Alto responsável de Israel à agência Reuters. Corpo de Khamenei foi encontrado
Donald Trump admite baixas norte-americanas em retaliações do Irão
"A minha administração tomou todas as medidas possíveis para minimizar o risco para o pessoal norte-americano na região. Mesmo assim, e não faço esta declaração de ânimo leve, o regime iraniano procura matar", disse Trump num vídeo de oito minutos publicado no Truth Social.
Trump falou com líderes da Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos e NATO
"Há sinais" de que Khamenei pode estar morto, diz Netanyahu
Reunião extraordinária dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE no domingo
"Os ataques indiscriminados do regime iraniano contra os seus vizinhos representam um risco de arrastar a região para uma guerra mais ampla, e nós condenamo-los", considerou a chefe da diplomacia europeia.
Pentágono diz que não há registo de vítimas norte-americanas após retaliação iraniana
Base naval norte-americana na Grécia reforça medidas de segurança
Trata-se de uma base estratégica para a Grécia, Estados Unidos e a NATO no Mediterrâneo Oriental.
Apenas o pessoal de segurança e essencial terá permissão para entrar nesta base, indicou uma das fontes à agência Reuters, acrescentando que as medidas de defesa aérea foram ativadas.
Na semana passada, o porta-aviões USS Gerald Ford, o maior do mundo, fez uma escala em Souda para reabastecer antes de seguir viagem para o Mediterrâneo Oriental.
Israel. Ataques a alvos militares em Isfahan estão iminentes, população deve retirar-se da área
"Alerta imediato para todas as pessoas na zona industrial de Jey, na região de Isfahan", refere o comunicado do exército israelita em língua persa, acompanhado de um mapa que localiza a área.
"Nos próximos minutos, o exército israelita atacará as infraestruturas militares localizadas nesta zona", acrescenta a mensagem, apelando à população para se retirar da área "imediatamente".
Autoridade Palestiniana condena ataque do Irão a vários países árabes
"O Estado da Palestina condena veementemente os ataques iranianos contra diversos países árabes, incluindo a Arábia Saudita, a Jordânia, o Qatar, o Kuwait, o Bahrein, os Emirados Árabes Unidos e o Iraque, e sublinha a sua total rejeição de qualquer violação da sua soberania ou de qualquer agressão contra os mesmos", refere o comunicado, sem mencionar o anterior ataque lançado por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão.
Em resposta, a República Islâmica lançou ataques com mísseis contra vários países árabes, incluindo várias monarquias do Golfo, aliadas dos Estados Unidos e que albergam bases militares americanas.
Agência Internacional de Energia Atómica "em contacto constante" com países da região
"A AIEA está em contacto constante com os países da região", afirmou a agência da ONU responsável pela promoção da utilização pacífica da energia nuclear, acrescentando que "não foi observado qualquer impacto radiológico até à data".
Irão pede reunião extraordinária urgente da Agência Internacional de Energia Atómica
A missão iraniana "solicitou, numa carta dirigida a Rafael Grossi (Diretor-Geral da AIEA), uma reunião extraordinária urgente do Conselho de Governadores da AIEA", afirmou em comunicado.
"As alegações infundadas, as ameaças odiosas e os atos repreensíveis dos agressores contra o programa nuclear pacífico do Irão devem ser examinados imediatamente pelo Conselho", acrescentou.
EUA e Israel atacam Irão, Teerão retalia. O que se está a passar no Médio Oriente?
Depois de vários dias de incerteza e ameaças, Washington e Telavive desencadearam este sábado um ataque contra Teerão, tendo como alvos declarados os principais líderes do regime, a que o Irão respondeu com ataques contra Israel e vários países do Golfo com bases norte-americanas. Os responsáveis iranianos adiantam que os principais dirigentes do país estão vivos, incluindo o ayatollah Ali Khamenei, que se encontra em parte incerta.
A ameaça adensou-se ao mesmo tempo que decorriam novas negociações entre Irão e Estados Unidos a respeito do programa nuclear iraniano. Se Donald Trump admitia ainda na sexta-feira que não estava “satisfeito” com as conversações, o Irão preparava-se para deixar cair uma exigência de várias décadas antes da próxima ronda de negociações, prevista para Viena na próxima segunda-feira.
Segundo o mediador omani, Teerão aceitava pela primeira vez abdicar de armazenar urânio enriquecido no país, um fator essencial para o fabrico de uma bomba atómica.
Num vídeo gravado em que anuncia os ataques deste sábado, o presidente norte-americano, Donald Trump, pediu aos norte-americanos para que “derrubassem o seu governo” assim que a ação militar fosse concluída. “Esta será provavelmente a vossa única oportunidade por várias gerações. Por vários anos, pediram ajuda aos Estados Unidos, mas nunca a obtiveram. (…) Agora, há um presidente que vos está a dar o que querem, por isso vamos ver como respondem”, assinalou.
Nesta operação, israelitas e norte-americanos visaram três locais onde se reuniam responsáveis do regime iraniano. Vários funcionários essenciais para a condução das operações militares iranianas e para a governação do regime “foram eliminados”, indicou um responsável militar israelita.
Em entrevista à NBC News, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que o Líder Supremo Ali Khamenei, estava vivo, “tanto quanto sei”. No entanto, até à tarde deste sábado, é desconhecido o paradeiro do ayatollah, figura máxima do poder no Irão desde a morte de Khomeini, em 1989.
Para além dos alvos militares, com destaque para as cidades com instalações nucleares ou revelantes para a elaboração de mísseis balísticos, foi também atingida uma escola iraniana para meninas no sul do Irão. Pelo menos 85 pessoas morreram.
De acordo com o Crescente Vermelho, havia na tarde de sábado confirmação de pelo menos 201 mortos e 747 feridos na sequência dos ataques israelitas e norte-americanos.
Das 31 províncias iranianas, 24 foram atingidas, adiantava ainda a organização.“Direito legítimo de autodefesa”
A resposta do Irão não se fez esperar. Logo após os primeiros ataques de Israel e Estados Unidos, as forças iranianas visaram vários países do Médio Oriente, o que levou ao cancelamento e suspensão de voos, ou até mesmo ao encerramento do espaço aéreo em vários países. Nas últimas horas o Irão já atacou o Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Arábia Saudita e Kuwait. Os ataques visaram sobretudo as bases norte-americanas na região.
Araghchi indica que falou por telefone com homólogos de países como a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Iraque, reiterando que o Irão utilizará "todas as suas capacidades defensivas e militares, em conformidade com o seu legítimo direito de autodefesa", para proteger a integridade do país.
Araghchi "recorda" ainda a estes países "a sua responsabilidade de impedir o uso indevido das suas instalações e territórios" pelos Estados Unidos e por Israel para fins de ataque, segundo o comunicado.
A milhares de quilómetros de distância, a base das Lajes volta a desempenhar um papel de relevo: os aviões reabastecedores estacionados na base norte-americana estão em estado de prontidão e pelo menos cinco aviões K-46 foram vistos a descolarem dos Açores.
Na sequência dos ataques e retaliações nesta zona do globo, várias empresas petrolíferas suspenderam o transporte de combustível no Estreito de Ormuz, uma via decisiva para o comércio global. Washington desaconselhou a navegação o Golfo e os Guardiães da Revolução anunciaram que o local é “perigoso” e a circulação está encerrada. As principais reações
Com estes desenvolvimentos, o Conselho de Segurança da ONU reúne-se de emergência este sábado, pelas 16h00 locais (21h00 em Portugal Continental). França, mas também a China e a Rússia tinham pedido uma reunião urgente deste órgão das Nações Unidas.
