Reportagem

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

RTP /

Gleb Garanich - Reuters

Mais atualizações

01h00 - Ponto da situação
O Ministério da Defesa russo anunciou tréguas locais, a partir das 7 da manhã desta terça-feira, para facilitar os corredores humanitários que permitam a retirada de civis, em várias cidades, incluindo a capital Kiev, Mariupol e Kharkiv e Sumy.

Moscovo anunciou também que vai haver uma quarta ronda de negociações, em breve, a decorrer na Bielorrússia. A informação foi avançada por um negociador que esteve na terceira ronda de negociações, entre Moscovo e Kiev, esta segunda-feira.

O encontro entre negociadores terminou sem que tivesse sido alcançado um acordo para a paz. Foram apenas conseguidos pequenos "avanços" na logística dos corredores humanitários.

Para a próxima quinta-feira, dia 10, está previsto o primeiro encontro de alto nível desde o início da invasão: os ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e da Ucrânia vão encontrar-se, à margem do Fórum Diplomático que vai decorrer na Turquia, um encontro conjunto com o homólogo turco.

Entre as condições apresentadas pela Rússia para parar o conflito, está o reconhecimento da Crimeia, de Donetsk e de Luhansk como estados independentes e a não-integração da Ucrânia na NATO.

Moscovo divulgou ainda uma lista de países "hostis" que inclui todos os países da União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá. A esses países as empresas russas poderão agora pagar as dívidas em rublos, moeda que já perdeu oitenta por cento do valor desde o início do ano.

As Nações Unidas referem que mais de 1,7 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa. A União Europeia estima que possam chegar aos 27 Estados-membros cinco milhões de refugiados.

Os preços das principais matérias-primas estratégicas disparam, uma vez que Rússia e a Ucrânia são grandes fornecedores mundiais.

A Rússia é um dos principais produtores de gás e petróleo e os investidores receiam possíveis interrupções no fornecimento de hidrocarbonetos.

Os preços do petróleo, o Brent do Mar do Norte ou o WTI dos EUA, atingiram máximos históricos, superando brevemente 130 dólares por barril pela primeira vez desde 2008. O preço do gás atingiu um recorde histórico na Europa, de 345 euros por megawatt hora.

As capacidades de exportação da Ucrânia também são motivo de preocupação, uma vez que juntamente com a Rússias é considerado um "celeiro" para o resto do mundo.

Na Europa, o preço do trigo disparou desde o início do conflito para atingir um preço sem precedentes, atingindo os 450 euros por tonelada.

00h55 - Petróleo e gás russo quebram sintonia entre Estados Unidos e aliados

A sintonia entre os países ocidentais no que respeita às sanções económicas quebrou-se aparentemente esta segunda-feira, no que respeita ao embargo à importação de petróleo e gás russo.

O embargo foi rejeitado pela Alemanha, que está muito dependente do fornecimento de gás russo, avança a agência France Presse.

A Casa Branca assegurou que os países ocidentais mantêm a sua determinação em "continuar a aumentar o custo" infligido à Rússia pela invasão da Ucrânia, refere em comunicado divulgado após uma videoconferência entre os presidentes dos EUA e França, o primeiro-ministro britânico e o chanceler alemão.

00h00 - Embaixada da Rússia iluminada com bandeira ucraniana

A bandeira da Ucrânia foi projetada, na noite de segunda-feira, no edifício da embaixada da Rússia em Lisboa. De acordo com o Diário de Notícias foi uma "ação de guerrilha" da parte de um grupo de jovem ativistas, um "grito contra a ocupação selvagem da Ucrânia pela Rússia".

23h40 - ONU pede acesso seguro para ajuda humanitária

A ONU "precisa de corredores seguros para fornecer ajuda humanitária em áreas de hostilidade" na Ucrânia, apelou o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários ao Conselho de Segurança nesta segunda-feira.

“Civis em lugares como Mariupol, Kharkiv, Melitopol e outros lugares precisam desesperadamente de ajuda, especialmente suprimentos médicos vitais”, acrescentou Martin Griffiths.

A reunião de emergência para debater a crise na Ucrânia foi marcada por um ambiente muito tenso, com trocas de acusções, até mesmo de insultos, entre os embaixadores russos e ucranianos.

Em sessão fechada, a pedido da França e do México, foi indicado que continuavam a preparar um projeto de resolução para exigir o fim das hostilidades e o acesso humanitário sem restrições.

"As partes devem garantir em todos os momentos poupar civis, habitações civis e infraestrutura nas suas operações militares", disse Martin Griffiths.

22h30 - Putin garante que não utiliza reservistas

A Rússia não vai usar recrutas na Ucrânia, garantiu o presidente Vladimir Putin numa mensagem televisiva.

"Enfatizo que os soldados recrutas não estão a participar das hostilidades e não vão participar nelas. E não haverá convocação adicional de reservistas", afirmou o presidente russo numa mensagem destinada a assinalar o Dia Internacional da Mulher.

22h12 - Embaixador russo nas Nações Unidas diz que ucranianos estão a bombardear-se a si próprios

O embaixador da Rússia nas Nações Unidas afirmou, perante o Conselho de Segurança da ONU em Nova Iorque, que os ucranianos estão a bombardear-se a si próprios.


22h05 - Zelensky: “Vou ficar o tempo que for preciso para vencer esta guerra”

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, publicou um vídeo na sua conta da rede social Facebook onde revela a sua localização, afirmando que está no seu escritório em Kiev, na rua Bankova.

"Não me escondo. E não tenho medo de ninguém. [Vou ficar] o tempo que for preciso para vencer esta guerra”, escreveu Zelensky.

21h45 - São já mais de dois milhões os refugiados da Guerra da Ucrânia

Um número que vai continuar a subir à medida que o conflito aumenta. Os que fogem da guerra são sobretudo mulheres e crianças. Mais de um milhão foi para a vizinha Polónia. A Hungria recebeu mais de 180 mil e a Eslováquia 128 mil.


