Reportagem

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Mariana Ribeiro Soares, Joana Raposo Santos, Andreia Martins - RTP /

Zohra Bensemra - Reuters

Mais atualizações

23h16 - Ucrânia reivindica ter causado danos em navio de guerra russo

A Ucrânia atingiu e danificou um navio de guerra russo no Mar Negro, avançou na rede social Telegram o governador de Odessa, Maksym Marchenko.

“Os mísseis Neptuno no Mar Negro causaram danos muito sérios ao navio russo. Glória à Ucrânia!”, refere a mensagem.

No YouTube, o assessor do presidente ucraniano Oleksy Arestovych disse que “aconteceu uma surpresa com o navio-almirante da frota russa do Mar Negro”. Arestovych é citado pela agência France-Presse, que não conseguiu uma confirmação dos miliatres russos.

Mais tarde, o Ministério russo da Defesa citado pelas agências Interfax e Reuters, admitiu uma explosão a bordo do "Moskva". Toda a tripulação foi retirada do navio. A causa do incêndio está a ser investigada.

21h47 - Rússia nega acusações "insultuosas" sobre violações sexuais na guerra

A Rússia negou hoje perante o Conselho de Segurança nas Nações Unidas as acusações de violações sexuais por parte de militares russos na guerra na Ucrânia, as quais classificou como "insultuosas" e "sem bases".

"Hoje, temos novamente aqui acusações insubstanciais contra os militares russos por fazerem o seu dever nesta operação militar especial na Ucrânia. Rejeitamos veemente estas insinuações insultuosas e sem base", afirmou o vice-embaixador da Rússia junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Gennady Kuzmin.

O Conselho de Segurança da ONU realizou hoje o seu debate anual aberto sobre violência sexual relacionada com conflitos, intitulado: “Responsabilidade como Prevenção: Fim dos Ciclos de Violência Sexual em Conflitos”.

A reunião centrou-se no fortalecimento da responsabilidade e na abordagem da impunidade da violência sexual relacionada com conflitos, e as acusações de violações sexuais na Ucrânia por parte dos militares russos foram citadas por várias delegações diplomáticas.

"Tenho expressado grande preocupação com as crescentes alegações de violência sexual e pedi investigações rápidas e rigorosas, para garantir a responsabilização como um aspeto central da dissuasão, prevenção e não repetição. Os testemunhos pessoais angustiantes e fotografias vistas em todo o mundo, violações sob a mira de uma arma e violações na frente de familiares, são uma chamada de ação", disse a representante especial do Secretário-Geral da ONU sobre Violência Sexual em Conflitos, Pramila Patten.

Contudo, para Gennady Kuzmin está em causa "uma guerra de desinformação" contra a Rússia, acusando os militares ucranianos de praticarem crimes sexuais na região de Donbass.

"Um dos objetivos desta campanha de desinformação contra os militares russos no terreno é esconder a violência sexual que os militares ucranianos radicais estão a praticar na região de Donbass durante anos, desde 2014. (...) Achamos que os perpetradores devem ser julgados e punidos e estes atos não podem ser silenciados como o ocidente quer", advogou o vice-embaixador russo.

O Governo ucraniano denunciou à União Europeia, no final do mês passado, “inúmeros casos” de violação de mulheres pelas forças da Rússia durante a invasão russa da Ucrânia, assegurando ter provas desses crimes.

(agência Lusa)

21h13 - Quatro civis mortos e dez feridos em ataques russos em Kharkiv esta quarta-feira

Quatro civis foram mortos e pelo menos dez ficaram feridos em ataques russos esta quarta-feira em Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, anunciou o governador da região.

"Durante o dia, os ocupantes continuaram a bombardear áreas residenciais em Kharkiv. Quatro civis morreram e outros dez ficaram feridos", anunciou Oleg Synegoubov no Telegram.

O autarca de Kharkiv afirmou esta quarta-feira que os bombardeamentos russos na cidade ucraniana aumentaram significativamente desde terça-feira.

20h55 - Presidentes da Polónia e dos países bálticos estiveram na Ucrânia

Os presidentes dos países do Báltico e da Polónia já estão na Ucrânia. Os quatro países defendem sanções mais fortes e um rearmamento poderoso para fazer face ao expansionismo da Rússia.


20h38 - Cessar-fogo para fins humanitários "não é possível no momento", diz Guterres

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse hoje que um "cessar-fogo geral" para fins humanitários "não parece possível no momento" na Ucrânia, uma meta que havia confiado a um dos seus enviados a Moscovo.

"É o que estávamos a pedir, por razões humanitárias, mas não parece possível", disse Guterres numa conferência de imprensa.

O secretário-geral especificou que as Nações Unidas ainda aguardam respostas da Rússia a propostas concretas para a retirada de civis e garantia de entrega de ajuda humanitária às zonas de guerra.

