais de dessalinização!)", escreveu o presidente norte-americano na sua rede social Truth Social.

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Líbano
RTP /

Três membros do Hezbollah morrem em ataque a sul de Beirute

Pelo menos três membros do Hezbollah foram mortos e outros três ficaram gravemente feridos durante um ataque aéreo israelita que atingiu um edifício residencial nos subúrbios do sul de Beirute, avança a AFP.

O exército israelita havia anunciado estar a lançar uma nova vaga de bombardeamentos aéreos sobre Beirute, visandoinfraestrutura do movimento xiita conotado com o regime iraniano.
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Referência europeia
RTP /

Petróleo Brent a subir mais de 2% para cerca de 115 dólares

O preço do barril de petróleo Brent, referência para a Europa, estava a meio da manhã a aumentar mais de dois por cento relativamente a sexta-feira.

Pelas 11h00 em Lisboa, o preço do barril para entrega em maio subia 2,13 por cento para os 114,97 dólares, depois de ter fixado um máximo de 116,89 dólares durante a sessão.

O barril de petróleo de referência nos Estados Unidos, West Texas Intermediate, para entrega em maio, subia à mesma hora 1,96% para 101,50 dólares.

O gás natural para entrega em abril no mercado TFF dos Países Baixos crescia 1,80% para 55,23 euros por megawatt-hora (MWh).
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Sem registo de vítimas
RTP /

Incêndio deflagra em refinaria de petróleo no norte de Israel

Um edifício industrial e um camião-cisterna com combustível na refinaria de petróleo de Bazan, em Haifa, no norte de Israel, foram atingidos por destroços de um míssil intercetado, de acordo com o Corpo de Bombeiros israelita, citado pelo Times of Israel.

Não há, para já, notícia imediata de vítimas ou danos nas instalações de produção

A refinaria de petróleo terá sido visada por um míssil iraniano.
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Joana Bénard da Costa - RTP /

Nova flotilha com destino a Gaza sai de Marselha na próxima semana

Dois veleiros franceses vão partir de Marselha, a 4 de abril, para se juntarem a uma nova flotilha internacional com cerca de uma centena de embarcações, na tentativa de romper o bloqueio israelita e chegar à Faixa de Gaza.

Reuters

O anúncio foi feito esta segunda-feira, em conferência de imprensa, pela Associação França-Palestina de Solidariedade (AFPS) que pretende enviar uma "mensagem essencialmente política", como sublinhou Claude Léostic, em nome da associação, citado pela agência de notícias France-Presse.

Trata-se de um ato de "solidariedade para com o povo palestiniano que sofre um genocídio e um bloqueio em Gaza", acrescentou ainda Léostic em conferência imprensa.

No outono de 2025, uma flotilha internacional de cerca de 50 embarcações foi intercetada pela marinha israelita e impedida de chegar ao seu destino. 
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Cristina Sambado /

Zelensky propõe tréguas energéticas a Moscovo para lidar com a crise petrolífera

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cujo país intensificou os ataques a instalações petrolíferas russas nas últimas semanas, propõe uma trégua energética a Moscovo para lidar com a crise desencadeada pela guerra no Médio Oriente.

O presidente ucraniano esteve no Catar onde foi recebido pelo Xeque Tamim bin Hamad Al Thani Amiri Diwan - Reuters

A Ucrânia recebeu recentemente "sinais de alguns dos parceiros" a pedir-lhe que "reduza os ataques contra o setor petrolífero russo", disse esta segunda-feira Zelensky aos jornalistas.

"Enfatizo mais uma vez que, se a Rússia estiver disposta a não atacar o setor energético ucraniano, nós não atacaremos o setor energético deles em resposta", acrescentou.
Zelensky elogia acordos "históricos" com países do Golfo
Também esta segunda-feira o presidente ucraniano elogiou os acordos "históricos" sobre a cooperação em matéria de segurança e defesa aérea alcançados com os países do Golfo durante a visita que efetuou à região.
"São acordos históricos" sobre "cooperação estratégica na área da tecnologia militar", afirmou Zelensky aos jornalistas, depois de visitar a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Catar e a Jordânia.
"A Ucrânia nunca teve acordos como estes na região do Golfo", enfatizou.

