“Os mísseis Neptuno no Mar Negro causaram danos muito sérios ao navio russo. Glória à Ucrânia!”, refere a mensagem.
No YouTube, o assessor do presidente ucraniano Oleksy Arestovych disse que “aconteceu uma surpresa com o navio-almirante da frota russa do Mar Negro”. Arestovych é citado pela agência France-Presse, que não conseguiu uma confirmação dos miliatres russos.
A Rússia negou hoje perante o Conselho de Segurança nas Nações Unidas as acusações de violações sexuais por parte de militares russos na guerra na Ucrânia, as quais classificou como "insultuosas" e "sem bases".
"Hoje, temos novamente aqui acusações insubstanciais contra os militares russos por fazerem o seu dever nesta operação militar especial na Ucrânia. Rejeitamos veemente estas insinuações insultuosas e sem base", afirmou o vice-embaixador da Rússia junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Gennady Kuzmin.
O Conselho de Segurança da ONU realizou hoje o seu debate anual aberto sobre violência sexual relacionada com conflitos, intitulado: “Responsabilidade como Prevenção: Fim dos Ciclos de Violência Sexual em Conflitos”.
A reunião centrou-se no fortalecimento da responsabilidade e na abordagem da impunidade da violência sexual relacionada com conflitos, e as acusações de violações sexuais na Ucrânia por parte dos militares russos foram citadas por várias delegações diplomáticas.
"Tenho expressado grande preocupação com as crescentes alegações de violência sexual e pedi investigações rápidas e rigorosas, para garantir a responsabilização como um aspeto central da dissuasão, prevenção e não repetição. Os testemunhos pessoais angustiantes e fotografias vistas em todo o mundo, violações sob a mira de uma arma e violações na frente de familiares, são uma chamada de ação", disse a representante especial do Secretário-Geral da ONU sobre Violência Sexual em Conflitos, Pramila Patten.
Contudo, para Gennady Kuzmin está em causa "uma guerra de desinformação" contra a Rússia, acusando os militares ucranianos de praticarem crimes sexuais na região de Donbass.
"Um dos objetivos desta campanha de desinformação contra os militares russos no terreno é esconder a violência sexual que os militares ucranianos radicais estão a praticar na região de Donbass durante anos, desde 2014. (...) Achamos que os perpetradores devem ser julgados e punidos e estes atos não podem ser silenciados como o ocidente quer", advogou o vice-embaixador russo.
O Governo ucraniano denunciou à União Europeia, no final do mês passado, “inúmeros casos” de violação de mulheres pelas forças da Rússia durante a invasão russa da Ucrânia, assegurando ter provas desses crimes.
Quatro civis foram mortos e pelo menos dez ficaram feridos em ataques russos esta quarta-feira em Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, anunciou o governador da região.
"Durante o dia, os ocupantes continuaram a bombardear áreas residenciais em Kharkiv. Quatro civis morreram e outros dez ficaram feridos", anunciou Oleg Synegoubov no Telegram.
O autarca de Kharkiv afirmou esta quarta-feira que os bombardeamentos russos na cidade ucraniana aumentaram significativamente desde terça-feira.
Os presidentes dos países do Báltico e da Polónia já estão na Ucrânia. Os quatro países defendem sanções mais fortes e um rearmamento poderoso para fazer face ao expansionismo da Rússia.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse hoje que um "cessar-fogo geral" para fins humanitários "não parece possível no momento" na Ucrânia, uma meta que havia confiado a um dos seus enviados a Moscovo.
"É o que estávamos a pedir, por razões humanitárias, mas não parece possível", disse Guterres numa conferência de imprensa.
O secretário-geral especificou que as Nações Unidas ainda aguardam respostas da Rússia a propostas concretas para a retirada de civis e garantia de entrega de ajuda humanitária às zonas de guerra.
Guterres enviou recentemente o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, o britânico Martin Griffiths, à Rússia e à Ucrânia com a missão de garantir um cessar-fogo humanitário.
Em Moscovo, o enviado reuniu-se com funcionários dos Negócios Estrangeiros e da Defesa a quem apresentou propostas para facilitar a entrega de ajuda humanitária e a retirada de civis apanhados no meio dos combates.
