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Irão. "Fogo amigo" faz 19 mortos durante exercícios navais com munição real
Um navio de guerra iraniano foi atingido por "fogo amigo" durante manobras no Mar de Omã, domingo, ao largo do porto de Jask. O incidente fez pelo menos 19 mortos e 15 feridos.
De acordo com a versão oficial, o navio atingido, o Konarak, dava apoio logístico durante os exercícios com fogo real, posicionando alvos para outros navios em locais pré-estabelecidos. Teria acabado por se colocar demasiado perto de um desses alvos ou não se afastou com a rapidez necessária.
A televisão iraniana afirma que o vaso de guerra foi atingido "depois de ter levado ao destino um alvo de treino, sem deixar distância suficiente entre ele e o alvo". Não referiu qualquer elemento sobre a tripulação do navio. O Konarak, de fabrico holandês, foi adquirido pela atual República Islâmica do Irão ainda antes da Revolução Islâmica de 1979. Pesa 447 toneladas, mede 47 metros de comprimento e transporta quatro mísseis cruzeiro desde renovações realizadas em 2018.
O Mar de Omã situa-se entre o Irão e o sultanato de Omã, num dos extremos do Estreito de Ormuz, via de trânsito de grande parte do petróleo mundial e centro de tensões regionais e internacionais, sobretudo porque o Irão, rival da outra potência islâmica regional, a Arábia Saudita, tem tentado assumir o policiamento da área.
O Estreito é patrulhado desde 2019 por uma coligação de navios de guerra ocidentais, chefiada pelos Estados Unidos, após uma série de incidentes que envolveram ataques e desvio de navios petroleiros por parte do Irão. Teerão nega qualquer crime.
Recentemente, a 15 de abril, navios da Marinha dos Estados Unidos, em rota no Estreito, foram envolvidos em várias manobras a alta velocidade por parte de 11 navios iranianos, que se atravessaram frente às proas norte-americanas.
O Pentágono acusou Teerão de "manobras perigosas no mar" e o Presidente Donald Trump avisou, horas depois, que tinha dado ordem "à Marinha dos EUA de abater e destruir qualquer embarcação iraniana que importune os nossos navios no mar".Os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão são inimigos há há 50 anos, desde a deposição do Xá da Pérsia, Mohammad Reza Pahlavi, na Revolução Islâmica de 1979.
Donald Trump afirmou ter provas de que Teerão tinha violado os termos do acordo, e regressou à imposição de sanções internacionais. Teerão foi incapaz de pressionar as restantes potências signatárias a fazer frente aos EUA e voltou a enriquecer urânio.
A televisão iraniana afirma que o vaso de guerra foi atingido "depois de ter levado ao destino um alvo de treino, sem deixar distância suficiente entre ele e o alvo". Não referiu qualquer elemento sobre a tripulação do navio. O Konarak, de fabrico holandês, foi adquirido pela atual República Islâmica do Irão ainda antes da Revolução Islâmica de 1979. Pesa 447 toneladas, mede 47 metros de comprimento e transporta quatro mísseis cruzeiro desde renovações realizadas em 2018.
Um vídeo difundido pelo jornal diário Jam-e Jam, editado pela televisão estatal, mostrou um navio parcialmente submerso e ainda fumegante, a ser rebocado.
De acordo com fontes médicas, citadas pela agência de notícias Isna, os 15 feridos foram hospitalizados na província do Sistã-Baluquistão, no sudeste do país, dois deles nos cuidados intensivos.
A agência turca Anadolu referiu pelo menos 20 mortos entre uma tripulação de 40 homens a bordo. Acrescentou que, de acordo com fontes dos Corpo dos Guardas da Revolução islâmica, a elite militar iraniana, o acidente foi atribuído a "erro humano".
Em comunicado, as forças armadas iranianas mencionaram somente a ocorrência de 19 "mártires" e de 15 feridos num "acidente" que envolveu o Konarak durante um exercício "em águas ao largo de Jask e de Chabahar", sem acrescentar detalhes.
Informaram ainda que o Konarak foi rebocado para terra "para averiguações técnicas" e pediram para se "evitarem especulações" até serem publicadas mais informações.
Num tweet em inglês, a agência de imprensa Tasnim indicou que "o Konarak foi atingido por fogo amigo, tendo-o a fragata de Jamaran atingido acidentalmente com um míssil durante um treino com fogo real nas águas do Golfo Pérsico a 10 de maio".
Tensões com os EUAO Mar de Omã situa-se entre o Irão e o sultanato de Omã, num dos extremos do Estreito de Ormuz, via de trânsito de grande parte do petróleo mundial e centro de tensões regionais e internacionais, sobretudo porque o Irão, rival da outra potência islâmica regional, a Arábia Saudita, tem tentado assumir o policiamento da área.
O Estreito é patrulhado desde 2019 por uma coligação de navios de guerra ocidentais, chefiada pelos Estados Unidos, após uma série de incidentes que envolveram ataques e desvio de navios petroleiros por parte do Irão. Teerão nega qualquer crime.
Recentemente, a 15 de abril, navios da Marinha dos Estados Unidos, em rota no Estreito, foram envolvidos em várias manobras a alta velocidade por parte de 11 navios iranianos, que se atravessaram frente às proas norte-americanas.
O Pentágono acusou Teerão de "manobras perigosas no mar" e o Presidente Donald Trump avisou, horas depois, que tinha dado ordem "à Marinha dos EUA de abater e destruir qualquer embarcação iraniana que importune os nossos navios no mar".Os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão são inimigos há há 50 anos, desde a deposição do Xá da Pérsia, Mohammad Reza Pahlavi, na Revolução Islâmica de 1979.
A tensão entre os dois países tem vindo a agravar-se nos últimos dois anos.
Em 2018, a Administração Trump denunciou o acordo sobre o programa nuclear iraniano, assinado em 2015 pelo então Presidente Barack Obama.
Donald Trump afirmou ter provas de que Teerão tinha violado os termos do acordo, e regressou à imposição de sanções internacionais. Teerão foi incapaz de pressionar as restantes potências signatárias a fazer frente aos EUA e voltou a enriquecer urânio.
O mais recente grande pico de tensão deu-se a 3 de janeiro de 2020, quando um ataque de precisão norte-americano abateu em Bagdade, Iraque, o general iraniano Qasem Suleimani, líder dos Guardas da Revolução.
O Irão ripostou dias depois, com o disparo de mísseis contra bases americanas no Iraque, que provocaram mais de uma centena de baixas.
Nesse mesmo dia, as forças armadas iranianas abateram um avião de passageiros Boeing 737 no céus de Teerão, o qual tinha acabado de descolar rumo a Kiev, capital da Ucrânia. Nenhuma das 176 pessoas a bordo sobreviveu.
Os militares iranianos acabaram por admitir o erro, e justificaram-no com o alto nível de alerta em que se encontravam após o disparo dos mísseis contra os alvos norte-americanos.