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Israel recebe corpo de mais um refém entregue pelo Hamas em Gaza

Israel recebe corpo de mais um refém entregue pelo Hamas em Gaza

As autoridades israelitas receberam hoje à noite o corpo de mais um refém que estava na Faixa de Gaza e que foi entregue à Cruz Vermelha pelo grupo islamita palestiniano Hamas.

Lusa /

"O caixão do refém, escoltado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), atravessou recentemente a fronteira para território israelita e está a ser levado para o Centro Nacional de Medicina Legal para identificação", anunciou o Exército israelita, numa nota.

Ao mesmo tempo, o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, indicou que "Israel recebeu, através da Cruz Vermelha, o caixão de um refém falecido, que foi entregue às Forças de Defesa de Israel (IDF) no interior" do enclave palestiniano.

"Os esforços para resgatar os nossos reféns continuam e não cessarão até que o último refém seja resgatado", pode ler-se no comunicado, que insta também a população a respeitar a privacidade das famílias.

As Brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas, tinham indicado num comunicado hoje divulgado que o corpo foi encontrado durante escavações no bairro de Shujaiya, a leste da cidade de Gaza.

A entrega de hoje surge após a devolução, na noite anterior, do corpo de um outro refém, que foi identificado como o israelo-americano Itay Chen.

Serão agora realizadas análises forenses no Centro Nacional de Medicina Legal de Israel para determinar se o corpo corresponde a algum dos sete reféns ainda por devolver no âmbito da trégua.

Os sete reféns em questão são cinco cidadãos israelitas, um estudante tanzaniano e um agricultor tailandês raptado perto do `kibutz` (comunidade) Be`eri, nos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, que desencadearam a guerra no enclave palestiniano.

Desde que o cessar-fogo entrou em vigor, o grupo palestiniano tem relatado dificuldades em localizar os corpos dos reféns que permanecem no território devido à grande quantidade de escombros amontoados por dois anos de conflito e à falta de acesso a maquinaria pesada.

Israel acusa, no entanto, os islamitas de atrasarem deliberadamente a entrega destes corpos para evitar discutir o seu desarmamento, uma questão que deverá ser debatida com os mediadores internacionais quando as negociações para a segunda fase do acordo forem retomadas.

No âmbito do entendimento, foram restituídos 20 reféns vivos e 21 mortos até à entrega de hoje, em troca de quase dois mil prisioneiros palestinianos e 285 corpos que estavam em posse de Israel.

A trégua foi ameaçada em 28 de outubro, quando o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou o bombardeamento do enclave palestiniano, no seguimento de dois incidentes com o Hamas.

No mesmo dia, Israel acusou o Hamas de abater um militar israelita no sul da Faixa de Gaza, alegação refutada pelo grupo palestiniano, e de entregar restos mortais supostamente de um dos reféns ainda por devolver, mas cujos exames revelaram que pertenciam a um outro já recuperado e sepultado há quase dois anos.

A primeira fase do acordo, impulsionado pelos Estados Unidos com a mediação do Egito, Qatar e Turquia, inclui também a retirada parcial das forças israelitas do enclave e o acesso de ajuda humanitária ao território.

A etapa seguinte, ainda por acordar, prevê a continuação da retirada israelita, o desarmamento do Hamas, bem como a reconstrução e a futura governação do enclave.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que provocou mais de 68 mil mortos, segundo as autoridades locais, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.

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