Mais atualizações
Vários sistemas anti-mísseis estarão a caminho da fronteira finlandesa, depois da Finlândia, juntamente com a Suécia ter anunciado que deverá entrar na NATO, referem diferentes relatos.
Este reforço militar russo ainda não foi confirmado nem pelas autoridades ucranianas, nem pelo Pentágono.
Contudo, Antony Blinken garante ter "informações credíveis" de que a Rússia poderá usar estas armas, incluindo gás lacrimogéneo misturado com agentes químicos, contra civis.
O presidente federal alemão, Frank-Walter Steinmeier, tinha o plano de seguir para a Ucrânia após concluir a visita em curso à Polónia, mas o seu homólogo ucranian Volodimir Zelensky fez-lhe saber que não o receberia, devido às estreitas relações que manteve com a Rússia quando chefiava a diplomacia alemã.
O presidente federal alemão, membro do Partido Socialdemocrata SPD, foi anteriormente ministro federal dos Negócios Estrangeiros e manteve, nessa qualidade, um diálogo profícuo com o homólogo russo Sergei Lavrov. Steinmeier tem recentemente admitido que essa proximidade terá constituído um erro, mas a autocrítica não foi suficiente para o gosto das autoridades ucranianas, que anunciaram a recusa a recebê-lo no quadro da visita que pretendia fazer a Kiev.
O presidente alemão está actualmente em visita à Polónia e em conversações com o presidente polaco Andrzej Duda, precisamente sobre a invasão da Ucrânia. Depois deveria seguir para a Ucrânia com outras delegações governamentais. Steinmeier, citado pelo diário alemão Bild, explicou que pretendia com a visitar dar "um sinal forte", e acrescentou: "Eu estava disposto a isso. Mas tenho de constatar que, visivelmente, isso não era desejado em Kiev".
Aquele diário alemão cita também um diplomata ucraniano não identificado, que declarou: "Aqui todos nós conhecemos as estreitas relações de Steinmeier com a Rússia (...). Neste momento, a sua visita não é bem vinda em Kiev. Se isso irá alterar-se ou não, havemos de ver".
Mais do que a cordialidade entre Steinmeier e Lavrov em tempos idos, o que neste momento mais tensão causa nas relações germano-ucranianas é o facto de a Alemanha depender em larga medida dos fornecimentos russos de gás natural e manter, por isso mesmo, uma maior relutância perante todas as sugestões de um embargo europeu ao gás russo.
Ponto de situação:
23h50 - Rússia reforça presença militar junto à fronteira com a Finlândia
Vários sistemas anti-mísseis estarão a caminho da fronteira finlandesa, depois da Finlândia, juntamente com a Suécia ter anunciado que deverá entrar na NATO, referem diferentes relatos.
Este reforço militar russo ainda não foi confirmado nem pelas autoridades ucranianas, nem pelo Pentágono.
23h40 - Zelensky admite não ser possível dizer com certeza que tipo de substância foi utilizada pela Rússia
O presidente ucraniano afirmou que não é possível ter 100% certeza sobre se as forças russas usaram armas químicas em Mariupol. Volodymyr Zelensky observa que não é possível realizar uma investigação adequada na cidade sitiada.
Zelensky referiu que o que designou de ameaças repetidas na Rússia sobre o uso de armas químicas significava que o Ocidente tinha de agir agora para impedir que a utilização de tais armas. Zelensky não deu mais detalhes.
Zelensky referiu que o que designou de ameaças repetidas na Rússia sobre o uso de armas químicas significava que o Ocidente tinha de agir agora para impedir que a utilização de tais armas. Zelensky não deu mais detalhes.
Também o secretário de Estado norte-americano reconheceu que os Estados Unidos não estão em condições de confirmar o uso de armas químicas na Ucrânia.
Contudo, Antony Blinken garante ter "informações credíveis" de que a Rússia poderá usar estas armas, incluindo gás lacrimogéneo misturado com agentes químicos, contra civis.
23h25 - EUA acusam Federação Russa e China de violações de direitos humanos
Os EUA apontaram a Federação Russa e a China como Estados em que existem torturas, execuções e repressão, no relatório anual do Departamento de Estado sobre direitos humanos.
O documento, apresentado pelo secretário do Estado, Antony Blinken, relativo a 2021, serve de guia ao Congresso norte-americano para determinar a realização da ajuda externa.
Blinken particularizou que, no ano passado, os EUA assistiram a uma deterioração da situação dos direitos humanos e a um aumento do autoritarismo no mundo.
Acentuou que "em poucos lugares as consequências humanas (dessa degradação) foram tão duras como na guerra brutal do governo russo na Ucrânia".
Blinken acrescentou que, à medida que as tropas russas saem das cidades ucranianas que tinham ocupado, estão a ser reveladas as "atrocidades generalizadas" que praticaram.
Exemplificou com os testemunhos de mulheres e meninas que foram violadas e o bombardeamento de equipamentos coletivos civis, como um teatro e uma estação ferroviária.
(agência Lusa)
O documento, apresentado pelo secretário do Estado, Antony Blinken, relativo a 2021, serve de guia ao Congresso norte-americano para determinar a realização da ajuda externa.
Blinken particularizou que, no ano passado, os EUA assistiram a uma deterioração da situação dos direitos humanos e a um aumento do autoritarismo no mundo.
Acentuou que "em poucos lugares as consequências humanas (dessa degradação) foram tão duras como na guerra brutal do governo russo na Ucrânia".
Blinken acrescentou que, à medida que as tropas russas saem das cidades ucranianas que tinham ocupado, estão a ser reveladas as "atrocidades generalizadas" que praticaram.
Exemplificou com os testemunhos de mulheres e meninas que foram violadas e o bombardeamento de equipamentos coletivos civis, como um teatro e uma estação ferroviária.
(agência Lusa)
22h42 - Kiev anuncia detenção de um aliado de Putin e Zelensky propõe troca
O presidente ucraniano propôs do oligarca pró-russo Viktor Medvedchuk por prisioneiros de guerra detidos pelas forças de Moscovo.
É "importante que as nossas forças de segurança e forças militares considerem essa possibilidade", afirmou Volodymyr Zelensky.
A detenção de Medvedchuk, que é o aliado mais próximo e influente do presidente Vladimir Putin na Ucrânia, sendo mesmo padrinho de uma das suas filhas, tinha sido anunciada pelos serviços secretos ucranianos.
É "importante que as nossas forças de segurança e forças militares considerem essa possibilidade", afirmou Volodymyr Zelensky.
