Moscovo anunciou também que vai haver uma quarta ronda de negociações, em breve, a decorrer na Bielorrússia. A informação foi avançada por um negociador que esteve na terceira ronda de negociações, entre Moscovo e Kiev, esta segunda-feira.
O encontro entre negociadores terminou sem que tivesse sido alcançado um acordo para a paz. Foram apenas conseguidos pequenos "avanços" na logística dos corredores humanitários.
Para a próxima quinta-feira, dia 10, está previsto o primeiro encontro de alto nível desde o início da invasão: os ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e da Ucrânia vão encontrar-se, à margem do Fórum Diplomático que vai decorrer na Turquia, um encontro conjunto com o homólogo turco.
Entre as condições apresentadas pela Rússia para parar o conflito, está o reconhecimento da Crimeia, de Donetsk e de Luhansk como estados independentes e a não-integração da Ucrânia na NATO.
Moscovo divulgou ainda uma lista de países "hostis" que inclui todos os países da União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá. A esses países as empresas russas poderão agora pagar as dívidas em rublos, moeda que já perdeu oitenta por cento do valor desde o início do ano.
As Nações Unidas referem que mais de 1,7 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa. A União Europeia estima que possam chegar aos 27 Estados-membros cinco milhões de refugiados.
Os preços das principais matérias-primas estratégicas disparam, uma vez que Rússia e a Ucrânia são grandes fornecedores mundiais.
A Rússia é um dos principais produtores de gás e petróleo e os investidores receiam possíveis interrupções no fornecimento de hidrocarbonetos.
Os preços do petróleo, o Brent do Mar do Norte ou o WTI dos EUA, atingiram máximos históricos, superando brevemente 130 dólares por barril pela primeira vez desde 2008. O preço do gás atingiu um recorde histórico na Europa, de 345 euros por megawatt hora.
As capacidades de exportação da Ucrânia também são motivo de preocupação, uma vez que juntamente com a Rússias é considerado um "celeiro" para o resto do mundo.
Na Europa, o preço do trigo disparou desde o início do conflito para atingir um preço sem precedentes, atingindo os 450 euros por tonelada.
O embargo foi rejeitado pela Alemanha, que está muito dependente do fornecimento de gás russo, avança a agência France Presse.
A Casa Branca assegurou que os países ocidentais mantêm a sua determinação em "continuar a aumentar o custo" infligido à Rússia pela invasão da Ucrânia, refere em comunicado divulgado após uma videoconferência entre os presidentes dos EUA e França, o primeiro-ministro britânico e o chanceler alemão.
Embaixada da Rússia em Lisboa. Há instantes. pic.twitter.com/HgJmQjDJ9k
— Carlos Nunes Lopes (@carlosnlopes) March 7, 2022
“Civis em lugares como Mariupol, Kharkiv, Melitopol e outros lugares precisam desesperadamente de ajuda, especialmente suprimentos médicos vitais”, acrescentou Martin Griffiths.
A reunião de emergência para debater a crise na Ucrânia foi marcada por um ambiente muito tenso, com trocas de acusções, até mesmo de insultos, entre os embaixadores russos e ucranianos.
Em sessão fechada, a pedido da França e do México, foi indicado que continuavam a preparar um projeto de resolução para exigir o fim das hostilidades e o acesso humanitário sem restrições.
"As partes devem garantir em todos os momentos poupar civis, habitações civis e infraestrutura nas suas operações militares", disse Martin Griffiths.
"Enfatizo que os soldados recrutas não estão a participar das hostilidades e não vão participar nelas. E não haverá convocação adicional de reservistas", afirmou o presidente russo numa mensagem destinada a assinalar o Dia Internacional da Mulher.
Russia's ambassador to the UN, Vasily Nebenzya, is in the Security Council, claiming Ukrainians are shelling themselves.
— Julian Borger (@julianborger) March 7, 2022
(Echoes of the Bosnian Serb army which would routinely say similar as it bombed Sarajevo) pic.twitter.com/0n3BIzowKc
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, publicou um vídeo na sua conta da rede social Facebook onde revela a sua localização, afirmando que está no seu escritório em Kiev, na rua Bankova.