O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, falou em "genocídio" na Ucrânia pela primeira vez, seguindo os passos do presidente dos EUA, Joe Biden, que usou o mesmo termo na terça-feira.
"Podemos falar cada vez mais sobre genocídio", disse Truedeau esta quarta-feira.
O primeiro-ministro canadiano, que até agora se recusou a usar a palavra, acrescentou: "Temos assistido a uma vontade de atacar civis, de usar a violência sexual como arma de guerra. É totalmente inaceitável".
Na terça-feira, Joe Biden acusou, pela primeira vez, Moscovo de "genocídio" na Ucrânia.
O presidente ucraniano elogiou as "verdadeiras palavras de um verdadeiro líder", porque "chamar as coisas pelo nome é essencial para se opor ao mal". Já o Kremlin considerou “inaceitável” a acusação de Biden.
Por sua vez, o presidente francês Emmanuel Macron recusou esta quarta-feira usar o termo “genocídio”, alertando para o perigo de uma "escalada de palavras". O presidente ucraniano afirmou que a atitude de Macron “é muito ofensiva” para os ucranianos.
Um total de 1.567 pessoas foram retiradas de cidades ucranianas por corredores humanitários esta quarta-feira, menos do que as 2.671 que conseguiram sair na terça-feira.
Moscovo anunciou esta quarta-feira que irá impor sanções contra 398 membros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos e 87 senadores canadianos, segundo a agência Interfax.
A retaliação russa surge depois de os EUA terem anunciado, no mês passado, sanções contra 328 membros da câmara baixa do Parlamento russo (Duma).
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia acrescentou que em breve serão anunciadas mais sanções aos EUA.
O governo norte-americano anunciou esta quarta-feira um pacote de mais 800 milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia, aumentando para mais de 2,4 mil milhões de dólares o total de ajuda enviada pelos EUA à Ucrânia desde o início da invasão russa.
O pacote incluirá sistemas de artilharia, munições e veículos blindados, anunciou Joe Biden em comunicado após um telefonema com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse esta quarta-feira que não foi “oficialmente abordado” pelo presidente da Alemanha ou pelo seu gabinete sobre uma visita à Ucrânia.
"Não fomos oficialmente abordados pelo presidente alemão ou pelo gabinete do presidente alemão para esta visita", disse Zelensky em conferência de imprensa após o encontro com os líderes da Polónia, Estónia, Letónia e Lituânia.
O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, disse na terça-feira que planeava visitar Kiev juntamente com os presidentes da Polónia, Estónia, Letónia e Lituânia "para enviar um forte sinal de solidariedade europeia com a Ucrânia”, mas adiantou que “não era desejado por Kiev”.
Entretanto, um assessor do chefe de gabinete de Zelensky negou esta quarta-feira em entrevista à CNN que Kiev tenha recusado uma visita de Steinmeier.
O autarca de Kharkiv afirmou esta quarta-feira que os bombardeamentos russos na cidade ucraniana aumentaram significativamente desde terça-feira e informou que há a registar vítimas, incluindo crianças.
"O inimigo está a atacar residências, áreas residenciais. Infelizmente há vítimas civis, e o pior é que estão a morrer crianças”, disse Ihor Terekhov à televisão nacional ucraniana.
Kharkiv tem sofrido ataques significativos desde o início da invasão russa no final de fevereiro. Esta quarta-feira, o governador de Kharkiv anunciou que pelo menos sete pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas em ataques russos na região nas últimas 24 horas.
O porta-voz do Ministério russo da Defesa anunciou esta quarta-feira que a zona do porto comercial de Mariupol está sob “controlo total” das tropas russas.
Na segunda-feira, o líder dos separatistas pró-russos em Donetsk, que lutam com o exército russo em Mariupol, fez o mesmo anúncio.
Moscovo também anunciou que todos os “reféns” do “batalhão Azov” foram libertados.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltaram a falar esta quarta-feira por telefone onde discutiram “um novo plano de ajuda militar e potencialmente económica” e concordaram em “aumentar as sanções” à Rússia, segundo anunciou Zelensky no Twitter.