Nos termos dos documentos, que têm uma duração de dez anos, a Ucrânia planeia, em particular, libertar a exportação dos seus intercetores capazes de destruir drones Shahed de fabrico iraniano, acrescentou Zelensky.

"Trata-se de exportações, de abrir as exportações, mas de uma abertura adequada", apontou, "onde os nossos conhecimentos não estejam a ser vendidos gratuitamente e o que esteja a ser efetivamente vendido aos parceiros seja um sistema de defesa aérea à prova de Shahed e não apenas intercetores."

Em troca, Kiev, que luta contra a invasão russa há quatro anos, está interessada em meios para destruir mísseis balísticos, que são muito difíceis de abater, e em apoio no sector energético, cuja rede está a ser devastada por ataques sistemáticos russos, de acordo com Zelensky.

O presidente ucraniano garantiu ainda que o seu país está pronto para um cessar-fogo na Páscoa e que está confiante que não existe qualquer impasse nas negociações entre Kiev e Moscovo.

c/ agências
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Esmaeil Baqae
RTP /

Porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão reafirma “irrealismo” de Washington

O porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baqaei, confirma que Teerão recebeu mensagens, por meio de intermediários, a dar conta da disponibilidade dos Estados Unidos para negociar. Mas reafirma que as propostas norte-americanas até agora enunciadas são “irrealistas, ilógicas e excessivas”.

“A nossa posição é clara. Estamos sob agressão militar. Portanto, todos os nossos esforços e forças estão concentrados na defesa”, enfatizou Baqaei.

Em declarações divulgadas pela agência Tasnim, O porta-voz reiterou também que o Governo iraniano não manteve quaisquer negociações diretas com a Administração Trump.

O Paquistão, apontado como potencial mediador entre Washington e Teerão, acolheu no domingo uma reunião quadripartida com a Arábia Saudita, a Turquia e o Egito, mas esta não produziu resultados significativos.

Os Estados Unidos apresentaram, na semana passada, uma proposta de cessar-fogo em 15 pontos, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz e restrições ao programa nuclear iraniano. O regime dos ayatollahs rejeitou o plano norte-americano.

Teerão pretende, desde logo, que Israel cesse os ataques a aliados iranianos na região, designadamente ao Hezbollah xiita libanês.
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Cristina Sambado - RTP /

Confiança dos consumidores cai em março para mínimos de 2023

O comportamento não é alheio ao contexto da guerra no Médio Oriente. Na União Europeia e na Zona euro, o sentimento económico também recuou pelo segundo mês consecutivo.

António Antunes - RTP

O indicador de confiança dos consumidores recuou este mês para o valor mais baixo desde dezembro de 2023, ao passo que o clima económico caiu para mínimos de um ano.

De acordo com os inquéritos de conjuntura divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidores "diminuiu nos últimos dois meses, registando uma redução significativa em março, para o valor mais baixo desde dezembro 2023, em resultado sobretudo dos expressivos contributos negativos das perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar".

Segundo estes inquéritos, as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar e as expectativas sobre a evolução futura da realização de compras importantes por parte das famílias também contribuíram negativamente para este indicador, ainda que de forma mais ligeira.O INE analisa ainda o saldo das perspetivas dos consumidores sobre a evolução futura da situação económica do país, que diminuiu nos últimos dois meses, "de forma significativa em março, atingindo o valor mínimo desde janeiro de 2023".

"O saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços aumentou nos últimos três meses, tendo registado em março o segundo maior aumento da série e o valor mais elevado desde março de 2022", nota o gabinete de estatísticas.

Já o indicador de clima económico, baseado em inquéritos às empresas, diminuiu em março, para um valor próximo do observado há um ano, após ter aumentado ligeiramente no mês anterior.