Um número que vai continuar a subir à medida que o conflito aumenta. Os que fogem da guerra são sobretudo mulheres e crianças. Mais de um milhão foi para a vizinha Polónia. A Hungria recebeu mais de 180 mil e a Eslováquia 128 mil.
Vários civis ucranianos morreram depois de terem sido atingidos por disparos quando tentavam fugir dos arredores de Kiev. A ofensiva quase atingiu os jornalistas que acompanhavam os refugiados. Kiev acusa as forças russas de terem destruído muitas habitações, escolas e edifícios não-militares em muitas cidades do leste e sul da Ucrânia.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse hoje que não aceita o "ultimato" do Kremlin para parar a invasão e pediu ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, que saia da sua "bolha" e inicie o "diálogo".
Esta foi a resposta do presidente ucraniano quando questionado, em entrevista à rede norte-americana ABC, sobre o anúncio do Kremlin, que propôs interromper a sua ofensiva se Kiev renunciar à adesão à NATO, reconhecer a Crimeia como território russo e reconhecer a independência da região do Donbass, parcialmente ocupada por milícias pró-Rússia.
"Este é outro ultimato e não estamos preparados para ultimatos", disse Zelensky durante a entrevista, que vai para o ar na íntegra esta noite.
O presidente ucraniano afirmou que "o que Putin deve fazer é iniciar o diálogo em vez de viver numa bolha de informação sem oxigénio".
"Ele está numa bolha a receber informações e não sabemos se as informações que lhe dão são realistas", disse.
Questionado sobre a recusa da NATO e de Washington em impor uma zona de exclusão aérea na Ucrânia, Zelensky insistiu que é necessário derrubar mísseis russos para "preservar vidas" de civis, já que, observou, há bombardeamentos contra universidades e hospitais.
"Tenho a certeza de que os bravos soldados americanos derrubariam (os mísseis russos) que são lançados contra os estudantes. Tenho a certeza de que não hesitariam em fazê-lo", disse.
A Rússia alertou esta segunda-feira para as "consequências catastróficas" para o mercado global da implementação de um embargo ocidental ao petróleo russo, discutido por Washington e pela União Europeia como medida de retaliação à intervenção militar russa na Ucrânia.
"É bastante óbvio que o boicote à compra de petróleo russo terá consequências catastróficas para o mercado mundial", declarou o vice-primeiro-ministro russo, responsável pela Energia, Alexandre Novak.
O presidente dos EUA Joe Biden, o presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Olaf Scholz e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson estão "determinados em continuar a aumentar o custo" infligido à Rússia em resposta à "invasão não provocada e injustificada da Ucrânia", de acordo com um comunicado divulgado esta segunda-feira pela Casa Branca após uma videoconferência entre os quatro líderes.
Os quatro líderes "salientaram o seu compromisso de continuar a fornecer ajuda económica, humanitária e de segurança à Ucrânia".
Joe Biden, por sua vez, está sob crescente pressão para cortar essa fonte essencial de receita para o regime de Vladimir Putin. Os Estados Unidos, grandes produtores de petróleo, importam pouco petróleo russo e o presidente democrata tem vindo a reiterar que "nada está excluído".
Joe Biden até agora não arriscou para não prejudicar a relação com os países europeus, mas duas fontes avançaram à agência Reuters esta segunda-feira que o governo de Biden estava disposto a avançar com a proibição das importações de petróleo russo para os Estados Unidos sem o apoio dos aliados europeus.
Os preços do petróleo dispararam na semana passada depois de os Estados Unidos e os seus aliados terem aplicado duras sanções à Rússia após a invasão da Ucrânia.
A Rússia espera que uma quarta ronda de negociações com a Ucrânia aconteça num futuro "muito próximo", afirmou um dos membros da delegação russa esta segunda-feira, após uma terceira ronda de negociações inconclusiva na Bielorrússia.
