O número de refugiados da Ucrânia para países vizinhos atingiu as 875.000 pessoas, desde o início da invasão russa, de acordo o último balanço realizado pelo Alto Comissário para os Refugiados das Nações Unidas, Filippo Grandi.
"Como o número de refugiados da Ucrânia que fugiram para países vizinhos atinge os 875.000, vou à Roménia numa visita que me levará também à Moldova e à Polónia nos próximos dias -- para avaliar a situação dos refugiados e garantir apoio dos governos anfitriões do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados)", escreveu no Twitter.
O governador do Banco de Portugal avisa que a crise gerada pela guerra na Ucrânia pode arrastar a Zona Euro para uma fase de estagnação económica e de inflação alta.
Mário Centeno diz que tudo dependerá da duração do conflito e admite, ainda, que as sanções podem ser devastadoras para a economia russa.
A comissária europeia Elisa Ferreira admite que a União Europeia está sensível ao pedido do presidente ucraniano para integração imediata da Ucrânia na família europeia, mas sublinha que a prioridade, nesta altura, deve ser travar a ação da Rússia.
Numa entrevista à RTP, a responsável pela pasta da Coesão e Reformas considerou também que as sanções aplicadas estão a ser bastantes eficazes.
Há portugueses e ucranianos a oferecerem-se para ajudar o exército da Ucrânia. Quem o diz é uma associação recém-formada pela comunidade ucraniana em Portugal, que se disponibiliza para transportá-los até à fronteira polaca.
Esta associação já conseguiu enviar ajuda humanitária em 20 camiões e prepara a chegada de refugiados de guerra, com a ajuda do Governo português.
Dezenas de russos e bielorrussos que estão em Portugal juntaram-se em Lisboa para mostrar apoio à Ucrânia e divulgar formas de ajudar o país.
São de diferentes nacionalidades, mas em comum têm o facto de não se reverem no que os governos dos dois países estão a fazer.
Alguns oligarcas russos começam a falar, cautelosamente, contra a guerra a invasão da Ucrânia, numa altura em que enfrentam sanções que ameaçam as suas mansões em Londres, iates e vagas para os filhos em escolas europeias de elite.
Tem havido mensagens nas redes sociais a pedir paz, uma imagem de uma figura da oposição assassinado e até um editorial de um jornal a exigir que o presidente, russo, Vladimir Putin, "pare com esta guerra".
Enquanto as forças russas atacam cidades ucranianas, os sentimentos podem não ser surpreendentes e vêm de russos ricos, incluindo bilionários próximos do Kremlin.
A delegação russa já chegou ao local onde, esta quinta-feira, vai decorrer a segunda ronda negocial em busca da paz.
Os responsáveis russos disseram que a delegação ucraniana já saiu de Kiev e está agora a caminho do local das negociações.
"Muito provavelmente chegarão aqui pela manhã. Entendemos as suas dificuldades logísticas", indicou o lado russo.
A notícia está a ser avançada pelo jornal ucraniano Kyiv Independent que, minutos antes, tinha também avançado que soaram as sirenes em Kiev, alertando para o risco de ataques aéreos e para a necessidade de as pessoas procurarem abrigos.
Entretanto foi ainda confirmada a notícia de que a Rússia assumiu o controlo da cidade de Kherson, no Mar Negro.
O bilionário russo Alisher Usmanov foi sancionado pela União Europeia e dois dias depois o seu iate Dilbar, avaliado em quase 600 milhões de dólares (537 milhões de euros), foi apreendido pelas autoridades alemãs, noticia hoje a Forbes.
De acordo com três fontes da indústria de iates, um dos bens mais valiosos de Usmanov, o iate Dilbar, de 512 pés, foi apreendido pelas autoridades alemãs na cidade de Hamburgo, no norte.
A embarcação estava nos estaleiros de Hamburgo da empresa alemã de construção naval Blohm+Voss desde o final de outubro para uma operação de reforma.
Fontes que falaram com a Forbes disseram que o governo alemão congelou o ativo e que, provavelmente como resultado, os funcionários da Blohm+Voss que trabalhavam no iate não apareceram hoje para trabalhar.
O procurador-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI) revelou hoje que já iniciou a recolha de provas sobre alegados "crimes de guerra" e "crimes contra a humanidade" na Ucrânia depois de receber informações por parte de 39 países, incluindo Portugal.
Karim Khan explicou, em comunicado, que 39 países encaminharam para o TPI informações sobre a situação na Ucrânia.
"Estas comunicações permitem ao meu gabinete prosseguir com a abertura de uma investigação sobre a situação na Ucrânia a partir de 21 de novembro de 2013", pode ler-se no comunicado divulgado no `site` oficial do TPI.
Karim Khan esclareceu que estas comunicações abrangem "quaisquer alegações passadas e presentes de crimes de guerra, crimes contra a humanidade ou genocídio cometidos em qualquer parte do território da Ucrânia por qualquer pessoa".
Os Estados Unidos vão impor sanções económicas "devastadoras" contra a Bielorrússia e à indústria de defesa da Rússia, na sequência das medidas já adotadas após a invasão russa da Ucrânia, divulgou hoje a Casa Branca em comunicado.
As sanções, anunciadas hoje pela Casa Branca, aplicam-se a 22 entidades ligadas ao setor de Defesa russo e impõem ainda restrições às exportações de tecnologia que possam apoiar a capacidade da Rússia em refinar petróleo.
Washington identificou em particular "22 entidades russas" do complexo industrial militar do país que fabrica aeronaves, veículos de infantaria, mísseis e `drones`.
Os ativos destas entidades nos Estados Unidos ficarão congelados e serão banidas de todas as transações com empresas ou pessoas norte-americanas.
A Casa Branca também decidiu interromper as exportações para a Rússia de equipamento e tecnologia necessários para a indústria petrolífera, uma forma de atacar a principal fonte de rendimento do regime liderado por Vladimir Putin.
We have established an emergency hotline for African, Asian and other students wishing to leave Ukraine because of Russia’s invasion.
— Dmytro Kuleba (@DmytroKuleba) March 2, 2022
+380934185684
We are working intensively to ensure their safety & speed up their passage. Russia must stop its aggression which affects us all. pic.twitter.com/HRJPoOI0pg
Em comunicado, o banco disse que não aprovou nenhum novo empréstimo ou investimento na Rússia desde 2014, ano em que a Rússia anexou a região da Crimeia, na Ucrânia. Além disso, a instituição também não aprovou nenhum novo empréstimo à Bielorrússia desde meados de 2020, quando os Estados Unidos impuseram sanções ao país por causa da eleição presidencial.
O Governo sul-africano considerou que a resolução das Nações Unidas que condenou a invasão russa da Ucrânia, é um obstáculo a um ambiente propício de diálogo e mediação, podendo acentuar uma divisão “mais profunda” entre as partes.
“O conflito envolve dois membros das Nações Unidas num conflito armado, que esta organização tem a responsabilidade de prevenir”, referiu Pretória em comunicado.
De acordo com Pretória, as Nações Unidas “devem tomar decisões e ações que levem a um resultado construtivo que conduza à criação de uma paz sustentável entre as partes”. Na ótica do Governo sul-africano, “a resolução que consideramos hoje não cria um ambiente propício à diplomacia, ao diálogo e à mediação”.
“Embora concordemos e apoiemos os esforços envidados pelos Estados-Membros para chamar a atenção da comunidade internacional para a situação na Ucrânia, a África do Sul considera que deveria ter sido dada maior atenção à aproximação das partes ao diálogo”, refere-se na nota.
Para a África do Sul, o texto da resolução da ONU “na sua forma atual poderá criar uma divisão mais profunda entre as partes em vez de contribuir para a resolução do conflito”, acrescentando que “a resolução deveria ter saudado o início das negociações entre as partes”.
A Federação Internacional de Judo (FIJ) anunciou o cancelamento de todas as competições de judo em solo russo, devido à ofensiva militar da Rússia na Ucrânia, mas permitirá aos atletas daquele país competirem sob bandeira neutra.