A confiança diminuiu no comércio e na construção e obras públicas, mas aumentou nos serviços e na indústria transformadora.

Na indústria transformadora, o indicador aumentou nos últimos dois meses, ligeiramente em março, "refletindo o contributo positivo das apreciações relativas aos stocks de produtos acabados e das opiniões sobre a evolução da procura global", explica o INE.

Já as expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda aumentaram, numa altura em que se perspetiva um acelerar da inflação devido ao conflito no Médio Oriente, nomeadamente nos preços do petróleo.Zona Euro e União Europeia

O sentimento económico recuou em março, pelo segundo mês consecutivo, tanto na Zona Euro quanto na União Europeia (UE), segundo dados divulgados pela Comissão Europeia.

Segundo os dados da direção-geral dos Assuntos Económicos e Financeiros do executivo comunitário, o sentimento económico recuou, em março, 1,5 pontos, para 96,7 na União Europeia, e 1,6 pontos, para 96,6, na área do euro, período marcado pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão, que se iniciou em 28 de fevereiro.Já em fevereiro, o indicador tinha descido para os 98,2 pontos em ambas as zonas, sendo a média de longo prazo de 100 pontos.

Na União Europeia, considera a Comissão, a descida do sentimento económico resultou de uma confiança consideravelmente mais baixa entre os consumidores e os retalhistas e, em menor medida, entre os gestores do setor dos serviços.

A confiança no setor da construção melhorou ligeiramente, enquanto se manteve globalmente inalterada na indústria.

O indicador registou quedas nas seis maiores economias da União Europeia: França (-3,7), Espanha (-2,4), Países Baixos (-1,5), Itália (-1,3) e Polónia (-0,3), e na Alemanha (-0,1).

A Comissão Europeia revela ainda que o indicador de expectativas de emprego também registou uma descida na UE (-1,3 pontos para 97,3) e na zona euro (-1,4 para 96,4).

c/ Lusa

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Cristina Sambado - RTP /

Protestos internacionais. Netanyahu garante acesso do patriarca latino de Jerusalém ao Santo Sepulcro

"Instruí as autoridades competentes para concederem ao cardeal Pierbattista Pizzaballa o acesso total e imediato à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém".

Ammar Awad - Reuters

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou esta segunda-feira que o patriarca latino de Jerusalém teria acesso imediato à Igreja do Santo Sepulcro, depois de ter sido impedido pela polícia israelita de entrar para celebrar a missa do Domingo de Ramos, o que gerou indignação internacional.

"Embora compreenda esta preocupação, assim que tomei conhecimento do incidente com o cardeal Pizzaballa, instruí as autoridades para permitirem que o patriarca realizasse as celebrações religiosas de acordo com o seu desejo”, assinalou Benjamin Netanyahu.

"Não houve absolutamente nenhuma intenção maliciosa, apenas a preocupação em garantir a segurança do cardeal", escreveu o gabinete do primeiro-ministro.



"No entanto, considerando que a Semana Santa está a começar para os cristãos de todo o mundo, as forças de segurança israelitas estão a elaborar um plano para permitir que os líderes religiosos orem (no Santo Sepulcro) nos próximos dias", frisou. Israel pediu aos fiéis cristãos, judeus e muçulmanos que "se abstenham temporariamente" de visitar os locais sagrados da Cidade Velha por razões de segurança, afirmando que "os locais sagrados das três religiões monoteístas em Jerusalém" foram recentemente alvos de "mísseis balísticos" disparados do Irão.

"Como resultado, e pela primeira vez em séculos, os chefes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro", lamentou um comunicado conjunto divulgado no domingo pelo Patriarcado Latino de Jerusalém e pela Custódia da Terra Santa.