Continued constant dialogue with @POTUS. Assessed Russian war crimes. Discussed additional package of defensive and possible macro-financial aid 🇺🇦. Agreed to enhance sanctions.
— Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) April 13, 2022
A conversa, que durou cerca de uma hora, ocorreu numa altura em que Washington se prepara para anunciar uma entrega massiva de novos equipamentos militares à Ucrânia.
O exército russo ameaçou esta quarta-feira atacar centros de comando em Kiev se a Ucrânia continuar com os ataques em território russo.
"Temos assistido a tentativas de sabotagem e ataques das forças ucranianas a alvos no território da Federação Russa. Se tais eventos continuarem, serão realizados ataques pelos militares russos em centros de comando, inclusive em Kiev, que o exército russo se absteve de fazer até agora", disse Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério russo da Defesa.
O Conselho da União Europeia (UE) aprovou hoje mais uma assistência de 500 milhões de euros para aquisição e fornecimento de armamento às Forças Armadas ucranianas, considerado crucial face à anunciada ofensiva russa no leste da Ucrânia.
Este novo pacote de ajuda junta-se àqueles, do mesmo montante, acordados pelos Estados-membros em 28 de fevereiro e 23 de março passados, ascendendo assim a 1,5 mil milhões de euros os recursos já mobilizados ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz para apoiar as forças ucranianas, naquela que é a primeira vez na história que a UE financia o fornecimento de armamento a um país terceiro.
"Com estes novos 500 milhões de euros adicionais, a UE atribuiu um total de 1,5 mil milhões de euros para apoiar o fornecimento de equipamento militar dos Estados-membros da UE às Forças Armadas ucranianas. As próximas semanas serão decisivas. Enquanto a Rússia se prepara para uma ofensiva no leste da Ucrânia, é crucial que continuemos e intensifiquemos o nosso apoio militar à Ucrânia para defender o seu território e população e evitar mais sofrimento", comentou hoje o Alto Representante da União para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell.
Em comunicado, o Conselho aponta que esta nova assistência de 500 milhões de euros financiará o fornecimento às Forças Armadas ucranianas, pelos Estados-membros da UE, de equipamento de proteção pessoal, `kits` de primeiros socorros e combustível, assim como equipamento militar concebido para fornecer força letal para fins defensivos.
As forças russas “estão prontas” para um novo ataque na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, e na região de Kherson, no sul, disse o comando das Forças Armadas da Ucrânia esta quarta-feira.
"De acordo com as informações disponíveis, o inimigo está pronto para lançar uma ofensiva em Donetsk e Tavria (Kherson)", disseram as forças armadas numa publicação no Facebook.
As autoridades ucranianas não conseguem restabelecer a monitorização da radioatividade em Chernobyl, no norte da Ucrânia, onde, afirmam, as forças russas que ocuparam o local do pior acidente nuclear de sempre criaram uma rede subterrânea.
“O sistema de monitorização do nível de radioatividade na zona proibida continua a não funcionar. Os servidores que gerem esta informação desapareceram. Não podemos dizer se [a zona] é completamente segura”, afirmou Evguen Kramarenko, chefe da agência estatal encarregada da zona proibida de Chernobyl.
Kramarenko, que falava numa videoconferência citada pela agência France-Presse, afirmou que “até que a eletricidade seja restaurada e os funcionários tenham autorização das forças armadas para irem para os postos de controlo de radioatividade”, não lhes é “possível avaliar os danos”.
O responsável assegurou que os “ocupantes [russos] escavaram em múltiplos locais” da cidade, onde, em abril de 1986, ocorreu o acidente nuclear.
“Enterraram equipamento pesado, criaram trincheiras e mesmo cozinhas subterrâneas, tendas, fortificações. Uma destas fortificações situa-se perto de um local de armazenamento temporário de resíduos radioativos”, apontou.
As forças russas tomaram a central nuclear no primeiro dia de invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, e retiraram-se no final de março, segundo as autoridades ucranianas.