21h34 - Civis ucranianos mortos quando tentavam fugir dos arredores de Kiev

Vários civis ucranianos morreram depois de terem sido atingidos por disparos quando tentavam fugir dos arredores de Kiev. A ofensiva quase atingiu os jornalistas que acompanhavam os refugiados. Kiev acusa as forças russas de terem destruído muitas habitações, escolas e edifícios não-militares em muitas cidades do leste e sul da Ucrânia.


20h52 - Moscovo anuncia tréguas locais para permitir corredores humanitários a partir das 7h da manhã

O Ministério da Defesa russo, citado pela Agência France Press, emitiu um comunicado dizendo: "A Federação Russa anuncia um cessar-fogo a partir das 10h00, hora de Moscovo (07h00 GMT) de 8 de março", precisando que se destina a permitir a evacuação de civis de Kiev e das cidades de Soumy, Kharkiv, Tcherniguiv e Mariopol.

20h39 - Reino Unido recusa dispensar de visto os refugiados ucranianos

Em resposta às críticas de que o Reino Unido não está a fazer o suficiente para atenuar a catástrofe humanitária causada pela guerra, o primeiro ministro britânico Boris Johnson afirmou, segundo citação da agência Reuters: "Nós somos um país muito, muito generoso. No entanto, o que queremos é o controlo e queremos ter a possibilidade de verificar. Acho que é uma questão sensível, considerando o que está a passar-se na Ucrânia, podermos ter a certeza de que conservamos alguma capacidade básica de verificar que é que entra".

O líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, objectou a Johnson: "Devia haver um caminho simples para o santuário para aqueles que estão a fugir para salvar a vida".

20h10 - Zelensky recusa "ultimato" russo e pede "diálogo"

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse hoje que não aceita o "ultimato" do Kremlin para parar a invasão e pediu ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, que saia da sua "bolha" e inicie o "diálogo".

Esta foi a resposta do presidente ucraniano quando questionado, em entrevista à rede norte-americana ABC, sobre o anúncio do Kremlin, que propôs interromper a sua ofensiva se Kiev renunciar à adesão à NATO, reconhecer a Crimeia como território russo e reconhecer a independência da região do Donbass, parcialmente ocupada por milícias pró-Rússia.

"Este é outro ultimato e não estamos preparados para ultimatos", disse Zelensky durante a entrevista, que vai para o ar na íntegra esta noite.

O presidente ucraniano afirmou que "o que Putin deve fazer é iniciar o diálogo em vez de viver numa bolha de informação sem oxigénio".

"Ele está numa bolha a receber informações e não sabemos se as informações que lhe dão são realistas", disse.

Questionado sobre a recusa da NATO e de Washington em impor uma zona de exclusão aérea na Ucrânia, Zelensky insistiu que é necessário derrubar mísseis russos para "preservar vidas" de civis, já que, observou, há bombardeamentos contra universidades e hospitais.

"Tenho a certeza de que os bravos soldados americanos derrubariam (os mísseis russos) que são lançados contra os estudantes. Tenho a certeza de que não hesitariam em fazê-lo", disse.

19h50 - Rússia alerta para "consequências catastróficas" em caso de embargo ao petróleo

A Rússia alertou esta segunda-feira para as "consequências catastróficas" para o mercado global da implementação de um embargo ocidental ao petróleo russo, discutido por Washington e pela União Europeia como medida de retaliação à intervenção militar russa na Ucrânia.

"É bastante óbvio que o boicote à compra de petróleo russo terá consequências catastróficas para o mercado mundial", declarou o vice-primeiro-ministro russo, responsável pela Energia, Alexandre Novak.

“A subida de preços seria imprevisível. Superaria os 300 dólares por barril se não mais”, alertou.

19h20 - Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido determinados em aumentar as sanções à Rússia

O presidente dos EUA Joe Biden, o presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Olaf Scholz e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson estão "determinados em continuar a aumentar o custo" infligido à Rússia em resposta à "invasão não provocada e injustificada da Ucrânia", de acordo com um comunicado divulgado esta segunda-feira pela Casa Branca após uma videoconferência entre os quatro líderes.

Os quatro líderes "salientaram o seu compromisso de continuar a fornecer ajuda económica, humanitária e de segurança à Ucrânia".

O comunicado de imprensa publicado por Berlim no final da reunião não aborda o tema das sanções, e insiste sobretudo nas “novas possibilidades de ajuda humanitária para a Ucrânia”.

A questão do petróleo terá sido um dos temas em cima da mesa. Na segunda-feira, Olaf Scholz disse que as importações de combustíveis fósseis da Rússia são “essenciais” para o “quotidiano dos cidadãos” europeus e garantiu que o abastecimento do continente não poderá ser assegurado de outra forma nesta fase.

Joe Biden, por sua vez, está sob crescente pressão para cortar essa fonte essencial de receita para o regime de Vladimir Putin. Os Estados Unidos, grandes produtores de petróleo, importam pouco petróleo russo e o presidente democrata tem vindo a reiterar que "nada está excluído".

Joe Biden até agora não arriscou para não prejudicar a relação com os países europeus, mas duas fontes avançaram à agência Reuters esta segunda-feira que o governo de Biden estava disposto a avançar com a proibição das importações de petróleo russo para os Estados Unidos sem o apoio dos aliados europeus.

Os preços do petróleo dispararam na semana passada depois de os Estados Unidos e os seus aliados terem aplicado duras sanções à Rússia após a invasão da Ucrânia.

18h56 - Quarta ronda de negociações deve acontecer num futuro "muito próximo"

A Rússia espera que uma quarta ronda de negociações com a Ucrânia aconteça num futuro "muito próximo", afirmou um dos membros da delegação russa esta segunda-feira, após uma terceira ronda de negociações inconclusiva na Bielorrússia.

"A próxima quarta ronda terá lugar na Bielorrússia num futuro muito, muito próximo", disse o negociador russo Leonid Slutsky à televisão estatal russa. "Ainda não vou nomear a data exata. Será determinada talvez amanhã", acrescentou.

18h40 - Rublo perde 86% do seu valor desde início da invasão

O rublo perdeu 86,1% do seu valor desde que no passado dia 24 de fevereiro a Rússia invadiu a Ucrânia e depois de países ocidentais terem impostos sanções financeiras a Moscovo.