O cardeal Pierbattista Pizzaballa e o custódio Francesco Ielpo, chefe dos Franciscanos da Terra Santa, "foram impedidos de prosseguir viagem e obrigados a regressar", acrescentou o comunicado, classificando o ato como um "grave precedente" que demonstra "falta de consideração pelos sentimentos de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que, esta semana, voltam os seus olhares para Jerusalém".No início da ofensiva liderada pelos EUA contra o Irão, a 28 de fevereiro, as autoridades israelitas proibiram grandes aglomerações, incluindo em sinagogas, igrejas e mesquitas, nomeadamente a Mesquita de Al-Aqsa — o terceiro local mais sagrado do Islão — durante o mês sagrado do Ramadão, e limitaram as reuniões públicas a aproximadamente 50 pessoas.

A polícia justificou a sua decisão citando o traçado da Cidade Velha e dos locais sagrados, uma "área complexa" que dificulta o acesso rápido dos serviços de emergência em caso de ataque, "representando, por isso, um risco real para vidas humanas".

Em meados de março, destroços de mísseis e intercetores caíram na Cidade Velha, particularmente perto da Mesquita de Al-Aqsa e da Igreja do Santo Sepulcro, após ataques iranianosRestrições afetam a Páscoa e o Ramadão
O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, a semana mais importante do calendário cristão, que antecede a Páscoa. A Cidade Velha estaria normalmente movimentada, com católicos romanos a passar pelas imponentes portas de madeira do Santo Sepulcro.

Este ano, os cristãos, muçulmanos e judeus não puderam celebrar a Páscoa, o Ramadão ou o Pessach como habitualmente devido às restrições policiais. A Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, esteve praticamente vazia durante o Ramadão, e poucos fiéis se deslocaram ao Muro das Lamentações, local sagrado do judaísmo, com a aproximação do Pessach esta quarta-feira.
Moradores da Cidade Velha falam em inconsistência
A 16 de março, estilhaços de mísseis balísticos disparados pelo Irão e destroços de intercetores israelitas que os abateram caíram perto da igreja e do planalto próximo, conhecido pelos muçulmanos como Complexo de Al-Aqsa e pelos judeus como Monte do Templo.

Os residentes da Cidade Velha e as autoridades religiosas disseram que as restrições policiais ao culto não foram aplicadas de forma consistente.


Observaram que os pregadores muçulmanos do Waqf puderam aceder à Mesquita de Al-Aqsa durante o Ramadão e o Eid al-Fitr, e que os funcionários de limpeza foram autorizados a retirar bilhetes de oração do Muro das Lamentações, um ritual anual, antes da Páscoa judaica.

No domingo, os frades franciscanos e os fiéis foram também autorizados a entrar noutro santuário da Cidade Velha, a uma curta caminhada pelas ruelas estreitas da Cidade Velha a partir do Santo Sepulcro, para celebrar o Domingo de Ramos. Reações internacionais condenam decisão de Israel
No domingo, o papa Leão XIII afirmou que Deus rejeita as orações dos líderes que iniciam guerras e têm "as mãos cheias de sangue", em declarações invulgarmente contundentes, enquanto a guerra com o Irão entrava no segundo mês.

Em Portugal, o presidente da República considerou tratar-se de uma “situação sem precedentes”.

Numa nota publicada na página da Presidência, António José Seguro considera que se trata de um facto “que atinge a comunidade cristã local e também o princípio universal da liberdade religiosa, pilar essencial das sociedades democráticas e consagrado no direito internacional. A livre prática do culto, em particular em locais de significado histórico e espiritual ímpar, deve ser assegurada e respeitada por todas as autoridades, em qualquer circunstância".

O presidente "apela ao respeito integral pelos direitos das comunidades religiosas, bem como à preservação do acesso livre e seguro aos lugares santos, que pertencem ao património espiritual da humanidade".

Já o Governo, pela mão do ministro dos Negócios Estrangeiros, condena a atitude de Israel e exorta as autoridades israelitas a "garantirem e praticarem a liberdade de religião e de culto".