"A próxima quarta ronda terá lugar na Bielorrússia num futuro muito, muito próximo", disse o negociador russo Leonid Slutsky à televisão estatal russa. "Ainda não vou nomear a data exata. Será determinada talvez amanhã", acrescentou.
O rublo perdeu 86,1% do seu valor desde que no passado dia 24 de fevereiro a Rússia invadiu a Ucrânia e depois de países ocidentais terem impostos sanções financeiras a Moscovo.
Hoje, a moeda russa alcançou um novo mínimo histórico, ao depreciar-se para 152 rublos por um dólar e 164 rublos por um euro.
No passado dia 23 de fevereiro, na véspera da invasão, um dólar valia 82 rublos.
A nova desvalorização da moeda russa ocorre após os Estados Unidos terem anunciado que estão em curso conversações com a União Europeia para proibir a importação de petróleo da Rússia, como represália pela guerra na Ucrânia.
A terceira ronda de negociações entre Kiev e Moscovo foi já dada por terminada, avançou há minutos a agência de notícias TASS.
Mykhaïlo Podoliak, membro da delegação ucraniana, anunciou no Twitter que as negociações terminaram com alguns "resultados positivos" em relação à melhoria da logística dos corredores humanitários.
The third round of negotiations has ended. There are small positive subductions in improving the logistics of humanitarian corridors... Intensive consultations have continued on the basic political block of the regulations, along with a ceasefire and security guarantees. pic.twitter.com/s4kEwTNRhI
— Михайло Подоляк (@Podolyak_M) March 7, 2022
"Dissemos claramente que esperamos que amanhã (terça-feira) estes corredores comecem finalmente a funcionar. O lado ucraniano deu-nos garantias disso", afirmou o chefe da delegação russa, citado pela agência de notícias Interfax.
A presidente do Parlamento Europeu exigiu hoje a libertação dos manifestantes russos contra a invasão da Ucrânia, detidos este fim de semana, vincando que "Putin não é igual à Rússia" e que a "indignação europeia cresce a cada disparo".
"Quero expressar a nossa solidariedade com todos os manifestantes pacíficos anti-invasão na Rússia e aplaudir a sua coragem de se erguerem publicamente. Em nome do Parlamento Europeu, apelo às autoridades russas para que libertem aqueles que foram injustamente presos e para permitirem a liberdade de expressão e apelo às autoridades russas para que parem de intimidar os manifestantes e libertem imediatamente todas as pessoas detidas", declarou Roberta Metsola.
A líder da instituição salientou que "Putin não é igual à Rússia".
Ao denunciar que "os cartazes escritos à mão com sinais de paz e mensagens antiguerra são suficientes para merecer a detenção de pessoas", Roberta Metsola acrescentou existirem "relatos de mais de 13 mil pessoas em 147 cidades russas detidas por protestarem contra a invasão".
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, assinou um decreto que veda o uso do território húngaro para o transporte de armas para a Ucrânia. O documento permite, por sua vez, o envio de tropas da Aliança Atlântica para o oeste da Hungria.
Apesar de a União Europeia ter anunciado que vai financiar a compra e entrega de armas e equipamento militar à Ucrânia, a Hungria (membro da NATO desde 1999 e da UE desde 2004) já deixou claro que não ajudará na logística de envio de armas para Kiev.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, assinou um decreto que “deixa claro que nenhum carregamento de armas pode ser transportado do território da Hungria para território da Ucrânia”.
As forças russas bombardearam na noite de quinta-feira a maior central nuclear da Europa, no sul da Ucrânia, onde deflagrou um incêndio, que foi extinto pelos bombeiros. Esta segunda-feira, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Rafael Grossi, disse que o ataque militar da Rússia à Central Nuclear de Zaporizhzhia levou à destruição de um gerador de neutrões.
Numa conferência de imprensa esta manhã, Rafael Grossi começou por garantir que a AIEA “continua a monitorizar a situação precária nas instalações nucleares da Ucrânia, emitindo atualizações regulares ao público através das redes sociais e do site da Agência”.