Hoje, a moeda russa alcançou um novo mínimo histórico, ao depreciar-se para 152 rublos por um dólar e 164 rublos por um euro.

No passado dia 23 de fevereiro, na véspera da invasão, um dólar valia 82 rublos.

A nova desvalorização da moeda russa ocorre após os Estados Unidos terem anunciado que estão em curso conversações com a União Europeia para proibir a importação de petróleo da Rússia, como represália pela guerra na Ucrânia.

18h00 – Terceira ronda de negociações entre Rússia e Ucrânia já terminou

A terceira ronda de negociações entre Kiev e Moscovo foi já dada por terminada, avançou há minutos a agência de notícias TASS.

Mykhaïlo Podoliak, membro da delegação ucraniana, anunciou no Twitter que as negociações terminaram com alguns "resultados positivos" em relação à melhoria da logística dos corredores humanitários.

Continuaram ainda a ser debatidas as questões do cessar-fogo e garantias de segurança.

Por sua vez, o chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, afirmou que não foram alcançados desenvolvimentos positivos nestes encontros. As negociações "não são fáceis. É muito cedo para falar de algum resultado positivo", disse Medisnky, afirmando esperar que no próximo encontro sejam dados "passos maiores".

Sobre os corredores humanitários, Vladimir Medinsky voltou a dizer que a responsabilidade de não estarem a funcionar é de Kiev, afirmando que espera que comecem a funcionar na terça-feira.

"Dissemos claramente que esperamos que amanhã (terça-feira) estes corredores comecem finalmente a funcionar. O lado ucraniano deu-nos garantias disso", afirmou o chefe da delegação russa, citado pela agência de notícias Interfax.

Antes do início do encontro, que decorreu na Bielorrússia, perto da fronteira polaca, o chefe da delegação russa tinha dito que os negociadores iam discutir três blocos de questões, nomeadamente, "resolução da política interna, aspetos humanitários internacionais e resolução de questões militares".

17h36 - Presidente do Parlamento Europeu exige libertação de milhares de manifestantes russos

A presidente do Parlamento Europeu exigiu hoje a libertação dos manifestantes russos contra a invasão da Ucrânia, detidos este fim de semana, vincando que "Putin não é igual à Rússia" e que a "indignação europeia cresce a cada disparo".

"Quero expressar a nossa solidariedade com todos os manifestantes pacíficos anti-invasão na Rússia e aplaudir a sua coragem de se erguerem publicamente. Em nome do Parlamento Europeu, apelo às autoridades russas para que libertem aqueles que foram injustamente presos e para permitirem a liberdade de expressão e apelo às autoridades russas para que parem de intimidar os manifestantes e libertem imediatamente todas as pessoas detidas", declarou Roberta Metsola.

A líder da instituição salientou que "Putin não é igual à Rússia".

Ao denunciar que "os cartazes escritos à mão com sinais de paz e mensagens antiguerra são suficientes para merecer a detenção de pessoas", Roberta Metsola acrescentou existirem "relatos de mais de 13 mil pessoas em 147 cidades russas detidas por protestarem contra a invasão".

17h22 - Hungria fecha portas ao envio de armas para a Ucrânia

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, assinou um decreto que veda o uso do território húngaro para o transporte de armas para a Ucrânia. O documento permite, por sua vez, o envio de tropas da Aliança Atlântica para o oeste da Hungria.

Apesar de a União Europeia ter anunciado que vai financiar a compra e entrega de armas e equipamento militar à Ucrânia, a Hungria (membro da NATO desde 1999 e da UE desde 2004) já deixou claro que não ajudará na logística de envio de armas para Kiev.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, assinou um decreto que “deixa claro que nenhum carregamento de armas pode ser transportado do território da Hungria para território da Ucrânia”.

17h03 - Rússia destruiu gerador de neutrões de central nuclear ucraniana

As forças russas bombardearam na noite de quinta-feira a maior central nuclear da Europa, no sul da Ucrânia, onde deflagrou um incêndio, que foi extinto pelos bombeiros. Esta segunda-feira, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Rafael Grossi, disse que o ataque militar da Rússia à Central Nuclear de Zaporizhzhia levou à destruição de um gerador de neutrões.

Numa conferência de imprensa esta manhã, Rafael Grossi começou por garantir que a AIEA “continua a monitorizar a situação precária nas instalações nucleares da Ucrânia, emitindo atualizações regulares ao público através das redes sociais e do site da Agência”.

“As operações militares nas instalações de energia nuclear da Ucrânia causaram risco sem precedentes de um acidente nuclear, pondo em perigo a vida de pessoas que vivem na Ucrânia e em países vizinhos, incluindo a Rússia. Na semana passada, um projétil militar atingiu uma instalação na central nuclear de Zaporizhzhya, na Ucrânia, causando um incêndio, mas sem libertar radiação”, recordou o diretor-geral da agência.

“Era uma instalação subterrânea para experiências científicas”, explicou, acrescentando que a instalação era “relativamente nova, parte de uma operação entre os Estados Unidos e a Ucrânia, ainda da Administração de Obama”.

16h52 - Kiev acusa Moscovo de ter "sabotado" de novo corredores humanitários

A Ucrânia acusou hoje a Rússia de voltar a "sabotar" a abertura de corredores humanitários para a evacuação das regiões de Kiev, Kharkiv, Donetsk e Kherson, continuando os bombardeamentos.

"Violando os acordos alcançados anteriormente, em 07 de março, a Federação Russa mais uma vez sabotou a abertura de corredores humanitários para a evacuação da população civil nas cidades sitiadas de Kiev (norte), Kharkiv (leste), Donetsk (leste) e Kherson (sul)", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, em comunicado.

A diplomacia ucraniana denunciou ainda que as Forças Armadas russas "continuam os bombardeamentos e ataques com foguetes" em Kiev, Mariupol (sudeste), Volnovakha (sudeste), Sumy (nordeste), Mykolaiv (sul), Kharkov (leste) e outras cidades, vilas e aldeias".