O cancelamento de todos os eventos expande a decisão já tomada quanto ao Grand Slam de Kazan, marcado originalmente para maio deste ano, mas a opção de não suspender a participação de atletas russos rompe com a linha proposta pelo Comité Olímpico Internacional (COI). A decisão rompe com o que várias outras federações têm anunciado, ao acompanhar apenas o cancelamento de eventos em solo russo.
“A decisão global de sancionar todos os atletas russos, independentemente das opiniões que possam ter expressado, não é considerada justificada”, pode ler-se no comunicado da FIJ.
Assim, os atletas poderão competir “sob a bandeira da federação internacional, bem como o seu logo e hino”, em linha com “a Carta Olímpica” e atletas que sofreram com outros conflitos.
“Qualquer decisão radical de obstruir a participação de atletas em competições desportivas apenas serve para continuar a escalada de violência e alimentar o sentimento de injustiça para desportistas que não participaram em qualquer decisão relativa ao conflito. Não podemos condená-los pelo que se está a passar”, justificam.
O procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) confirmou que vai iniciar "imediatamente" uma investigação aos alegados crimes de guerra cometidos na Ucrânia, após um pedido de 38 dos Estados membros do tribunal.
"Esses pedidos permitem que o meu gabinete avance com a abertura de uma investigação sobre a situação na Ucrânia a partir de 21 de novembro de 2013, abrangendo quaisquer alegações passadas e presentes de crimes de guerra, crimes contra a humanidade ou genocídio cometidos em qualquer parte do território da Ucrânia por qualquer pessoa", afirmou Karim Khan, citado pela Reuters.
Segundo um comunicado partilhado pelo Governo britânico esta quarta-feira, o Reino Unido liderou os esforços para reunir os seus aliados para acelerar a investigação do tribunal sobre crimes de guerra. Este é o maior apelo na história do TPI. Os países pedem que o TPI investigue o uso indiscriminado da força contra civis inocentes pela Rússia, na sua invasão ilegal e não provocada da Ucrânia.
Portugal é um dos países a subscrever ao apelo.
O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) considera que os atletas da Rússia devem ser banidos do desporto, como consequência da invasão daquele país à Ucrânia, e deixou claro que a sua posição é no lado da paz.
"Não há dúvidas sobre a nossa posição nesta guerra: estamos do lado da paz. É responsabilidade do governo russo [a decisão de banir atletas russos do desporto mundial]”, reiterou, em declarações à imprensa, Thomas Bach, que na segunda-feira já tinha apelado às federações desportivas a exclusão dos atletas russos e bielorrussos, após a invasão à Ucrânia.
Para o líder do organismo, esta tomada de posição é “a consequência da violação da trégua olímpica e da carta olímpica" por parte da Rússia, considerando ainda que “uma competição justa não poderá ocorrer se os atletas russos participarem livremente [em provas], enquanto colegas ucranianos são atacados”.
Os países do G7 estão a procurar maneiras de impedir que pessoas ou empresas alvo das sanções contra a Rússia usem criptomoedas para contornar as medidas adotadas, afirmou o ministro das Finanças alemão, Christian Lindner.
"Devemos também tomar medidas para impedir que indivíduos e instituições listadas mudem para criptomoedas não regulamentadas. Também trabalhamos nisso no quadro da presidência alemã do G7", acrescentou Lindner, citado em comunicado.
Desde que os Estados Unidos e os seus aliados ocidentais implementaram uma série de sanções dirigidas ao setor bancário e à moeda russa, após a invasão da Ucrânia na semana passada, as compras de criptomoedas em rublos atingiram um nível recorde. Os russos migraram para criptoativos na esperança de encontrar um porto seguro, como a 'bitcoin', que opera numa rede descentralizada.
Com efeito, nenhuma entidade central pode ser sancionada e impedir o acesso dos utilizadores aos critpoativos. O ministro alemão não detalhou que medidas foram planeadas para limitar o recurso a estas moedas digitais.
As Nações Unidas confirmaram, em comunicado, que já morreram 227 civis e ficaram feridos 525 na Ucrânia, desde o início do conflito.
"A maioria dessas baixas foi causada pelo uso de armas explosivas com uma ampla área de impacto, incluindo artilharia pesada e sistemas de foguetes de lançamento múltiplo, e ataques aéreos", disse a organização no comunicado divulgado esta quarta-feira, citado pela Reuters.
Contudo, a ONU acredita que o número verdadeiro é "consideravelmente maior", especialmente em território controlado pelo governo nos últimos dias, devido a atrasos nos relatórios em algumas áreas onde ocorreram intensas hostilidades.
O chefe de diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, acusou o presidente da Rússia de ter uma “retórica provocante” sobre armas nucleares, considerando esse discurso de Vladimir Putin “um pináculo da irresponsabilidade”. Esta retórica “é perigosa, aumenta o risco de conflito e deve ser evitada”, sublinhou o secretário de Estado norte-americano em conferência de imprensa.
Antony Blinken considerou também que o custo de vidas humanas devido à invasão russa da Ucrânia já é “impressionante” e que irá “continuar a crescer”. As infraestruturas destruídas pelos ataques russos "não são alvos militares", lamentou o governante norte-americano.
No pior cenário traçado pela Organização Internacional para as Migrações, entre um e três milhões de ucranianos podem abandonar o país devido à guerra. A duração do conflito e as operações militares vão influenciar o número total de refugiados. Os dados são avançados à RTP pelo diretor-geral da organização, António Vitorino.
O presidente norte-americano chamou Vladimir Putin de ditador no seu primeiro discurso sobre o Estado da União. Joe Biden anunciou novas sanções, como a exclusão da Rússia do espaço aéreo americano. E prometeu uma frente unida contra o Kremlin e contra todas as atrocidades de guerra.
Uma caravana com 23 carrinhas, um autocarro, um camião e dezenas de voluntários saiu de Lisboa com medicamentos, comida e roupa. No regresso trazem refugiados da guerra.
O enviado-especial da RTP José Rodrigues dos Santos dá conta que a coluna militar russa, de 65 quilómetros, está parada "há bastantes horas". Lviv continua ser a porta de saída da Ucrânia para muitos refugiados, numa altura em que volta a ser preocupante a aproximação da grande coluna militar russa da capital Kiev.
As caves, estações de metro e abrigos improvisados passaram a ser o lar de famílias com muitas crianças e jovens. Várias maternidades tiveram também de se instalar nas caves dos hospitais. Dezenas de bebés estão agora a ser ventilados em túneis subterrâneos.
Moscovo reivindica o controlo da área da Central Nuclear de Zaporizhzhia e da cidade de Kherson, no sul da Ucrânia. As autoridades ucranianas admitem que a situação nestas regiões está muito complicada.
Ao sétimo dia de guerra, a Rússia admitiu pela primeira vez ter tido baixas no conflito. O Ministério da Defesa anunciou que 498 soldados russos morreram e 1.597 ficaram feridos. Já o governo ucraniano alega que abateu pelo menos 5.840 militares russos.
Por outro lado, o Kremlin adianta ter morto 2.870 soldados ucranianos. Kiev ainda não divulgou números oficiais sobre as suas baixas militares.
Mariupol foi bombardeada esta quarta-feira durante 15 horas consecutivas. As autoridades locais admitem que o número de mortes ultrapasse mais de uma centena.
As autoridades ucranianas admitem que a situação nestas regiões está de facto muito complicada.
Volodymyr Zelensky saudou a aprovação pela Assembleia-Geral da ONU, por esmagadora maioria, da resolução condenando a invasão russa da Ucrânia e instando a Rússia a pôr fim imediato à ofensiva.
"Saúdo a aprovação pela Assembleia Geral das Nações Unidas, por uma maioria de votos sem precedentes, da resolução instando fortemente a Rússia a pôr fim imediato ao traiçoeiro ataque à Ucrânia", escreveu Zelensky na sua conta da rede social Twitter. "Estou grato a todas as pessoas e todos os Estados que votaram a favor. Escolheram o lado certo da história", acrescentou.