A nível europeu, a presidente da Comissão Europeia convocou uma reunião especial do Colégio de Segurança na segunda-feira.
Num comunicado conjunto, António Costa, presidente do Conselho Europeu, e Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, pediram contenção máxima e proteção de civis após ataque dos Estados Unidos e Israel a Teerão.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou no sábado que as forças britânicas estão a participar em esforços defensivos coordenados para proteger os interesses e aliados do país. Starmer disse que os caças britânicos estiveram "nos céus" este sábado para "operações defensivas regionais coordenadas" com o objetivo de "proteger o nosso povo, os nossos interesses e os nossos aliados".
O Presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer apelam, numa declaração conjunta, que a liderança iraniana procure "uma solução negociada".
A NATO indicou que está a acompanhar de perto os desenvolvimentos no Irão e na região, ainda que não tenham sido ativadas medidas imediatas.
Em Portugal, o Ministério dos Negócios Estrangeiros indicou este sábado que está a acompanhar “ao minuto” os desenvolvimentos da situação no Irão e em Israel e diz estar “em contacto permanente com a nossa rede diplomática”.
Pelo menos 201 mortos e 747 feridos no Irão, segundo um balanço do Crescente Vermelho
Iranianos em Lisboa e Porto festejam e pedem queda de Khamenei
Os manifestantes pediram também o regresso do filho mais velho do último xá do Irão, Reza Pahlavi, e alguns gritavam Make Iran Great Again (Façam o Irão grande de novo, uma variante do slogan político de Donald Trump).
Em carros, as três dezenas de iranianos e apoiantes seguiram em direção da embaixada de Israel e dos Estados Unidos para entregar flores às representações diplomáticas dos países.
Montenegro condena "injustificáveis ataques" iranianos e apela à "máxima contenção"
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, apelou hoje à "máxima contenção" para evitar uma escalada no Irão, após as operações militares dos EUA e Israel, e condenou os "injustificáveis ataques" iranianos a países vizinhos.
"Portugal apela a todos à máxima contenção para evitar uma escalada, preservar a paz e a segurança internacionais e garantir a estabilidade regional, em linha com a Carta das Nações Unidas. Para tal será necessário que o programa nuclear do Irão, que é há muito uma preocupação da comunidade internacional, cesse", apelou Luís Montenegro, numa publicação na rede social X.
O chefe do executivo português insistiu "na necessidade de o Irão respeitar os direitos humanos do seu povo, que têm sido violados de forma inadmissível" e condenou "os injustificáveis ataques do Irão aos países vizinhos da região - entre eles, a Arábia Saudita, o Catar, os Emiratos Árabes Unidos, o Kuwait e a Jordânia -, que devem cessar imediatamente".
Luís Montenegro disse estar a acompanhar "com grande preocupação, desde o primeiro momento, a evolução no Médio Oriente", em coordenação estreita com os parceiros europeus, parceiros da região e aliados da NATO.
Israel e EUA lançaram hoje um ataque contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein e Qatar, entre outros.
Erdogan condena ataques ao Irão e propõe-se para mediar esforços diplomáticos
Exército da Jordânia afirma ter intercetado 13 mísseis balísticos
"As Forças Armadas confrontaram 49 drones e mísseis balísticos que tinham como alvo o território jordano", que alberga bases norte-americanas, afirmou um comunicado militar, especificando que "13 mísseis balísticos foram intercetados com sucesso", enquanto alguns drones foram abatidos.
A Direção de Segurança Pública, por sua vez, anunciou que as suas equipas e a polícia responderam a 54 "relatos relacionados com a queda de objetos e estilhaços" em todo o país, "sem vítimas".
Chanceler da Alemanha pede ao Irão que cesse "imediatamente" ataques militares
O Governo alemão apoia "a retoma dos esforços para encontrar uma solução negociada", acrescentou em comunicado.
"Os líderes em Teerão devem pôr fim à violência contra o seu próprio povo", afirmou ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros.
Marcelo recusa comentar situação e remete posição para nota do Governo
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, escusou-se hoje a comentar os ataques desencadeados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, remetendo para a posição do Governo português que será conhecida numa nota a divulgar.
"O Governo vai sair com uma nota, pelos vistos ainda não saiu, mas eu já a vi. Vai sair com uma nota, e, portanto, é esperar por essa nota porque o Governo aí toma posição sobre a matéria", declarou Marcelo Rebelo de Sousa, aos jornalistas, em frente ao Regimento de Cavalaria n.6, em Braga, cidade onde esta manhã decorreu a cerimónia da sua despedida das Forças Armadas.
Questionado sobre o uso das Bases das Lajes, na Ilha Terceira, Açores, neste conflito no Médio Oriente, e que implicações é que isso pode acarretar para Portugal, o ainda chefe de Estado adiantou que a nota que o Governo irá divulgar, também aborda essa questão.
"Vejam a nota, porque essa nota toca os vários pontos da situação, neste momento", respondeu o Presidente da República, pelas 16:30, assumindo que "é evidente" que está enquadrado com a posição do Governo.
Israel e Estados Unidos lançaram hoje um ataque contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
Os líderes de França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos e apelaram ao regresso às negociações, num contexto de crescente instabilidade na região.
Novos ataques israelitas em curso no centro do Irão
A Força Aérea israelita "iniciou uma nova onda de ataques visando lançadores de mísseis e sistemas de defesa aérea do regime terrorista iraniano no centro do Irão", segundo um breve comunicado militar.
Novas explosões sentidas em Teerão (AFP)
CEM de Israel fala em operação "decisiva e sem precedentes" contra o Irão
Rússia fala com Catar em apelo pelo fim de qualquer ação militar no Médio Oriente
"Houve um consenso geral sobre a necessidade de um regresso urgente ao processo político e diplomático com vista à resolução de todas as questões entre os Estados Unidos, Israel e a República Islâmica do Irão, com base nos princípios da Carta da ONU e do Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.
Quatro feridos em incêndio na ilha da Palmeira no Dubai
Duas testemunhas relataram à AFP ter ouvido uma explosão, em resposta aos ataques aéreos dos EUA e de Israel, levados a cabo pelo Irão no Golfo.
O incêndio terá sido causado por destroços de um míssil que caíram sobre o hotel. O Gabinete de Imprensa do Dubai confirmou posteriormente um "incidente" num edifício de um distrito da ilha.
Uma das testemunhas disse ter visto um denso fumo negro a sair do edifício e ouvido ambulâncias a dirigirem-se para o local.
Os serviços de emergência do Dubai informaram que o incêndio já estava controlado.
Os habitantes do Dubai e os jornalistas da AFP presentes no local ouviram vários estrondos na cidade após a explosão na ilha.
Irão. Todas as bases, instalações e ativos dos EUA e de Israel na região são "alvos legítimos"
"O Irão continuará a exercer o seu direito de autodefesa de forma decisiva e sem hesitação até que a agressão cesse de forma completa e inequívoca", escreveu na carta vista pela Reuters.
Novo balanço. Número de mortos em ataque a escola iraniana sobe para 85
O balanço anterior dava conta de 51 mortos e 48 feridos, no ataque contra uma escola da província de Ormuzgão, no sul do país
A escola foi atingida, segundo Teerão, no contexto da ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.
A radiotelevisão pública iraniana IRIB identificou as vítimas como estudantes da escola primária Shajare Tayebé, onde se encontravam cerca de 170 alunas, sem que o Exército de Israel se tenha pronunciado até ao momento sobre estas acusações.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, condenou já o que qualificou de "ato bárbaro" contra uma escola, na sequência dos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel.