Guterres enviou recentemente o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, o britânico Martin Griffiths, à Rússia e à Ucrânia com a missão de garantir um cessar-fogo humanitário.

Em Moscovo, o enviado reuniu-se com funcionários dos Negócios Estrangeiros e da Defesa a quem apresentou propostas para facilitar a entrega de ajuda humanitária e a retirada de civis apanhados no meio dos combates.

(agência Lusa)

20h05 - Justin Trudeau replica palavras de Biden e fala em “genocídio” na Ucrânia

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, falou em "genocídio" na Ucrânia pela primeira vez, seguindo os passos do presidente dos EUA, Joe Biden, que usou o mesmo termo na terça-feira.

"Podemos falar cada vez mais sobre genocídio", disse Truedeau esta quarta-feira.

O primeiro-ministro canadiano, que até agora se recusou a usar a palavra, acrescentou: "Temos assistido a uma vontade de atacar civis, de usar a violência sexual como arma de guerra. É totalmente inaceitável".

Na terça-feira, Joe Biden acusou, pela primeira vez, Moscovo de "genocídio" na Ucrânia.

O presidente ucraniano elogiou as "verdadeiras palavras de um verdadeiro líder", porque "chamar as coisas pelo nome é essencial para se opor ao mal". Já o Kremlin considerou “inaceitável” a acusação de Biden.

Por sua vez, o presidente francês Emmanuel Macron recusou esta quarta-feira usar o termo “genocídio”, alertando para o perigo de uma "escalada de palavras". O presidente ucraniano afirmou que a atitude de Macron “é muito ofensiva” para os ucranianos.

19h47 - Ucrânia diz que 1.567 pessoas foram retiradas por corredores humanitários esta quarta-feira

Um total de 1.567 pessoas foram retiradas de cidades ucranianas por corredores humanitários esta quarta-feira, menos do que as 2.671 que conseguiram sair na terça-feira.

19h40 - Rússia impõe sanções a políticos dos EUA e Canadá

Moscovo anunciou esta quarta-feira que irá impor sanções contra 398 membros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos e 87 senadores canadianos, segundo a agência Interfax.

A retaliação russa surge depois de os EUA terem anunciado, no mês passado, sanções contra 328 membros da câmara baixa do Parlamento russo (Duma).

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia acrescentou que em breve serão anunciadas mais sanções aos EUA.

19h28 - EUA anunciam mais 800 milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia

O governo norte-americano anunciou esta quarta-feira um pacote de mais 800 milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia, aumentando para mais de 2,4 mil milhões de dólares o total de ajuda enviada pelos EUA à Ucrânia desde o início da invasão russa.

O pacote incluirá sistemas de artilharia, munições e veículos blindados, anunciou Joe Biden em comunicado após um telefonema com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.


19h16 - Zelensky diz que não foi “oficialmente abordado” sobre visita do presidente alemão à Ucrânia

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse esta quarta-feira que não foi “oficialmente abordado” pelo presidente da Alemanha ou pelo seu gabinete sobre uma visita à Ucrânia.

"Não fomos oficialmente abordados pelo presidente alemão ou pelo gabinete do presidente alemão para esta visita", disse Zelensky em conferência de imprensa após o encontro com os líderes da Polónia, Estónia, Letónia e Lituânia.

O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, disse na terça-feira que planeava visitar Kiev juntamente com os presidentes da Polónia, Estónia, Letónia e Lituânia "para enviar um forte sinal de solidariedade europeia com a Ucrânia”, mas adiantou que “não era desejado por Kiev”.

Entretanto, um assessor do chefe de gabinete de Zelensky negou esta quarta-feira em entrevista à CNN que Kiev tenha recusado uma visita de Steinmeier.

19h05 - Autarca de Kharkiv diz que bombardeamentos aumentaram significativamente

O autarca de Kharkiv afirmou esta quarta-feira que os bombardeamentos russos na cidade ucraniana aumentaram significativamente desde terça-feira e informou que há a registar vítimas, incluindo crianças.

"O inimigo está a atacar residências, áreas residenciais. Infelizmente há vítimas civis, e o pior é que estão a morrer crianças”, disse Ihor Terekhov à televisão nacional ucraniana.

Kharkiv tem sofrido ataques significativos desde o início da invasão russa no final de fevereiro. Esta quarta-feira, o governador de Kharkiv anunciou que pelo menos sete pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas em ataques russos na região nas últimas 24 horas.

18h56 - Moscovo reivindica “controlo total” do porto de Mariupol

O porta-voz do Ministério russo da Defesa anunciou esta quarta-feira que a zona do porto comercial de Mariupol está sob “controlo total” das tropas russas.

Na segunda-feira, o líder dos separatistas pró-russos em Donetsk, que lutam com o exército russo em Mariupol, fez o mesmo anúncio.