Os soldados russos vão “muito em breve” sentir os efeitos da radiação, advertiu Kramarenko: “alguns dentro de um mês, outros dentro de anos”.
Num novo vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente ucraniano adverte que a guerra irá transformar-se “num banho de sangue sem fim, que irá espalhar miséria, sofrimento e destruição” se não receberem mais armas.
Num vídeo onde fala em inglês, Volodymyr Zelensky pediu mais armas ao Ocidente para “salvar milhões de ucranianos, bem como milhões de europeus”. “Precisamos de artilharia pesada, veículos blindados, sistemas de defesa aérea e aviões de combate”, apelou Zelensky.
Без додаткової зброї ця війна перетвориться на нескінченну криваву лазню, що поширюватиме нещастя, страждання та руйнування. Маріуполь, Буча, Краматорськ – список буде продовжено. Ніхто не зупинить Росію, крім України з важкою зброєю. #ArmUkraineNow pic.twitter.com/b1LlRmjOYk
— Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) April 13, 2022
“A liberdade deve estar melhor armada do que a tirania”, rematou. “Os países ocidentais têm tudo para que isso aconteça. A vitória final sobre a tirania e o número de pessoas salvas depende deles”, acrescentou.
Zelensky sublinhou que a Ucrânia se tem defendido contra a Rússia “durante muito mais tempo do que os invasores tinham planeado”, relembrando que Moscovo procurava assumir o controlo da Ucrânia em cinco dias.
No entanto, Zelensky afirma que isso “não é suficiente" e advertiu que Moscovo tem capacidade para atacar outros países, como a “Polónia, a Moldávia, a Roménia e outros Estados Bálticos”. “Serão outros dos alvos se a liberdade da Ucrânia cair”, afirmou.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia acusou esta quarta-feira Kiev de prolongar as negociações de paz com Moscovo enquanto prossegue a sua campanha militar.
A porta-voz Maria Zakharova acrescentou que as negociações entre os dois lados continuam em formato online.
Na terça-feira, o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, adiantou que a sua visita a Kiev foi recusada pelo próprio presidente ucraniano. O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse esta quarta-feira que a recusa da visita por parte de Kiev foi “irritante”.
"O presidente teria gostado de ir à Ucrânia e de visitar o presidente Zelensky", disse Scholz à rádio pública alemã RBB. "Teria sido bom recebê-lo. Não quero fazer mais comentários. É um pouco irritante”, acrescentou.
Questionado sobre se ele próprio estaria a planear uma visita a Kiev, Scholz disse estar em contacto frequente com Zelensky.
O presidente alemão Frank-Walter Steinmeier disse na terça-feira que planeava visitar Kiev juntamente com os presidentes da Polónia, Estónia, Letónia e Lituânia "para enviar um forte sinal de solidariedade europeia com a Ucrânia”, mas adiantou que “não era desejado por Kiev”.
Entretanto, um assessor do chefe de gabinete de Zelensky negou esta quarta-feira em entrevista à CNN que Kiev tenha recusado uma visita de Steinmeier.
📢 #ICC Prosecutor #KarimAAKhanQC meets with #Ukraine’s Prosecutor-General Iryna Venediktova in Kyiv, welcomes strong cooperation of Ukrainian authorities for independent ICC investigations ⬇️ 1/2 pic.twitter.com/dwtqDEyhKO
— Int'l Criminal Court (@IntlCrimCourt) April 13, 2022
A presidente da câmara alta do Parlamento russo, Valentina Matviyenko, disse esta quarta-feira que Moscovo não está a planear nacionalizar empresas estrangeiras que deixem a Rússia. A responsável foi citada pela agência de notícias RIA.
Um relatório inicial de uma missão de especialistas criada pelos países da Organização para Segurança e Cooperação e Europa (OSCE) documenta um "catálogo de desumanidade" de tropas russas na Ucrânia, incluindo crimes de guerra, disse hoje o embaixador dos EUA na OSCE.
"O relatório documenta o catálogo de desumanidade perpetrada pelas forças russas na Ucrânia", disse Michael Carpenter em comunicado. "Estão incluídas provas de ataques diretos a civis, ataques a instalações médicas, violações, execuções, assaltos e deportação forçada de civis para a Rússia".
O Reino Unido anunciou a imposição de novas sanções a 206 indivíduos devido à invasão da Ucrânia, incluindo 178 que alegadamente apoiam os líderes separatistas na região do Donbass.
O Governo britânico adianta que as novas sanções incluem também familiares, colegas e funcionários de oligarcas russos.
- Mariupol. De acordo com o Ministério russo da Defesa, mais de mil soldados ucranianos de uma brigada de fuzileiros navais se renderam às forças russas na cidade sitiada de Mariupol, na área metalúrgica de Ilyich. O porta-voz do Ministério ucraniano da Defesa, Oleksandr Motuzyanyk, disse esta manhã que Kiev não tem qualquer informação sobre a deposição de armas.
- Corredores humanitários. A vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, indicou esta quarta-feira que o país não irá abrir nenhum corredor humanitário por falta de condições de segurança. "Infelizmente não iremos abrir qualquer corredor humanitário hoje. Na região de Zaphorizhzhia, os ocupantes bloquearam os autocarros e na região de Lugansk estão a violar o cessar-fogo", indicou a governante.
- Troca de prisioneiros. O presidente Volodymyr Zelensky propôs na terça-feira a troca do oligarca Viktor Medvedchuk por prisioneiros de guerra. O deputado e empresário ucraniano, próximo de Vladimir Putin, foi recentemente detido pelas autoridades ucranianas.
- Líderes europeus a caminho de Kiev. Os presidentes da Polónia, Lituânia, Letónia e Estónia estão a caminho da capital ucraniana para se reunirem com o presidente Zelensky. Nas últimas semanas, vários líderes europeus deslocaram-se a Kiev, numa demonstração de apoio à Ucrânia;
- “Genocídio”. Pela primeira vez, Joe Biden acusou o homólogo russo de “genocídio” na Ucrânia e considerou que Moscovo está “a tentar apagar a própria ideia de se ser ucraniano”. Num dos comentários mais duros de Washington desde o início da guerra, o presidente norte-americano considerou que as evidências de genocídio se estão “a acumular” e chamou o líder russo de “ditador”.
Ponto de situação🔴Statement on Ukraine from the OPCW spokespersonhttps://t.co/mwcYteiqjy pic.twitter.com/ZzQx7rr0IL
— OPCW (@OPCW) April 12, 2022
- Pela primeira vez, o presidente norte-americano acusou o homólogo russo de “genocídio” na Ucrânia e considerou que Moscovo está “a tentar apagar a própria ideia de se ser ucraniano”. Num dos comentários mais duros desde o início da guerra, Joe Biden considerou que as evidências de genocídio se estão “a acumular” e chamou o líder russo de “ditador”;
- As palavras foram acolhidas com agrado pelo presidente da Ucrânia. Volodymyr Zelensky diz que o presidente norte-americano falou “como um verdadeiro líder”. Entretanto a Casa Branca anunciou que vai enviar mais 750 milhões de dólares para a Ucrânia em ajuda militar, avança a agência Reuters;
- Os presidentes da Polónia, Lituânia, Letónia e Estónia estão a caminho de Kiev para se reunirem com o presidente ucraniano. Nas últimas semanas, vários líderes europeus deslocaram-se à capital ucraniana, numa demonstração de apoio ao país;
- No terreno, as forças ucranianas e russas preparam-se para a mobilização dos combates para a zona leste do país, na região do Donbass. Imagens de satélite mostram que a Rússia está a concentrar militares e equipamentos em três locais ao longo da fronteira com a Ucrânia;
- As autoridades ucranianas detiveram o político pró-russo Viktor Medvedchuk, que integra um partido de oposição. O político estava em prisão domiciliária por suspeitas de traição, mas tinha conseguido escapar por altura do início da invasão russa da Ucrânia;
- Na terça-feira, o presidente russo disse num comentário público que os motivos da intervenção russa na Ucrânia “são nobres”. Indicou que o que se está a passar no país é “uma tragédia”, mas que essa “operação especial” era necessária para defender a população falante de russo.