Mundo
Irão quer comprar armamento russo no valor de dez mil milhões de dólares
Durante uma visita a Teerão, Viktor Ozerov, líder da comissão para a Defesa e Segurança da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, confirmou aos jornalistas que a Rússia e o Irão estão a debater os termos de um acordo de compra e venda de armamento.
O acordo, avaliado em dez mil milhões de dólares, prevê o fornecimento ao Irão de blindados T-90, de sistemas de artilharia, de aviões e de helicópteros, afirma com a agência de notícias russa, RIA.
A agência não refere se o acordo referido por Ozerov expande negociações iniciadas há dez meses e que na altura previam despesas de oito mil milhões de dólares.
Já em abril o negócio terá sido abordado num encontro entre os ministros da Defesa de ambos os países.
Ao antecipar essa reunião, o ministro iraniano, Hossein Dehghan, confirmava à agência de notícias Fars a intenção de Teerão adquirir aviões e blindados a Moscovo.
A República Islâmica estaria interessada nos caças SU-30SM, aviões de dois lugares e "supermanobráveis", adequados a "qualquer tipo de clima e missões ar-ar ou ar-terra".
De acordo com o ministro, as negociações para a compra destes aviões iniciaram-se em março de 2016. Os blindados T-90 estavam também na 'lista', referia a iraniana Fars.
O acordo poderá incluir igualmente o fornecimento de uma centena de aviões civis de transporte de passageiros, com o Irão a participar no fabrico e fornecimento de peças.
Anos de negociações
O mais recente negócio da compra de armas russas por parte do Irão começou a ser debatido oficialmente logo depois do país ter finalmente saído, em janeiro de 2016, do ciclo de sanções internacionais impostas para reverter o seu programa nuclear, o qual se destinava alegadamente a produzir armas.
Em fevereiro, o Irão anunciou estar disposto a despender oito mil milhões de dólares em armas russas, tendo mesmo entregue a Moscovo uma "lista de compras".
A Rússia estava a negociar há anos a venda ao Irão do sistema de defesa aérea S-300, que impede ataques de aviões e de mísseis. Em 2010 o acordo ficou congelado por parte de Moscovo, tendo o Kremlin justificado a decisão com as sanções impostas pela ONU ao Irão.
Em 2015 o Presidente Vladimir Putin revogou a suspensão do acordo, depois de Tererão ter aceitado rever o seu programa nuclear em troca do alívio dos embargos.

Israel preocupado
Apesar do acordo quanto ao S-300, o Irão estará agora mais interessado no sistema russo de defesa anti-aérea S-400 Triumph, desenvolvido pela Almaz-Antey.
Pretenderá adquirir também o sistema de defesa costeira móvel, Bastião, que está equipado com "mísseis Yakhont supersónicos anti-navais e Mi-8/17 helicópteros e outro armamento", conforme referia em fevereiro a imprensa iraniana.
O acordo russo-iraniano de venda de armamento está a inquietar Israel, que já tentou bloquear a venda do S-300 - pois este poderia impedir um ataque israelita às instalações nucleares iranianas.
Jerusalém teme ainda que o sistema acabe por chegar às mãos da guerrilha xiita libanesa Hezbollah, apoiada pelo Irão e inimiga de Israel, retirando a Jerusalém a vantagem da supremacia aérea na região.
A agência não refere se o acordo referido por Ozerov expande negociações iniciadas há dez meses e que na altura previam despesas de oito mil milhões de dólares.
Já em abril o negócio terá sido abordado num encontro entre os ministros da Defesa de ambos os países.
Ao antecipar essa reunião, o ministro iraniano, Hossein Dehghan, confirmava à agência de notícias Fars a intenção de Teerão adquirir aviões e blindados a Moscovo.
A República Islâmica estaria interessada nos caças SU-30SM, aviões de dois lugares e "supermanobráveis", adequados a "qualquer tipo de clima e missões ar-ar ou ar-terra".
De acordo com o ministro, as negociações para a compra destes aviões iniciaram-se em março de 2016. Os blindados T-90 estavam também na 'lista', referia a iraniana Fars.
O acordo poderá incluir igualmente o fornecimento de uma centena de aviões civis de transporte de passageiros, com o Irão a participar no fabrico e fornecimento de peças.
Anos de negociações
O mais recente negócio da compra de armas russas por parte do Irão começou a ser debatido oficialmente logo depois do país ter finalmente saído, em janeiro de 2016, do ciclo de sanções internacionais impostas para reverter o seu programa nuclear, o qual se destinava alegadamente a produzir armas.
Em fevereiro, o Irão anunciou estar disposto a despender oito mil milhões de dólares em armas russas, tendo mesmo entregue a Moscovo uma "lista de compras".
A Rússia estava a negociar há anos a venda ao Irão do sistema de defesa aérea S-300, que impede ataques de aviões e de mísseis. Em 2010 o acordo ficou congelado por parte de Moscovo, tendo o Kremlin justificado a decisão com as sanções impostas pela ONU ao Irão.
Em 2015 o Presidente Vladimir Putin revogou a suspensão do acordo, depois de Tererão ter aceitado rever o seu programa nuclear em troca do alívio dos embargos.
Israel preocupado
Apesar do acordo quanto ao S-300, o Irão estará agora mais interessado no sistema russo de defesa anti-aérea S-400 Triumph, desenvolvido pela Almaz-Antey.
Pretenderá adquirir também o sistema de defesa costeira móvel, Bastião, que está equipado com "mísseis Yakhont supersónicos anti-navais e Mi-8/17 helicópteros e outro armamento", conforme referia em fevereiro a imprensa iraniana.
O acordo russo-iraniano de venda de armamento está a inquietar Israel, que já tentou bloquear a venda do S-300 - pois este poderia impedir um ataque israelita às instalações nucleares iranianas.
Jerusalém teme ainda que o sistema acabe por chegar às mãos da guerrilha xiita libanesa Hezbollah, apoiada pelo Irão e inimiga de Israel, retirando a Jerusalém a vantagem da supremacia aérea na região.