Moscovo também anunciou que todos os “reféns” do “batalhão Azov” foram libertados.

18h42 - Biden e Zelensky falaram esta quarta-feira sobre ajuda defensiva e sanções

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltaram a falar esta quarta-feira por telefone onde discutiram “um novo plano de ajuda militar e potencialmente económica” e concordaram em “aumentar as sanções” à Rússia, segundo anunciou Zelensky no Twitter.


A conversa, que durou cerca de uma hora, ocorreu numa altura em que Washington se prepara para anunciar uma entrega massiva de novos equipamentos militares à Ucrânia.

18h28 - Moscovo ameaça atingir centros de comando em Kiev se a Ucrânia continuar a atacar território russo

O exército russo ameaçou esta quarta-feira atacar centros de comando em Kiev se a Ucrânia continuar com os ataques em território russo.

"Temos assistido a tentativas de sabotagem e ataques das forças ucranianas a alvos no território da Federação Russa. Se tais eventos continuarem, serão realizados ataques pelos militares russos em centros de comando, inclusive em Kiev, que o exército russo se absteve de fazer até agora", disse Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério russo da Defesa.

As forças russas retiraram-se da capital ucraniana no final de março, depois de tentarem, sem sucesso, cercar Kiev. As tropas russas focaram agora a sua ofensiva na zona leste da Ucrânia.

18h06 - UE aprova mais 500 ME em armas antecipando ofensiva russa a leste

O Conselho da União Europeia (UE) aprovou hoje mais uma assistência de 500 milhões de euros para aquisição e fornecimento de armamento às Forças Armadas ucranianas, considerado crucial face à anunciada ofensiva russa no leste da Ucrânia.

Este novo pacote de ajuda junta-se àqueles, do mesmo montante, acordados pelos Estados-membros em 28 de fevereiro e 23 de março passados, ascendendo assim a 1,5 mil milhões de euros os recursos já mobilizados ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz para apoiar as forças ucranianas, naquela que é a primeira vez na história que a UE financia o fornecimento de armamento a um país terceiro.

"Com estes novos 500 milhões de euros adicionais, a UE atribuiu um total de 1,5 mil milhões de euros para apoiar o fornecimento de equipamento militar dos Estados-membros da UE às Forças Armadas ucranianas. As próximas semanas serão decisivas. Enquanto a Rússia se prepara para uma ofensiva no leste da Ucrânia, é crucial que continuemos e intensifiquemos o nosso apoio militar à Ucrânia para defender o seu território e população e evitar mais sofrimento", comentou hoje o Alto Representante da União para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell.

Em comunicado, o Conselho aponta que esta nova assistência de 500 milhões de euros financiará o fornecimento às Forças Armadas ucranianas, pelos Estados-membros da UE, de equipamento de proteção pessoal, `kits` de primeiros socorros e combustível, assim como equipamento militar concebido para fornecer força letal para fins defensivos.

(agência Lusa)

17h50 - Ucrânia afirma que Rússia está pronta para lançar um ataque em Donetsk e Kherson

As forças russas “estão prontas” para um novo ataque na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, e na região de Kherson, no sul, disse o comando das Forças Armadas da Ucrânia esta quarta-feira.

"De acordo com as informações disponíveis, o inimigo está pronto para lançar uma ofensiva em Donetsk e Tavria (Kherson)", disseram as forças armadas numa publicação no Facebook.

17h11 - Autoridades não conseguem monitorizar radioatividade em Chernobyl

As autoridades ucranianas não conseguem restabelecer a monitorização da radioatividade em Chernobyl, no norte da Ucrânia, onde, afirmam, as forças russas que ocuparam o local do pior acidente nuclear de sempre criaram uma rede subterrânea.

“O sistema de monitorização do nível de radioatividade na zona proibida continua a não funcionar. Os servidores que gerem esta informação desapareceram. Não podemos dizer se [a zona] é completamente segura”, afirmou Evguen Kramarenko, chefe da agência estatal encarregada da zona proibida de Chernobyl.

Kramarenko, que falava numa videoconferência citada pela agência France-Presse, afirmou que “até que a eletricidade seja restaurada e os funcionários tenham autorização das forças armadas para irem para os postos de controlo de radioatividade”, não lhes é “possível avaliar os danos”.

O responsável assegurou que os “ocupantes [russos] escavaram em múltiplos locais” da cidade, onde, em abril de 1986, ocorreu o acidente nuclear.

“Enterraram equipamento pesado, criaram trincheiras e mesmo cozinhas subterrâneas, tendas, fortificações. Uma destas fortificações situa-se perto de um local de armazenamento temporário de resíduos radioativos”, apontou.

As forças russas tomaram a central nuclear no primeiro dia de invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, e retiraram-se no final de março, segundo as autoridades ucranianas.