“As operações militares nas instalações de energia nuclear da Ucrânia causaram risco sem precedentes de um acidente nuclear, pondo em perigo a vida de pessoas que vivem na Ucrânia e em países vizinhos, incluindo a Rússia. Na semana passada, um projétil militar atingiu uma instalação na central nuclear de Zaporizhzhya, na Ucrânia, causando um incêndio, mas sem libertar radiação”, recordou o diretor-geral da agência.
“Era uma instalação subterrânea para experiências científicas”, explicou, acrescentando que a instalação era “relativamente nova, parte de uma operação entre os Estados Unidos e a Ucrânia, ainda da Administração de Obama”.
A Ucrânia acusou hoje a Rússia de voltar a "sabotar" a abertura de corredores humanitários para a evacuação das regiões de Kiev, Kharkiv, Donetsk e Kherson, continuando os bombardeamentos.
"Violando os acordos alcançados anteriormente, em 07 de março, a Federação Russa mais uma vez sabotou a abertura de corredores humanitários para a evacuação da população civil nas cidades sitiadas de Kiev (norte), Kharkiv (leste), Donetsk (leste) e Kherson (sul)", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, em comunicado.
A diplomacia ucraniana denunciou ainda que as Forças Armadas russas "continuam os bombardeamentos e ataques com foguetes" em Kiev, Mariupol (sudeste), Volnovakha (sudeste), Sumy (nordeste), Mykolaiv (sul), Kharkov (leste) e outras cidades, vilas e aldeias".
"Isso impossibilita a saída segura de comboios humanitários que transportam cidadãos ucranianos e estrangeiros, bem como a entrega de medicamentos e alimentos", acrescenta o comunicado.
As autoridades ucranianas acusaram hoje o exército russo de ter matado o presidente da câmara da cidade de Gostomel, Yuri Prylipko, enquanto distribuía ajuda a pessoas afetadas pela guerra, que teve início a 24 de fevereiro.
"O presidente da câmara da cidade de Gostomel, Yuri Illich Prylipko, morreu enquanto distribuía pão e medicamentos aos doentes e confortava os feridos", disse o conselho municipal numa declaração publicada na rede social Facebook, citada pela agência francesa AFP.
Gostomel situa-se a cerca de 25 quilómetros a noroeste da capital ucraniana, Kiev, e acolhe uma base militar no aeroporto Antonov, que tem sido um dos epicentros dos combates desde o início da invasão russa.
Os embaixadores dos 27 Estados-membros junto da União Europeia (UE) chegaram hoje a acordo para pedir à Comissão Europeia para avaliar os pedidos da Ucrânia, Geórgia e Moldova para obterem o estatuto de países candidatos ao bloco comunitário.
"Acordo no Coreper [representantes permanentes dos Estados-membros] para convidar a Comissão Europeia a apresentar um parecer sobre cada um dos pedidos de adesão à UE apresentados pela Ucrânia, Geórgia e Moldova", anunciou a presidência francesa do Conselho.
Numa publicação na rede social Twitter, a presidência francesa do Conselho da UE adianta que foi lançado um "procedimento escrito para validação pelo Conselho dos projetos de cartas destinados a solicitar o parecer da Comissão da UE".
A Ucrânia indicou hoje que mais de 11.000 soldados russos foram mortos desde o início da invasão do país pela Rússia, em 24 de fevereiro.
Num boletim hoje publicado pelo Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia na rede social Facebook, as forças ucranianas reclamam ainda ter destruído um total de 290 tanques, 46 aviões e 68 helicópteros russos.
O balanço, cujos dados não podem ser verificados de forma independente, não refere quaisquer baixas de militares ou veículos ucranianos, mas indica que 999 veículos de combate blindados russos foram neutralizados, segundo a agência noticiosa Efe.
As Forças Armadas ucranianas disseram que o cálculo dos danos nas fileiras inimigas "é complicado dada a alta intensidade das hostilidades".