A detenção de Medvedchuk, que é o aliado mais próximo e influente do presidente Vladimir Putin na Ucrânia, sendo mesmo padrinho de uma das suas filhas, tinha sido anunciada pelos serviços secretos ucranianos.
O Kremlin questiona a veracidade do anúncio e alega que circulam muitas notícias falsas.
22h30 - Governador de Donetsk fala em 20 mil mortes em Mariupol
Os combates e os bombardeamentos russos em Mariupol provocaram pelo menos 20.000 pessoas desde o final de fevereiro, anunciaram as autoridades regionais.
“Podemos dizer que entre 20 e 22 mil pessoas morreram em Mariupol”, disse Pavlo Kirilenko, governador da região de Donetsk, em entrevista ao canal de televisão CNN.
O governador referiu admitiu que era de "difícil apurar o número de vítimas", devido ao cerco de que a cidade é alvo há 40 dias.
O governo ucraniano acusa as forças russas de querer usar "agentes químicos" para obrigar os soldados ucranianos a abandonarem a cidade.
“Podemos dizer que entre 20 e 22 mil pessoas morreram em Mariupol”, disse Pavlo Kirilenko, governador da região de Donetsk, em entrevista ao canal de televisão CNN.
O governador referiu admitiu que era de "difícil apurar o número de vítimas", devido ao cerco de que a cidade é alvo há 40 dias.
O governo ucraniano acusa as forças russas de querer usar "agentes químicos" para obrigar os soldados ucranianos a abandonarem a cidade.
22h10 - Biden refere-se a situação na Ucrânia como "genocídio"
O presidente dos Estados Unidos utilizou pela primeira vez o termo "genocídio" para descrever a situação na Ucrânia e as consequências para a economia, desde o início da invasão russa.
"O orçamento familiar ou a capacidade de abastecimento de combustível, nada disso deve depender de um ditador declarar guerra e cometer genocídio no outro lado do mundo", salientou o chefe de Estado norte-americano.
Joe Biden fez estas declarações durante uma deslocação ao Estado de Iowa, dedicada à luta contra a inflação que atinge os Estados Unidos. A Casa Branca ainda não respondeu aos pedidos de esclarecimentos dos jornalistas.
(agência Lusa)
"O orçamento familiar ou a capacidade de abastecimento de combustível, nada disso deve depender de um ditador declarar guerra e cometer genocídio no outro lado do mundo", salientou o chefe de Estado norte-americano.
Joe Biden fez estas declarações durante uma deslocação ao Estado de Iowa, dedicada à luta contra a inflação que atinge os Estados Unidos. A Casa Branca ainda não respondeu aos pedidos de esclarecimentos dos jornalistas.
(agência Lusa)
21h45 - Autoridades neerlandesas já apreenderam 20 iates
"No seguimento de sanções contra a Rússia e Bielorrússia, os serviços aduaneiros apreenderam 20 iates que estão sob apertada vigilância. Assim sendo, não estão autorizados a ser entregues aos donos, transferidos ou exportados".
Este é o comunicado das autoridades aduaneiras dos Países Baixos que revelou que alguns dos iates estãop ligados a pessoas na lista de sanções da União Europeia.
"No seguimento de sanções contra a Rússia e Bielorrússia, os serviços aduaneiros apreenderam 20 iates que estão sob apertada vigilância. Assim sendo, não estão autorizados a ser entregues aos donos, transferidos ou exportados".
Este é o comunicado das autoridades aduaneiras dos Países Baixos que revelou que alguns dos iates estãop ligados a pessoas na lista de sanções da União Europeia.
20h33 - Apesar da guerra, os comboios continuam a circular na Ucrânia
A rede ferroviária está a funcionar a cerca de 80% e até agora nenhum comboio foi atacado diretamente, como constataram os enviados-especiais da RTP a Kiev, José Manuel Rosendo e Sérgio Ramos.
A rede ferroviária está a funcionar a cerca de 80% e até agora nenhum comboio foi atacado diretamente, como constataram os enviados-especiais da RTP a Kiev, José Manuel Rosendo e Sérgio Ramos.
20h25 - Armas químicas. Ministro britânico ameaça com "todas as opções em aberto"
Terão de ser especialistas a investigar a suspeita de utilização de armas químicas. O presidente Zelensky já tinha advertido sobre a possibilidade de serem usadas armas desse tipo e o batalhão Azov veio agora sustentar que elas foram efectivamente utilizadas.
Terão de ser especialistas a investigar a suspeita de utilização de armas químicas. O presidente Zelensky já tinha advertido sobre a possibilidade de serem usadas armas desse tipo e o batalhão Azov veio agora sustentar que elas foram efectivamente utilizadas.
20h23 - Putin justifica invasão com defesa da população do Donbass
Vladimir Putin disse que a Rússia invadiu a Ucrânia por motivos nobres. O presidente russo afirmou que "não teve escolha" a não ser lançar operação militar destinada a ajudar a população do Donbass.
Vladimir Putin disse que a Rússia invadiu a Ucrânia por motivos nobres. O presidente russo afirmou que "não teve escolha" a não ser lançar operação militar destinada a ajudar a população do Donbass.
20h18 - Washington, Londres e Kiev não confirmaram armas químicas em Mariupol
O batalhão Azov acusou a Rússia de ter usado armas químicas em Mariupol. As forças separatistas pró-russas negaram e os Estados Unidos e o Reino Unido estão a investigar.
As armas químicas são consideradas armas de destruição em massa, tal como as nucleares, e Londres avisou que, se for confirmado o seu uso na Ucrânia pela Rússia, todas as opções estarão em cima da mesa.
Segundo as forças ucranianas, os russos recorreram a um drone para lançar uma substância venenosa sobre a zona industrial de Mariupol, onde se concentra o regimento Azov. Três soldados ficaram feridos
O governo ucraniano ainda não confirmou esta versão. Admite que tenha sido usado fósforo branco mas o caso está a ser investigado.
Países como os Estados unidos, Austrália e Reino Unido disseram estar atentos e a monitorizar a situação e que, caso se confirme o uso de armas químicas por parte dos russos, haverá uma resposta.
O batalhão Azov acusou a Rússia de ter usado armas químicas em Mariupol. As forças separatistas pró-russas negaram e os Estados Unidos e o Reino Unido estão a investigar.
As armas químicas são consideradas armas de destruição em massa, tal como as nucleares, e Londres avisou que, se for confirmado o seu uso na Ucrânia pela Rússia, todas as opções estarão em cima da mesa.