Os soldados russos vão “muito em breve” sentir os efeitos da radiação, advertiu Kramarenko: “alguns dentro de um mês, outros dentro de anos”.

(agência Lusa)

16h05 - “Sem mais armas, esta guerra irá transformar-se num banho de sangue sem fim”, adverte Zelensky

Num novo vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente ucraniano adverte que a guerra irá transformar-se “num banho de sangue sem fim, que irá espalhar miséria, sofrimento e destruição” se não receberem mais armas.

Num vídeo onde fala em inglês, Volodymyr Zelensky pediu mais armas ao Ocidente para “salvar milhões de ucranianos, bem como milhões de europeus”. “Precisamos de artilharia pesada, veículos blindados, sistemas de defesa aérea e aviões de combate”, apelou Zelensky.


“A liberdade deve estar melhor armada do que a tirania”, rematou. “Os países ocidentais têm tudo para que isso aconteça. A vitória final sobre a tirania e o número de pessoas salvas depende deles”, acrescentou.

Zelensky sublinhou que a Ucrânia se tem defendido contra a Rússia “durante muito mais tempo do que os invasores tinham planeado”, relembrando que Moscovo procurava assumir o controlo da Ucrânia em cinco dias.

No entanto, Zelensky afirma que isso “não é suficiente" e advertiu que Moscovo tem capacidade para atacar outros países, como a “Polónia, a Moldávia, a Roménia e outros Estados Bálticos”. “Serão outros dos alvos se a liberdade da Ucrânia cair”, afirmou.

15h52 - Rússia acusa Ucrânia de estar a atrasar as negociações de paz

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia acusou esta quarta-feira Kiev de prolongar as negociações de paz com Moscovo enquanto prossegue a sua campanha militar.

A porta-voz Maria Zakharova acrescentou que as negociações entre os dois lados continuam em formato online.

15h22 - Scholz “irritado” com recusa da visita do presidente alemão à Ucrânia

Na terça-feira, o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, adiantou que a sua visita a Kiev foi recusada pelo próprio presidente ucraniano. O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse esta quarta-feira que a recusa da visita por parte de Kiev foi “irritante”.

"O presidente teria gostado de ir à Ucrânia e de visitar o presidente Zelensky", disse Scholz à rádio pública alemã RBB. "Teria sido bom recebê-lo. Não quero fazer mais comentários. É um pouco irritante”, acrescentou.

Questionado sobre se ele próprio estaria a planear uma visita a Kiev, Scholz disse estar em contacto frequente com Zelensky.

O presidente alemão Frank-Walter Steinmeier disse na terça-feira que planeava visitar Kiev juntamente com os presidentes da Polónia, Estónia, Letónia e Lituânia "para enviar um forte sinal de solidariedade europeia com a Ucrânia”, mas adiantou que “não era desejado por Kiev”.

Entretanto, um assessor do chefe de gabinete de Zelensky negou esta quarta-feira em entrevista à CNN que Kiev tenha recusado uma visita de Steinmeier.

14h45 - Declaração de Joe Biden é "inaceitável". Moscovo responde a acusações de "genocídio"

O presidente norte-americano, Joe Biden, acusou Moscovo de "genocídio" na Ucrânia. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, disse esta quarta-feira que os comentários são "inaceitáveis".

"Consideramos que este tipo de esforço para distorcer a situação é inaceitável. Isto é ainda mais inaceitável vindo do presidente dos Estados Unidos, um país que cometeu crimes bem conhecidos nos últimos tempos", vincou o responsável.

14h29 - Mais pormenores sobre sessão solene com Zelensky na Assembleia da República

O presidente da Ucrânia vai participar numa sessão solene no Parlamento português por videoconferência. Essa sessão vai contar com a presença do Presidente da República e o primeiro-ministro e decorre no dia 21 de abril a partir das 15h00.

A lista de convidados está a ser organizada pelo protocolo de Estado.

A sessão solene vai contar com os discursos do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e do presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva.

Segundo a porta-voz da conferência de líderes, Maria da Luz Rosinha, as galerias não serão abertas ao público e nem haverá intervenção dos vários grupos parlamentares e deputados.

14h24 - A importância estratégica de Mariupol

O dia fica marcado por novas informações sobre a situação na cidade portuária a serem veiculadas pelas autoridades russas. De acordo com o Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, mais de mil militares ucranianos depuseram armas voluntariamente.

Moscovo diz que 1.026 fuzileiros navais da 36ª Brigada depuseram armas, incluindo 162 oficiais. Kiev não confirma a informação e reconhece apenas que as forças russas continuam os ataques no distrito de Azovstal e na zona portuária.