Em Espanha, o ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou, esta segunda-feira, que convocou o encarregado de negócios israelita em Madrid para “expressar o protesto e deixar claro que isto não pode voltar a acontecer”.
Israel retirou o seu embaixador, que estava sediado em Madrid, em 2024, após o reconhecimento do Estado da Palestina por parte de Espanha, e desde então tem sido representado apenas por um encarregado de negócios. 
"Esta é uma medida muito preocupante, porque a liberdade religiosa, a liberdade de culto, é uma liberdade fundamental", enfatizou José Manuel Albares.

Também no domingo, o chefe do governo espanhol já tinha considerado a proibição como "um ataque injustificado à liberdade religiosa" e uma ação levada a cabo "sem razão ou motivo".


"Sem tolerância, a coexistência é impossível", enfatizou Pedro Sánchez, na rede social X, firmemente contra a guerra travada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão há mais de um mês.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, criticou a ação policial, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, afirmou nas redes sociais que iria convocar o embaixador de Israel para tratar do incidente.

Também o presidente francês, Emmanuel Macron, condenou a decisão da polícia israelita, que, segundo ele, "se soma ao preocupante aumento das violações do estatuto dos Lugares Santos em Jerusalém".

O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, disse que negar a entrada do Patriarca na igreja no Domingo de Ramos era "difícil de compreender ou justificar".

c/ agências 
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Haifa
RTP /

Media israelitas noticiam impacto em refinaria de petróleo

Uma refinaria de petróleo em Haifa, a maior de Israel, foi atingida pouco depois de os militares terem anunciado a deteção de uma nova vaga de mísseis lançados a partir do Irão. O Canal 12 mostrou imagens de uma coluna de fumo negro acima da infraestrutura.

A refinaria localiza-se na terceira maior cidade do norte de Israel.

"Equipas de busca e resgate, compostas por reservistas e militares no ativo, estão a caminho de um local no norte de Israel onde foram relatados impactos", indicam as Forças de Defesa de Israel em comunicado, apelando ainda "ao público" para que "evite aglomerações nessas áreas".
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"Repetidamente"
RTP /

Human Rights Watch denuncia utilização iraniana de bombas de fragmentação

As forças iranianas têm estado a utilizar "repetidamente" munições de fragmentação, transportadas por mísseis balísticos, nos ataques contra Israel, aponta um relatório da organização não-governamental Human Rights Watch.

Ainda segundo a organização, pelo menos quatro civis morreram em tais ataques, o que pode constituir crime de guerra.

"O uso de munições de fragmentação por parte do Irão em zonas populacionais de Israel coloca um perigo evidente e prolongado aos civis", afirmou Patrick Thompson, especialista da Human Rights Watch, citado na edição online do jornal britânico The Guardian.

"As munições de fragmentação dispersam-se por uma vasta área, tornando-as ilegamente indiscriminadas em violação das leis da guerra".
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Marinha iraniana
RTP /

Teerão confirma morte do comandante Alireza Tangsiri

O Corpo da Guarda Revolucionária do Irão confirmou a morte de Alireza Tangsiri. O chefe do Estado-Maior da Marinha iraniana foi abatido num bombardeamento aéreo israelita levado a cabo na passada quinta-feira.
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Lusa /

Espanha fecha espaço aéreo a todos os voos envolvidos em ataques

Espanha fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão, além de ter recusado a utilização de duas bases militares pelos EUA, disseram o Governo e as forças armadas espanholas.

Mariscal - EPA

"Não só não permite o uso das bases de Rota (Càdiz e Morón de la Frontera (Sevilha) por parte de aviões e combate ou reabastecimento em voo que cooperam no ataque, como também não autoriza o uso do seu espaço aéreo às aeronaves norte-americanas destacas em terceiros países, como Reino Unido ou França", noticiou hoje o jornal El Pais, que cita fontes militares.

A informação, avançada por este jornal, foi entretanto confirmada por fontes do Governo espanhol citadas por outros meios de comunicação social, como a agência de notícias Europa Press.

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, disse na semana passada no parlamento que o Governo que lidera recusou aos Estados Unidos "a utilização das bases de Rota e de Morón para esta guerra ilegal".