"Este ato bárbaro constitui uma nova página negra no balanço de crimes incontáveis cometidos pelos agressores", referiu, em comunicado.
c/Lusa
Livre vai pedir esclarecimentos ao Governo sobre Lajes, PCP pede "condenação clara"
O Livre anunciou hoje que vai questionar o Governo sobre a utilização da Base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos da América (EUA), e o PCP exigiu uma "condenação clara" do Governo aos ataques no Irão.
"Aquilo que nos preocupa é o que pode ter sido o papel do Estado português, o papel do governo português, por ação e por omissão, na contribuição para este ataque, desde logo, evidentemente, na utilização da Base das Lajes por parte das Forças Armadas dos Estados Unidos", afirmou o deputado do Livre Jorge Pinto, à margem da manifestação organizada pela CGTP contra a reforma laboral do Governo, em Lisboa.
O antigo candidato às presidenciais condenou os ataques lançados hoje pelos EUA e Israel ao Irão e adiantou que o partido vai questionar "o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros" sobre o tema, uma vez que a Base das Lajes é utilizada militarmente pelos EUA no âmbito de um acordo de cooperação.
"Nós não queremos Portugal associado, de qualquer maneira, a um ataque feito ao arrepio dos direitos internacionais, contrário à Carta das Nações Unidas e que, no fundo, crava mais um prego no caixão do direito internacional", lamentou.
O deputado salientou que a posição do Livre não significa um apoio ao regime iraniano, que o partido condena, realçando que estão em causa "ataques ilegais aos olhos do direito internacional que, no fundo, dão um sinal a todos os outros líderes autocráticos de que a lei do mais forte é a que vinga".
"Nós não acreditamos nisso. Nós acreditamos num mundo regido por regras, regido pelas Nações Unidas, pela sua Carta e isso hoje foi claramente desrespeitado", criticou.
À margem da manifestação, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, também condenou a "agressão a um estado soberano", numa região "já minada por vários acontecimentos deste tipo", dando como exemplo a Palestina, o Líbano ou a Síria.
"É preciso condenar de forma clara e sem `mas` nem meio `mas`. E era bom que o Governo português fosse claro na sua apreciação sobre a situação", apelou.
O comunista criticou "estados hipócritas" que têm "dois pesos e duas medidas" face a conflitos mundiais e interrogado sobre a utilização da Base das Lajes, rejeitou qualquer "cumplicidade do Estado português em ataques a outros países soberanos".
Paulo Raimundo realçou que além da utilização desta base aérea portuguesa nos Açores, a questão que se impõe "é o posicionamento do Governo português para empreender todos os meios que tem, de forma clara, para acabar de uma vez por todas com este conflito".
"Nós sabemos quando é que [este conflito] começou, sabemos até a que horas é que começou, mas não fazemos nenhuma ideia de como é que vai acabar. E acho que isso deve preocupar toda a gente. A mim preocupa muito", afirmou.
Cinco aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana levantaram hoje voo da Base das Lajes, na ilha Terceira, segundo constatou a Lusa no local.
Na sexta-feira, véspera do ataque ao Irão, levantaram voo das Lajes, ao início da tarde, dois reabastecedores que regressaram à noite.
Desde o dia 18 de fevereiro que se intensificou o movimento de aeronaves norte-americanas na Base das Lajes.
União Europeia pede contenção e respeito pelas vidas de civis
A presidente da Comissão Europeia convocou uma reunião especial do Colégio de Segurança na segunda-feira.
Num comunicado conjunto, assinado pelos presidentes da Comissão e do Conselho, pode ler-se que “os desenvolvimentos no Irão são muito preocupantes” e que se mantêm um “estreito contacto com os nossos parceiros na região”.
Costa e Von der Leyen salientam que não ignoram o historial recente de tensões com Teerão, recordando que “a União Europeia já adotou extensas sanções em resposta às ações do regime assassino do Irão e dos Guardas da Revolução, e tem promovido de forma consistente esforços diplomáticos para resolver os programas nuclear e balístico por uma solução negociada”.
Este comunicado conjunto – uma forma de reagir a um só voz quando o assunto é considerado de extrema importância – termina com um apelo para que “todas as partes exerçam a máxima contenção, protejam os civis e respeitem plenamente o direito internacional.”
The developments in Iran are greatly concerning. We remain in close contact with our partners in the region.
— António Costa (@eucopresident) February 28, 2026
We reaffirm our steadfast commitment to safeguarding regional security and stability.
Ensuring nuclear safety and preventing any actions that could further escalate… pic.twitter.com/lc2CFneDtL
Já a presidente do Parlamento Europeu recorda que o Parlamento exige “há muito que o regime iraniano desmantele os seus instrumentos de opressão, cesse o apoio aos grupos terroristas, abandone as suas ambições nucleares e permita que o seu povo seja livre para escolher o seu próprio destino”.
Roberta Metsola afirma que “os ataques do regime iraniano esta manhã contra os países do Conselho de Cooperação do Golfo são indesculpáveis e injustificáveis”.
The European Parliament has long called for the regime in Iran to dismantle its State instruments of oppression, end its support for proxies of terror, abandon its nuclear ambitions and finally allow its people to be free to choose their own destiny.
— Roberta Metsola (@EP_President) February 28, 2026
The events unfolding in Iran…
Nas reações institucionais nota-se uma preocupação comum aos presidentes das três instituições europeias: a segurança dos cidadãos.
António Costa, Ursula von der Leyen e Roberta Metsola afirmam estar “em contacto próximo com parceiros na região para tentar encontrar soluções que protejam vidas inocentes, o direito internacional e a estabilidade regional” e acrescentam que as instituições europeias tomarão “todas as medidas necessárias para garantir que os cidadãos europeus na região possam contar com o nosso pleno apoio”.
Já a chefe da Diplomacia Europeia afirma que “os últimos acontecimentos no Médio Oriente são perigosos” e recordar que “o regime do Irão matou milhares de pessoas e que os programas de mísseis balísticos e nucleares, juntamente com o apoio a grupos terroristas, representam uma séria ameaça à segurança global.
Kaja Kallas refere ainda a “rede consular europeia está totalmente empenhada em facilitar a saída dos cidadãos da EU e que pessoal não essencial está já a ser retirado da região”.
Reforça ainda que ”a missão naval Aspides continua em alerta máximo no Mar Vermelho e está pronta para ajudar a manter o corredor marítimo aberto”.
The latest developments across the Middle East are perilous.
— Kaja Kallas (@kajakallas) February 28, 2026
Iran’s regime has killed thousands. Its ballistic missile and nuclear programmes, along with support for terror groups, pose a serious threat to global security. The EU has adopted strong sanctions against Iran and…
A situação levou já a que a presidente da Comissão Europeia convocasse uma reunião especial do Colégio de Segurança na segunda-feira.
Following the ongoing situation in Iran, I am convening a special Security College on Monday.
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) February 28, 2026
For regional security and stability, it is of the utmost importance that there is no further escalation through Iran’s unjustified attacks on partners in the region.
Governo iraniano envia mensagem de texto a habitantes de Teerão para abandonarem a capital
"Tendo em conta as operações conjuntas levadas a cabo pelos Estados Unidos e pelo regime sionista [Israel] contra Teerão e algumas grandes cidades, vão, se possível e mantendo a calma, em direção a outras cidades", pediram as autoridades.