O presidente dos EUA, Joe Biden, vai discutir hoje a situação na Ucrânia com o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Olaf Scholz, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou a Casa Branca.
A conversa telefónica decorre depois de mais uma noite de bombardeamentos russos na Ucrânia e enquanto os países ocidentais procuram chegar a um acordo sobre os próximos passos na luta contra Moscovo.
Foram esta segunda-feira recuperados dos escombros os corpos de 13 civis após um ataque aéreo a uma fábrica de pão na cidade ucraniana de Makariv, junto a Kiev.
A informação foi avançada pelos serviços de emergência locais em comunicado.
Antes do ataque encontravam-se cerca de 30 pessoas na fábrica, sendo que cinco foram resgatadas com vida. Outras continuam desaparecidas.
O primeiro-ministro britânico anunciou esta tarde uma nova ajuda no valor de 175 milhões de libras para ajudar a crise humanitária na Ucrânia.
Este novo financiamento eleva o apoio monetário do Reino Unido à Ucrânia para 400 milhões de libras desde o início da ofensiva russa.
“Anuncio mais 175 milhões de libras na ajuda do Reino Unido à Ucrânia, dos quais 100 milhões de dólares serão fornecidos diretamente ao Governo ucraniano”, explicou Boris Johnson em conferência de imprensa.
O primeiro-ministro canadiano acaba de anunciar a imposição de novas sanções a dez pessoas próximas do presidente Vladimir Putin que são “cúmplices desta invasão injustificada”.
“Estão incluídos funcionários e ex-funcionários do Governo russo, oligarcas e apoiantes da liderança russa. Os nomes destes indivíduos vêm de uma lista compilada pelo líder da oposição, Alexei Navalny”, disse Justin Trudeau numa conferência de imprensa em Londres.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai esta segunda-feira reunir para discutir a deterioração da situação humanitária da Ucrânia, anunciaram diplomatas à agência Reuters.
Neste momento, mais de 1,7 milhões de pessoas abandonaram a Ucrânia devido à invasão russa.
O avião do ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovych foi detetado esta segunda-feira num voo entre Moscovo e Misnk, poucas horas antes do início da terceira ronda de negociações. A notícia é avançada pela Ukrayinska Pravda.
The plane of Viktor Yanukovych a few hours before start of third round of negotiations flew from Moscow to Minsk, writes Ukrayinska Pravda citing an informed source in aviation sphere.
— NEXTA (@nexta_tv) March 7, 2022
Ukrainian intelligence believes that the Kremlin wants to make him "president of Ukraine." pic.twitter.com/ivX1EFac8c
As autoridades ucranianas acreditam que o Kremlin pretende que Yanukovych se torne, de novo, presidente do país.
Viktor Yanukovych foi presidente da Ucrânia entre 2010 e 2014, ano em que se exilou na sequência dos protestos generalizados no país. Na altura, o então presidente rejeitou um acordo que previa um alinhamento de Kiev com a União Europeia, com vista a uma futura adesão ao bloco europeu.
Em vez de aprovar esse acordo, Yanukovych procurou o apoio russo e estreitou laços com Moscovo. A decisão acabou por motivar uma enorme onda de protestos que levou à sua demissão. Desde então que vive na Rússia depois de ter fugido para o país através da Crimeia, em fevereiro de 2014.
O negociador ucraniano Mykhailo Podolyak apelou à Rússia que ponha fim aos ataques a civis. O pedido foi feito antes da terceira ronda de negociações entre os dois países.
“Dentro de alguns minutos, começaremos a falar com os representantes de um país que acredita seriamente no argumento da violência a larga escala contra civis. Provem que não é esse o caso”, escreveu o negociador no Twitter.
Um corredor humanitário a partir de Mariupol estava "minado", revelou hoje a Cruz Vermelha Internacional, após tentativas falhadas para retirar civis daquela cidade sitiada da Ucrânia, com Kiev e Moscovo a acusarem-se mutuamente de violar o acordo.