"Todos os planos de voo que contemplam ações relacionadas com a operação no Irão foram recusados. Todos incluídos os de aviões de reabastecimento", disse Sánchez.

O primeiro-ministro espanhol assumiu que esta recusa "não foi fácil".

"Mas fizemo-lo porque assim o permite o acordo bilateral para a utilização das bases e porque somos um país soberano que não quer participar em guerras ilegais", afirmou.

Segundo escreve hoje o El Pais, nas semanas anteriores aos primeiros ataques dos EUA e Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, houve "intensas negociações entre Madrid e Washington sobre o papel de Espanha" e das bases militares espanholas usadas pelos EUA "no dispositivo militar norte-americano", que culminaram com o veto do Governo de Sánchez.

O líder do Governo espanhol condenou desde o primeiro momento os ataques ao Irão, assim como, posteriormente, a resposta do regime de Teerão, que tem bombardeado alvos em diversos países.

Sánchez considera que a guerra foi iniciada de forma ilegal, à margem de todas as normas do direito internacional, e defendeu, na mesma intervenção no parlamento espanhol na semana passada, que o mundo assiste a um "desastre absoluto", com um cenário "muito pior" do que o de 2003, com o Iraque.

O líder do Governo espanhol sublinhou que o Irão, ao contrário do Iraque, é uma "potência militar" e tem um poder económico várias vezes superior, com impacto a nível mundial, e considerou que a guerra atual, além de ter sido iniciada sem qualquer consulta ou aviso por parte dos EUA aos aliados ou "amparo legal", não tem também um "objetivo definido".

Sánchez lembrou que os ataques ocorrerem poucos dias depois de notícias que davam conta de avanços em negociações com o regime de Teerão e quando até cargos norte-americanos confirmam que não existia uma ameaça nuclear iminente.

Para o líder do Governo espanhol, a guerra está só a destruir a legalidade internacional, a desestabilizar o Médio Oriente ou "a enterrar Gaza nos escombros do esquecimento e da indiferença" e aquilo que conseguiu até agora foi substituir uma liderança iraniana por outra "ainda mais sanguinária", beneficiar a Rússia e enfraquecer a Ucrânia, com o Moscovo a beneficiar do levantamento de sanções, e perturbar a economia mundial.

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Milhões para a Defesa
RTP /

Parlamento israelita aprova orçamento

O Knesset aprovou esta segunda-feira o Orçamento do Estado para 2026, com 62 votos a favor e 55 contra, incluindo mais de 39 mil milhões de euros destinados ao Ministério da Defesa.

"O Orçamento do Estado reflete a ordem de prioridades planeada pelo governo e vai ao encontro das necessidades que ele perceciona no momento da sua formulação", resume o Parlamento israelita em comunicado.

O orçamento de 699 mil milhões de shekels (cerca de 193 mil milhões de euros) destina mais 77 por cento para despesas de defesa do que para a saúde, sendo esta última de aproximadamente 17 mil milhões de euros. E a verba para o Ministério da Educação é 37 por cento inferior, estando reservados aproximadamente 27 mil milhões de euros.

O ministro israelita das Finanças, Bezalel Smotrich, sustentou que a verba atribuída à defesa vai permitir concluir a campanha militar e melhorar a posição geopolítica e diplomática: "Seremos capazes de desmantelar e reconstruir o Médio Oriente. Este orçamento dá ao país a capacidade de vencer".
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Munições
RTP /

Israel assina acordo para compra de "dezenas de milhares" de projéteis

O Ministério israelita da Defesa assinou com a Elbit Systems um acordo para a aquisição de "dezenas de milhares de projéteis de artilharia de 155 milímetros. O negócio está avaliado em 48 milhões de dólares.
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Combustíveis
RTP /

Gasóleo sobe, gasolina desce

Esta semana regista-se nova mexida nos preços dos combustíveis. Em média, o gasóleo deverá fica mais caro um cêntimo e meio por litro. A gasolina desce um cêntimo e meio - é a primeira descida neste combustível desde o início da guerra no Médio Oriente.O preço dos combustíveia varia entre postos de abastecimento.