O apelo consta de uma mensagem escrita (SMS) enviada para os telemóveis iranianos e recebida pela agência de notícias France-Presse.
A área metropolitana de Teerão tem cerca de 10 milhões de habitantes, praticamente a população de Portugal.
Trump e Netanyahu falam ao telefone
O gabinete do primeiro-ministro divulgou uma fotografia onde o mostra ao telefone, afirmando, sem adiantar mais pormenores, que estava "em conversa com o presidente norte-americano".
Responsável militar israelita afirma que vários oficiais iranianos foram "eliminados"
"Três locais onde estavam a ser realizadas reuniões do regime terrorista iraniano foram simultaneamente atingidos, e vários altos funcionários essenciais para a condução das operações militares iranianas] e para a governação do regime foram eliminados", disse a fonte sob anonimato, sem revelar quaisquer nomes.
Hezbollah pró-Irão apela à resistência contra "agressão" ao Irão
O grupo afirmou que "as graves consequências" do ataque dos Estados Unidos e de Israel "afetarão todos, sem exceção, se não houver uma oposição firme". O líder do Hezbollah, Naim Qassem, adiou um discurso que estava previsto para sábado à tarde.
Explosão na icónica ilha artificial do Dubai, The Palm (testemunhas)
Uma das testemunhas disse ter visto um denso fumo negro a sair de um hotel em The Palm e ouvido ambulâncias a dirigirem-se para o local.
Os residentes do Dubai e os jornalistas da AFP no local ouviram vários estrondos altos após a explosão.
Exército israelita anuncia novos ataques no Irão tendo como alvo lançadores de mísseis
Ataque pode ter impacto na oferta de petróleo e fazer subir os preços
Não só o Irão tem uma produção significativa de petróleo como também controla o estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude do tráfego marítimo de petróleo.
Pode desencadear também uma retaliação iraniana contra os campos petrolíferos dos países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico.
Em 2024, aproximadamente 20 milhões de barris de crude passaram diariamente pelo Estreito de Ormuz (cerca de um quinto do comércio mundial de gás natural liquefeito também passou pelo Estreito).
Esta estreita passagem entre o Golfo Pérsico e o Mar Arábico é também utilizada pela Arábia Saudita, o principal produtor da OPEP e atualmente o segundo maior produtor mundial, a seguir aos Estados Unidos.
É também a rota de exportação de crude de outros três membros da OPEP: Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.
No total, estes cinco países (Arábia Saudita, Estados Unidos, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait) produziram cerca de 23 milhões de barris por dia em janeiro, 22% do petróleo que o mundo necessita atualmente, segundo os cálculos mais recentes da OPEP.
No ano passado, após os primeiros ataques de Israel e dos Estados Unidos, o Parlamento iraniano já tinha pedido o encerramento do estreito.
Um encerramento que poderá ter repercussões graves para a economia global, sendo a China um dos países mais afectados já que mais de 80% do petróleo e gás que transitam pelo Estreito de Ormuz destina-se aos mercados asiáticos, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
Analistas estimam que a China compra quase 90% das exportações de crude iraniano, o que significa que Pequim satisfaz aí até 10% da sua procura.
Apenas a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos possuem redes de oleodutos --- capazes de transportar um máximo de 2,6 milhões de barris por dia --- que lhes permitem contornar o Estreito de Ormuz, de acordo com a AIE.
c/Lusa
Técnico português do Al Ittihad diz que ataques têm gerado ansiedade em Abu Dhabi
O treinador do clube de futebol dos Emirados Árabes Unidos afirmou à agência Lusa que o Ministério de Segurança do país pediu às pessoas para se manterem calmas e para evitarem sair à rua, embora tenha sido registado um morto devido aos "vestígios do resto do míssil" que "caiu numa zona residencial", adiantou.
Os EAU declararam hoje ter intercetado mísseis iranianos e a estação Al Jazeerah noticiou que pelo menos uma pessoa morreu na capital do país, onde se encontra João Mota.
"Em relação à nossa segurança, está tudo bem, estamos em perfeita segurança", garantiu o técnico à Lusa.
João Mota disse que soube na manhã de hoje dos ataques ao Irão através de um jornalista do Qatar que é seu amigo.
"Depois é que realmente liguei a televisão e vi que estava aqui mesmo ao lado de uma situação complicada e que os Estados Unidos e Israel começaram o conflito contra o Irão e há países que estão a apanhar por tabela, que os Emirados é um deles, assim como a Jordânia, a Arábia Saudita, o Bahrein, o Qatar, enfim, nós estamos aqui todos próximos e realmente esperamos que isto não dê nada", acrescentou.
"Pensámos logo em ir embora, mas o espaço aéreo está fechado, por uma questão de segurança também, mas está fechado devido à guerra, mas por uma questão de segurança", adiantou.
Ainda assim, o treinador disse que hoje à noite a sua equipa tem jogo marcado.
"Não sabemos se vai haver jogo ou não, em princípio não tem nenhuma outra notícia e eu quero mesmo, a nível mental, levar as coisas com normalidade".
Os Emirados Árabes Unidos declararam hoje ter intercetado mísseis iranianos e afirmaram reservar-se o direito de responder a qualquer ataque, enquanto o Kuwait também intercetou mísseis no espaço aéreo do país.
Os EAU "foram hoje alvo de um ataque manifesto com mísseis balísticos iranianos. As defesas aéreas dos Emirados reagiram com grande eficácia e conseguiram intercetar vários desses mísseis", indicaram as autoridades em comunicado.
Abu Dhabi acrescentou que "se reserva plenamente o direito de responder", denunciando "uma escalada perigosa".
Entretanto, habitantes de Abu Dhabi disseram à agência de notícias France Presse ter ouvido fortes explosões na capital dos EAU, que abriga uma base norte-americana, depois de Estados Unidos e Israel terem anunciado ataques ao Irão, que prometeu retaliar.
Antes, os Emirados anunciaram ter fechado o espaço aéreo "temporária e parcialmente" como medida de precaução excecional.
Guarda Revolucionária iraniana lança nova vaga de ataques contra bases norte-americanas no Golfo
Secretário-geral da ONU "condena escalada militar" e apela à "desescalada"
Condeno a escalada militar de hoje no Médio Oriente. O uso da força pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, e a subsequente retaliação iraniana em toda a região, minam a paz e a segurança internacionais.
Todos os Estados-Membros devem respeitar as suas obrigações perante o direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas. A Carta proíbe claramente “a ameaça do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os Propósitos das Nações Unidas”.
Apelo à cessação imediata das hostilidades e à desescalada. A omissão neste sentido acarreta o risco de um conflito regional mais vasto, com graves consequências para os civis e para a estabilidade regional. Encorajo veementemente todas as partes a regressarem imediatamente à mesa das negociações.
Reitero que não existe alternativa viável à resolução pacífica dos litígios internacionais, em plena conformidade com o direito internacional, incluindo a Carta da ONU. A Carta fornece a base para a manutenção da paz e da segurança internacionais.
Nova Iorque, 28 de fevereiro de 2026
Conselho de Segurança da ONU reúne-se este sábado às 21h00
Reino Unido junta-se a esforços coordenados para "proteger interesses e aliados"
Starmer disse que os caças britânicos estiveram "nos céus" este sábado para "operações defensivas regionais coordenadas" com o objetivo de "proteger o nosso povo, os nossos interesses e os nossos aliados", anunciou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Numa declaração televisiva, Starmer indicou que o Irão deve abster-se de novos ataques e cessar a violência e a opressão contra o seu povo. Enfatizou ainda a importância de evitar uma escalada ainda maior e de regressar ao processo diplomático.