Segundo as forças ucranianas, os russos recorreram a um drone para lançar uma substância venenosa sobre a zona industrial de Mariupol, onde se concentra o regimento Azov. Três soldados ficaram feridos
O governo ucraniano ainda não confirmou esta versão. Admite que tenha sido usado fósforo branco mas o caso está a ser investigado.
Países como os Estados unidos, Austrália e Reino Unido disseram estar atentos e a monitorizar a situação e que, caso se confirme o uso de armas químicas por parte dos russos, haverá uma resposta.
20h08 - Zelensky publica foto de político pró-russo em algemas
Volodymyr Zelensky publicou esta terca-feira uma fotografia de uma das principais figuras políticas pró-russa na Ucrânia, Viktor Medvedchuk.
O político foi capturado por forças de segurança. Medvedchuk diz que não fez qualquer mal para ser preso, enquanto os ucranianos afirmam que Medvedchuk escapou à prisão domiciliária.
Volodymyr Zelensky publicou esta terca-feira uma fotografia de uma das principais figuras políticas pró-russa na Ucrânia, Viktor Medvedchuk.
O político foi capturado por forças de segurança. Medvedchuk diz que não fez qualquer mal para ser preso, enquanto os ucranianos afirmam que Medvedchuk escapou à prisão domiciliária.
18h42 - Negociações vão continuar em formato online
Um negociador ucraniano revelou que as negociações sobre as garantias de segurança que a Ucrânia pede à Rússia vão continuar esta terça em formato online.
18h10 - Biden e Johnson conversaram sobre aumentar apoio à Ucrânia
O primeiro-ministro britânico e o presidente americano conversaram esta terça-feira para aumentar o apoio militar e económico à Ucrânia e a necessidade de a Europa não ser dependente do gás russo.
O anúncio foi feito por um porta-voz de Boris Johnson.
"Os líderes conversaram sobre a necessidade de acelerar a assistência à Ucrânia, incluindo um refoço militar e económico, enquanto as forças ucranianas se preparam para uma nova investida russa no leste do país".
"O par também concordou em continuar a juntar esforços para aumentar a pressão económica sobre Vladimir Putin e acabar de maneira decisiva a dependência do Ocidente do gás e petróleo russos".
O primeiro-ministro britânico e o presidente americano conversaram esta terça-feira para aumentar o apoio militar e económico à Ucrânia e a necessidade de a Europa não ser dependente do gás russo.
O anúncio foi feito por um porta-voz de Boris Johnson.
"Os líderes conversaram sobre a necessidade de acelerar a assistência à Ucrânia, incluindo um refoço militar e económico, enquanto as forças ucranianas se preparam para uma nova investida russa no leste do país".
"O par também concordou em continuar a juntar esforços para aumentar a pressão económica sobre Vladimir Putin e acabar de maneira decisiva a dependência do Ocidente do gás e petróleo russos".
17h56 - Navios russos impedidos de entrar nos portos da UE a partir de sábado
Os navios com pavilhão russo estão, a partir de sábado, proibidos de aceder aos portos da União Europeia, uma medida de restrição adotada face à invasão da Ucrânia, indicou a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).
"[...] A partir do dia 16 de abril, navios com pavilhão russo passam a ficar impedidos de aceder aos portos da EU- União Europeia", lê-se numa nota da DGRM.
Esta restrição também se aplica aos navios que tenham alterado o seu pavilhão russo para um pavilhão ou registo de qualquer outro Estado, após o dia 24 de fevereiro, data do início da invasão da Ucrânia.
Contudo, as autoridades podem autorizar a escala de navios em portos nacionais, desde que esta faça parte das exceções previstas ou seja para fins humanitários.
No mesmo documento, a DGRM precisou que se entende por navio um iate com comprimento igual ou superior a 15 metros, que não transporte carga, nem mais de 12 pessoas, ou embarcações de recreio ou motos de água.
Os navios com pavilhão russo estão, a partir de sábado, proibidos de aceder aos portos da União Europeia, uma medida de restrição adotada face à invasão da Ucrânia, indicou a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).
"[...] A partir do dia 16 de abril, navios com pavilhão russo passam a ficar impedidos de aceder aos portos da EU- União Europeia", lê-se numa nota da DGRM.
Esta restrição também se aplica aos navios que tenham alterado o seu pavilhão russo para um pavilhão ou registo de qualquer outro Estado, após o dia 24 de fevereiro, data do início da invasão da Ucrânia.
Contudo, as autoridades podem autorizar a escala de navios em portos nacionais, desde que esta faça parte das exceções previstas ou seja para fins humanitários.
No mesmo documento, a DGRM precisou que se entende por navio um iate com comprimento igual ou superior a 15 metros, que não transporte carga, nem mais de 12 pessoas, ou embarcações de recreio ou motos de água.
(agência Lusa)
17h35 - Mais de 400 civis enterrados em Severodonetsk
O presidente da Câmara de Severodonetsk, cidade no leste da Ucrânia a ser atacada por forças russas, anunciou que desde o início da guerra que já foram enterrados cerca de 400 civis.
"Durante os 48 dias de guerra tivemos cerca de 400 enterros", disse Sergei Gaidai pela rede social Telegram, sem especificar, contudo, as causas das mortes.
O presidente da Câmara de Severodonetsk, cidade no leste da Ucrânia a ser atacada por forças russas, anunciou que desde o início da guerra que já foram enterrados cerca de 400 civis.
"Durante os 48 dias de guerra tivemos cerca de 400 enterros", disse Sergei Gaidai pela rede social Telegram, sem especificar, contudo, as causas das mortes.
17h19 - Zelensky recusa visita de presidente alemão à Ucrânia
O presidente federal alemão, Frank-Walter Steinmeier, tinha o plano de seguir para a Ucrânia após concluir a visita em curso à Polónia, mas o seu homólogo ucranian Volodimir Zelensky fez-lhe saber que não o receberia, devido às estreitas relações que manteve com a Rússia quando chefiava a diplomacia alemã.
O presidente federal alemão, membro do Partido Socialdemocrata SPD, foi anteriormente ministro federal dos Negócios Estrangeiros e manteve, nessa qualidade, um diálogo profícuo com o homólogo russo Sergei Lavrov. Steinmeier tem recentemente admitido que essa proximidade terá constituído um erro, mas a autocrítica não foi suficiente para o gosto das autoridades ucranianas, que anunciaram a recusa a recebê-lo no quadro da visita que pretendia fazer a Kiev.