Na segunda-feira, a mesma Brigada de Fuzileiros Navais tinha anunciado que se aproximava a “batalha final” por Mariupol que terminaria em morte ou captura pelos russos, já que as tropas estavam a ficar sem munições.

A cidade de Mariupol está cercada por tropas russas há várias semanas. É um dos principais focos da guerra e tem sido palco dos combates mais ferozes, cidade em que também já foi atingida pelo menos uma maternidade e um teatro onde civis se abrigavam. Moscovo negou esses ataques.

Dezenas de milhares de civis – cerca de 100 mil pessoas - continuam retidos após várias tentativas de evacuação e estabelecimento de corredores humanitários. Kiev acusa ainda as tropas russas de retirarem “à força” milhares de residentes de Mariupol para a Rússia, incluindo crianças.

Água, alimentação e medicação são bens cada vez mais escassos e as autoridades ucranianas acreditam que houve 20 mil de mortes entre a população civil só nesta cidade. Mais de 90 por cento da infraestrutura já foi destruída segundo a autarquia local.

Mariupol, uma cidade portuária em ruínas, poderá ser a primeira grande conquista de Moscovo desde que iniciou a “operação militar especial”, a 24 de fevereiro de 2022. Com acesso direto ao Mar de Azov, a cidade é o principal porto que serve a indústria e produção agrícola do leste da Ucrânia.

À data da invasão russa, contava com cerca de 400 mil habitantes e era a maior cidade na região do Donbass ainda nas mãos de Kiev.

Em caso de conquista da cidade, as forças russas passam a controlar o total da costa ucraniana do Mar de Azov e asseguram o acesso terrestre à região da Crimeia, anexada em 2014.

De destacar também que a cidade de Mariupol é a sede do Batalhão de Azov, uma milícia com ligações à extrema-direita que defende a cidade desde 2014. A Rússia definiu como um dos principais objetivos da operação a eliminação deste regimento.

13h40 - Veículos da NATO e EUA que transportem armas na Ucrânia são "alvos legítimos", diz a Rússia

Sergei Ryabkov, vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, afirmou esta quarta-feira que a Rússia vê como alvos legítimos os veículos dos Estados Unidos e NATO que transportem armas em território ucraniano.

"Avisamos que o transporte de armas dos EUA e NATO no território ucraniano será considerado por nós como um alvo militar legítimo", alertou.

13h14 - Procurador principal do TPI diz que Ucrânia "é um cenário de crime"

O procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, visitou a cidade de Bucha esta quarta-feira e declarou que a Ucrânia "é um cenário de crime".

"A Ucrânia é um cenário de crime. Estamos aqui porque temos boas razões para acreditar que há crimes dentro da jurisdição do Tribunal estão a ser cometidos. Temos de trespassar a névoa deixada pela guerra para alcançarmos a verdade", afirmou o procurador em declarações à imprensa.

Karim Khan explcou que há uma equipa forense do TPI a preparar-se para trabalhar no terreno. "Temos de manter a mente aberta e confiar nas evidências. A lei deve ser mobilizada na batalha pela proteção dos civis", frisou.  

De acordo com as autoridades ucranianas, centenas de civis foram mortos naquela cidade durante a ocupação russa. O massacre de Bucha, relatado por vários meios de comunicação, mereceu ampla condenação da comunidade internacional. A Rússia nega qualquer responsabilidade pelas mortes de civis naquela cidade às portas de Kiev.

No decurso desta visita, o procurador do TPI esteve reunido na capital ucraniana com a procuradora-geral da Ucrânia, Iyna Venediktova.


13h06 - Finlândia toma decisão sobre adesão à NATO "dentro de algumas semanas"

A primeira-ministra da Finlândia disse esta quarta-feira que o país tomará a decisão sobre o pedido de adesão à Aliança Atlântica "dentro de algumas semanas".

"Acho que vai acontecer de forma muito rápida. Dentro de algumas semanas, não meses", afirmou a líder finlandesa, Sanna Marin.

As declarações foram proferidas durante uma visita à Suécia, país vizinho que também não descarta uma futura adesão à aliança militar.

Magdalena Andersson, primeira-ministra da Suécia, considerou hoje que tanto a adesão como a não adesão à NATO têm um risco para os países.

O Governo finlandês publicou esta quarta-feira um documento com uma revisão estratégica para o país na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia.

O texto insiste no facto de apenas os membros da NATO benificiarem da proteção do Artigo 5º da organização. A adesão à aliança militar seria um elemento de dissuasão "significativamente maior", refere o documento.

O país nórdico tem uma extensa fronteira de quase 1.300 quilómetros com a Rússia.

12h52 - Assessor de Zelensky nega que presidente ucraniano tenha rejeitado visita de Steinmeier

Um assessor do chefe de gabinete de Volodymyr Zelensky esclareceu esta quarta-feira que Kiev não rejeitou a visita do presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, à capital ucraniana.