"Isso impossibilita a saída segura de comboios humanitários que transportam cidadãos ucranianos e estrangeiros, bem como a entrega de medicamentos e alimentos", acrescenta o comunicado.

16h32 - Tropas russas matam autarca enquanto distribuía ajuda

As autoridades ucranianas acusaram hoje o exército russo de ter matado o presidente da câmara da cidade de Gostomel, Yuri Prylipko, enquanto distribuía ajuda a pessoas afetadas pela guerra, que teve início a 24 de fevereiro.

"O presidente da câmara da cidade de Gostomel, Yuri Illich Prylipko, morreu enquanto distribuía pão e medicamentos aos doentes e confortava os feridos", disse o conselho municipal numa declaração publicada na rede social Facebook, citada pela agência francesa AFP.

Gostomel situa-se a cerca de 25 quilómetros a noroeste da capital ucraniana, Kiev, e acolhe uma base militar no aeroporto Antonov, que tem sido um dos epicentros dos combates desde o início da invasão russa.

16h15 – Embaixadores da UE pedem para Bruxelas avaliar adesão da Ucrânia, Geórgia e Moldova

Os embaixadores dos 27 Estados-membros junto da União Europeia (UE) chegaram hoje a acordo para pedir à Comissão Europeia para avaliar os pedidos da Ucrânia, Geórgia e Moldova para obterem o estatuto de países candidatos ao bloco comunitário.

"Acordo no Coreper [representantes permanentes dos Estados-membros] para convidar a Comissão Europeia a apresentar um parecer sobre cada um dos pedidos de adesão à UE apresentados pela Ucrânia, Geórgia e Moldova", anunciou a presidência francesa do Conselho.

Numa publicação na rede social Twitter, a presidência francesa do Conselho da UE adianta que foi lançado um "procedimento escrito para validação pelo Conselho dos projetos de cartas destinados a solicitar o parecer da Comissão da UE".

16h01 – Kiev reivindica morte de mais de 11.000 soldados russos

A Ucrânia indicou hoje que mais de 11.000 soldados russos foram mortos desde o início da invasão do país pela Rússia, em 24 de fevereiro.

Num boletim hoje publicado pelo Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia na rede social Facebook, as forças ucranianas reclamam ainda ter destruído um total de 290 tanques, 46 aviões e 68 helicópteros russos.

O balanço, cujos dados não podem ser verificados de forma independente, não refere quaisquer baixas de militares ou veículos ucranianos, mas indica que 999 veículos de combate blindados russos foram neutralizados, segundo a agência noticiosa Efe.

As Forças Armadas ucranianas disseram que o cálculo dos danos nas fileiras inimigas "é complicado dada a alta intensidade das hostilidades".

15h50 – Biden, Macron, Scholz e Johnson conversam hoje sobre situação na Ucrânia

O presidente dos EUA, Joe Biden, vai discutir hoje a situação na Ucrânia com o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Olaf Scholz, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou a Casa Branca.

A conversa telefónica decorre depois de mais uma noite de bombardeamentos russos na Ucrânia e enquanto os países ocidentais procuram chegar a um acordo sobre os próximos passos na luta contra Moscovo.

15h36 – Pelo menos 13 civis mortos em ataque aéreo a fábrica de pão ucraniana

Foram esta segunda-feira recuperados dos escombros os corpos de 13 civis após um ataque aéreo a uma fábrica de pão na cidade ucraniana de Makariv, junto a Kiev.

A informação foi avançada pelos serviços de emergência locais em comunicado.

Antes do ataque encontravam-se cerca de 30 pessoas na fábrica, sendo que cinco foram resgatadas com vida. Outras continuam desaparecidas.

15h28 – Reino Unido promete mais 175 milhões de libras para ajudar Ucrânia

O primeiro-ministro britânico anunciou esta tarde uma nova ajuda no valor de 175 milhões de libras para ajudar a crise humanitária na Ucrânia.

Este novo financiamento eleva o apoio monetário do Reino Unido à Ucrânia para 400 milhões de libras desde o início da ofensiva russa.

“Anuncio mais 175 milhões de libras na ajuda do Reino Unido à Ucrânia, dos quais 100 milhões de dólares serão fornecidos diretamente ao Governo ucraniano”, explicou Boris Johnson em conferência de imprensa.

15h17 – Canadá vai impor sanções a dez indivíduos próximos de Putin

O primeiro-ministro canadiano acaba de anunciar a imposição de novas sanções a dez pessoas próximas do presidente Vladimir Putin que são “cúmplices desta invasão injustificada”.

“Estão incluídos funcionários e ex-funcionários do Governo russo, oligarcas e apoiantes da liderança russa. Os nomes destes indivíduos vêm de uma lista compilada pelo líder da oposição, Alexei Navalny”, disse Justin Trudeau numa conferência de imprensa em Londres.

15h04 – Conselho de Segurança da ONU vai discutir situação humanitária da Ucrânia

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai esta segunda-feira reunir para discutir a deterioração da situação humanitária da Ucrânia, anunciaram diplomatas à agência Reuters.

Neste momento, mais de 1,7 milhões de pessoas abandonaram a Ucrânia devido à invasão russa.

14h52 - Avião do ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovych detetado em voo entre Moscovo e Misnk

O avião do ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovych foi detetado esta segunda-feira num voo entre Moscovo e Misnk, poucas horas antes do início da terceira ronda de negociações. A notícia é avançada pela Ukrayinska Pravda.

As autoridades ucranianas acreditam que o Kremlin pretende que Yanukovych se torne, de novo, presidente do país.

Viktor Yanukovych foi presidente da Ucrânia entre 2010 e 2014, ano em que se exilou na sequência dos protestos generalizados no país. Na altura, o então presidente rejeitou um acordo que previa um alinhamento de Kiev com a União Europeia, com vista a uma futura adesão ao bloco europeu.

Em vez de aprovar esse acordo, Yanukovych procurou o apoio russo e estreitou laços com Moscovo. A decisão acabou por motivar uma enorme onda de protestos que levou à sua demissão. Desde então que vive na Rússia depois de ter fugido para o país através da Crimeia, em fevereiro de 2014.