Na sua primeira reação pública ao ataque conjunto dos EUA e de Israel ao Irão, que levou a ataques com mísseis iranianos contra vários países vizinhos, o líder britânico afirmou que a operação estava "em conformidade com o direito internacional".
MNE iraniano afirma que Khamenei está vivo "tanto quanto sei"
NATO está a acompanhar situação e a avaliar risco para membros da Aliança
A NATO está a acompanhar de perto os desenvolvimentos no Irão e na região, na sequência do ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel e das retaliações iranianas, disse hoje a porta-voz da Aliança Atlântica.
Segundo avançou Allison Hart, a Aliança está a avaliar os desdobramentos da situação para antecipar os possíveis impactos para a segurança na região e, eventualmente, para os países-membros da organização.
Segundo a porta-voz, o objetivo é avaliar eventuais "consequências para a estabilidade regional e para missões de paz e defesa coletiva".
Apesar do acompanhamento permanente, não houve nenhum anúncio sobre a ativação de medidas imediatas pela NATO.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram hoje de manhã um ataque conjunto ao Irão, que atingiu a capital, Teerão.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos iniciaram "grandes operações de combate no Irão" e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo "eliminar uma ameaça existencial representada" pelo regime iraniano.
Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein e Catar.
ONU condena ataques e lembra ser preciso proteger os civis
O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos condenou hoje os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e respetiva retaliação, lembrando que, como em qualquer conflito armado, serão os civis que pagarão o preço mais elevado.
"As bombas e os mísseis não são a forma de resolver as diferenças, apenas causam morte, destruição e sofrimento humano", alertou Volker Türk numa mensagem publicada nas redes sociais.
O responsável das Nações Unidas pelos direitos humanos pediu moderação para evitar mais danos à população e implorou a todas as partes para que "ajam com bom senso, reduzam a tensão e regressem à mesa das negociações, onde, poucas horas antes, procuravam ativamente uma solução" para a questão do programa nuclear iraniano.
"Esta é a única forma de resolver as profundas diferenças existentes, de forma duradoura", sublinhou o alto-comissário.
Caso contrário, alertou, corre-se o risco de "um conflito ainda maior, que levará inevitavelmente a mais mortes de civis sem sentido e a destruição a uma escala potencialmente inimaginável, não só no Irão, mas em toda a região do Médio Oriente".
Türk lembrou ainda que o Direito internacional considera que a proteção de civis em conflitos armados deve ser prioritária.
"Todos os atores envolvidos devem garantir o cumprimento destas normas, e a sua violação deve levar à responsabilização dos culpados", sublinhou.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram hoje de manhã um ataque conjunto ao Irão, que atingiu a capital, Teerão.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos iniciaram "grandes operações de combate no Irão" e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo "eliminar uma ameaça existencial representada" pelo regime iraniano.
Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
Segundo as autoridades iranianas, os bombardeamentos já provocaram pelo menos 40 mortos e 48 feridos.
O Irão já respondeu, lançando mísseis sobre bases militares norte-americanas de vários países da região.
Alemanha, França e Reino Unido pedem a Teerão que cesse os ataques
O Presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer apelam, numa declaração conjunta, que a liderança iraniana procure "uma solução negociada".
"Em última análise, o povo iraniano deve ter a oportunidade de determinar o seu futuro", acrescentam.
Acrescentando que os países europeus não participaram nos ataques de sábado, mas estão em contacto próximo com parceiros internacionais, incluindo os EUA, Israel e parceiros na região.
"Reiteramos o nosso compromisso com a estabilidade regional e com a proteção das vidas civis", afirmam ainda.
Cinco aviões reabastecedores saíram da Base das Lajes
Empresas petrolíferas suspendem transporte de combustível no Estreito de Ormuz
“Os nossos navios permanecerão atracados durante vários dias”, indicou o responsável de uma importante empresa de comércio à agência de notícias Reuters.
Cerca de 20 milhões de barris de crude e outros tipos de combustível transitam por esta importante via navegável, que separa a Península Arábica do Irão. Qualquer suspensão pode provocar grandes transtornos globais.
MNE recomenda a portugueses na região que fiquem em casa e ouçam autoridades locais
O Ministério dos Negócios Estrangeiros recomendou aos portugueses que estão na região do Médio Oriente que cumpram as recomendações das autoridades locais, permaneçam em casa, e, em caso de emergência, contactem as embaixadas ou consulados.
As recomendações foram feitas na sequência dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão e da consequente reação de Teerão, que respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e países vizinhos, como Bahrein, Arábia Saudita e Qatar.
Contactado pela agência Lusa, um porta-voz do ministério assegurou que o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, e o Gabinete de Emergência Consular estão, desde o início do dia, a contactar todos os embaixadores dos países da região.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram hoje de manhã um ataque conjunto ao Irão, que atingiu a capital, Teerão.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos (EUA) iniciaram "grandes operações de combate no Irão" e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo "eliminar uma ameaça existencial representada" pelo regime iraniano.
O Irão já respondeu, entretanto, lançando mísseis sobre a base militar norte-americana no Bahrein e tentando atacar o Qatar, que conseguiu intercetar os mísseis.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português adiantou ainda ter emitido conselhos aos portugueses residentes para se manterem em casa, evitando deslocações desnecessárias.
"Em caso de necessidade especial, [devem] contactar as embaixadas ou o Gabinete de Emergência Consular e estar atentos a toda a informação, em particular à que é facultada pelas embaixadas, assim como cumprir as recomendações das autoridades locais", avançou.
Numa publicação feita hoje de manhã nas redes sociais, o MNE já tinha assegurado estar a "acompanhar ao minuto" os desenvolvimentos da situação no Irão, garantindo que "prioridade é a segurança dos cidadãos portugueses".
EUA encerram embaixada no Bahrein no domingo
"Em virtude dos ataques com mísseis contra o Bahrein no dia 28 de fevereiro, a Embaixada dos EUA no Bahrein estará encerrada no domingo, 1 de março de 2026", afirmou a embaixada num comunicado divulgado no dia X.
"Cancelámos todos os atendimentos consulares agendados e de emergência para domingo, 1 de março de 2026. Informaremos o público quando a embaixada retomar as suas operações normais", acrescentou.
Hamas condena "agressão americano-sionista" contra o Irão
"O Hamas condena nos termos mais veementes possíveis a agressão americano-sionista contra a República Islâmica do Irão e afirma que constitui um ataque direto contra toda a região, bem como um ataque à sua segurança, estabilidade e soberania", refere um comunicado do movimento.
MNE de Omã consternado com ataques dos EUA e Israel
“Estou consternado. As negociações ativas e sérias foram mais uma vez prejudicadas. Nem os interesses dos Estados Unidos nem a causa da paz global são bem servidos por isso. E rezo pelos inocentes que sofrerão. Exorto os Estados Unidos a não se deixarem envolver ainda mais. Esta não é a vossa guerra", escreveu Badr Albusaidi nas redes socias.
I am dismayed. Active and serious negotiations have yet again been undermined. Neither the interests of the United States nor the cause of global peace are well served by this. And I pray for the innocents who will suffer. I urge the United States not to get sucked in further.…
— Badr Albusaidi - بدر البوسعيدي (@badralbusaidi) February 28, 2026
Quatro mortos na Síria após míssil iraniano atingir prédio na cidade de Sweida
O som de aviões de guerra foi ouvido repetidamente nos céus da Síria no sábado, depois de os Estados Unidos e Israel terem anunciado uma operação militar contra o Irão.