1/2 I praise the approval by the #UN GA with an unprecedented majority of votes of the resolution with a strong demand to Russia to immediately stop the treacherous attack on 🇺🇦. I’m grateful to everyone & every state that voted in favor. You have chosen the right side of history pic.twitter.com/1sb0qjxXKs
— Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) March 2, 2022
O chefe de Estado ucraniano referia-se à resolução hoje aprovada por 141 dos 193 Estados-membros da organização que "condena a agressão russa à Ucrânia" e "exige que Moscovo ponha fim à ofensiva e retire imediata e incondicionalmente as suas tropas" e também "condena a decisão da Rússia de aumentar o alerta das suas forças nucleares".
Intitulada "Agressão contra a Ucrânia", a resolução apela ainda ao acesso sem entraves à ajuda humanitária e "lamenta o envolvimento da Bielorrússia" no ataque à Ucrânia.
"Os resultados devastadores para o agressor da votação na ONU mostram de forma convincente que uma aliança global foi formada e está a funcionar. O mundo está connosco. A verdade está do nosso lado. A vitória será nossa!", escreveu ainda Volodymyr Zelensky no Twitter.
Foi ouvida uma forte explosão, esta quarta-feira ao final da tarde, junto à estação central de comboios em Kiev.
Ainda de acordo com uma testemunha local citada pela Reuters, o impacto foi de tal modo violento que fez a terra tremer.
O prédio da estação sofreu pequenos danos e o número de vítimas ainda não foi conhecido, disse, acrescentando que os comboios ainda estão a funcionar.
A cidade de Kharkiv voltou a viver mais um dia de terror. Parte da segunda maior cidade uncraniana está sem gás e eletricidade. Pelo menos 25 pessoas morreram e 120 ficaram feridas.
O primeiro-ministro manifestou hoje à embaixadora da Ucrânia em Portugal a solidariedade do governo português com medidas concretas e concertadas com a União Europeia e NATO e, a nível nacional, para a proteção temporária dos cidadãos deslocados. Esta posição foi transmitida por António Costa na sua conta na rede social Twitter, depois de ter recebido em São Bento a embaixadora ucraniana, Inna Ohnivets, num encontro que durou cerca de uma hora e em que também esteve presente o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.
"Reforcei pessoalmente à embaixadora da Ucrânia em Portugal, Inna Ohnivets, a nossa solidariedade para com o povo ucraniano. Solidariedade com medidas concretas, concertadas com os parceiros europeus e da NATO, mas também a nível nacional para proteção temporária dos deslocados", escreveu o primeiro-ministro português.
Reforcei pessoalmente à Embaixadora da #Ucrânia em #Portugal, Inna Ohnivets, a nossa solidariedade para com o povo ucraniano. Solidariedade com medidas concretas, concertadas com os parceiros europeus e da @NATO mas também a nível nacional para proteção temporária dos deslocados. pic.twitter.com/4QZiZcB897
— António Costa (@antoniocostapm) March 2, 2022
Na mesma mensagem, António Cota adianta que também transmitiu a Inna Ohnivets "uma palavra de confiança à comunidade ucraniana que reside em Portugal".
"Os seus familiares, amigos e conhecidos que entendam que devem procurar em Portugal a segurança e o destino para dar continuidade às suas vidas, são muito bem-vindos", reiterou o líder do executivo português.
No que respeita à atual situação político-militar, o primeiro-ministro insistiu que "as atrocidades e a violação dos direitos humanos e de ameaça à vida dos residentes na Ucrânia devem parar".
"A Rússia deve retirar as suas forças e dar espaço para que o diálogo diplomático prossiga de forma a garantir a paz e a segurança no conjunto da Europa", acrescentou.
Quatro caças russos violaram hoje o espaço aéreo sueco a leste da ilha de Gotland, no mar Báltico, adiantou o Exército, numa altura em que crescem as tensões entre a Rússia e o Ocidente devido à invasão da Ucrânia.
"Dois Sukhoi Su-27 e dois Sukhoi Su-24 violaram o espaço aéreo sueco", disse o Exército da Suécia em comunicado.
"Os Estados Unidos tomarão medidas para responsabilizar a Bielorrússia por permitir a invasão da Ucrânia por Putin", lê-se num comunicado partilhado no site da Casa Branca esta quarta-feira.
O país compromete-se a "enfraquecer o setor de defesa russo e o seu poder militar nos próximos anos, visar as fontes de riqueza mais importantes da Rússia, e banir as companhias aéreas russas do espaço aéreo dos Estados Unidos."
Emmanuel Macron saudou a "coragem do povo ucraniano que resiste às armas" e dirigiu-se ao presidente da Ucrânia expressando o "apoio fraternal da França".
Segundo o presidente francês, Volodimir Zelenskyi é "corajoso" e "é o rosto da honra, da liberdade, da bravura".
"Nem a França, nem a Europa, nem a Ucrânia, nem a Aliança Atlântica queriam esta guerra", continuou Macron. "Pelo contrário, fizemos tudo para a evitar". "Estamos hoje ao lado de todos os russos querecusam que uma guerra indigna seja conduzida em seu nome".
Por essa razão, Macron mantém-se em conversações tanto com Zelenkyi como com Putin, para evitar o alargamento conflito "tanto quanto possível".
"A guerra na Europa já não é uma coisa dos livros de História", continuou. "A democracia (...) está a ser posta em causa. As nossas liberdades e as dos nossos filhos já não são dados adquiridos". "Não estamos em guerra com a Rússia", disse o presidente francês, acrescentando que o conflito criou uma "rutura" na Europa.
A União Europeia celebrou a "derrota moral e diplomática" da Rússia na ONU, enquanto os Estados Unidos e secretário-geral da organização sublinharam que hoje o mundo se exprimiu a "alto e bom som" sobre a invasão russa da Ucrânia. A embaixadora dos Estados Unidos, Linda Thomas-Greenfield, que depois da votação sublinhou que "o mundo falou com uma voz clara e unida".
"Demonstrámos que a Rússia está isolada e sozinha e que os custos continuarão a aumentar até que a Rússia ceda. Afirmámos a Carta das Nações Unidas, comprometemo-nos a abordar a terrível crise dos direitos humanos e humanitários na Ucrânia, e estivemos juntos na batalha pela alma do mundo", afirmou a embaixadora.
O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, destacou "uma grande derrota moral e diplomática para a Rússia".
"Os apelos para que o Kremlin retire imediatamente todas as forças da Ucrânia não podem soar mais alto do que isto. O direito internacional deve e vai prevalecer", escreveu no Twitter.
With 141 votes in favour and only five against, @UN vote is major moral and diplomatic defeat for 🇷🇺.
— Charles Michel (@eucopresident) March 2, 2022
Calls on Kremlin to immediately withdraw all forces from #Ukraine could not sound louder than this.
International law must and will prevail. #WeStandwithUkraine @ZelenskyyUa pic.twitter.com/KxBzHDvXWv
Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, sublinhou que a votação indica que "a comunidade mundial está unida contra a agressão injustificada e não provocada da Rússia contra a Ucrânia".
I very much welcome the adoption of the #UNGA resolution demanding Russia pull its military out of Ukraine.
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) March 2, 2022
The world community is united against the unjustified and unprovoked aggression by Russia against Ukraine.
O Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, congratulou-se com a rejeição "esmagadora" da agressão e com o facto de "o mundo continuar unido na defesa das leis e princípios em que se baseia a paz e a segurança internacionais".
A população ucraniana em Londres continua a protestar contra a invasão russa na Ucrânia. E, segundo a correspondente da RTP no Reino Unido, Roman Abramovich quer vender os seus bens, incluindo o Chelsea.
O Governo moçambicano defendeu hoje a "cessação das hostilidades" no conflito entre Moscovo e Kiev e o relançamento de um "diálogo construtivo", frisando que está em contacto com os moçambicanos que fugiram da Ucrânia devido à invasão russa.
"Apelamos para o exercício da moderação, a proteção da vida humana, a cessação das hostilidades e para o relançamento de um diálogo construtivo entre as partes envolvidas, com vista a uma solução política duradoura", refere uma nota de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, marcando o primeiro posicionamento oficial do Governo moçambicano.
Para o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, a solução do conflito deve ser baseada nos "princípios cardinais da Carta das Nações Unidas, de modo a garantir a coexistência pacífica das partes em conflito", que pode ter "consequências nefastas" para a Europa e para o mundo.