O presidente alemão está actualmente em visita à Polónia e em conversações com o presidente polaco Andrzej Duda, precisamente sobre a invasão da Ucrânia. Depois deveria seguir para a Ucrânia com outras delegações governamentais. Steinmeier, citado pelo diário alemão Bild, explicou que pretendia com a visitar dar "um sinal forte", e acrescentou: "Eu estava disposto a isso. Mas tenho de constatar que, visivelmente, isso não era desejado em Kiev".
Aquele diário alemão cita também um diplomata ucraniano não identificado, que declarou: "Aqui todos nós conhecemos as estreitas relações de Steinmeier com a Rússia (...). Neste momento, a sua visita não é bem vinda em Kiev. Se isso irá alterar-se ou não, havemos de ver".
Mais do que a cordialidade entre Steinmeier e Lavrov em tempos idos, o que neste momento mais tensão causa nas relações germano-ucranianas é o facto de a Alemanha depender em larga medida dos fornecimentos russos de gás natural e manter, por isso mesmo, uma maior relutância perante todas as sugestões de um embargo europeu ao gás russo.
17h07 - Ucrânia evacuou mais de dois mil civis das linhas da frente
O anúncio foi realizado pela vice-primeira ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk. 2,671 civis foram evacuados das linhas da frente nesta terça-feira, um número que inclui residentes da zona de Mariupol, Lugansk e muitas outras cidades da região de Zaporíjia.
O anúncio foi realizado pela vice-primeira ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk. 2,671 civis foram evacuados das linhas da frente nesta terça-feira, um número que inclui residentes da zona de Mariupol, Lugansk e muitas outras cidades da região de Zaporíjia.
16h58 - Rússia continua a reagrupar forças
O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara de Donetsk, que está a ser atingida por artilharia russa de forma frequente. Pavlo Kyrylenko explicou também que os russos não estão a permitir que civis saiam da cidade de Mariupol mesmo através dos seus próprios carros.
O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara de Donetsk, que está a ser atingida por artilharia russa de forma frequente. Pavlo Kyrylenko explicou também que os russos não estão a permitir que civis saiam da cidade de Mariupol mesmo através dos seus próprios carros.
15h57 - Conselheiro ucraniano diz que negociações são duras mas continuam
Mykhailo Podolyak, conselheiro do presidente da Ucrânia, comentou as declarações de Vladimir Putin esta terça-feira e disse que apesar de as posições estarem extremadas as negociações continuam.
Podolyak explicou à Reuters que a Rússia está a tentar colocar pressão sobre as negociações com as declarações do presidente russo.
Mykhailo Podolyak, conselheiro do presidente da Ucrânia, comentou as declarações de Vladimir Putin esta terça-feira e disse que apesar de as posições estarem extremadas as negociações continuam.
Podolyak explicou à Reuters que a Rússia está a tentar colocar pressão sobre as negociações com as declarações do presidente russo.
15h44 - Estados Unidos não conseguem confirmar ataque químico
Um alto quadro da Casa Branca anunciou esta terça-feira que não conseguiu confirmar a informação que circula que houve uma ataque químico na cidade de Mariupol. A informação foi avançada pela secretária da Defesa Hanna Malyar, que explicou que a informação continua a ser verficada.
Um alto quadro da Casa Branca anunciou esta terça-feira que não conseguiu confirmar a informação que circula que houve uma ataque químico na cidade de Mariupol. A informação foi avançada pela secretária da Defesa Hanna Malyar, que explicou que a informação continua a ser verficada.
15h38 - Mais de 800 mil ucranianos regressaram após início da guerra
O serviço que guarda as fronteiras ucranianas anunciou esta terça-feira que regressaram mais de 800 mil ucranianos desde o início da invasão russa, onde se inclui mulheres e crianças.
“Quase todos os dias estão a regressar entre 25 a 30 mil ucranianos ao país. A tendência mostra agora que também as mulheres, crianças e idosos também estão a regressar”, anunciou Andriy Demchenko, responsável pelo serviço.
Um aumento, desde 3 de abril, mais de 300 mil pessoas.
O serviço que guarda as fronteiras ucranianas anunciou esta terça-feira que regressaram mais de 800 mil ucranianos desde o início da invasão russa, onde se inclui mulheres e crianças.
“Quase todos os dias estão a regressar entre 25 a 30 mil ucranianos ao país. A tendência mostra agora que também as mulheres, crianças e idosos também estão a regressar”, anunciou Andriy Demchenko, responsável pelo serviço.
Um aumento, desde 3 de abril, mais de 300 mil pessoas.
15h31 - Dois funcionários da Caritas mortos em Mariupol
De acordo com a Agence France Press, dois funcionários da ONG Caritas foram mortos na cidade de Mariupol, juntamente com cinco familiares.
A AFP afirmou que a informação foi avançada pela própria organização em comunicado.
De acordo com a Agence France Press, dois funcionários da ONG Caritas foram mortos na cidade de Mariupol, juntamente com cinco familiares.
A AFP afirmou que a informação foi avançada pela própria organização em comunicado.
14h55 – Praga quer interromper importações de petróleo russo durante a sua presidência da UE
A Chéquia assegurou hoje que a interrupção das importações de petróleo russo será uma das prioridades durante a sua presidência do Conselho da União Europeia (UE), que se inicia no segundo semestre de 2022.
“Na nossa presidência queremos interromper as importações de petróleo da Rússia”, disse o ministro checo dos Negócios Estrangeiros, Jan Lipavsky, em conferência de imprensa.
“A Europa e todo o mundo enfrentam uma guerra sem precedentes”, afirmou o político checo do Partido Pirata (progressista), um dos motivos pelo qual justificou a medida económica para sancionar Moscovo, que denunciou como responsável de “um ataque à ordem internacional”.
(Agência Lusa)
A Chéquia assegurou hoje que a interrupção das importações de petróleo russo será uma das prioridades durante a sua presidência do Conselho da União Europeia (UE), que se inicia no segundo semestre de 2022.
“Na nossa presidência queremos interromper as importações de petróleo da Rússia”, disse o ministro checo dos Negócios Estrangeiros, Jan Lipavsky, em conferência de imprensa.
“A Europa e todo o mundo enfrentam uma guerra sem precedentes”, afirmou o político checo do Partido Pirata (progressista), um dos motivos pelo qual justificou a medida económica para sancionar Moscovo, que denunciou como responsável de “um ataque à ordem internacional”.
(Agência Lusa)
14h28 – Autoridades ucranianas contabilizaram 403 civis mortos em Bucha
O presidente da Câmara de Bucha indicou hoje que as autoridades já contabilizaram 403 civis mortos nessa cidade, onde se verificaram massacres, revelados após a retirada das tropas russas daquela cidade e de outras localidades nos arredores da capital da Ucrânia.