Dezenas de mísseis intercetores foram vistos nos céus de Damasco, segundo duas testemunhas.
Israel ordena encerramento de escolas e transfere doentes de hospitais para abrigos
A polícia desaconselhou as deslocações não essenciais para permitir a livre circulação de veículos de segurança e de emergência.
Arábia Saudita condena ataques iranianos a nações do Golfo
A Arábia Saudita condenou a "agressão iraniana flagrante" contra o Bahrein, o Catar, o Kuwait, a Jordânia e os Emirados Árabes Unidos, que sofreram ataques de retaliação.
Jornalistas da agência noticiosa AFP relataram esta manhã várias explosões na capital saudita, Riade, embora as autoridades não se tenham pronunciado sobre o assunto.
Macron diz que França está pronta para mobilizar recursos para proteger "parceiros mais próximos"
The outbreak of war between the United States, Israel, and Iran carries grave consequences for international peace and security.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) February 28, 2026
At this decisive moment, every measure is being taken to ensure the security of our national territory, our citizens,…
"Direito legítimo de autodefesa". Irão emite comunicado aos países do Golfo
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que o país utilizará todos os seus meios militares, em conformidade com o seu direito de autodefesa, para se proteger.
Araghchi "recorda" ainda a estes países "a sua responsabilidade de impedir o uso indevido das suas instalações e territórios" pelos Estados Unidos e por Israel para fins de ataque, segundo o comunicado.
Autoridades do Bahrein retiram habitantes da zona de Juffair
O ministro do Interior do Bahrein informou que iniciou a retirada dos residentes da zona de Juffair, a sudeste da capital Manama, onde se encontra uma base naval norte-americana que foi alvo de um ataque com o míssil iraniano.
Ataque em escola iraniana. Número de mortos sobe para 40
Um ataque israelita atingiu este sábado uma escola primária feminina em Minab, cidade na província de Hormozgan, no sul do Irão. O balanço anterior era de 24 mortos.
Líderes mundiais pedem "máxima contenção" e proteção dos civis
Os presidente da Comissão Europeia e do Conselho Europeu expressaram "grande preocupação" após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, apelando à "máxima contenção" e à salvaguarda da segurança regional e nuclear.
The developments in Iran are greatly concerning. We remain in close contact with our partners in the region.
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) February 28, 2026
We reaffirm our steadfast commitment to safeguarding regional security and stability.
Ensuring nuclear safety and preventing any actions that could further escalate…
Já o gabinete da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, manifesta solidariedade para com a população civil do Irão, afirmando que continua a exigir o respeito pelos direitos civis e políticos.
O gabinete acrescenta que Meloni irá consultar aliados e líderes regionais para apoiar os esforços para aliviar as tensões.
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirma que o seu país "está ao lado do corajoso povo do Irão na sua luta contra a opressão" e apoia os EUA nos esforços para impedir que o Irão obtenha uma arma nuclear.
Antes, um porta-voz do governo britânico afirmou que o país "não deseja uma escalada para um conflito regional mais amplo", acrescentando: "estamos prontos para proteger os nossos interesses".Australia stands with the brave people of Iran in their struggle against oppression.
— Anthony Albanese (@AlboMP) February 28, 2026
For decades, the Iranian regime has been a destabilising force, through its ballistic missile and nuclear programs, support for armed proxies, and brutal acts of violence and intimidation.
Iran…
Pelo menos 24 mortos em ataque israelita contra escola no sul do Irão
Moscovo denuncia "aventura perigosa" que ameaça mergulhar a região em "catástrofe"
O Ministério russo dos Negócios Estrangeiros diz que estes ataques visam "destruir" a liderança iraniana por esta se recusar a submeter-se às forças norte-americanas e israelitas.
"As intenções dos agressores são claras e declaradas abertamente: destruir a ordem constitucional e o governo de um Estado que lhes é indesejável e que se recusa a submeter-se aos ditames da força e da hegemonia", adianta.
Líder supremo e o presidente do Irão foram alvos dos ataques dos EUA e de Israel
O líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos dos ataques conjuntos entre os EUA e Israel, informou um responsável israelita ao jornal Times of Israel.
Acredita-se que Khamenei não esteja em Teerão e tenha sido levado para um local seguro.
A agência de notícias iraniana Tasnim noticiou que Pezeshkian está "de plena saúde", citando uma fonte próxima da presidência.
Catar condena "flagrante violação" da soberania após ataques iranianos
Foram ouvidas várias explosões em Doha nas últimas horas.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros expressou "a sua firme condenação ao ataque com misseis balísticos iranianos contra o território catari".
O Catar considera este ataque uma "flagrante violação da sua soberania nacional" e que "reserva-se no direito de responder a este ataque".
Um civil morreu nos EAU após ataques iranianos
A morte foi provocada pela queda de "detritos de mísseis numa zona residencial" de Abu Dhabi. O civil que morreu tinha nacionalidade asiática.
Teerão lançou uma série de ataques a várias bases norte-americanas em resposta aos ataques de Israel e Estados Unidos em território iraniano.
Explosões ouvidas em Riade
De acordo com dois jornalistas da agência France Presse, ouviu-se um forte estrondo seguido de várias explosões na capital da Arábia Saudita.
Na sequência dos ataques israelitas e norte-americanos, a Guarda Revolucionária do Irão confirmou o lançamento de ataques contra bases norte-americanas no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, sem no entanto referir a Arábia Saudita.
Lufthansa e Turkish Airlines suspendem voos para vários países do Médio Oriente
Suspendeu também os voos de e para o Dubai e Abu Dhabi pelo menos até domingo.
Também a Turkish Airlines cancelou voos para o Líbano, Síria, Iraque, Irão e Jordânia até 2 de março.
Os voos desta companhia aérea para o Qatar, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Omã também foram suspensos este sábado.
Generais norte-americanos em Mar-a-Lago com Trump
Irão insta cidadãos a sair das principais cidades alvo de ataques
Um grande êxodo de Teerão ocorreu durante a guerra de 10 dias, em junho passado, com muitos a dirigirem-se para visitar familiares no interior.
É também possível que as autoridades estejam preocupadas com o retomar dos protestos de rua, uma vez que a diáspora tem vindo a convocar manifestações para que sejam reiniciadas.
“De acordo com informações obtidas a partir destes dois regimes corruptos, as suas operações continuarão em Teerão e em algumas outras cidades. Por isso, na medida do possível, mantendo a calma, viajem para outros centros e cidades, se possível, para se protegerem das malícias destes dois regimes”, afirma o comunicado.
O governo insiste que "preparou tudo o que a sociedade precisa e não há preocupação com o abastecimento de bens essenciais. As pessoas devem evitar aglomerações em centros comerciais, pois isso pode representar riscos".
Segundo o comunicado, “as escolas e universidades permanecerão encerradas até novo aviso, os bancos continuarão a funcionar e os organismos governamentais operarão a 50% da capacidade".
Guarda Revolucionária do Irão confirma que atacou a Quinta Frota dos EUA no Bahrein
Portuguesa em Israel relata a situação que se vive em Telavive
Europa coordena-se com países árabes para explorar caminhos diplomáticos
Kallas disse ainda ter conversado com o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, e que a rede consular europeia está empenhada em facilitar a saída de cidadãos da UE.
"O pessoal não essencial da UE está a ser retirado da região", acrescentou Kallas.
