Israel quer UE a classificar Guardas da Revolução do Irão de organização terrorista
O ministro das Relações Exteriores de Israel considerou hoje que "chegou a hora de a UE classificar os Guardas da Revolução iraniana como organização terrorista", numa altura em que a República Islâmica é suspeita de reprimir violentamente manifestações.
"Esta é, desde há muito tempo, a posição da Alemanha e, hoje, a importância desta questão é clara para todos", declarou Gideon Saar na rede social X, após conversas com o ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, em visita a Israel.
Há duas semanas que decorrem no Irão protestos contra o regime que, segundo a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA, na sigla em inglês), já provocaram pelo menos 116 mortos.
Os protestos, em quase todo o país, começaram em 28 de dezembro, inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, mas têm vindo a intensificar-se e transformaram-se numa contestação política contra o regime.
Com a Internet e as linhas telefónicas cortadas, tornou-se mais difícil avaliar as manifestações do exterior, mas a HDRANA, sediada nos Estados Unidos, refere que o número de mortos nos protestos tem aumentado e que cerca de 2.600 pessoas foram detidas.
Trump ofereceu apoio aos manifestantes, dizendo nas redes sociais que "o Irão está a caminhar para a liberdade, talvez como nunca antes" e que "os EUA estão prontos para ajudar".
O New York Times e o Wall Street Journal, citando funcionários anónimos dos EUA, disseram no sábado à noite que Trump recebeu opções militares para um ataque ao Irão, mas não tomou uma decisão final.