EM DIRETO
EUA atacam Venezuela e capturam Nicolás Maduro e a mulher. Acompanhe aqui em direto

Merkel reconhece que quadro da pandemia na Alemanha é dramático

A chanceler alemã advertiu esta quarta-feira para o que descreveu como uma situação “dramática” da pandemia da Covid-19 no seu país. No dia em que a Alemanha reportou mais 52.826 casos, diagnosticados em 24 horas, Angela Merkel reforçou os apelos à vacinação.

Carlos Santos Neves - RTP /
“Não é tarde de mais para optar por uma primeira dose da vacina” Clemens Bilan - EPA

Mais 52.826 infeções e 294 mortes associadas à Covid-19, desde terça-feira, empurram os totais acumulados desde o início da pandemia na Alemanha para 5.129.950 casos e 98.274 óbitos. Foi este o ponto de partida para um apelo de Angela Merkel à vacinação por parte de quem se mantém cético.

“Não é tarde de mais para optar por uma primeira dose da vacina”, exortou a chanceler alemã, ao intervir diante de um congresso de presidentes de câmara alemães.

A incidência da Covid-19 a sete dias na Alemanha disparou para mais de 300 casos por 100 mil habitantes. Só na região da Saxónia, atingiu os 759 casos.
“Todos os que se vacinarem protegem-se e protegem os outros. E se um número suficiente de pessoas se vacinar, esse é o caminho para a saída da pandemia”, acentuou a governante.
Mercados de Natal em risco
A agência France Presse dava esta quarta-feira conta de um sentimento de apreensão entre os comerciantes dos tradicionais mercados de Natal alemães. A cinco dias da abertura ao público, a preocupação cresce.

“Eu não consigo descrever o que estamos a viver. Não dormimos à noite, estamos nervosos e tensos”, afirmou à AFP Karin Hantsche, que há 32 anos vende pão no mais antigo mercado de Natal da Alemanha, em Dresden, no leste do país.

Em Munique foi já anunciado o cancelamento do respetivo mercado de Natal, um dos maiores do país. A Baviera é uma das regiões mais atingidas pela propagação do SARS-CoV-2.

Karin Hantsche, cuja empresa fatura 50 por cento dos lucros na época natalícia, um fecho do mercado de Dresden constituiria um verdadeiro desastre, ao qual “ninguém sobreviveria”.

c/ agências

PUB