Irão ataca bases dos EUA no Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein
O Ministério da Defesa do Catar afirmou ter intercetado todos os mísseis disparados contra o seu território, enquanto foram reportadas explosões na capital Doha, segundo a agência noticiosa Reuters.
O Bahrein confirmou que a Quinta Frota da Marinha dos EUA, em Manama, foi alvo de um ataque.
Embaixada de Portugal em Telavive cria linha de emergência consular
Teerão anuncia primeira vaga de mísseis e drones contra Israel
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou o início de uma primeira vaga de ataques com mísseis e drones contra Israel, em retaliação a operações aéreas das forças israelitas e norte-americanas contra o Irão.
"Começou a primeira vaga de amplos ataques com mísseis e drones da República Islâmica do Irão em direção aos territórios ocupados", disse a Guarda Revolucionária num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.
A força armada que protege o regime teocrático de Teerão disse que se trata da "resposta à agressão do inimigo hostil e criminoso contra a República Islâmica do Irão".
As sirenes antiaéreas foram acionadas em Jerusalém e noutros pontos do centro de Israel, pouco depois de os Estados Unidos e as forças israelitas terem lançado uma série de operações aéreas contra diversos alvos no Irão.
As ligações à Internet e a rede telefónica encontravam-se cortadas no Irão, segundo a EFE.
Até ao momento, as autoridades não apresentaram um balanço de danos ou de vítimas resultantes dos ataques aéreos.
Canadá relocaliza parte do seu pessoal diplomático deslocado em Telavive
O Canadá anunciou que irá realojar temporariamente parte do seu pessoal diplomático em Telavive, em Israel, devido às "tensões persistentes" no Médio Oriente, após ameaças de ataques norte-americanos ao Irão.
Otava "tomou a decisão de transferir temporariamente o pessoal não essencial e os dependentes de Telavive. Este processo está em curso. A embaixada do Canadá em Israel permanece aberta e os serviços consulares estão disponíveis", indica um comunicado.
Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Finlândia, China, entre outros países, retiraram pessoal diplomático deslocado na região, incluindo no Irão e em Israel, e emitiram avisos de alerta aos seus cidadãos para se retirarem ou evitarem viajar para a região, perante e iminência de um ataque por parte dos Estados Unidos, que concentrou um importante dispositivo militar no Médio Oriente e Golfo Pérsico.
Lusa/Fim
Presidente iraniano está em "perfeitas condições de saúde"
"Cabe salientar que, há algumas horas, zonas de Teerão foram alvo de um ataque aéreo americano-sionista", acrescentaram.
"Sem linhas vermelhas" na resposta aos ataques
Um alto responsável iraniano afirmou que não haverá "linhas vermelhas" na resposta do regime aos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão.
"A nossa resposta será pública e não há linhas vermelhas... Todos os ativos e interesses americanos e israelitas no Médio Oriente tornaram-se alvos legítimos".
Voos suspensos e espaço aéreo fechado
Várias companhias aéreas suspenderam os voos de e para Israel, Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e Amã, na Jordânia, com efeitos imediatos até 7 de março.
Israel cancelou todos os voos civis e fechou o seu espaço aéreo.
Irão fechou espaço aéreo
Sirenes de alerta soam no Bahrein
Netanyahu afirma que ataques vão permitir aos iranianos derrubar o regime do ayatollah
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, fez um discurso à nação, afirmando que os ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irão permitirão ao povo iraniano derrubar o regime e estabelecer um "Irão livre e pacífico".
Para Benjamin Netanyahu , “é tempo de todo o povo do Irão – persas, curdos, azeris, balúchis e akhvakhs – se livrar do fardo da tirania e construir um Irão livre e pacífico”.
Netanyahu afirmou que a operação permitirá ao povo iraniano "tomar as rédeas do seu próprio destino".
EUA denominam ataques ao Irão de "Operação Fúria Épica"
MNE português a acompanhar desenvolvimento da situação "ao minuto"
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português disse hoje estar a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos da situação no Irão, depois dos Estados Unidos terem iniciado ataques aéreos numa operação conjunta com Israel.
Trump anuncia "grande operação de combate"
O Presidente dos Estados Unidos anunciou hoje que o seu país iniciou "grandes operações de combate no Irão" e que o objectivo é "eliminar ameaças iminentes".
"A hora da vossa liberdade está ao alcance das mãos", disse Donald Trump através da rede social Truth Social, confirmando o envolvimento dos EUA no ataque ao Irão.
Segundo Trump, o objetivo é "eliminar ameaças iminentes" do regime iraniano.
Sobre o programa nuclear do país, o presidente dos Estados Unidos disse que o Irão continua a desenvolvê-lo e que planeia mísseis capazes de atingir os Estados Unidos. "Nunca terão a arma nuclear", afirmou.
Dirigindo-se ao povo do Irão, Trump disse para se proteger e para não deixar passar o que considerou uma oportunidade.
"Agora é tempo de controlarem o vosso destino", apelou.
Trump acrescentou que os militares iranianos poderão ter "imunidade" se baixarem as armas e que a outra opção é a "morte certa".
EUA declararam Irão como "Estado patrocinador de detenções indevidas"
Numa publicação nas redes sociais, Rubio revela que "durante décadas, o regime iraniano deteve cruelmente cidadãos norte-americanos para usá-los como moeda de troca política".
Apelou por isso à libertação imediata de todos os cidadãos detidos injustamente.
Meios iranianos reportam explosões no centro e norte de Teerão
Os meios de comunicação iranianos noticiaram hoje pelo menos três explosões no centro e norte de Teerão, pouco depois de Israel ter anunciado que tinha lançado ataques contra a República Islâmica.
O Ministério da Defesa israelita informou que Israel lançou um "ataque preventivo contra o Irão" para "eliminar as ameaças" ao seu país, após o que os alarmes antimísseis soaram no território israelita.
"Espera-se um ataque com mísseis e drones contra o Estado de Israel e a sua população civil no futuro imediato", informou a Defesa iraelita num comunicado enviado às 8:15, hora local (6:15 TMG), no qual indicou que o ministro da Defesa, Israel Katz, declarou estado de emergência em todo o país.
No documento em que Katz declara o estado de emergência, partilhado pelo departamento de que é titular, estabelece-se uma duração do mesmo de 48 horas.
Coincidindo com o anúncio do ataque, todos os telemóveis em Israel emitiram um "alerta de emergência extrema", avisando a população para procurar abrigos próximos e evitar deslocações desnecessárias, o mesmo que soou quando o governo israelita atacou o Irão em junho de 2025, após o que começou a chamada guerra dos 12 dias.
Em cidades como Jerusalém, onde se ouviu durante a manhã o sobrevoo de aviões, os alarmes antiaéreos dispararam.
O ataque ocorre numa situação de alta tensão regional, após semanas de ameaças dos Estados Unidos de uma ação militar no país persa.
Ataque de Israel a Teerão atinge zona próxima dos escritórios do líder supremo
Teerão, 28 fev 2026 (Lusa) - Israel lançou hoje um ataque diurno contra a capital do Irão, onde nuvens de fumo subiram no norte e centro da cidade, numa zona aparentemente próxima dos escritórios do líder supremo, aiatola Ali Khamenei.
Não é claro se Khamenei, de 86 anos, estava nos escritórios no momento do ataque, sendo que não é visto em público há dias, desde que as tensões com os Estados Unidos começaram a aumentar.
Mas o ataque ocorre no momento em que os Estados Unidos reuniram uma vasta frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irão a chegar a um acordo sobre o seu programa nuclear.