Na terça-feira, o jornal Bild tinha noticiado a recusa da visita, apresentando como fundamento as ligações de Steinmeier, ex-ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, à Rússia, nomeadamente o apoio à construção do Nord Stream 2.

O próprio Presidente alemão admitiu, também na terça-feira, que pretendia viajar até à capital ucraniana com os presidentes da Polónia, Estónia, Lituânia e Letónia, mas admitiu que "não era desejado em Kiev".

12h37 - Rússia diz não planear nacionalização de empresas estrangeiras

A presidente da câmara alta do Parlamento russo, Valentina Matviyenko, disse esta quarta-feira que Moscovo não está a planear nacionalizar empresas estrangeiras que deixem a Rússia. A responsável foi citada pela agência de notícias RIA.

12h24 - Especialistas da OSCE documentam “catálogo de desumanidade” da Rússia

Um relatório inicial de uma missão de especialistas criada pelos países da Organização para Segurança e Cooperação e Europa (OSCE) documenta um "catálogo de desumanidade" de tropas russas na Ucrânia, incluindo crimes de guerra, disse hoje o embaixador dos EUA na OSCE.

"O relatório documenta o catálogo de desumanidade perpetrada pelas forças russas na Ucrânia", disse Michael Carpenter em comunicado. "Estão incluídas provas de ataques diretos a civis, ataques a instalações médicas, violações, execuções, assaltos e deportação forçada de civis para a Rússia".

12h13 - Reino Unido vai sancionar 178 "russos separatistas"

O Reino Unido anunciou a imposição de novas sanções a 206 indivíduos devido à invasão da Ucrânia, incluindo 178 que alegadamente apoiam os líderes separatistas na região do Donbass.

O Governo britânico adianta que as novas sanções incluem também familiares, colegas e funcionários de oligarcas russos.

12h05 - O essencial da informação a esta hora

  • Mariupol. De acordo com o Ministério russo da Defesa, mais de mil soldados ucranianos de uma brigada de fuzileiros navais se renderam às forças russas na cidade sitiada de Mariupol, na área metalúrgica de Ilyich. O porta-voz do Ministério ucraniano da Defesa, Oleksandr Motuzyanyk, disse esta manhã que Kiev não tem qualquer informação sobre a deposição de armas.

  • Corredores humanitários. A vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, indicou esta quarta-feira que o país não irá abrir nenhum corredor humanitário por falta de condições de segurança. "Infelizmente não iremos abrir qualquer corredor humanitário hoje. Na região de Zaphorizhzhia, os ocupantes bloquearam os autocarros e na região de Lugansk estão a violar o cessar-fogo", indicou a governante.

  • Troca de prisioneiros. O presidente Volodymyr Zelensky propôs na terça-feira a troca do oligarca Viktor Medvedchuk por prisioneiros de guerra. O deputado e empresário ucraniano, próximo de Vladimir Putin, foi recentemente detido pelas autoridades ucranianas.

  • Líderes europeus a caminho de Kiev. Os presidentes da Polónia, Lituânia, Letónia e Estónia estão a caminho da capital ucraniana para se reunirem com o presidente Zelensky. Nas últimas semanas, vários líderes europeus deslocaram-se a Kiev, numa demonstração de apoio à Ucrânia;

  • “Genocídio”. Pela primeira vez, Joe Biden acusou o homólogo russo de “genocídio” na Ucrânia e considerou que Moscovo está “a tentar apagar a própria ideia de se ser ucraniano”. Num dos comentários mais duros de Washington desde o início da guerra, o presidente norte-americano considerou que as evidências de genocídio se estão “a acumular” e chamou o líder russo de “ditador”.

12h02 - Zelensky fala ao Parlamento português a 21 de abril

A agência Lusa avança que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, vai participar por videoconferência numa sessão da Assembleia da República na próxima semana, a 21 de abril.

A data ficou estabelecida durante uma conferência de líderes que ainda decorre, adianta a Lusa.

11h51 - Sete pessoas fuziladas por soldados russos em aldeia na região de Kherson

A Procuradoria-Geral da Ucrânia disse esta quarta-feira que sete pessoas foram abatidas por soldados russos numa casa na região de Kherson.

"De acordo com a investigação, os soldados russos dispararam sobre seis homens e uma mulher da aldeia de Pravdyné. Com a intenção de encobrir o crime, os ocupantes fizeram explodir a casa onde estavam os corpos", indicou a procuradoria-geral num comunicado citado pela agência France Presse.

11h39 - Rússia planeia desfile do "Dia da Vitória" em Mariupol, dizem as autoridades locais

Petro Andryushchenko, assessor do prefeito da cidade de Mariupol, disse esta quarta-feira que Moscovo está a planear um "desfile do Dia da Vitória" a 9 de maio naquela cidade portuária.