14h40 – Ucrânia exige fim dos ataques a civis antes das conversações com Rússia

O negociador ucraniano Mykhailo Podolyak apelou à Rússia que ponha fim aos ataques a civis. O pedido foi feito antes da terceira ronda de negociações entre os dois países.

“Dentro de alguns minutos, começaremos a falar com os representantes de um país que acredita seriamente no argumento da violência a larga escala contra civis. Provem que não é esse o caso”, escreveu o negociador no Twitter.

14h27 – Corredor indicado para retirar civis de Mariupol estava minado

Um corredor humanitário a partir de Mariupol estava "minado", revelou hoje a Cruz Vermelha Internacional, após tentativas falhadas para retirar civis daquela cidade sitiada da Ucrânia, com Kiev e Moscovo a acusarem-se mutuamente de violar o acordo.

Dominik Stillhart, diretor de operações do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), disse à BBC que, no que respeita aos corredores humanitários, "o problema ou o desafio é trazer ambas as partes para um acordo concreto, exequível e preciso".

O responsável explicou que os corredores "estavam prontos ontem, apesar de o acordo não ser inteiramente claro".

"Mas, assim que chegaram ao primeiro posto de controlo, perceberam que a estrada que lhes tinha sido indicada estava na verdade minada", revelou. "É por isso que é tão importante que ambas as partes tenham um acordo claro para que possamos executar no terreno".

14h21 – Terceira ronda de negociações já começou

As delegações russa e ucraniana já iniciaram a terceira ronda de negociações na Bielorrússia, avançou a agência de notícias Interfax.

14h11 – SEF da Madeira atendeu até hoje 86 ucranianos dos quais 27 já estão a ser apoiados

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras da Madeira atendeu até hoje 86 cidadãos ucranianos, dos quais 27 estão a ser apoiados pela linha de emergência social, 35 não precisam imediatamente de ajuda, enquanto 24 irão necessitar em breve.

13h58 - Delegação ucraniana já chegou à Bielorrússia

A delegação ucraniana chegou à Bielorrússia para a terceira ronda de negociações com a Rússia para discutir o conflito em curso.

"A delegação ucraniana chegou a Belovezhskaya Pushcha (parque nacional na fronteira entre a Bielorrússia e a Polônia) a bordo de dois helicópteros para participar nas negociações com a Rússia", adiantou a agência russa TASS.

13h51 - Moscovo aprova lista de países "hostis" e promete pagar dívidas em rublos

A Rússia elaborou uma lista de países "hostis", incluindo os Estados-membros da União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Canadá, Noruega, Japão, Coreia do Sul, Suíça, Nova Zelândia, entre outros.

O Kremlin indica que as empresas russas poderão pagar dívidas a estes países em rublos, moeda que desvalorizou 45% desde janeiro.

A lista de países foi preparada na sequência de um decreto presidencial de sexta-feira "sobre o procedimento temporário para o cumprimento de obrigações com certos credores estrangeiros", revelou esta segunda-feira a agência russa Interfax.

13h40 - ONU confirma mais de 400 mortes de civis na Ucrânia

As Nações Unidas confirmaram esta segunda-feira que já morreram pelo menos 406 civis na Ucrânia desde o início da invasão russa. Destas mortes, pelo menos 27 eram crianças. A ONU admite, no entanto, que o número real de vítimas deverá ser muito mais elevado. 

13h34 - Alemanha vai receber feridos transferidos de hospitais da Ucrânia

O ministro alemão da Saúde, Karl Lauterback, confirmou esta segunda-feira que a Alemanha se está a preparar para receber civis e soldados ucranianos gravemente feridos na sequência dos bombardeamentos.

"A Alemanha tem um sistema de saúde muito forte. Mostrámos isso durante a crise [de Covid-19]. Temos de usar novamente essa força", disse o ministro alemão em conferência de imprensa.

13h21 – Líderes europeus vão discutir esta semana candidatura da Ucrânia à UE

Os líderes europeus vão discutir ainda esta semana a candidatura da Ucrânia à União Europeia, avançou há pouco no Twitter o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

“A solidariedade, amizade e assistência sem precedentes da UE à Ucrânia são firmes. Vamos discutir nos próximos dias a candidatura da Ucrânia a Estado-membro”, escreveu o responsável.


O tema deverá estar em cima da mesa já na quinta-feira, dia em que se realiza uma cimeira informal de líderes europeus em Paris para discutir a guerra na Ucrânia, levada a cabo pela Rússia.

13h10 - Ucrânia considera "imoral" proposta russa de abrir quatro corredores humanitários

A terceira ronda de negociações está marcada para as 14h00. Ao décimo segundo dia de guerra, russos e ucranianos voltam a reunir-se na Bielorrússia para tentar um cessar-fogo.

Está também marcada para quinta-feira, na Turquia, uma reunião que vai juntar os chefes da diplomacia dos dois países.

Esta segunda-feira, o Governo ucraniano disse considerar "imoral" a proposta de Moscovo de abrir quatro corredores humanitários, para a retirada de civis das cidades de Mariopol, Kharkiv, Summy e Kiev. Isto porque duas das rotas de fuga têm destino final os territórios russo e bielorrusso.

13h00 - Borrell alerta para possibilidade de chegarem cinco milhões de refugiados à UE

O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, alertou hoje para a possibilidade de chegarem à Europa cinco milhões de refugiados ucranianos em fuga da guerra.

"Se os bombardeamentos continuarem assim, se continuarem a ser bombardeadas cidades indiscriminadamente, podemos esperar cinco milhões de exilados, de pessoas que tentam escapar à guerra", disse Borrell, comparando a situação da Ucrânia com a do Afeganistão.

"Vamos deparar-nos com um problema grave nas nossas fronteiras a leste", referiu, apelando à mobilização "de todos os recursos europeus para ajudar os países que vão receber este fluxo", nomeadamente os Estados-membros que têm fronteiras com a Ucrânia.

O alto representante para a Política Externa da UE especificou ser necessário "mais dinheiro, maior capacidade de acolhimento, mais provisões...mais de mais".

Nos anos de 2015 e 2016, referiu ainda, com a crise síria, chegaram à Europa 1,5 milhões de pessoas, acrescentando que "agora serão muitos mais".

12h51 - Marcelo acredita nos esforços de paz mas alerta para “os custos da guerra”

Marcelo Rebelo de Sousa destacou esta segunda-feira o caminho diplomático em curso para pôr fim à invasão russa da Ucrânia, defendendo que a paz se faz de pequenos passos. O presidente da República alerta, porém, que cada guerra traz os seus custos e que estes poderão ser sentidos pelas restantes nações.

“Mesmo quando há guerras, há diplomacia paralela”, conversações e tentativas de abertura de corredores humanitários, assim como iniciativas “nas capitais de todo o mundo para procurar o fundamental, que é a paz”, assinalou o chefe de Estado em visita aos estúdios da RTP no 65.º aniversário da estação pública.

“E a paz faz-se de pequenos passos. A paz faz-se da abertura de corredores humanitários, faz-se de cessar-fogo, ainda que parcial, instantâneo, pontual e limitado. Faz-se de conversações, faz-se de não perder o grande objetivo que é fazer terminar a guerra”.

Quanto a estas negociações, “não vale a pena fazer antecipações nem falar de mais”, uma vez que “no dia seguinte pode haver um desmentido do que se disse na véspera”, explicou Marcelo Rebelo de Sousa.

Para o presidente, “é preciso que, no terreno, as condições objetivas facilitem essas negociações. É isso que se tenta”.

Questionado sobre se os portugueses devem preparar-se para eventuais consequências desta guerra, o presidente da República realçou que a população tem “mostrado uma unidade singular, como mostraram na pandemia”, quanto à condenação da guerra e à solidariedade para com as vítimas da mesma, nomeadamente os refugiados ucranianos que estão a chegar a Portugal.

O chefe de Estado acredita que “quase no imediato” iremos sentir que, “quando há guerra, há custos da guerra”, que acabam por chegar de uma forma ou de outra.

12h45 - Zelensky falou com Charles Michel sobre ameaça nuclear e adesão à UE

No Twitter, o presidente ucraniano disse que falou hoje com o presidente do Conselho Europeu sobre "a ameaça às instalações nucleares, bombardeio de civis e infraestrutura crítica".

"Temos de parar isto. Levantei a questão da adesão da Ucrânia à União Europeia. O povo ucraniano merece isso", frisou.


12h37 - Macron denuncia "cinismo moral e político" de Putin a respeito dos corredores humanitários

O presidente francês, Emmanuel Macron, denunciou o "cinismo moral e político" de Vladimir Putin ao disponibilizar corredores humanitários a habitantes de várias cidades da Ucrânia com a Rússia como destino.

Macron fala de um "discurso hipócrita" ao surgir que as popuçlações ucranianas sejam "protegidas" dos bombardeamentos russos ao serem transportadas para a Rússia.

"Essa não é uma proposta séria, é cinismo moral e político, algo que considero insuportável", declarou em entrevista ao canal francês LCI. 

12h17 - Negociações começam às 14h00

A delegação ucraniana disse esta segunda-feira que a terceira ronda de negociações entre a Rússia e a Ucrânia irá começar às 16h00 locais (14h00 em Lisboa). A informação é avançada por um dos elementos da representação da Ucrânia, Mykhailo Podolyak, através do Twitter.


12h09 - Forças ucranianas anunciam reconquista de cidade ucraniana

Um assessor presidencial anunciou esta segunda-feira que as forças ucranianas recuperaram o controlo em Chuhuiv, no nordeste da Ucrânia, a cerca de 40 quilómetros da cidade de Kharkiv.

12h04 – Ucrânia diz que parte do porto de Olvia, no Mar Negro, foi atingida

O Ministério ucraniano das Infraestruturas avançou que parte do porto de Olvia, no Mar Negro, que está sob concessão da operadora portuária do Catar QTerminals, foi atingido por um ataque militar.

Segundo o executivo ucraniano, deste ataque não resultou qualquer ferido.

A QTerminals, pertencente à empresa estatal Qatar Ports Management e ao grupo de transporte e logística QatarNavigation, ganhou em 2020 uma concessão de 35 anos para desenvolver e operar o porto de Olvia.

12h01 - Moradores de Irpin surpreendidos por bombardeamento russo

Irpin, a 30 quilómetros a noroeste de Kiev, foi repetidamente bombardeada no domingo. O ataque russo provocou a fuga desesperada dos habitantes da localidade onde vivem pouco mais de 40 mil pessoas. Os militares ucranianos ajudam os civis a passar a ponte anteriormente destruída para deter avanços russos.



11h29 - Chefes das diplomacias russa e ucraniana reúnem-se esta quinta-feira

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e Ucrânia, Sergei Lavrov e Dmytro Kuleba, vão reunir-se na quinta-feira em Antália, na Turquia. Será o primeiro frente a frente dos chefes da diplomacia de Rússia e Ucrânia se encontram desde o início do conflito.

A informação foi avançada esta segunda-feira pelo ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Mevlut Cavusoglu, que também deverá participar no encontro, segundo adiantou à imprensa russa.

"Como resultado das iniciativas do nosso presidente [Erdogan] e dos nossos esforços diplomáticos intensos, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e da Ucrânia decidiram juntar-se, com a minha participação, em Antália [Fórum de Diplomacia de Antalya]. Esperamos que este esforço conduza à paz e estabilidade", confirmou o ministro turco dos Negócios Estrangeiros através de um tweet.


11h23 - UE trabalha em novas sanções face à "negligência do Kremlin em relação aos civis"

A presidente da Comissão Europeia confirmou hoje que a União Europeia está a trabalhar em novas sanções contra a Rússia, à luz da "negligência do Kremlin em relação aos civis" durante a ofensiva militar em curso na Ucrânia.

"Como sabem, já temos três pacotes de sanções de grande impacto. Mas agora temos que nos certificar de que não existem lacunas e que os efeitos das sanções são maximizados", disse aos jornalistas em Bruxelas.

Segundo Von der Leyen, "as sanções em vigor estão realmente a morder", como o demonstra "a turbulência descendente na economia russa", mas, "tendo em conta a evolução da situação na Ucrânia, e a negligência do Kremlin em relação aos civis - mulheres, crianças, homens", a UE está já "naturalmente a trabalhar em novas sanções".

Von der Leyen acrescentou que vai discutir hoje em Bruxelas com o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, a questão da Energia e o modo de a UE se "libertar" da dependência do petróleo e gás da Rússia, adiantando que a Comissão Europeia vai apresentar uma proposta já na terça-feira.

11h20 - Rublo desvalorizou mais de 60% desde início da ofensiva na Ucrânia

A moeda russa perdeu 62,1% do seu valor desde que a Rússia invadiu a Ucrânia. Esta segunda-feira, o rublo atingiu um novo mínimo histórico, tendo-se desvalorizado para 132 rublos em relação ao dólar e 144 rublos em relação ao euro.

A nova depreciação da moeda surge depois de os Estados Unidos anunciarem que estão em conversações "muito ativas" com a União Europeia para proibir as importações de petróleo da Rússia, numa nova tentativa de asfixiar a economia russa em retaliação à guerra na Ucrânia.

11h11 - TikTok e Netflix suspendem operações na Rússia



10h58 - Nova ronda de negociações começa às 12h00

A terceira ronda de negociações entre as delegações russas e ucranianas inicia-se esta segunda-feira às 12h00. A informação é avançada pela agência bielorrussa Belta.

10h25 - Lituânia apela ao embargo de gás e petróleo russos

O ministro lituano dos Negócios Estrangeiros, Gabrielius Landsbergis, apelou na segunda-feira a um embargo ao gás e petróleo russos na sequência do conflito na Ucrânia.

"As fontes de energia que estamos a importar é que pagam a operação militar. Não podemos pagar pelo petróleo e gás com o sangue da Ucrânia", afirmou o chefe da diplomacia lituana numa conferência de imprensa, ao lado do secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.

10h20 - Gás natural dispara 64 por cento para 335 euros por MWh, um novo recorde

O gás natural TTF (Title Transfer Facility) para entrega em abril disparou no mercado holandês para 335 euros por megawatt hora (MWh), um novo máximo de sempre.

Segundo dados da Bloomberg, às 9h50 em Lisboa, o gás natural estava a cotar-se a 260 euros por MWh, mais 27,50% do que no fecho de sexta-feira (204 euros), embora no início das negociações tenha atingido 335 euros.

O mercado do gás está a viver um dia muito volátil, com grandes flutuações em apenas alguns minutos.

Depois de ter começado a subir, o preço da matéria-prima caiu aproximadamente às 9h00 para 200 euros MWh, o nível do preço de fecho da semana passada.

Na hora seguinte, recuperou para 335 euros por MWh, o que é um novo máximo histórico, para cair para 270 euros por MWh às 9:00, 32,3% mais caro do que na sexta-feira passada, de acordo com os dados da Bloomberg recolhidos pela Efe.

A Rússia é o principal fornecedor de gás para a Europa, especialmente para o centro e leste do Velho Continente, e o início da guerra fez subir o preço no mercado europeu.

Desde 23 de Fevereiro, dia anterior à invasão da Ucrânia, o preço desta matéria-prima triplicou, tendo passado de 87,5 euros por MWh para os atuais 260 euros.

(agência Lusa)

10h09 - Delegação russa chega à Bielorrússia

A delegação russa chegou esta manhã à cidade bielorrussa de Brest para uma nova ronda de negociações com a Ucrânia. A informação foi avançada pela agência RIA. O local e hora extados da reunião ainda não são conhecidos.

10h06 - Presidente da Ucrânia apela ao boicote do petróleo russo

Volodymyr Zelensky pediu à comunidade internacional que boicote o petróleo russo, derivados de petróleo e outras exportações.

Numa mensagem de vídeo publicada esta segunda-feira, o presidente ucraniano pede ainda à comunidade internacional que forneça aviões militares a Kiev.

9h16 - Ucrânia acusa Rússia de tentar manipular líderes mundiais com corredores humanitários

A Ucrânia acusa as autoridades russas de estarem a tentar manipular o presidente francês, Emmanuel Macron, e outros líderes ocidentais, ao exigir que quaisquer corredores humanitários na Ucrânia terminem na Rússia ou Bielorrússia.

"Não é uma opção aceitável", frisou.

A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, explica que a Ucrânia está a exigir à Rússia que concorde com um cessar-fogo a partir de segunda-feira de manhã para permitir que os ucranianos possam ser retirados de várias cidades em direção a Lviv.

9h03 - Pelo menos nove mortos em bombardeamentos no aeroporto de Vinnytsia

Pelo menos nove pessoas morreram no bombardeamento do exército russo contra o aeroporto de Vinnytsia, a cerca de 200 quilómetros de Kiev.

De acordo com as equipas ucranianas de socorro, quinze pessoas foram retiradas dos escombros durante a madrugada de segunda-feira. Nove pessoas morreram, das quais cinco civis e quatro soldados. As buscas para encontrar mais vítimas prosseguem.

8h52 - Ataques russos prosseguem em Jarkov, Sumy e Odessa

De acordo com as autoridades ucranianas, as forças russas mantêm ataques com mísseis e artilharia contra várias cidades e regiões da Ucrânia, especialmente em Jarkov, Sumy e Odessa.

"Desde o início do 12.º dia (da invasão russa), o inimigo continuou a realizar ataques com artilharia contra cidades da Ucrânia", assinalaram as Forças Armadas ucranianas, acrescentando que as forças russas continuam a usar a rede de aeródromos da Bielorrússia para projetarem os ataques de aviação de combate.

8h36 - Mais de 5 mil manifestantes foram detidos na Rússia só este domingo

Pelo menos 5.000 pessoas que se manifestavam contra a intervenção militar na Ucrânia foram detidas no domingo em 69 cidades da Rússia, informou nesta segunda-feira a ONG OVD-Info, especializada na monitorização de manifestações.

