Netanyahu acusa mayor de Nova Iorque de "incitamento ao ódio" após ameaça de prisão

Netanyahu acusa mayor de Nova Iorque de "incitamento ao ódio" após ameaça de prisão

O primeiro-ministro israelita acusou o presidente da Câmara de Nova Iorque de "incitamento ao ódio", uma semana depois de Zohran Mamdani ter afirmado que Benjamin Netanyahu é "um criminoso de guerra" e que deveria ser detido caso visitasse a cidade norte-americana para participar na Assembleia Geral da ONU.

Andreia Martins - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Ronen Zvulun - Reuters

Benjamin Netanyahu insistiu no domingo que pretende estar em Nova Iorque, em setembro, para discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas, e criticou as palavras do mayor da cidade. 

"Ele deveria ser o presidente da câmara de todos os nova-iorquinos – judeus, cristãos, muçulmanos, toda a gente", disse Netanyahu em entrevista à Fox News. "Mas está a tentar colocar um grupo contra o outro”
, acrescentou. 

Na semana passada, em entrevista ao New York Times, Zohran Mamdani considerava que o primeiro-ministro israelita “devia estar em Haia” e que “é um criminoso de guerra acusado pelo Tribunal Penal Internacional”. 

“Faremos tudo o que a lei me permitir fazer na cidade de Nova Iorque”, afirmava então.

Posteriormente, o mayor de Nova Iorque eleito em novembro de 2025 assumiu que não poderia decidir a detenção de Benjamin Netanyahu, mas lançou um apelo às autoridades federais norte-americanas. 

"Peço ao Governo federal que se junte ao Tribunal Penal Internacional e que execute tanto este mandado como qualquer outro mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional", disse Mamdani. 

Em 2024, o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandato de captura contra Benjamin Netanyahu com acusações de crimes contra a humanidade e crimes de guerra devido à guerra de Israel em Gaza após os ataques de 7 de outubro de 2023, desencadeados pelo Hamas. 

No domingo, Netanyahu insistiu que pretende discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro e considerou que as acusações do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra si são "falsas". 

Afirmou mesmo que tais acusações só servem para desviar atenções das alegações de má conduta sexual contra o principal o principal procurador do TPI, destituído do cargo na passada sexta-feira

Entretanto, ainda antes de setembro, o primeiro-ministro israelita viaja esta segunda-feira para os Estados Unidos. Estará em Washington D.C para reunir com Donald Trump e também para assistir ao funeral do senador republicano Lindsey Graham. 

Na semana passada, Donald Trump garantia através das redes sociais que Benjamin Netanyahu “não será preso de forma alguma enquanto estiver nos Estados Unidos da América”.
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