As autoridades ucranianas acreditam que Kostyantyn Ivashchenko, um responsável da Câmara Municipal de Mariupol próximo do Kremlin, recebeu ordens para "limpar uma parte do distrito central da cidade de escombros e cadáveres para garantir que o desfile possa ser realizado a 9 de maio.

"A avaliar pelos dados disponíveis, os ocupantes planeiam fazer um 'carnaval da vitória' em Mariupol, caso a sua 'operação especial' seja bem-sucedida", disse o assessor através do Telegram.

O dia 9 de maio é assinalado todos os anos na Rússia com grandes desfiles militares. Conhecido como "Dia da Vitória", celebra o triunfo do Exército russo sobre a Alemanha nazi no final da Segunda Guerra Mundial.

11h17 - Vias ferroviárias são vitais para a fuga de cidadãos

Desde o início da invasão, os caminhos de ferro da Ucrânia têm-se revelado fundamentais para transportar cidadãos em fuga do conflito. O enviado especial da Antena 1, Luís Peixoto, fez o retrato do papel que os comboios têm desempenhado para salvar refugiados.

11h05 - Sete mortos em ataques russos na região de Kharkiv nas últimas 24 horas

Pelo menos sete pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas, disse o governador da região, Oleg Synegoubov, através do Telegram. Há um menino de dois anos entre as vítimas mortais, indicou o responsável.

10h38 - Zelensky acusa tropas russas de usarem bombas de fósforo

Numa declaração ao Parlamento da Estónia, esta quarta-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de usar bombas de fósforo na Ucrânia e de usar táticas terroristas contra civis.

10h10 - Mais dados sobre os mil soldados ucranianos que se renderam em Mariupol

Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério russo da Defesa, avançou mais pormenores sobre a depoisção de armas de soldados russos em Mariupol.

De acordo com o responsável, os 1.026 soldados "depuseram voluntariamente as armas e renderam-se". Entre estes soldados que se renderam há "162 oficiais e 47 soldados femininos"

Entre os soldados que se renderam, houve 151 que "receberam cuidados médicos no local" e posteriormente "foram todos levados para o hospital de Mariupol para receberem tratamentos".
9h48 - Ucrânia diz ter frustrado um ciberataque russo contra instalações de energia

As autoridades ucranianas dizem ter frustrado um ataque cibernético russo contra uma das maiores instalações de energia do país. De acordo com a CERT da Ucrânia (Computer Emergency Response Team), o ataque foi realizado pelo Sandworm, um grupo de hackers com ligações à Rússia.

A agência revela que o ataque tinha como propósito privar "milhões" de ucranianos de eletricidade. O grupo conseguiu entrar no sistema de gestão de rede das instalações, mas não levou a nenhum corte no fornecimento de energia.

O grupo de hackers terá usado um malware designado de Industroyer2, versão atualizada de outro malware utilizado em dezembro de 2015 num ataque contra as instalações elétricas do país que privaram centenas de milhares de ucranianos de eletricidade.

9h27 - Kiev "sem informações" sobre soldados em Mariupol

O porta-voz do Ministério ucraniano da Defesa, Oleksandr Motuzyanyk, indicou esta quarta-feira que não recebeu informação sobre a rendição de uma brigada de fuzileiros navais ucranianos em Mariupol.

"Não tenho informações", adiantou o porta-voz do Ministério ucraniano da Defesa.

Ao início da manhã desta quarta-feira, o Ministério russo da Defesa avançou que mais de mil soldados ucranianos se renderam às forças russas na cidade sitiada de Mariupol.

9h08 - Chanceler alemão "esperado" em Kiev para "entregar armas"

Oleksii Arestovitch, assessor do presidente Volodymyr Zelensky, disse esta quarta-feira que o chanceler alemão, Olaf Scholz, "é esperado" na capital ucraniana para "tomar decisões práticas de imediato, incluindo a entrega de armas".

Em declarações à televisão alemã, o assessor do presidente ucraniano sublinhou que o destino da população de Mariupol e da população no leste do país "depende das armas alemãs que conseguirmos obter".

Berlim já entrega equipamento militar de defesa à Ucrânia, mas tem resistido ao envio de equipamentos ofensivos, em particular veículos blindados. Nos últimos dias, o chanceler alemão tem sido pressionado dentro do próprio Governo a reforçar a ajuda militar enviada para Kiev.

As declarações do assessor de Zelensky surgem num contexto de tensão entre a Alemanha e a Ucrânia. Na terça-feira, o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, adiantou que a sua visita a Kiev foi recusada pelo próprio presidente ucraniano.

O chefe de Estado alemão, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros quando Angela Merkel era chanceler, é criticado pelos ucranianos por ter seguido uma diplomacia de grande proximidade em relação a Moscovo.