Só em Moscovo foram detidos 2.300 manifestantes. Mais 1.253 pessoas foram detidas na cidade de São Petersburgo.

Na sexta-feira, as autoridades russas aprovaram uma nova lei que visa combater a disseminação de "informações falsas" sobre o conflito na Ucrânia, em particular sobre o exército russo.

A divulgação de informação sobre a guerra pode ser punida com o pagamento de multas ou até um máximo de 15 anos de prisão.

8h14 - Anonymous reivindica ataque a televisões russas

O grupo de hackers Anonymous reivindicou esta segunda-feira a responsabilidade por um ataque cibernético sobre os principais canais de televisão russos, transmitindo imagens não editadas da guerra na Ucrânia.

Numa publicação na rede social Twitter, o grupo disse que os canais afetados foram o Russia 24, o Channel One e o Moscow 24.


O ataque teve também entre os alvos as plataformas audiovisuais russas Wink e Ivi - semelhantes à Netflix -, que contam com milhares de assinantes.

A publicação inclui uma gravação, com 38 segundos, que alegadamente comprova a transmissão de imagens da invasão da Ucrânia por tropas russas, assim como de mensagem sobre o conflito, nos três canais televisivos.

(agência Lusa)

8h05 - Posição da Rússia sobre corredores humanitários é "completamente imoral", acusa a Ucrânia

A Ucrânia disse esta segunda-feira que a proposta russa sobre corredores humanitários é "completamente imoral". Na proposta de Moscovo, permite-se a fuga de civis através da Bielorrússia ou Rússia.

Um porta-voz do presidente ucraniano defendeu que os cidadãos ucranianos devem ser autorizados a deixar suas casas através do território ucraniano e acusou a Rússia de impedir deliberadamente tentativas anteriores de evacuação.

"Esta é uma história completamente imoral. O sofrimento das pessoas é usado para criar imagens de televisão desejadas", disse o porta-voz numa mensagem escrita, citada pelas agências internacionais. "São cidadãos da Ucrânia, devem ter o direito de sair através de território da Ucrânia."

7h55 - Amizade entre Pequim e Moscovo "sólida como uma pedra"

"A amizade entre os dois povos é sólida como uma rocha e as perspetivas de cooperação futura são imensas", afirmou o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, esta segunda-feira.

O chefe da diplomacia chinesa acrescentou que a China está pronta para participar "se necessário" na mediação internacional para uma resolução do conflito na Ucrânia. 

7h45 - Moscovo anuncia corredores humanitários em quatro cidades ucranianas

A Rússia anunciou que iria permitir a abertura de corredores humanitários, a partir das 10h00 (7h00 em Lisboa), na capital ucraniana, Kiev, e nas cidades de Mariupol, Kharkiv e Sumi.

A informação foi prestada à Cruz Vermelha, à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e à ONU, segundo agências de notícias russas.

A decisão foi tomada "perante a situação humanitária catastrófica e o seu forte agravamento nas cidades de Kiev, Kharkiv, Sumi e Mariupol", justificaram as Forças Armadas russas.

Um dos corredores será aberto a partir de Kiev, passando pelas cidades de Gostomel, chegando a Chernobyl e às cidades bielorrussas de Gden e Gomel, com o posterior transporte, por via aérea, das pessoas deslocadas para a Federação Russa.

A partida de Mariupol será por duas vias. A primeira rota segue para Rostov-on-Don, já na Rússia, e depois por via aérea, ferroviária e rodoviária, para destinos selecionados ou centros de alojamento temporário. O segundo é entre Mariupol e Mangush, na bacia de Donetsk.

A rota de Kharkiv segue para Belgorod, já na Federação Russa, para depois fazer chegar os refugiados por via aérea, ferroviária e rodoviária para destinos selecionados ou centros de alojamento temporário.

Já a partir de Sumi estão estabelecidas duas rotas: a primeira para Belgorod e a segunda para Poltava, na Ucrânia.

(agência Lusa)

7h36 - Rússia recruta combatentes sírios especialistas em combate urbano

Moscovo está a recrutar especialistas sírios em combate urbano para lutar na Ucrânia. A informação é avançada por autoridades norte-americanas consultadas pelo jornal The Wall Street Journal.

Relatórios dos EUA indicam que a Rússia, que opera dentro da Síria desde 2015, recrutou nos últimos dias combatentes sírios na esperança de que a sua experiência em combates urbanos possa ajudar a tomar Kiev.

"O número de combatentes recrutados é desconhecido, mas alguns deles já estão na Rússia a preparar-se para entrar no conflito", segundo o jornal.

Os especialistas consultados pelo jornal recusaram-se a dar mais detalhes sobre o deslocamento de combatentes sírios na Ucrânia.

De acordo com uma publicação com sede na cidade síria de Deir Ezzor, a Rússia ofereceu aos voluntários entre 200 a 300 dólares (entre cerca de 180 a 270 euros) “para ir para a Ucrânia operar como guardas armados” durante seis meses e também confirmou que há combatentes chechenos no terreno.

"Com a chegada de voluntários de outros países à Ucrânia, o conflito pode tornar-se um novo foco para combatentes estrangeiros", disse Jennifer Cafarella, do Instituto para o Estudo da Guerra em Washington.

(agência Lusa)
Ponto de situação

Esta segunda-feira deverá realizar-se nova ronda de negociações entre a Ucrânia e Rússia. Será o terceiro encontro de delegações dos dois países.

As exigências devem manter-se A Ucrânia quer um cessar-fogo e a retirada das tropas russas do território ucraniano. Do lado russo haverá exigências para que a Ucrânia reconheça as repúblicas de Donetsk e Lugansk e abandone a vontade de recuperar a Crimeia e aderir à NATO.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirma que os ucranianos "não vão perdoar" a violência a que estão a ser sujeitos. E que a Rússia acabará por ser julgada.

Zelensky afirma que as forças russas vão bombardear esta segunda-feira, uma vez mais, zonas onde vivem e trabalham civis, e pediu mais apoio por parte do Ocidente.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirma que, se a resistência persistir, "os ucranianos estarão a pôr em causa o futuro do país".