O balanço é ainda provisório. Estima-se que, pelo menos, dez menores estejam entre as vítimas dos massacres de Bucha.
O presidente da Câmara de Bucha indicou hoje que as autoridades já contabilizaram 403 civis mortos nessa cidade, onde se verificaram massacres, revelados após a retirada das tropas russas daquela cidade e de outras localidades nos arredores da capital da Ucrânia.
O balanço é ainda provisório. Estima-se que, pelo menos, dez menores estejam entre as vítimas dos massacres de Bucha.
14h19 – Zelensky denuncia “centenas de violações” pelos russos, incluindo de crianças
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou esta terça-feira "centenas de casos de violação" em áreas anteriormente ocupadas pelo exército russo, "incluindo meninas menores de idade e crianças muito pequenas".
"Nas áreas libertadas, o registo e a investigação de crimes de guerra cometidos pela Rússia continuam. Quase diariamente novas valas comuns são encontradas", disse o líder, dirigindo-se ao Parlamento lituano.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou esta terça-feira "centenas de casos de violação" em áreas anteriormente ocupadas pelo exército russo, "incluindo meninas menores de idade e crianças muito pequenas".
"Nas áreas libertadas, o registo e a investigação de crimes de guerra cometidos pela Rússia continuam. Quase diariamente novas valas comuns são encontradas", disse o líder, dirigindo-se ao Parlamento lituano.
14h10 - Mais de 4,6 milhões de ucranianos fugiram da guerra para outros países
Cerca de 4,6 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde a invasão da Rússia, em 24 de fevereiro, mais de metade das quais foram recebidas pela Polónia, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
De acordo com esta agência da ONU, 4.615.830 pessoas deixaram a Ucrânia devido ao conflito até hoje, o que representa mais 68 mil ucranianos do que o contabilizado até segunda-feira.
Os recém-chegados “estão num estado mais vulnerável, têm menos meios e também estão menos preparados em termos de escolha sobre para onde querem ir”, em comparação com as pessoas que fugiram nas primeiras semanas do conflito, explicou o porta-voz do ACNUR Matt Saltmarsh, em declarações dadas hoje na delegação da ONU em Genebra.
Cerca de 90% dos que fugiram da Ucrânia são mulheres e crianças, já que as autoridades ucranianas não permitem a saída de homens em idade militar.
(Agência Reuters)
Cerca de 4,6 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde a invasão da Rússia, em 24 de fevereiro, mais de metade das quais foram recebidas pela Polónia, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
De acordo com esta agência da ONU, 4.615.830 pessoas deixaram a Ucrânia devido ao conflito até hoje, o que representa mais 68 mil ucranianos do que o contabilizado até segunda-feira.
Os recém-chegados “estão num estado mais vulnerável, têm menos meios e também estão menos preparados em termos de escolha sobre para onde querem ir”, em comparação com as pessoas que fugiram nas primeiras semanas do conflito, explicou o porta-voz do ACNUR Matt Saltmarsh, em declarações dadas hoje na delegação da ONU em Genebra.
Cerca de 90% dos que fugiram da Ucrânia são mulheres e crianças, já que as autoridades ucranianas não permitem a saída de homens em idade militar.
(Agência Reuters)
13h55 – Putin diz que o que está a acontecer na Ucrânia “é uma tragédia”
O presidente russo acaba de considerar que o que está a passar-se na Ucrânia “é uma tragédia”, mas que Moscovo “não teve outra escolha” se não lançar aquela que continua a apelidar de “operação militar especial”.
Putin, que está a ser citado pelas agências russas de notícias, disse ainda que o fim dessa operação militar vai depender da intensidade da luta.
O presidente russo acaba de considerar que o que está a passar-se na Ucrânia “é uma tragédia”, mas que Moscovo “não teve outra escolha” se não lançar aquela que continua a apelidar de “operação militar especial”.
Putin, que está a ser citado pelas agências russas de notícias, disse ainda que o fim dessa operação militar vai depender da intensidade da luta.
13h18 - Banco Mundial prepara pacote de ajuda à Ucrânia no valor de 1,5 mil milhões de dólares
David Malpass, presidente do Banco Mundial, disse esta terça-feira que a instituição está a preparar um novo pacote de apoio à Ucrânia, no valor de 1,5 mil milhões de dólares. Parte deste valor será retirado do fundo do banco de desenvolvimento para os países mais pobres, indicou o responsável.
Em declarações a partir de Varsóvia, na Polónia, David Malpass refereiu que o pacote inclui fundos da Associação Internacional de Desenvolvimento. Esta ajuda monetária irá ser alocada para as áreas mais críticas, como o pagamento de salários a funcionários de hospitais, pagamento de pensões e programas de apoio social.
13h01 – Ministro ucraniano das Finanças pede apoio financeiro imediato
O ministro das Finanças da Ucrânia pediu apoio financeiro imediato, na ordem dos milhares de milhões de dólares, para assegurar a sobrevivência do país devido ao enorme défice orçamental causado pela invasão russa, informou hoje o Financial Times.
"Estamos sob grande pressão, nas piores condições (financeiras)" e "agora trata-se da sobrevivência do nosso país", disse o ministro das Finanças da Ucrânia, Sergi Marchenko, numa entrevista ao FT hoje publicada.
"Queres que continuemos a travar esta guerra, que ganhemos esta guerra? Então ajuda-nos", acrescentou.
O ministro pintou um quadro sombrio para a economia da Ucrânia, estimando os danos nas infraestruturas civis e militares em 270.000 milhões de dólares (248.400 milhões de euros), enquanto quase 7.000 edifícios residenciais foram danificados.
(Agência Lusa)
O ministro das Finanças da Ucrânia pediu apoio financeiro imediato, na ordem dos milhares de milhões de dólares, para assegurar a sobrevivência do país devido ao enorme défice orçamental causado pela invasão russa, informou hoje o Financial Times.
"Estamos sob grande pressão, nas piores condições (financeiras)" e "agora trata-se da sobrevivência do nosso país", disse o ministro das Finanças da Ucrânia, Sergi Marchenko, numa entrevista ao FT hoje publicada.
"Queres que continuemos a travar esta guerra, que ganhemos esta guerra? Então ajuda-nos", acrescentou.
O ministro pintou um quadro sombrio para a economia da Ucrânia, estimando os danos nas infraestruturas civis e militares em 270.000 milhões de dólares (248.400 milhões de euros), enquanto quase 7.000 edifícios residenciais foram danificados.