De acordo com o jornal Bild, a visita foi recusada "devido aos laços estreitos com a Rússia nos últimos anos".

"Eu estava pronto para ir, mas aparentemente - e devo destacar - isso não era desejado por Kiev", disse o presidente alemão em conferência de imprensa.

8h59 - Pelo menos 191 crianças morreram desde o início da guerra

De acordo com os dados divulgados pela Procuradoria-Geral da Ucrânia, 191 crianças morreram na Ucrânia desde o início da guerra, a 24 de fevereiro.

Em comunicado divulgado através do Telegram, as autoridades ucranianas indicam que a maioria destas crianças foram mortas na região de Donetsk, parcialmente ocupada por tropas russas.

A procuradoria revela ainda que foram recentemente descobertos os corpos queimados de uma menina de 16 anos e de um menino de 10 anos nas cidades de Borodzianka e Korolovka.

8h26 - Mais de mil soldados ucranianos renderam-se em Mariupol, diz a Rússia

De acordo com o Ministério russo da Defesa, mais de mil soldados ucranianos se renderam às forças russas na cidade sitiada de Mariupol.

"Na cidade de Mariupol, na área metalúrgica de Ilyich, 1.026 soldados ucranianos da 36.ª Brugada de Fuzileiros Navais depuseram voluntariamente as armas e renderam-se", indicou Moscovo em comunicado.

De acordo com o Ministério russo da Defesa, pelo menos 150 destes soldados ficaram feridos e foram hospitalizados.

8h14 - Ucrânia sem corredores humanitários. Situação "muito perigosa", diz Kiev

A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, indicou esta quarta-feira que a Ucrânia não irá abrir nenhum corredor humanitário por falta de condições de segurança.

"Infelizmente não vamos abrir qualquer corredor humanitário hoje. Na região de Zaphorizhzhia, os ocupantes bloquearam os autocarros e na região de Lugansk estão a violar o cessar-fogo", indicou a governante.

Iryna Vereshchuk acusa as tropas russas de "não respeitarem os padrões do Direito Internacional Humanitário" e de "não controlarem os seus homens no terreno".

"Tudo isto cria um nível de perigo nas vias, pelo que somos obrigados a parar por hoje", disse a vice-primeira-ministra.

7h36 - Organização para o controlo de armas químicas "preocupada" com relatos vindos de Mariupol

Em comunicado, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) assumiu estar "preocupada" com a informação sobre o alegado uso de armas químicas na cidade sitiada de Mariupol. Indica ainda que recebeu informações, tanto de Kiev como de Moscovo, sobre "ameaças de uso de produtos químicos tóxicos, incluindo armas".

"Todos os 193 Estados-membros da OPAQ, incluindo a Federação Russa e a Ucrânia, fazem parte da Convenção sobre Armas Químicas, um tratado internacional de grande importância no campo do desarmamento que está em vigor desde 1997. Ao fazê-lo, comprometem-se de forma solene e voluntária e nunca desenvolver, produzir, adquirir, armazenar, transferir ou usar armas químicas", frisou a organização.

Ponto de situação
  • Pela primeira vez, o presidente norte-americano acusou o homólogo russo de “genocídio” na Ucrânia e considerou que Moscovo está “a tentar apagar a própria ideia de se ser ucraniano”. Num dos comentários mais duros desde o início da guerra, Joe Biden considerou que as evidências de genocídio se estão “a acumular” e chamou o líder russo de “ditador”;

  • As palavras foram acolhidas com agrado pelo presidente da Ucrânia. Volodymyr Zelensky diz que o presidente norte-americano falou “como um verdadeiro líder”. Entretanto a Casa Branca anunciou que vai enviar mais 750 milhões de dólares para a Ucrânia em ajuda militar, avança a agência Reuters;

  • Os presidentes da Polónia, Lituânia, Letónia e Estónia estão a caminho de Kiev para se reunirem com o presidente ucraniano. Nas últimas semanas, vários líderes europeus deslocaram-se à capital ucraniana, numa demonstração de apoio ao país;

  • No terreno, as forças ucranianas e russas preparam-se para a mobilização dos combates para a zona leste do país, na região do Donbass. Imagens de satélite mostram que a Rússia está a concentrar militares e equipamentos em três locais ao longo da fronteira com a Ucrânia;

  • As autoridades ucranianas detiveram o político pró-russo Viktor Medvedchuk, que integra um partido de oposição. O político estava em prisão domiciliária por suspeitas de traição, mas tinha conseguido escapar por altura do início da invasão russa da Ucrânia;

  • Na terça-feira, o presidente russo disse num comentário público que os motivos da intervenção russa na Ucrânia “são nobres”. Indicou que o que se está a passar no país é “uma tragédia”, mas que essa “operação especial” era necessária para defender a população falante de russo.