Dominik Stillhart, diretor de operações do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), disse à BBC que, no que respeita aos corredores humanitários, "o problema ou o desafio é trazer ambas as partes para um acordo concreto, exequível e preciso".
O responsável explicou que os corredores "estavam prontos ontem, apesar de o acordo não ser inteiramente claro".
"Mas, assim que chegaram ao primeiro posto de controlo, perceberam que a estrada que lhes tinha sido indicada estava na verdade minada", revelou. "É por isso que é tão importante que ambas as partes tenham um acordo claro para que possamos executar no terreno".
As delegações russa e ucraniana já iniciaram a terceira ronda de negociações na Bielorrússia, avançou a agência de notícias Interfax.
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras da Madeira atendeu até hoje 86 cidadãos ucranianos, dos quais 27 estão a ser apoiados pela linha de emergência social, 35 não precisam imediatamente de ajuda, enquanto 24 irão necessitar em breve.
Os líderes europeus vão discutir ainda esta semana a candidatura da Ucrânia à União Europeia, avançou há pouco no Twitter o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.
“A solidariedade, amizade e assistência sem precedentes da UE à Ucrânia são firmes. Vamos discutir nos próximos dias a candidatura da Ucrânia a Estado-membro”, escreveu o responsável.
The EU’s solidarity, friendship and unprecedented assistance for #Ukraine are unwavering.
— Charles Michel (@eucopresident) March 7, 2022
We will discuss Ukraine’s membership application in coming days.
O tema deverá estar em cima da mesa já na quinta-feira, dia em que se realiza uma cimeira informal de líderes europeus em Paris para discutir a guerra na Ucrânia, levada a cabo pela Rússia.
A terceira ronda de negociações está marcada para as 14h00. Ao décimo segundo dia de guerra, russos e ucranianos voltam a reunir-se na Bielorrússia para tentar um cessar-fogo.
Está também marcada para quinta-feira, na Turquia, uma reunião que vai juntar os chefes da diplomacia dos dois países.
Esta segunda-feira, o Governo ucraniano disse considerar "imoral" a proposta de Moscovo de abrir quatro corredores humanitários, para a retirada de civis das cidades de Mariopol, Kharkiv, Summy e Kiev. Isto porque duas das rotas de fuga têm destino final os territórios russo e bielorrusso.
O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, alertou hoje para a possibilidade de chegarem à Europa cinco milhões de refugiados ucranianos em fuga da guerra.
"Se os bombardeamentos continuarem assim, se continuarem a ser bombardeadas cidades indiscriminadamente, podemos esperar cinco milhões de exilados, de pessoas que tentam escapar à guerra", disse Borrell, comparando a situação da Ucrânia com a do Afeganistão.
"Vamos deparar-nos com um problema grave nas nossas fronteiras a leste", referiu, apelando à mobilização "de todos os recursos europeus para ajudar os países que vão receber este fluxo", nomeadamente os Estados-membros que têm fronteiras com a Ucrânia.
O alto representante para a Política Externa da UE especificou ser necessário "mais dinheiro, maior capacidade de acolhimento, mais provisões...mais de mais".
Nos anos de 2015 e 2016, referiu ainda, com a crise síria, chegaram à Europa 1,5 milhões de pessoas, acrescentando que "agora serão muitos mais".
Marcelo Rebelo de Sousa destacou esta segunda-feira o caminho diplomático em curso para pôr fim à invasão russa da Ucrânia, defendendo que a paz se faz de pequenos passos. O presidente da República alerta, porém, que cada guerra traz os seus custos e que estes poderão ser sentidos pelas restantes nações.
“Mesmo quando há guerras, há diplomacia paralela”, conversações e tentativas de abertura de corredores humanitários, assim como iniciativas “nas capitais de todo o mundo para procurar o fundamental, que é a paz”, assinalou o chefe de Estado em visita aos estúdios da RTP no 65.º aniversário da estação pública.
“E a paz faz-se de pequenos passos. A paz faz-se da abertura de corredores humanitários, faz-se de cessar-fogo, ainda que parcial, instantâneo, pontual e limitado. Faz-se de conversações, faz-se de não perder o grande objetivo que é fazer terminar a guerra”.