(Agência Lusa)
12h46 - O essencial da informação a esta hora
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu esta terça-feira à União Europeia que imponha sanções a todos os bancos e petróleo russos.
- O Governo russo estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do país irá cair cerca de 10% este ano, disse hoje o ex-ministro das Finanças e atual presidente do Tribunal de Contas da Rússia, Alexei Kudrin.
- O presidente russo, Vladimir Putin, disse esta terça-feira que a “operação militar” de Moscovo na Ucrânia irá “sem dúvida alcançar objetivos nobres”.
- O Ministério russo da Defesa disse esta terça-feira que os seus mísseis destruíram depósitos de munições nas regiões de Khmelnytskyi e Kiev, na Ucrânia.
- O Japão anunciou hoje a imposição de novas sanções à Rússia devido à invasão da Ucrânia, com o congelamento dos bens de 398 russos no país, incluindo as filhas do presidente russo, Vladimir Putin.
12h38 – Cidadão russo preso na Polónia por suspeitas de espionagem
Um cidadão russo foi preso na Polónia e acusado de espionagem, avançou hoje um porta-voz do Governo polaco.
O homem morava na Polónia há 18 anos e é empresário, segundo a agência Reuters.
Foi detido a 6 de abril e ficará sob custódia por três meses, esclareceu o porta-voz em comunicado, acrescentando que “as provas reunidas pelo Serviço de Contrainteligência Militar indicam que o homem recebeu instruções dos serviços especiais russos para recolher informações relativas à prontidão militar das Forças Armadas polacas e das tropas da NATO”.
Um cidadão russo foi preso na Polónia e acusado de espionagem, avançou hoje um porta-voz do Governo polaco.
O homem morava na Polónia há 18 anos e é empresário, segundo a agência Reuters.
Foi detido a 6 de abril e ficará sob custódia por três meses, esclareceu o porta-voz em comunicado, acrescentando que “as provas reunidas pelo Serviço de Contrainteligência Militar indicam que o homem recebeu instruções dos serviços especiais russos para recolher informações relativas à prontidão militar das Forças Armadas polacas e das tropas da NATO”.
12h25 – Confronto era inevitável devido ao crescimento do neonazismo, considera Putin
O presidente russo, Vladimir Putin, defendeu hoje que o confronto com as forças antirrussas na Ucrânia era inevitável e apenas uma questão de tempo, devido ao crescimento do neonazismo no país vizinho.
"A Ucrânia começou a ser transformada numa base antirrussa, os rebentos do nacionalismo e do neonazismo, que existem há muito tempo, começaram a crescer no país", disse Putin durante uma visita ao cosmódromo Vostochny, no leste da Rússia, com o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.
Ao conversar com trabalhadores da indústria espacial russa no cosmódromo da Vostochny, Putin disse que o "crescimento do neonazismo foi especialmente cultivado" na Ucrânia.
"O neonazismo, infelizmente, tornou-se um facto da vida num país relativamente grande e próximo de nós. Isto é uma coisa óbvia: [o confronto] era inevitável, a única questão era o tempo", afirmou, citado pela agência noticiosa oficial TASS.
O presidente russo, Vladimir Putin, defendeu hoje que o confronto com as forças antirrussas na Ucrânia era inevitável e apenas uma questão de tempo, devido ao crescimento do neonazismo no país vizinho.
"A Ucrânia começou a ser transformada numa base antirrussa, os rebentos do nacionalismo e do neonazismo, que existem há muito tempo, começaram a crescer no país", disse Putin durante uma visita ao cosmódromo Vostochny, no leste da Rússia, com o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.
Ao conversar com trabalhadores da indústria espacial russa no cosmódromo da Vostochny, Putin disse que o "crescimento do neonazismo foi especialmente cultivado" na Ucrânia.
"O neonazismo, infelizmente, tornou-se um facto da vida num país relativamente grande e próximo de nós. Isto é uma coisa óbvia: [o confronto] era inevitável, a única questão era o tempo", afirmou, citado pela agência noticiosa oficial TASS.
(Agência Lusa)
12h01 – Ucrânia diz terem sido encontrados seis corpos com ferimentos de bala numa cave nos subúrbios de Kiev
“Foram encontrados os corpos de seis civis com ferimentos de bala numa cave, durante uma inspeção a uma residência privada”, informou o procurador-geral ucraniano em comunicado.
Segundo o responsável, os alegados homicídios terão sido levados a cabo pelas forças russas que tomaram o controlo dessa área no início da invasão russa.
Segundo o responsável, os alegados homicídios terão sido levados a cabo pelas forças russas que tomaram o controlo dessa área no início da invasão russa.
11h25 – Reservas alemãs de gás conseguem durar até ao final do verão, diz regulador
As reservas de gás da Alemanha durariam pelo menos até ao final do verão caso a Rússia decidisse interromper o fornecimento agora, assegurou hoje o diretor da agência reguladora alemã.
Em entrevista ao Die Zeit, Klaus Mueller disse que o estado das reservas atuais é um pouco melhor do que há três ou quatro semanas, podendo durar até ao início do outono em caso de interrupção imediata do fornecimento pela Rússia.
As reservas de gás da Alemanha durariam pelo menos até ao final do verão caso a Rússia decidisse interromper o fornecimento agora, assegurou hoje o diretor da agência reguladora alemã.
Em entrevista ao Die Zeit, Klaus Mueller disse que o estado das reservas atuais é um pouco melhor do que há três ou quatro semanas, podendo durar até ao início do outono em caso de interrupção imediata do fornecimento pela Rússia.
11h01 – UE formaliza aumento de verbas para Estados-membros que acolhem refugiados
O Conselho da União Europeia (UE) formalizou hoje o aumento para 3,4 mil milhões de euros do financiamento para os Estados-membros que acolhem refugiados da Ucrânia, em fuga da invasão russa.
A proposta para aumentar para 3,4 mil milhões de euros o total de pré-financiamento da Assistência à Recuperação para a Coesão e os Territórios da Europa (REACT-EU), para acolhimento e instalação de refugiados da Ucrânia, foi apresentada pela Comissão Europeia em 23 de março e hoje concluída, depois de um primeiro aval do Conselho e da aprovação pelo Parlamento Europeu.
O pré-financiamento da REACT-EU em 2022 regista um aumento de 11% para 15% para todos os Estados membros e de 11% para 45% para os países da UE onde o número de chegadas da Ucrânia ascendeu a mais de 1% das suas populações no final do primeiro mês após a invasão russa.