O preço do gasóleo subiu 30 por cento desde o final de fevereiro, quando teve início a ofensiva israelo-americana contra o Irão. O Diário de Notícias fez as contas de acordo com os dados oficiais do Governo e do sector de distribuição.

Antes do conflto, atestar o carro com 50 litros de gasóleo custava 80 euros. Agora são mais 24 euros.  No caso da gasolina a subida foi de 84 para 96 euros.
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Israel recua
RTP /

Revogada a proibição de entrada no Santo Sepulcro ao patriarca latino

O primeiro-ministro de Israel revogou a proibição de entrada no Santo Sepulcro ao Patriarca Latino, a mais alta autoridade católica da Terra Santa, garantindo que pode "realizar serviços religiosos como desejar".

"Instruí as autoridades competentes para concederem ao cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino, acesso total e imediato à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém", afirma Benjamin Netanyahu em comunicado.

A polícia israelita impediu o patriarca de aceder à Igreja do Santo Sepulcro para celebrar a missa de Domingo de Ramos.

"É verdade que a polícia tinha dito que as ordens do comando interno impediam qualquer tipo de reunião em locais sem abrigo, mas não tínhamos solicitado nada público, apenas uma breve e pequena cerimónia privada para preservar a ideia da celebração no Santo Sepulcro", explicou Pierbattista Pizzaballa, em declarações reproduzidas pela emissora italiana TV2000.

"Não houve confrontos, tudo decorreu de forma muito cortês", acrescentou.

O presidente da República, António José Seguro, repudiou, no domingo, o impedimento da celebração da missa de Domingo de Ramos, tal como o Governo, que através do Ministério dos Negócios Estrangeiros reprovou a atuação da polícia israelita.

"O impedimento do acesso do cardeal Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, à igreja do Santo Sepulcro para as celebrações do Domingo de Ramos, que seriam apenas retransmitidas, merece a mais firme reprovação", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X.
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Líbano
RTP /

Subúrbios a sul de Beirute novamente debaixo de fogo

Um bombardeamento israelita atingiu esta segunda-feira os subúrbios a sul da capital libanesa, Beirute. Um ataque concretizado depois de Israel ter avisado a população para que abandonasse aquela zona.

Este foi o primeiro bombardeamento sobre Beirute desde a passada sexta-feira.
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Ponto de situação
RTP /

Presidente dos Estados Unidos mantém ilha iraniana de Kharg no ponto de mira

  • O presidente norte-americano tornou a agitar o cenário de uma componente terrestre da ofensiva contra o Irão, o que poderá passar pela ocupação da Ilha de Kharg, território estratégico para a infraestrutura petrolífera da República Islâmica. Em entrevista ao jornal Financial Times, Donald Trump referiu mesmo a possibilidade de "tomar o petróleo" deste país;


  • Donald Trump clama que a máquina militar norte-americana poderia ocupar “facilmente” a Ilha de Kharg. Ao mesmo tempo, todavia, conserva no discurso a convicção de que um acordo de cessar-fogo poderia ser “relativamente fácil”;


  • O presidente do Parlamento iraniano saiu, uma vez mais, a público para afirmar que os militares do país “querem” uma invasão terrestre norte-americana, de modo a “fazer chover fogo” sobre as tropas dos Estados Unidos. Isto depois de Washington ter anunciado o destacamento de 3.500 operacionais e mais um vaso de guerra no Golfo;


  • Na abertura dos mercados asiáticos, o preço do petróleo escalou esta segunda-feira para mais de 115 dólares por barril, evolução que se seguiu a um novo aviso, por parte do Irão, para ataques retaliatórios adicionais contra universidades e casas de responsáveis dos Estados Unidos e Israel;