Quanto a estas negociações, “não vale a pena fazer antecipações nem falar de mais”, uma vez que “no dia seguinte pode haver um desmentido do que se disse na véspera”, explicou Marcelo Rebelo de Sousa.
Para o presidente, “é preciso que, no terreno, as condições objetivas facilitem essas negociações. É isso que se tenta”.
Questionado sobre se os portugueses devem preparar-se para eventuais consequências desta guerra, o presidente da República realçou que a população tem “mostrado uma unidade singular, como mostraram na pandemia”, quanto à condenação da guerra e à solidariedade para com as vítimas da mesma, nomeadamente os refugiados ucranianos que estão a chegar a Portugal.
O chefe de Estado acredita que “quase no imediato” iremos sentir que, “quando há guerra, há custos da guerra”, que acabam por chegar de uma forma ou de outra.
Held regular talks with @eucopresident. Discussed the threat to nuclear facilities, shelling of civilian and critical infrastructure. We have to stop this. Raised the issue of 🇺🇦’s membership in the #EU. The people of Ukraine deserve this. #StopRussia
— Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) March 7, 2022
Negotiations with the Russian Federation. Third round. Beginning at 16.00 Kyiv time. Delegation unchanged... pic.twitter.com/ycfT9LT0tc
— Михайло Подоляк (@Podolyak_M) March 7, 2022
O Ministério ucraniano das Infraestruturas avançou que parte do porto de Olvia, no Mar Negro, que está sob concessão da operadora portuária do Catar QTerminals, foi atingido por um ataque militar.
Segundo o executivo ucraniano, deste ataque não resultou qualquer ferido.
A QTerminals, pertencente à empresa estatal Qatar Ports Management e ao grupo de transporte e logística QatarNavigation, ganhou em 2020 uma concessão de 35 anos para desenvolver e operar o porto de Olvia.
Sayın Cumhurbaşkanımızın girişimleri ve yoğun diplomatik çabalarımız neticesinde, Rusya ve Ukrayna Dışişleri Bakanları @AntalyaDF marjında benim de katılımımla biraraya gelmeye karar verdiler.
— Mevlüt Çavuşoğlu (@MevlutCavusoglu) March 7, 2022
Barış ve istikrara vesile olmasını temenni ediyoruz.
A presidente da Comissão Europeia confirmou hoje que a União Europeia está a trabalhar em novas sanções contra a Rússia, à luz da "negligência do Kremlin em relação aos civis" durante a ofensiva militar em curso na Ucrânia.
"Como sabem, já temos três pacotes de sanções de grande impacto. Mas agora temos que nos certificar de que não existem lacunas e que os efeitos das sanções são maximizados", disse aos jornalistas em Bruxelas.
Segundo Von der Leyen, "as sanções em vigor estão realmente a morder", como o demonstra "a turbulência descendente na economia russa", mas, "tendo em conta a evolução da situação na Ucrânia, e a negligência do Kremlin em relação aos civis - mulheres, crianças, homens", a UE está já "naturalmente a trabalhar em novas sanções".
Von der Leyen acrescentou que vai discutir hoje em Bruxelas com o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, a questão da Energia e o modo de a UE se "libertar" da dependência do petróleo e gás da Rússia, adiantando que a Comissão Europeia vai apresentar uma proposta já na terça-feira.
O mercado do gás está a viver um dia muito volátil, com grandes flutuações em apenas alguns minutos.
Depois de ter começado a subir, o preço da matéria-prima caiu aproximadamente às 9h00 para 200 euros MWh, o nível do preço de fecho da semana passada.
Na hora seguinte, recuperou para 335 euros por MWh, o que é um novo máximo histórico, para cair para 270 euros por MWh às 9:00, 32,3% mais caro do que na sexta-feira passada, de acordo com os dados da Bloomberg recolhidos pela Efe.