Além disso, o ato introduz um custo unitário por pessoa para simplificar a mobilização dos fundos, permitindo assim atender mais eficazmente às necessidades básicas dos refugiados da Ucrânia e prestar-lhes assistência de base.
(Agência Lusa)
O Conselho da União Europeia (UE) formalizou hoje o aumento para 3,4 mil milhões de euros do financiamento para os Estados-membros que acolhem refugiados da Ucrânia, em fuga da invasão russa.
A proposta para aumentar para 3,4 mil milhões de euros o total de pré-financiamento da Assistência à Recuperação para a Coesão e os Territórios da Europa (REACT-EU), para acolhimento e instalação de refugiados da Ucrânia, foi apresentada pela Comissão Europeia em 23 de março e hoje concluída, depois de um primeiro aval do Conselho e da aprovação pelo Parlamento Europeu.
O pré-financiamento da REACT-EU em 2022 regista um aumento de 11% para 15% para todos os Estados membros e de 11% para 45% para os países da UE onde o número de chegadas da Ucrânia ascendeu a mais de 1% das suas populações no final do primeiro mês após a invasão russa.
Além disso, o ato introduz um custo unitário por pessoa para simplificar a mobilização dos fundos, permitindo assim atender mais eficazmente às necessidades básicas dos refugiados da Ucrânia e prestar-lhes assistência de base.
(Agência Lusa)
10h43 – Moscovo prevê que PIB russo caia cerca de 10% este ano
O Governo russo estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do país irá cair cerca de 10% este ano, disse hoje o ex-ministro das Finanças e atual presidente do Tribunal de Contas da Rússia, Alexei Kudrin.
"Os ministérios das Finanças e Economia estão a avaliar a previsão do declínio do PIB este ano. Vai certamente diminuir: a previsão oficial é de uma queda de cerca de 10%", afirmou Kudrin, citado pela agência noticiosa oficial TASS, numa intervenção na comissão orçamental do Senado russo.
Advertiu ainda que esta contração da economia terá um impacto nos orçamentos, bem como no cumprimento das leis orçamentais adotadas em todas as entidades da Federação Russa.
Kudrin disse que o Ministério das Finanças está a realizar uma redistribuição de recursos no quadro do orçamento.
"Este ano teremos de fazer mais trabalho, também na monitorização destas questões", acrescentou.
(Agência Lusa)
O Governo russo estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do país irá cair cerca de 10% este ano, disse hoje o ex-ministro das Finanças e atual presidente do Tribunal de Contas da Rússia, Alexei Kudrin.
"Os ministérios das Finanças e Economia estão a avaliar a previsão do declínio do PIB este ano. Vai certamente diminuir: a previsão oficial é de uma queda de cerca de 10%", afirmou Kudrin, citado pela agência noticiosa oficial TASS, numa intervenção na comissão orçamental do Senado russo.
Advertiu ainda que esta contração da economia terá um impacto nos orçamentos, bem como no cumprimento das leis orçamentais adotadas em todas as entidades da Federação Russa.
Kudrin disse que o Ministério das Finanças está a realizar uma redistribuição de recursos no quadro do orçamento.
"Este ano teremos de fazer mais trabalho, também na monitorização destas questões", acrescentou.
(Agência Lusa)
10h25 – Zelensky pede sanções da UE ao petróleo e bancos russos
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu esta terça-feira à União Europeia que imponha sanções a todos os bancos e petróleo russos.
Pediu ainda que seja estabelecido um prazo para encerrar as importações de gás russo.
As declarações foram feitas numa participação por videochamada no Parlamento lituano.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu esta terça-feira à União Europeia que imponha sanções a todos os bancos e petróleo russos.
Pediu ainda que seja estabelecido um prazo para encerrar as importações de gás russo.
As declarações foram feitas numa participação por videochamada no Parlamento lituano.
10h05 – Putin diz que Rússia alcançará objetivos “nobres” na Ucrânia
O presidente russo, Vladimir Putin, disse esta terça-feira que a “operação militar” de Moscovo na Ucrânia irá “sem dúvida alcançar objetivos nobres”.
Putin, citado por agências de notícias russas, afirmou ainda que não teve outra escolha a não ser lançar uma operação militar para proteger a Rússia e que um confronto com as forças anti-russas da Ucrânia era inevitável.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse esta terça-feira que a “operação militar” de Moscovo na Ucrânia irá “sem dúvida alcançar objetivos nobres”.
Putin, citado por agências de notícias russas, afirmou ainda que não teve outra escolha a não ser lançar uma operação militar para proteger a Rússia e que um confronto com as forças anti-russas da Ucrânia era inevitável.
O líder acrescentou que as forças russas estão a "agir com bravura e eficiência, usando as armas mais modernas".
09h07 – Forças apoiadas pela Rússia negam uso de armas químicas em Mariupol
As forças separatistas apoiadas pela Rússia dizem não ter usado armas químicas para assumir o controlo da cidade de Mariupol, apesar das acusações ucranianas em contrário, disse hoje Eduard Basurin, comandante separatista, à agência de notícias Interfax.
As forças separatistas apoiadas pela Rússia dizem não ter usado armas químicas para assumir o controlo da cidade de Mariupol, apesar das acusações ucranianas em contrário, disse hoje Eduard Basurin, comandante separatista, à agência de notícias Interfax.
08h36 – Rússia diz ter destruído depósitos de munições em duas regiões ucranianas
O Ministério russo da Defesa disse esta terça-feira que os seus mísseis destruíram depósitos de munições nas regiões de Khmelnytskyi e Kiev, na Ucrânia.
A entidade referiu ainda que as forças russas atacaram um hangar na base aérea de Starokostiantyniv.
O Ministério russo da Defesa disse esta terça-feira que os seus mísseis destruíram depósitos de munições nas regiões de Khmelnytskyi e Kiev, na Ucrânia.
A entidade referiu ainda que as forças russas atacaram um hangar na base aérea de Starokostiantyniv.
08h26 – Japão congela bens de mais 398 russos, incluindo filhas de Putin
O Japão anunciou hoje a imposição de novas sanções à Rússia devido à invasão da Ucrânia, com o congelamento dos bens de 398 russos no país, incluindo as filhas do presidente russo, Vladimir Putin.
"Para evitar que a situação se agrave ainda mais e chegar a um cessar-fogo para pôr fim à invasão o mais rapidamente possível, é necessário adotar sanções severas", disse, numa conferência de imprensa, o porta-voz do Governo japonês, Hirokazu Matsuno.
"Atos hediondos e desumanos estão a ser revelados não apenas em Bucha, mas também em muitos outros lugares. A morte de civis inocentes viola o direito internacional e é um crime de guerra", disse Matsuno.