  • Nas últimas horas, o presidente norte-americano aventou também a ideia de que a nova liderança iraniana lhe parece "muito razoável". Trump reitera que norte-americanos e iranianos têm mantido conversações "direta a indiretamente". "Penso que faremos um acordo com eles. Estou bastante seguro, mas também é possível que não o façamos", disse a bordo do avião presidencial Air Force One;


  • O Paquistão anunciou a preparação de "conversações significativas", nos próximos dias, destinadas a pôr termo ao conflito desencadeado pela ofensiva israelo-americana do final de fevereiro, que levou à morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, posteriormente substituído pelo filho, Mojtaba Khamenei;


  • As Forças de Defesa de Israel indicaram, já esta segunda-feira, estar a responder a uma nova vaga de mísseis lançados a partir do Irão. Adiantaram ainda ter atacado diferentes infraestruturas "em todo" o país;


  • O Governo indonésio denunciou a morte de um capacete azul do país integrado na Unifil, a missão das Nações Unidas no Líbano, após um projétil ter explodido numa das suas posições, perto da localidade de Adchit al-Qusayr, a sul;


  • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou a expansão da invasão do sul do Líbano, numa tentativa de suprimir o Hezbollah, movimento xiita libanês conotado com Teerão. As tropas do Estado hebraico ocupam atualmente o território a sul do Rio Litani;


  • Em mensagem citada pelos media estatais, o líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, agradeceu ao povo iraquiano o apoio "em face da agressão".
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RTP /

Irão. EUA preparam invasão terrestre

O Médio Oriente está em alerta máximo. O Irão diz-se pronto para a guerra e deixa o aviso: uma invasão terrestre terá consequências devastadoras.

A ofensiva norte-americana pode estar iminente, aguardando apenas o 'luz verde' final de Donald Trump.

Com um terceiro porta-aviões já posicionado na região, o Pentágono terá prontos planos para semanas de operações terrestres.

Do lado de Teerão, a Guarda Revolucionária responde com agressividade e ameaça dizimar as forças dos Estados Unidos.
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RTP /

Paquistão a mediar negociações entre EUA e Irão

O Paquistão assume-se como mediador na crise do Médio Oriente.

Foto: Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão via Reuters

Islamabade diz ser uma "honra" acolher as conversações diretas entre os Estados Unidos e o Irão, agendadas já para os próximos dias.

Este anúncio surge na sequência da reunião de emergência dos chefes da diplomacia, este domingo, onde se desenhou uma solução inédita, a criação de um consórcio internacional para gerir o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz e evitar o bloqueio energético mundial.
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RTP /

Israel alarga ofensiva no Líbano

Israel prepara-se para intensificar a ofensiva a norte.

Foto: Amir Cohen - Reuters

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deu instruções às Forças de Defesa de Israel para expandirem as operações militares no sul do Líbano.

Segundo o chefe do Governo israelita, o objetivo é neutralizar a ameaça de invasões terrestres e o lançamento de mísseis contra território nacional.

Netanyahu reforça que o país enfrenta uma guerra em várias frentes, mas garante que os resultados obtidos até agora são "notáveis".
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RTP /

Medicamentos para África retidos no Dubai devido ao conflito

A onda de choque da guerra no Médio Oriente chegou a África, onde a saúde de milhares de pessoas está agora em risco.

Uma parte crítica da medicação destinada ao continente africano permanece retida no Dubai devido ao bloqueio das rotas comerciais.

A preocupação das organizações humanitárias é crescente, com a época das chuvas à porta, um período de alto risco para a propagação de doenças.

A logística está cada vez mais difícil, os custos do transporte aéreo dispararam, sendo agora 70% mais caros do que o habitual.
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RTP /

Protestos anti-Trump. Milhões de pessoas nas ruas contra políticas de Trump

Milhares de pessoas saíram às ruas dos Estados Unidos, num protesto contra as políticas de Donald Trump. O movimento "No Kings" mobilizou manifestações em todos os estados norte-americanos, mas também em vários países europeus.

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