O proprietário do Chelsea, o milionário russo Roman Abramovich, anunciou hoje que vai vender o clube campeão da Europa e do Mundo de futebol, "devido à atual situação" em que a Rússia invadiu a Ucrânia. Num comunicado tornado público pelos londrinos, o milionário de 55 anos confirma a decisão "de vender o clube, por acreditar ser nos melhores interesses de clube, adeptos, funcionários, patrocinadores e parceiros".
Abramovich, de 55 anos, é dono do Chelsea desde 2003 e garante que este processo de venda "seguirá o processo devido e não será acelerado", e não vai exigir o pagamento de "quaisquer empréstimos", ou seja, dinheiro que colocou no clube.
"Nunca foi um negócio, nunca foi pelo dinheiro, mas antes por pura paixão pelo futebol e pelo clube. Instruí a minha equipa a criar uma fundação através da qual todos os lucros líquidos da venda serão doados", explica Abramovich.
Segundo o ainda dono do Chelsea, este dinheiro será doado "a todas as vítimas da guerra na Ucrânia". A decisão, garante, foi "incrivelmente difícil de tomar", mas espera "poder visitar Stamford Bridge uma última vez para dizer adeus".
Joe Biden admitiu, numa conferência de imprensa esta quarta-feira, todos os cenários quanto à possibilidade de proibir a importação de petróleo russo, como retaliação adicional pela invasão da Ucrânia. A admissão do presidente norte-americano surge no momento em que os Estados Unidos adotaram uma série de sanções económicas contra a Rússia, em retaliação pela invasão da Ucrânia, que incluem a interdição do espaço aéreo dos EUA e pesadas medidas contra o banco central russo.
A medida contra a compra de hidrocarbonetos - o recurso mais precioso da economia russa – tem vindo a ser exigida nos Estados Unidos, em particular no setor político próximo do Partido Republicano. Se vier a ser aplicada, terá um forte simbolismo e sem grandes danos para os Estados Unidos, que nas últimas décadas se tornaram um grande produtor de petróleo e quase garantiram a sua autossuficiência energética, ao contrário da Europa, que está muito dependente do gás russo.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos(EUA) encarregou uma dezena de procuradores de processarem "os oligarcas russos corruptos" e todos aqueles que violem as sanções adotadas por Washington contra Moscovo após a invasão da Ucrânia.
"Não pouparemos esforços para investigar, prender e processar todos aqueles cujos atos criminosos permitem ao Governo russo continuar esta guerra injusta", disse o procurador-geral dos EUA, Merrick Garland, num comunicado em que detalha a formação de uma unidade dedicada a estes processos, anunciada no dia anterior pelo Presidente norte-americano, Joe Biden.
Denominada "Kelptocapture", a unidade terá pelo menos dez procuradores, bem como investigadores da polícia federal, mas também fiscais dos impostos ou dos serviços postais. Os procuradores estão encarregues de processar todos aqueles que violarem qualquer uma das sanções impostas à Rússia, em especial as tomadas contra as instituições financeiras russas, por exemplo, através do controlo da utilização de criptomoedas, antes e desde o início das hostilidades na Ucrânia, bem como as medidas que podem ainda vir a ser decididas.
Poderão apreender bens pertencentes a pessoas visadas por sanções se forem resultado de "conduta ilegal", adiantou o Departamento de Justiça (o equivalente ao Ministério da Justiça).
A União Europeia (UE) acrescentou 22 oficiais superiores das forças armadas bielorrussas à lista de individualidades alvo de sanções pelo seu apoio à invasão russa da Ucrânia, anunciou o Conselho.
"O Conselho decidiu hoje impor medidas restritivas específicas, na sequência de ações que minam ou ameaçam a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia, a 22 altos funcionários militares bielorrussos, tendo em conta o seu papel na tomada de decisões e nos processos de planeamento estratégico que levaram ao envolvimento da Bielorrússia na agressão russa contra a Ucrânia", indica em comunicado a instituição europeia na qual estão representados os 27 Estados-membros.
De acordo com o Conselho, com os 22 oficiais da Bielorrússia hoje acrescentados, a lista de pessoas singulares e coletivas alvo de sanções – designadamente congelamento de ativos e proibição de viajar para ou pela UE – no quadro da agressão militar russa à Ucrânia ascende já a 702 indivíduos e 53 entidades.
"O envolvimento da Bielorrússia na agressão militar não provocada e injustificada em curso contra a Ucrânia terá um preço elevado. Com estas medidas, estamos a visar aqueles que na Bielorrússia colaboram com estes ataques contra a Ucrânia”, comentou o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, acrescentando que também o setor do comércio foi visado.
O Conselho precisa que introduziu também hoje “mais restrições no comércio de bens utilizados para a produção ou fabrico de produtos de tabaco, combustíveis minerais, substâncias betuminosas e produtos de hidrocarbonetos gasosos, produtos de cloreto de potássio, produtos de madeira, produtos de cimento, produtos de ferro e aço e produtos de borracha”.
“Foram também impostas outras restrições às exportações de bens e tecnologia de dupla utilização, e a certos bens e tecnologia avançados que poderiam contribuir para o desenvolvimento militar, tecnológico, de defesa e segurança da Bielorrússia, juntamente com restrições à prestação de serviços conexos”, indica o mesmo comunicado.
De acordo com a UE, “a Bielorrússia apoia a agressão militar russa contra a Ucrânia permitindo à Rússia disparar mísseis balísticos a partir do território bielorrusso, permitindo o transporte de pessoal militar russo e de armas pesadas, tanques e transportadores militares, permitindo aos aviões militares russos sobrevoar o espaço aéreo bielorrusso para a Ucrânia, fornecendo pontos de reabastecimento, e armazenando armas e equipamento militar russo na Bielorrússia, entre outros”.
O chefe da diplomacia europeia anunciou hoje uma reunião extraordinária de ministros dos Negócios Estrangeiros na sexta-feira, em Bruxelas, consagrada à invasão russa da Ucrânia, para a qual convidou homólogos de países aliados e o ministro ucraniano, Dmytro Kuleba.
"Convoquei um Conselho de Negócios Estrangeiros extraordinário para sexta-feira e convidei [os ministros] Dmytro Kuleba, da Ucrânia, o secretário [de Estado norte-americano] Antony Blinken, Liz Truss, do Reino Unido, Melanie Joly, do Canadá e o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, para se juntarem a nós", anunciou Josep Borrell na sua conta na rede social Twitter.
Esta nova reunião dos chefes de diplomacia da União Europeia (UE) terá lugar em Bruxelas a seguir a uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, no quartel-general da Aliança Atlântica, igualmente na capital belga, anunciada na terça-feira por Stoltenberg. Portugal estará representado nas duas reuniões pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.
Marcelo Rebelo de Sousa considera que “é preciso ter esperança”, embora admita que o conflito na Ucrânia “é uma situação difícil”.
“É preciso esperança em termos do apelo à paz, no apelo ao diálogo, à convergência, ao entendimento. É preciso ter esperança relativamente aos milhares de ucranianos que já saíram e estão a sair do território”, disse o Presidente da República aos jornalistas.
Considerando as ações de solidariedade em Portugal e internacionalmente, o chefe de Estado português afirmou que isso significa “que se pode acreditar na esperança e num futuro melhor”. Quantos às sanções à Rússia, Marcelo Rebelo de Sousa não se pronunciou sobre o assunto e garante que não abrirá “uma exceção”.
“Não vou entrar em decisões concretas”, declarou. “Principalmente, porque tem havido uma preocupação de concertar essas posições no quadro europeu e no quadro dos aliados da União Europeia”.
A Galp anunciou que suspendeu a compra de produtos petrolíferos russos e lamentou os "atos de agressão contra o povo ucraniano", segundo um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
"O Conselho de Administração da Galp decidiu suspender todas as novas compras de produtos petrolíferos, quer de companhias russas, como de companhias baseadas na Rússia", lê-se na comunicação ao mercado. "A Galp lamenta os atos de agressão por parte da Rússia ao povo da Ucrânia".
O exército ucraniano convidou, esta quarta-feira, as mães dos soldados russos capturados no seu território a irem buscá-los, alegando ter feito dezenas de prisioneiros desde o início da invasão do país por Moscovo.