O Japão adicionou Ekaterina Tikhonova e Maria Vorontsova, filhas de Putin, e Maria Lavrova e Ekaterina Lavrova, mulher e filha, respetivamente, do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, a uma lista que já conta 499 indivíduos.
A maioria dos indivíduos incluídos na lista está ligada à Duma, câmara baixa do Parlamento russo, e às forças militares da Federação Russa.
O Japão anunciou hoje a imposição de novas sanções à Rússia devido à invasão da Ucrânia, com o congelamento dos bens de 398 russos no país, incluindo as filhas do presidente russo, Vladimir Putin.
"Para evitar que a situação se agrave ainda mais e chegar a um cessar-fogo para pôr fim à invasão o mais rapidamente possível, é necessário adotar sanções severas", disse, numa conferência de imprensa, o porta-voz do Governo japonês, Hirokazu Matsuno.
"Atos hediondos e desumanos estão a ser revelados não apenas em Bucha, mas também em muitos outros lugares. A morte de civis inocentes viola o direito internacional e é um crime de guerra", disse Matsuno.
O Japão adicionou Ekaterina Tikhonova e Maria Vorontsova, filhas de Putin, e Maria Lavrova e Ekaterina Lavrova, mulher e filha, respetivamente, do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, a uma lista que já conta 499 indivíduos.
A maioria dos indivíduos incluídos na lista está ligada à Duma, câmara baixa do Parlamento russo, e às forças militares da Federação Russa.
(Agência Lusa)
08h07 – Nokia suspende negócios na Rússia
A fabricante de equipamentos de telecomunicações decidiu sair do mercado russo, anunciou o seu diretor à agência Reuters. A decisão afetará cerca de 2.000 trabalhadores.
Embora vários setores, incluindo telecomunicações, tenham estado isentos de algumas sanções por motivos humanitários, a Nokia disse que deixar a Rússia era a única opção.
“Simplesmente não vemos possibilidades de continuar no país nas atuais circunstâncias”, disse o presidente-executivo, Pekka Lundmark.
O responsável acrescentou que a Nokia continuará a apoiar os clientes durante o processo de saída e não foi esclareceu quanto tempo demorará a retirada.
A fabricante de equipamentos de telecomunicações decidiu sair do mercado russo, anunciou o seu diretor à agência Reuters. A decisão afetará cerca de 2.000 trabalhadores.
Embora vários setores, incluindo telecomunicações, tenham estado isentos de algumas sanções por motivos humanitários, a Nokia disse que deixar a Rússia era a única opção.
“Simplesmente não vemos possibilidades de continuar no país nas atuais circunstâncias”, disse o presidente-executivo, Pekka Lundmark.
O responsável acrescentou que a Nokia continuará a apoiar os clientes durante o processo de saída e não foi esclareceu quanto tempo demorará a retirada.
07h31 - “Todas as opções estão em cima da mesa” se Rússia usar armas químicas, diz Reino Unido
O ministro das Forças Armadas britânicas, James Heappey, disse esta terça-feira que haverá consequências caso a Rússia utilize armas químicas na Ucrânia.
"Algumas coisas ultrapassam todos os limites, e o uso de armas químicas terá uma resposta. Todas as opções estão em cima da mesa para o que essa resposta poderá ser", assegurou Heappey à estação SkyNews.
O aviso chega um dia depois de a ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, ter declarado que o Reino Unido está a trabalhar com os seus parceiros para verificar os pormenores dos relatos sobre o uso de agentes químicos num ataque a Mariupol.
O ministro das Forças Armadas britânicas, James Heappey, disse esta terça-feira que haverá consequências caso a Rússia utilize armas químicas na Ucrânia.
"Algumas coisas ultrapassam todos os limites, e o uso de armas químicas terá uma resposta. Todas as opções estão em cima da mesa para o que essa resposta poderá ser", assegurou Heappey à estação SkyNews.
O aviso chega um dia depois de a ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, ter declarado que o Reino Unido está a trabalhar com os seus parceiros para verificar os pormenores dos relatos sobre o uso de agentes químicos num ataque a Mariupol.
07h20 - Ucrânia anuncia acordo sobre nove corredores humanitários
A vice-primeira-ministra ucraniana anunciou esta manhã que foi alcançado um acordo para a abertura de nove corredores humanitários para a retirada de civis, incluindo na cidade sitiada de Mariupol.
A retirada será feita através de veículos privados.
Num comunicado, Iryna Vereshchuk avançou que cinco desses nove corredores serão abertos na região de Luhansk, a leste do país, que a Ucrânia diz estar a ser alvo de fortes bombardeamentos.
A vice-primeira-ministra ucraniana anunciou esta manhã que foi alcançado um acordo para a abertura de nove corredores humanitários para a retirada de civis, incluindo na cidade sitiada de Mariupol.
A retirada será feita através de veículos privados.
Num comunicado, Iryna Vereshchuk avançou que cinco desses nove corredores serão abertos na região de Luhansk, a leste do país, que a Ucrânia diz estar a ser alvo de fortes bombardeamentos.
Ponto de situação:
- Mais de 10 mil civis ucranianos morreram durante o cerco russo a Mariupol, refere o presidente da Câmara daquela cidade portuária estratégica no sudeste da Ucrânia. Contando com militares, podem ser mais de 20 mil os mortos neste conflito, acrescenta.
- Portugal vai enviar "em breve" mais de 99 toneladas de material médico e militar para a Ucrânia, adiantou a ministra da Defesa, Helena Carreiras, na rede social Twitter.
- O presidente ucraniano afirmou que as forças russas podem vir a usar armas químicas na Ucrânia, mas não disse se estas já foram usadas.
- A Rússia declarou um alerta terrorista no norte da península da Crimeia, anexada em 2014, e em outras quatro regiões do sul do país, três das quais limítrofes da Ucrânia, que invadiu a 24 de fevereiro.
- A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu uma "investigação independente" aos vários relatos de violações e violência sexual contra mulheres na guerra na Ucrânia, de forma a garantir justiça e responsabilidade por esses crimes.
- O chanceler austríaco, Karl Nehammer, disse ter saído "bastante pessimista" da reunião com Vladimir Putin, em Moscovo. Não há respostas positivas para praticamente todos os assuntos da agenda.
- Portugal decidiu retomar atividades diplomáticas em Kiev e a embaixada na capital ucraniana voltará a estar em plenas funções assim que a situação de segurança o permitir, provavelmente dentro de algumas semanas, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros.