Mundo
Guerra na Ucrânia
Kiev com abastecimentos comprometidos. Ataques russos atingem ponte e infraestruturas energéticas
"A situação do abastecimento energético da capital é extremamente difícil. Isto afeta o funcionamento dos sistemas de aquecimento e de abastecimento de água da cidade", descreve o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko.
Uma nova vaga de bombardeamentos noturnos por parte das forças russas causou danos a uma ponte rodoviária de elevado peso estratégico e a infraestruturas energéticas da capital ucraniana e dos arredores. Os sistemas de aquecimento e o abastecimento de água de Kiev ficaram parcialmente comprometidos.O presidente ucraniano havia adiantado, na sexta-feira, dispor de "informações" que apontavam para um iminente ataque russo a infraestruturas civis e energéticas, nomeadamente pontes.
"Dispomos de informações que indicam que está a ser preparado um novo ataque contra o sector energético, contra as nossas pontes sobre o Rio Dnieper e contra as infraestruturas civis", afirmou Volodymyr Zelensky durante a comunicação diária.
O presidente ucraniano exortou os aliados ocidentais a fornecerem mísseis intercetores destinados aos sistemas antiaéreos Patriot.
Frente negocial
Está marcada para os próximos dias 10 e 11 de novembro uma reunião trilateral, em Abu Dhabi, entre enviados especiais de Ucrânia, Rússia e Estados Unidos - o objetivo é procurar ressuscitar a via de conversações, largamente paralisada desde fevereiro.O Kremlin de Vladimir Putin continua a exigir que as forças ucranianas se retirem por completo de Donetsk, no leste do país. Kiev recusa e sustenta que que um tal recuo acentuaria a vulnerabilidade da Ucrânia.
Na passada quinta-feira, depois de um encontro na Casa Branca com o emissário especial do presidente russo, Kirill Dmitriev, Donald Trump acenou com a ideia de que estaria mais próximo o cenário de um ponto final ao conflito entre russos e ucranianos.
"Acho que estaremos muito perto de resolver a questão Rússia-Ucrânia", lançou o presidente norte-americano aos jornalistas no Sala Oval, sem mais detalhes sobre a conversa com Kirill Dmitriev.
"Será um acordo, um grande acordo, e envolverá mais do que apenas a Ucrânia", acrescentaria Trump, sinalizando que o presumível entendimento poderia mesmo abranger toda a Europa.
c/ agências