"Foi tomada a decisão de devolver às suas mães os soldados russos capturados, desde que elas os vão buscar a Kiev, à Ucrânia", disse o Ministério ucraniano da Defesa, em comunicado.
O ministério publicou os números de telefone e um e-mail para onde as mães podem ligar para obter informações sobre os filhos que estejam detidos na Ucrânia. Caso a detenção do filho seja confirmada, as mulheres russas são aconselhadas a viajar para a Polónia e depois a entrar na Ucrânia por um ponto de passagem na fronteira.
"Será recebida e acompanhada a Kiev, onde o seu filho lhe será entregue", afirma o ministério no comunicado.
"Ao contrário de fascistas como [o Presidente russo, Vladimir] Putin, nós, ucranianos, não estamos a travar uma guerra contra as mães e os filhos capturados", acrescenta.
O Ministério da Defesa de Moscovo já tinha admitido que havia baixas russas desde o início da invasão da Ucrânia, mas só esta quarta-feira avançou, pela primeira vez, com números. Segundo os dados oficiais divulgados por diversos media russos, morreram 498 soldados e 1597 ficaram feridos - números muito inferiores aos dados que Kiev tem divulgado diariamente.
Ainda esta quarta-feira, Volodimir Zelenskyi disse que a Rússia tinha perdido já quase 6.000 soldados nos primeiros seis dias de guerra.
O vice-primeiro-ministro russo, Yuri Borisov, admitiu esta quarta-feira que é difícil antever a "magnitude e profundidade" dos danos das sanções ocidentais contra a economia russa, em retaliação pela invasão da Ucrânia.
"A magnitude total e a profundidade das sanções atuais contra a economia russa são difíceis de prever", disse Borisov, durante uma reunião com altos funcionários do setor de Defesa, citado pela assessoria de imprensa do gabinete do vice-primeiro-ministro.
Borisov sublinhou ainda que a Rússia tem conseguido resultados significativos na redução da sua dependência das importações, "que são sobretudo importantes no que diz respeito à defesa e segurança" do país. O governante destacou também que esta situação de conforto foi alcançada "graças às medidas de recuperação financeira das empresas do setor de Defesa, adotadas pelo Governo nos últimos dois anos".
Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, admitiu hoje que a economia russa está atualmente sob grande pressão.
"Naturalmente, a economia russa está sob grande pressão. Sofreu um duro golpe. Há uma reserva de solidez, há potencial, há planos. Está a funcionando com energia", disse Peskov numa conferência de imprensa.
A Reuters e a AP avançam que a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que exige que a Rússia abandone a guerra na Ucrânia e retire todas as suas tropas do país. A votação defende a condenação da invasão da Ucrânia pela Rússia.
"Este relógio é uma autêntica bomba", afirmou o secretário-geral da ONU.
"O mundo quer pôr fim ao sofrimento na Ucrânia", acrescentou. "O povo da Ucrânia precisa desesperadamente da paz e o mundo exige-o". A assembleia geral da ONU aprovou uma resolução que condena a invasão russa da Ucrânia, com o apoio de 141 dos 193 Estados-membros das Nações Unidas.
O texto "deplora" a agressão russa contra a Ucrânia e "exige" a Moscovo que ponha fim a esta intervenção militar e retire imediatamente e incondicionalmente as suas tropas do país vizinho.
A resolução teve apenas cinco votos contra (Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia) e 35 abstenções.
A Geórgia vai entregar amanhã o pedido formal de adesão a União Europeia. A Geórgia vai pedir “imediatamente” a adesão à União Europeia, indicou o partido no poder nesta ex-república soviética que tem uma relação delicada com Moscovo, após Kiev ter pedido a integração no bloco comunitário face à invasão russa.
O presidente do partido Sonho Georgiano, Irakli Kobakhidze, avançou numa conferência de imprensa a decisão da Geórgia “de fazer imediatamente o ato de candidatura para a entrada na União Europeia (UE)”, acrescentando que Tbilisi pediu a Bruxelas uma consideração “urgente” sobre a candidatura e que conferisse à ex-república soviética o estatuto de país candidato à adesão no bloco comunitário. Este anúncio segue-se ao pedido formal assinado na segunda-feira pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cujo país enfrenta uma invasão russa, para que a Ucrânia adira à UE através de um procedimento especial.
Numa conferência das Nações Unidas, em Nova Iorque, o embaixador da Ucrânia na ONU afirmou que há quase uma semana o país está a “lutar contra uma ofensiva russa” e contra “exércitos do inimigo sem conta”.
Segundo Sergiy Kyslytsya, o Kremlin invadiu solo ucraniano “não só para matar” como também para “alterar as nossas causas e prioridades” e para “privar a Ucrânia do direito à existência”, para “resolver o problema ucraniano” – especificou o embaixador, comparando a ofensiva de Putin com a de Hitler no século XX.
“Apreciamos e agradecemos todas as manifestações de solidariedade e apoio”, disse ainda Kyslytsya, acrescentando que mais de meio milhão de ucranianos já conseguiu fugir do país.
Perante a resistência da população ucraniana, continuou, Vladimir Putin avançou com “o uso indiscriminado de armamento” e os “ucranianos estão a ser mortos pelos mísseis balísticos russos”.
À saída de uma reunião com António Costa, em Lisboa, Inna Ohnivets afirmou que os ucranianos querem pertencer ao lado “ocidental” da Europa e apelou ao apoio da União Europeia.
“Esperamos que nas negociações europeias, os membros decidam que a Ucrânia tem uma perspetiva europeia”, afirmou a embaixadora ucraniana em Portugal, acrescentando a importância desta ação para o país que tem “lutado heroicamente pela preservação da soberania e contra o agressor russo”.
Recordando que “muitas cidades ucranianas” foram bombardeadas nos últimos dias e, por isso, ficaram destruídas, a diplomata ucraniana acusou a Rússia de ser “um país terrorista”.
“Vemos a barbaridade”, continuou. “Agora a Rússia está a usar os mísseis de cruzeiro para eliminar o povo ucraniano. Mas o povo ucraniano luta e quer no futuro estar do lado do mundo ocidental”.
Na opinião da embaixadora da Ucrânia em Lisboa, “todos os países membros da União Europeia devem apoiar esta perspetiva e dar um sinal forte ao povo ucraniano de que vão ser, no futuro, europeus entre outros países da UE, como uma família unida”.
- As tropas russas dizem ter também assumido o controlo da área da central nuclear de Zaporizhzhia, a maior central nuclear da Europa, com 15 reatores de energia.
- Moscovo e Kiev não parecem ter chegado ainda a um acordo sobre a retoma das conversações. A Rússia já disse estar pronta para retomar as negociações esta quarta-feira à noite, mas do lado ucraniano ainda não chegou nenhuma confirmação. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse na terça-feira que só aceita participar nas negociações se as forças russas pararem os ataques contra civis. As duas delegações estiveram reunidas pela primeira vez desde o início do conflito na segunda-feira, mas o encontro terminou sem qualquer avanço entre as partes.
- O chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, alertou hoje que "a Europa está à beira de um desastre nuclear". Lavrov dirigia-se ao presidente norte-americano, Joe Biden, alertando que a única alternativa às sanções contra Moscovo é uma terceira guerra mundial, que seria "uma guerra nuclear devastadora".
- Os serviços de emergência da Ucrânia dizem que a invasão russa já provocou a morte de 2000 civis ucranianos. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse ainda que quase 6000 russos foram mortos nos primeiros seis dias da invasão de Moscovo, e que o Kremlin não seria capaz de conquistar o seu país com bombas e ataques aéreos.
- O número de refugiados da Ucrânia para países vizinhos atingiu as 836.000 pessoas, de acordo com o mais recente balanço do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, hoje divulgado.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros revelou que os cidadãos indianos foram aconselhados a mudarem-se para três áreas seguras a 14 quilómetros de distância de Kharkiv.
Quase 17 mil cidadãos indianos, a maioria estudantes, já deixaram a Ucrânia. A Índia está a tentar retirar os três mil restantes para países vizinhos.
O Everton, clube 17.º classificado na Liga inglesa de futebol, informou hoje que suspendeu todos os contratos de patrocínio com o magnata russo Alisher Usmanov, face à invasão russa à Ucrânia.
“Todos no Everton continuamos em choque e triste com os terríveis acontecimentos que decorrem na Ucrânia […]. O clube pode confirmar que suspendeu, com efeito imediato, todos os acordos comerciais de patrocínio com as empresas russas USM, Megafon e Yota”, refere o clube na sua página oficial.
Alisher Usmanov, considerado um dos homens mais ricos da Rússia e próximo de Vladimir Putin, é um dos principais acionistas das referidas empresas, nas áreas das tecnologias e das telecomunicações.
A União Europeia (UE) adotou sanções contra 'media' estatais russos considerados como instrumentos de "desinformação" do Kremlin na ofensiva contra a Ucrânia, entrando hoje em vigor a suspensão das transmissões dos canais Sputnik e Russia Today no bloco europeu.
Os 27 decidiram suspender "urgentemente as atividades de radiodifusão dos 'media' Sputnik e da RT/Rússia Today (RT English, RT Reino Unido, RT Alemanha, RT França e RT Espanha) na UE, ou dirigidas à UE, até que a agressão à Ucrânia termine, e até que a Federação Russa e os seus pontos de venda associados cessem de conduzir ações de desinformação e manipulação de informação contra a UE e os seus Estados-membros", divulgou o bloco comunitário.
Esta decisão foi hoje publicada no Jornal Oficial da UE e os Estados-membros em causa têm que a aplicar nos seus territórios.
Em reação à decisão, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a Europa está "a assistir a uma propaganda maciça e a uma desinformação sobre este ataque ultrajante a um país livre e independente".
"Não deixaremos que os apologistas do Kremlin (Presidência russa) despejem as suas mentiras tóxicas que justificam a guerra de (Vladimir) Putin ou semeiem as sementes da divisão na nossa União", acrescentou, também em comunicado.
Portugal é um dos 26 países europeus envolvidos na campanha de envio de ajuda humanitária para os milhares de refugiados da Ucrânia, que fogem da investida russa, coordenado pelo Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (UE).
Segundo dados hoje divulgados pela Comissão Europeia, Portugal, Noruega, Bulgária, República Checa, Estónia e Luxemburgo foram os países que mais recentemente aderiram ao apelo de envio de auxílio, comparticipando, nomeadamente, com `kits` de ajuda médica, medicamentos, sacos-cama e geradores.
De acordo com um comunicado da Comissão Europeia, na sequência do pedido de assistência da Moldávia, a Croácia, Dinamarca, Grécia, Finlândia e Suécia ofereceram ambulâncias, tendas, cobertores e uma cozinha de campo, bens que se somam a ofertas anteriores da França, Áustria e Países Baixos.
A Eslováquia e a Polónia também ativaram o Mecanismo de Proteção Civil da UE, solicitando apoio para lidar com o afluxo de refugiados da Ucrânia.
A Grécia e a Alemanha estão a enviar tendas, cobertores e máscaras para a Eslováquia, enquanto a França está a enviar medicamentos e outro equipamento médico para a Polónia.
Segundo o responsável da vigilância nuclear da ONU, Rafael Grossi, os funcionários continuam no seu local de trabalho e os níveis de radiação permanecem normais.
A central nuclear de Zaporizhzhia, na cidade de Energodar, possui 15 reatores de energia e é a maior da Europa.
A cidade portuária ucraniana de Mariupol registou “várias vítimas” enquanto se defende de um ataque ininterrupto das forças russas, disse o presidente da Câmara Vadym Boichenko, que acrescentou que a cidade está também sem água potável devido ao ataque.
"As forças de ocupação inimigas da Federação Russa fizeram de tudo para bloquear a saída de civis da cidade de meio milhão de pessoas", afirmou Boichenko, sem revelar o número exato de vítimas.
O presidente da Assembleia da República teve hoje, de manhã, uma conversa telefónica com o seu homólogo ucraniano, Stefanchuk Ruslan Oleksiiovych, a quem transmitiu o apoio e solidariedade de Portugal e a condenação da agressão militar russa.
Segundo uma nota da Assembleia da República, durante essa conversa telefónica, Eduardo Ferro Rodrigues manifestou o seu “apoio e solidariedade ao povo e às autoridades ucranianas, bem como a sua condenação pela agressão militar russa à Ucrânia”.
“Na longa conversa telefónica, Ferro Rodrigues transmitiu ao presidente Stefanchuk Ruslan Oleksiiovych que considera a agressão militar russa ilegal e ilegítima, contrariando todos os princípios e todos os valores em que a paz na Europa se baseou durante décadas, partilhando da ansiedade que esta difícil situação comporta para a significativa e bem integrada comunidade ucraniana que vive em Portugal”, lê-se na mesma nota.
Na mesma conversa, o presidente da Assembleia da República informou o seu homólogo da Ucrânia “sobre as medidas adotadas pelo Governo português em resposta à crise humanitária que se vive naquele país, assim como das impressivas ações de solidariedade que as portuguesas e os portugueses têm promovido nos últimos dias”.
Por sua vez, Stefanchuk Ruslan Oleksiiovych referiu-se ao “pedido da Ucrânia para se tornar membro da União Europeia, formalizado em contexto de guerra, como as imagens tornadas públicas puderam atestar, processo sobre o qual espera contar com o apoio de Portugal”.
“A rematar a conversa telefónica com o homólogo ucraniano, o presidente Eduardo Ferro Rodrigues afirmou que a Assembleia da República, o povo e as autoridades portuguesas estão com a Ucrânia – independente, livre, soberana e membro pleno da família europeia”, acrescenta-se.
"A terceira guerra mundial seria uma guerra nuclear devastadora", disse o diplomata veterano, de 71 anos.
A medida, a entrar em vigor em 12 de março, que visa isolar a Rússia e condicionar fortemente o financiamento da sua máquina de guerra - e que havia sido anunciada no passado sábado -, abrange os bancos VTB (o segundo maior banco russo), bem como o Banco Otkritie, o Novikombank (finanças industriais), o Promsvyazbank, o Rossiya Bank, o Sovcombank e o VEB (banco de desenvolvimento do regime), de acordo com a lista publicada hoje no Jornal Oficial da UE, depois de longas discussões nos últimos dias entre os Estados-membros para determinar as instituições visadas.
Duas grandes instituições bancárias russas não são abrangidas por esta exclusão do sistema SWIFT, designadamente o maior banco da Rússia, o Sberbank, e o Gazprombank, o braço financeiro do gigante dos hidrocarbonetos, através do qual é canalizada a maior parte dos pagamentos para as entregas de gás e petróleo russo à UE, pelo que alguns Estados-membros seriam muito afetados negativamente.
Ainda assim, cerca de um quarto do volume do sistema bancário russo é afetado por esta exclusão, segundo fontes europeias, lembrando que esta é apenas uma das sanções de um pacote mais vasto. O executivo comunitário sublinha também que, "em função do comportamento da Rússia, a Comissão está preparada para acrescentar outros bancos russos a curto prazo".
A invasão da Ucrânia pela Rússia já provocou a morte de mais de 2.000 civis ucranianos e destruiu centenas de infraestruturas, incluindo instalações de transporte, hospitais, jardins-de-infância e casas, informaram os serviços de emergência da Ucrânia esta quarta-feira.
A Alemanha vai desbloquear um pacote excecional de 1,5 mil milhões de euros para a compra de gás natural liquefeito o mais rápido possível, de forma a poder garantir o seu fornecimento de energia no contexto da guerra na Ucrânia, anunciou o Ministério alemão da Energia e do Clima.
O Governo alemão contratou uma empresa privada para realizar essa transação. "Cabe agora (a este último) decidir onde este gás liquefeito será comprado, mas isso será feito em curto prazo", disse um porta-voz do ministério.
"O que já vimos do regime de Vladimir Putin no uso de munições contra civis inocentes, na minha opinião já se qualifica totalmente como um crime de guerra", disse Johnson ao Parlamento britânico. Boris Johnson apelou ainda aos membros da ONU para que exijam a retirada das tropas russas.
Alexei Mordashov tem investimentos que vão desde a agência de viagens Tui, a maior operadora de turismo na Europa, ao Banco Rossiya de altos funcionários russos que beneficiaram com a anexação da Crimeia. O oligarca tem ainda negócios em vários órgãos de comunicação social.
Mordashov – que possui um terço da Tui e é o maior acionista individual da empresa – foi adicionado, na noite de segunda-feira, pela União Europeia à lista de milionários russos alvo de sanções.
A UE afirma que o Banco Rossiya é o “banco pessoal” de altos funcionários russos que beneficiaram da anexação da Crimeia. A União Europeia acredita que os negócios de comunicação social em que Mordashov investiu ajudaram a desestabilizar a Ucrânia.
Um assessor do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse esta quarta-feira que a Rússia ainda não capturou a cidade de Kherson, mas os combates continuam na cidade portuária, a sul da Ucrânia.
"A cidade não caiu, a Ucrânia continua a defendê-la", disse o assessor, Oleksiy Arestovych.
⚡️Russia’s cruise missile hits Kharkiv city council - Roman Semenukha, deputy head of Kharkiv Regional State Administration. This is Mr Semenukha’s photo pic.twitter.com/yxRrwhjSk2
— Myroslava Petsa (@myroslavapetsa) March 2, 2022
Um dos principais alvos russos, Kharkiv, tem sido palco de intensos bombardeamentos nos últimos dois dias, com 21 pessoas mortas no último dia.
O governador a de Kharkiv diz que a cidade está "parcialmente cercada" pelo exército russo e que os militares ucranianos estão a aguentar-se "heroicamente".
Ucrânia e Rússia vão retomar as negociações esta quarta-feira, avança a agência russa Tass, que cita fonte presidencial ucraniana.
O primeiro-ministro disse ao presidente Zelensky que o Reino Unido está a trabalhar com os membros da Assembleia Geral da ONU para garantir a mais forte condenação da Rússia na reunião da ONU, desta tarde, em Nova Iorque.
Coordinated actions with 🇬🇧 Prime Minister @BorisJohnson. Reported on the course of 🇺🇦 defense and the latest crimes of Russia against the civilian population. We are grateful for 🇬🇧 continued significant assistance in combating aggression. Together with partners we defend 🇺🇦!
— Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) March 2, 2022
Ambos os líderes concordaram com a necessidade de que as sanções fossem mais longe para exercer pressão máxima sobre o presidente russo Vladimir Putin nos próximos dias.
A Suécia enviará equipamentos para a Ucrânia, respondendo a um pedido de ajuda da UE, disse o ministro da Saúde da Suécia nesta quarta-feira.
"A Suécia fornecerá uma grande quantidade de equipamentos médicos para a Ucrânia", disse a ministra da Saúde, Lena Hallengren, em entrevista coletiva.
A ajuda incluirá um milhão de máscaras faciais e desinfetantes, mas também equipamentos mais avançados, como ventiladores.
No entender de Luís Saraiva, antigo militar e professor de Relações Internacionais da Universidade Lusíada, o “ataque russo para tomar Kiev estará por horas”.
Um fator que pode ter muito peso para Moscovo nas negociações. Luís Saraiva foi observador das Nações Unidas nas negociações de paz na guerra da Bósnia e explica que, nos dias de rondas negociais, é normal haver uma intensificação de combates.
A reunião desta quarta-feira tem como ponto único de agenda, a análise da situação que se vive na Ucrânia.
Participam neste Conselho, para além do Ministro da Defesa Nacional, que o preside, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Almirante Silva Ribeiro, o Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Jorge Seguro Sanches, a Secretária de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes, Catarina Sarmento e Castro e os Chefes do Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas.
Os novos dados representam um aumento de quase 160.000 pessoas em relação ao número apresentado na terça-feira pelo Alto Comissário para os Refugiados, Filippo Grandi.
Na altura, Filito Grandi dava conta da existência de 677.000 refugiados ucranianos, o que o levou a fazer um apelo de emergência para financiamento de ajuda humanitária ao país e aos que fugiram.
Оперативна інформація #Харків
— DSNS.GOV.UA (@SESU_UA) March 2, 2022
2 березня близько 08:10 у м. Харків внаслідок ракетного удару по будівлі СБУ у Харківській області, ГУ Нацполіції у Харківській області та будівлі Харківського національного університету ім. В. Н. Каразіна попередньо постраждало 3 особи. pic.twitter.com/GjAIpYooft
O governador a de Kharkiv diz que a cidade está "parcialmente cercada" pelo exército russo e que os militares ucranianos estão a aguentar-se "heroicamente".
Mísseis russos continuaram a atingir áreas residenciais e prédios administrativos na segunda maior cidade da Ucrânia. Estas são imagens divulgadas pelo Ministério de Situações de Emergência da Ucrânia. Mostram a sede regional do Ministério de Assuntos Internos em Kharkiv em chamas, enquanto os bombeiros tentam apagar o incêndio.
Terá chegado na última madrugada mais um grupo de militares russo à segunda maior cidade da Ucrânia.
Há relatos de confrontos violentos e segundo a agência estatal de comunicação ucraniana os militares russos atacaram um hospital militar no norte da cidade.
Na manhã de terça-feira, dois mísseis atingiram a sede do executivo regional da cidade. O incidente destruiu o edifício. De acordo com o governador regional, morreram 12 pessoas e 112 ficaram feridas.
A Rússia está a concentrar tropas cada vez mais perto de Kiev, escreveu o presidente da Câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko, numa publicação online esta quarta-feira.
"Estamos a preparar-nos e vamos defender Kiev!", afirmou. "Kiev continua de pé e vai aguentar-se”, rematou.
Entrevistado esta quarta-feira na RTP, o ministro dos Negócios Estrangeiros referiu que as sanções dirigidas à Rússia, na sequência da invasão da Ucrânia, "são dinâmicas". Augusto Santos Silva sublinhou que foram já aprovados três pacotes de sanções, "respondendo ao agravamento da conduta da Rússia". Se Moscovo persistir, haverá "novas decisões".
Quanto ao pedido de adesão à União Europeia por parte da Ucrânia, o ministro dos Negócios Estrangeiros recusou a ideia de que uma resposta afirmativa, no curto prazo, pudesse ser encarada como uma provocação a Moscovo.
"Faço minhas as palavras da presidente da Comissão Europeia, dizendo que sim, estamos disponíveis. Isso não nos deve desviar do essencial. O essencial é o que nós fazemos agora. A Ucrânia está sob guerra, sob invasão militar da Rússia e nós devemos apoiar a Ucrânia agora", vincou.
"Portugal intervém sempre no âmbito das alianças de que faz parte", frisou o ministro.
O Kremlin disse que as autoridades russas estão prontas para realizar uma segunda ronda de negociações com a Ucrânia esta quarta-feira à noite, mas não ficou claro se as autoridades ucranianas irão juntar-se.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse na terça-feira que só aceita participar nas negociações se as forças russas pararem os ataques contra civis.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também disse que Moscovo precisa de formular uma resposta "dura, pensada e clara" contra as medidas impostas pelos países ocidentais para minar a economia russa.
Nike has announced that it is leaving the Russian market.
— Visegrád 24 (@visegrad24) March 1, 2022
It’s no longer possible to place orders on Nike’s website and mobile app. pic.twitter.com/PeH8w6wsGK
A Comissão Europeia propôs esta segunda-feira a ativação, pela primeira vez, da diretiva que permite conceder proteção temporária, no bloco europeu, a refugiados. A medida dirige-se a ucranianos que fogem da invasão russa. Bruxelas quer também a implementação de faixas de emergência em controlos transfronteiriços.
"Hoje, a Comissão propõe ativar a Diretiva de Proteção Temporária para oferecer uma assistência rápida e eficaz às pessoas que fogem da guerra na Ucrânia. Ao abrigo desta proposta, as pessoas que fogem da guerra receberão proteção temporária na UE, o que significa que lhes será concedida uma autorização de residência e terão acesso à educação e ao mercado de trabalho", indica, em comunicado, o Executivo comunitário.
O presidente ucraniano insiste que os os russos querem acabar com os ucranianos e o país. Volodymyr Zelensky apela aos judeus de todo o mundo para que não fiquem em silêncio, depois de anulada uma alegada tentativa de homicídio ao próprio chefe de Estado ucraniano. No terreno, Mariupol está sob intenso bombardeamento e nas últimas horas foram também atingidos bairros residenciais perto de Kiev e Kharkiv.
A cidade portuária de Kherson, um importante ponto do Mar Negro, que fica a norte da Crimeia, terá sido tomada pelas tropas russas, avança Moscovo.
O Ministério da Defesa do Reino Unido diz que enquanto as forças russas terão alegadamente entrado no cento de Kherson, os ganhos territoriais da Rússia na Ucrânia ao longo das últimas 24 horas foram “limitados”. “Isto deve-se, provavelmente, a uma combinação de dificuldades logísticas contínuas e a uma forte resistência ucraniana”, diz o Governo britânico, numa publicação no Twitter.
Latest Intelligence update on the situation in Ukraine. pic.twitter.com/CeKxZDHRDk
— Ministry of Defence 🇬🇧 (@DefenceHQ) March 2, 2022
Londres sublinha que bombardeamentos aéreos fizeram-se sentir nas últimas 24 horas na Ucrânia, com as forças russas focadas principalmente nas cidades de Kharkiv, Kiev, Mariupol e Chernihiv.
O Ministério da Defesa do Reino Unido reporta ainda que o número de civis deslocados e forçados a sair da Ucrânia já ultrapassa os 660 mil.
O Exército russo disse na manhã desta quarta-feira que assumiu o "controlo total" da cidade portuária ucraniana de Kherson, localizada no sul do país, perto da península da Crimeia, após violentos combates nas últimas horas.
"Unidades do exército russo assumiram o controlo total da capital regional de Kherson", disse o porta-voz das Forças Armadas russas, Igor Konashenkov.
Poucos minutos antes, o presidente da Câmara da cidade, Igor Kolykhayev, havia indicado que Kherson ainda estava sob controle ucraniano. "Ainda somos a Ucrânia. Ainda estamos a resistir", publicou na sua conta no Facebook.
A cidade e arredores sofreram intensos bombardeamentos nas últimas horas. A região de Kherson, na fronteira com a Crimeia, foi atacada desde o início da invasão russa, na madrugada de 24 de fevereiro.
O exército russo já tomou outro porto importante da Ucrânia, o de Berdyansk, e atualmente está a atacar o de Mariupul.
O presidente ucraniano acusa Moscovo de tentar "apagar" a Ucrânia e a história do país, apelando aos judeus "a não ficarem em silêncio" face aos ataques russos contra a zona de Babi Yar, Kiev, local de massacres nazis.
"Eles têm ordens para apagar a nossa História, o nosso país, para nos apagar a todos", clamou Volodymyr Zelenzky, em declarações difundidas esta manhã.
O construtor aeronaútico norte-americano Boeing anunciou que vai suspender serviços operacionais para as companhias aéreas russas.
A Boeing indicou que como serviços operacionais referia-se a apoio em casos de peças sobressalentes, manutenção e apoio técnico, bem como "grandes operações" em Moscovo, de acordo com uma mensagem enviada à agência de notícias France-Presse (AFP).
"À medida que o conflito continua, as nossas equipas estão concentradas na segurança dos nossos colegas de equipa na região", disse a Boeing, que também fechou temporariamente o escritório em Kiev.
7h34 - Costa recebe embaixadora ucraniana
O primeiro-ministro recebe esta quarta-feira, pelas 15h00, no Palácio de São Bento, a embaixadora da Ucrânia em Lisboa.
7h32 - Bolsa de Moscovo fechada
O Banco da Rússia informou que vai manter a bolsa de valores de Moscovo fechada pelo terceiro dia consecutivo. Em simultâneo, o maior banco russo anunciou que vai abandonar o mercado europeu.
Em ambos os casos, as decisões resultam do impacto das sanções económicas da comunidade internacional, na sequência da invasão russa da Ucrânia.
O grupo Sberbank, principal banco russo, anunciou a saída do mercado europeu, depois de ter sido atingido pelas sanções financeiras massivas internacionais: "Na situação atual, o Sberbank decidiu retirar-se do mercado europeu. Os bancos subsidiários do grupo são confrontados com saídas de dinheiro anormais e ameaças à segurança dos empregados e escritórios".
7h14 - Ponto de situação
A segunda ronda de negociações entre Ucrânia e Rússia, prevista para esta quarta-feira, pode cair por terra. O Governo ucraniano só aceita participar se as forças russas pararem os ataques contra civis.
Este será o segundo encontro entre as delegações dos dois países em menos de uma semana. O local deverá ser o mesmo da reunião anterior, perto da fronteira com a Bielorrússia.
A hora do encontro não foi divulgada. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu a sua posição durante uma entrevista à agência Reuters: "Somos pelo diálogo, claro, mas o mínimo que deve acontecer é a paragem dos bombardeamentos. Têm simplesmente de parar o bombardeamento e sentarem-se à mesa para conversações", afirmou.
Kharkiv debaixo de fogo
Kharkhiv está debaixo de fogo pelo segundo dia consecutivo. Esta madrugada chegou à segunda maior cidade da Ucrânia mais um grupo de militares paraquedistas russos.
Há relatos de confrontos violentos e os meios de comunicação ucranianos falam de um ataque a um hospital.
Na manhã de terça-feira, dois mísseis atingiram a sede do executivo regional da cidade. O incidente destruiu o edifício, matou dez pessoas e fez dezenas de feridos. Uma coluna militar com mais de 60 quilómetros está a caminho da capital ucraniana. Há relatos de vários ataques nos arredores de Kiev.
Na terça-feira, dois mísseis atingiram uma antena da televisão estatal na capital do país. O ataque gerou o pânico entre a população. Pelo menos cinco pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas. O Governo ucraniano descreve a ofensiva como bárbara.
Um míssil de cruzeiro atingiu um bloco residencial na cidade ucraniana de Zhytomyr, nos arredores de Kiev, na última noite. O ataque causou um incêndio e matou quatro pessoas.
Mais de 90 mil ucranianos cruzaram a fronteira com a Roménia
O posto fronteiriço de Siret é o mais movimentado da Roménia. As filas de carros já atingiram os 20 quilómetros. A maioria dos refugiados segue depois para outros países, conforme testemunharam os enviados-especiais da RTP, Ana Romeu e Mário Raposo.
Restrições na Rússia
O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto que proíbe os cidadãos russos de saírem do país com montantes equivalentes a mais de nove mil euros em moeda estrangeira.
A medida entra em vigor já esta quarta-feira. De acordo com o Kremlin, o objetivo é manter a estabilidade financeira da Rússia.
Rússia no Estado da União
O presidente dos Estados Unidos afirmou na última noite, durante o discurso do Estado da União, em Washington, que a justiça norte-americana vai investigar crimes de enriquecimento ilícito na Rússia.
Joe Biden anunciou o encerramento do espaço aéreo a aviões russos."Putin não sabe o que o espera", clamou ainda o presidente democrata, referindo-se ao escopo das sanções contra Moscovo.
Biden reiterou que não vai enviar tropas para a Ucrânia, em resposta à invasão russa, mas garantiu que os Estados Unidos vão defender os aliados da NATO.
O presidente dos Estados Unidos recordou que o seu país já deu à Ucrânia mais de mil milhões de dólares em assistência direta. Washington, afirmou Biden perante as duas câmaras do Congresso, vai continuar a apoiar o povo ucraniano, mas as forças norte-americancas "não entraram e não vão entrar em conflito com as forças russas na Ucrânia".
Confirmou ainda a mobilização de tropas, aviões de combates e navios militares para proteger os países da NATO, incluindo Polónia, Roménia, Letónia, Lituânia e Estónia.
"No caso de Putin decidir continuar a mover-se para oeste, os Estados Unidos e os aliados vão defender cada centímetro de território dos países da NATO".
O líder norte-americano chamou Putin "de ditador" e garantiu que o Ocidente não vai ceder perante "um ataque premeditado e sem provocação à Ucrânia", mesmo perante o risco de impacto económico.
"Ao longo da nossa história aprendemos esta lição: quando os ditadores não pagam um preço pela agressão, causam mais caos. Seguem em frente. E os custos e as ameaças para a América e o mundo continuam a aumentar".