O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, descreveu o ataque como tendo sido feito "para eliminar ameaças", sem acrescentar detalhes.
Em Teerão, testemunhas, entre as quais jornalistas da agência France Presse, ouviram as explosões, que a televisão estatal iraniana noticiou posteriormente, sem indicar a causa.
Ao mesmo tempo, as sirenes de emergência soaram em todo o território de Israel. As forças armadas israelitas afirmaram ter emitido um "alerta proativo para preparar a população para a possibilidade de lançamento de mísseis contra o Estado de Israel".
Entretanto, novas explosões atingiram Teerão depois de Israel ter anunciado que estava a atacar o país, segundo a agência Associated Press. As autoridades iranianas não divulgaram informações sobre eventuais vítimas dos ataques.
O Irão fechou de imediato o seu espaço aéreo, depois de Israel ter lançado o ataque. O aviso aos pilotos foi emitido quando as primeiras explosões ecoaram por Teerão.
As forças armadas dos EUA recusaram-se a comentar o ataque, avança ainda a AP.
Israel diz ter lançado um ataque contra o Irão na noite de sábado
A ofensiva surge depois de 12 dias de conflito, em junho do ano passado, e após vários avisos de Telavive e dos Estados Unidos sobre o alegado programa nuclear iraniano
As negociações com os Estados Unidos foram retomadas este mês. O Irão diz estar disposto a reduzir o programa nuclear mas não acedeu a todas as exigências feitas.
Omã garante que Teerão aceitou não armazenar urânio enriquecido
O Irão aceitou não armazenar urânio enriquecido, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, num acordo que descreveu como um avanço nas negociações com os Estados Unidos.
"Isto é algo completamente novo, que realmente torna o argumento do enriquecimento menos relevante, porque agora estamos a falar da ausência de armazenamento", frisou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr Albusaidi, à CBS News.
O ministro, cujo país mediou as negociações entre os Estados Unidos e o Irão em Genebra na quinta-feira, afirmou que todas as questões relacionadas com um acordo poderiam ser resolvidas "de forma amigável e abrangente" dentro de três meses.
Estas negociações são vistas como uma das últimas hipóteses de evitar uma guerra, após ameaças de ataques dos EUA contra o Irão e um significativo destacamento militar americano no Médio Oriente.
"Se o objetivo final é garantir para sempre que o Irão não pode adquirir uma arma nuclear, penso que resolvemos esta questão através destas negociações, concordando com um avanço muito importante que nunca tinha sido alcançado antes", apontou.
"Acredito que se soubermos aproveitar esta oportunidade e tirar o máximo partido dela, um acordo estará ao nosso alcance", acrescentou.
Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, o Irão não poderá armazenar urânio enriquecido e haverá verificações.
Acrescentou ainda que o Irão reduzirá a sua reserva atual "ao nível mais baixo possível".
Acusando Teerão, que nega a acusação, de procurar adquirir uma arma nuclear, os Estados Unidos insistem na proibição total do enriquecimento de urânio, dado que o Irão tem defendido até ao momento o seu direito aos programas nucleares civis.
Mas "se não se pode armazenar material enriquecido, não se pode fabricar uma bomba", sublinhou Badr Albusaidi à CBS.
Também hoje, o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que não está "nada satisfeito" com o progresso das negociações em curso com o Irão, mas ainda não tomou uma decisão sobre um ataque militar contra a República Islâmica.
Donald Trump indicou que haverá "mais discussões hoje", mas não deu detalhes, remetendo declarações para mais tarde, num momento em que o Irão continua sob ameaça de um ataque norte-americano.
"Ainda não tomámos uma decisão final", afirmou o líder republicano, ao insistir que a República Islâmica "não pode ter armas nucleares".
Questionado sobre a possibilidade de Washington forçar uma mudança de regime em Teerão, Trump negou igualmente que tenha sido tomada qualquer decisão nesse sentido, afirmando apenas de modo evasivo que "pode acontecer, pode não acontecer".
Os Estados Unidos e o Irão realizaram na quinta-feira a terceira ronda de negociações nucleares em Genebra, que Teerão considerou ter resultado em "bons progressos", enquanto Washington se manteve praticamente em silêncio.
Ambos os lados concordaram com outra reunião na segunda-feira em Viena, sede da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
Avanço nas negociações. Irão aceita deixar de armazenar urânio enriquecido
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, que está a mediar as negociações entre Estados Unidos e Irão, anunciou esta sexta-feira que Teerão deixou cair uma exigência que mantinha desde há várias décadas: assegurar o armazenamento de urânio enriquecido no país.
Numa altura em que a Administração Trump avalia um eventual ataque contra o Irão, o governante omani sublinha que os negociadores norte-americanos e iranianos fizeram um “progresso substancial” e que poderá ser alcançado um “acordo de paz”.
O MNE de Omã adiantou à CBS que o Irão concordou em deixar de ter urânio enriquecido ao nível necessário para preparar uma bomba nuclear e em “converter em combustível” os stocks de urânio enriquecido existentes no país.
Albusaidi acrescentou que Teerão está disponível para dar aos inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) um “acesso total” às suas instalações nucleares.
"Não haverá acumulação, não haverá armazenamento e haverá uma verificação completa", afirmou.
"Se o objetivo final é garantir para sempre que o Irão não pode ter uma bomba nuclear, acredito que resolvemos esta questão através destas negociações, concordando com um avanço muito importante, nunca antes alcançado", disse o chefe da diplomacia de Omã.
Em declarações aos jornalistas esta sexta-feira durante uma viagem para o Texas, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o Irão deveria abdicar de enriquecer urânio.
"Não há necessidade de enriquecer quando se tem tanto petróleo, por isso não estou satisfeito com as negociações. (…) Nada de enriquecimento. Nem a 20 por cento, nem a 30 por cento", afirmou Trump.
O presidente dos Estados Unidos adiantou ainda que "por vezes é preciso usar a força". Washigton tem, por esta altura, o maior destacamento militar no Médio Oriente desde a invasão do Iraque, em 2003. Para além de mais de 30 mil militares estacionados nesta zona do globo, deslocou ainda uma armada gigantesca, com os porta-aviões USS Gerald Ford - o maior do mundo - ou o USS Abraham Lincoln a aproximarem-se do território iraniano.
Neste contexto, a agência Reuters teve acesso esta sexta-feira a um relatório que indica que o Irão manteve no complexo nuclear de Isfahan o urânio enriquecido necessário para o fabrico de uma bomba nuclear.
O documento, elaborado pela Agência Internacional de Energia Atómica, estima que grande parte do urânio enriquecido de Teerão escapou aos ataques de Israel e Estados Unidos na guerra dos 12 dias, em junho de 2025.
Segundo este relatório, o Irão terá neste local urânio enriquecido até 20 por cento e 60 por cento com níveis elevados de concentração de U-235. Para se alcançar uma bomba nuclear, é necessário um enriquecimento a 90 por cento.
De recordar que o acordo alcançado em 2015 permitia que o país enriquecesse urânio até 3,67 por cento, o que permitia ao país usar a energia nuclear para fins civis mas manter-se ao mesmo tempo distante dos níveis necessários para a bomba nuclear.
Trump insatisfeito com rumo das negociações com o Irão
Donald Trump diz que não tomou ainda uma decisão final sobre um ataque ao Irão.
Foto: Elizabeth Frantz - Reuters
O encontro terminou sem acordo.
Vários países estão já a retirar pessoal diplomático e a aconselhar os cidadãos a saírem do Irão e de Israel.