A Rússia é o principal fornecedor de gás para a Europa, especialmente para o centro e leste do Velho Continente, e o início da guerra fez subir o preço no mercado europeu.
Desde 23 de Fevereiro, dia anterior à invasão da Ucrânia, o preço desta matéria-prima triplicou, tendo passado de 87,5 euros por MWh para os atuais 260 euros.
A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, explica que a Ucrânia está a exigir à Rússia que concorde com um cessar-fogo a partir de segunda-feira de manhã para permitir que os ucranianos possam ser retirados de várias cidades em direção a Lviv.
The hacking collective #Anonymous hacked into the Russian streaming services Wink and Ivi (like Netflix) and live TV channels Russia 24, Channel One, Moscow 24 to broadcast war footage from Ukraine [today] pic.twitter.com/hzqcXT1xRU
— Anonymous (@YourAnonNews) March 6, 2022
O ataque teve também entre os alvos as plataformas audiovisuais russas Wink e Ivi - semelhantes à Netflix -, que contam com milhares de assinantes.
Um porta-voz do presidente ucraniano defendeu que os cidadãos ucranianos devem ser autorizados a deixar suas casas através do território ucraniano e acusou a Rússia de impedir deliberadamente tentativas anteriores de evacuação.
"Esta é uma história completamente imoral. O sofrimento das pessoas é usado para criar imagens de televisão desejadas", disse o porta-voz numa mensagem escrita, citada pelas agências internacionais. "São cidadãos da Ucrânia, devem ter o direito de sair através de território da Ucrânia."
A informação foi prestada à Cruz Vermelha, à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e à ONU, segundo agências de notícias russas.
Um dos corredores será aberto a partir de Kiev, passando pelas cidades de Gostomel, chegando a Chernobyl e às cidades bielorrussas de Gden e Gomel, com o posterior transporte, por via aérea, das pessoas deslocadas para a Federação Russa.
A partida de Mariupol será por duas vias. A primeira rota segue para Rostov-on-Don, já na Rússia, e depois por via aérea, ferroviária e rodoviária, para destinos selecionados ou centros de alojamento temporário. O segundo é entre Mariupol e Mangush, na bacia de Donetsk.
A rota de Kharkiv segue para Belgorod, já na Federação Russa, para depois fazer chegar os refugiados por via aérea, ferroviária e rodoviária para destinos selecionados ou centros de alojamento temporário.
Já a partir de Sumi estão estabelecidas duas rotas: a primeira para Belgorod e a segunda para Poltava, na Ucrânia.
"O número de combatentes recrutados é desconhecido, mas alguns deles já estão na Rússia a preparar-se para entrar no conflito", segundo o jornal.
De acordo com uma publicação com sede na cidade síria de Deir Ezzor, a Rússia ofereceu aos voluntários entre 200 a 300 dólares (entre cerca de 180 a 270 euros) “para ir para a Ucrânia operar como guardas armados” durante seis meses e também confirmou que há combatentes chechenos no terreno.
"Com a chegada de voluntários de outros países à Ucrânia, o conflito pode tornar-se um novo foco para combatentes estrangeiros", disse Jennifer Cafarella, do Instituto para o Estudo da Guerra em Washington.
Esta segunda-feira deverá realizar-se nova ronda de negociações entre a Ucrânia e Rússia. Será o terceiro encontro de delegações dos dois países.
As exigências devem manter-se A Ucrânia quer um cessar-fogo e a retirada das tropas russas do território ucraniano. Do lado russo haverá exigências para que a Ucrânia reconheça as repúblicas de Donetsk e Lugansk e abandone a vontade de recuperar a Crimeia e aderir à NATO.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirma que os ucranianos "não vão perdoar" a violência a que estão a ser sujeitos. E que a Rússia acabará por ser julgada.
Zelensky afirma que as forças russas vão bombardear esta segunda-feira, uma vez mais, zonas onde vivem e trabalham civis, e pediu mais apoio por parte do Ocidente.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirma que, se a resistência persistir, "os ucranianos estarão a pôr em causa o futuro do país".