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A guerra no Médio Oriente após a morte de Ali Khamenei

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Reportagem

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Inês Geraldo, Mariana Ribeiro Soares, Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Reuters

Mais atualizações

23h40 - Jornal independente russo Novaya Gazeta ameaçado de encerramento

O regulador dos meios de comunicação social da Rússia pediu o cancelamento das licenças de difusão do website e da edição impressa do jornal independente Novaya Gazeta, que suspendeu o seu trabalho na Rússia no final de março.

O órgão de comunicação de referência viu-se obrigado a deixar de publicar na Rússia, devido à repressão no país às críticas feitas ao conflito na Ucrânia, e foi montada uma redação na Letónia, mas a página na Internet da edição europeia foi bloqueada na Rússia.

Na sua conta na rede social Telegram, a redação do jornal informou hoje que a agência Roskomnadzor tinha apresentado um pedido a um tribunal para cancelar a licença de difusão do website www.novayagazeta.ru, o que teoricamente proibiria a publicação de conteúdo jornalístico.

O website oferece acesso gratuito aos arquivos do jornal, conhecido pelas suas investigações aprofundadas sobre a corrupção das elites russas e graves violações dos direitos humanos, especialmente na Chechénia.

A agência Roskomnadzor, citada pela agência noticiosa TASS, confirmou hoje ter pedido a revogação da licença de distribuição da edição impressa da Novaya Gazeta, com o argumento de que não tinha recebido "os estatutos editoriais" a tempo.

(agência Lusa)

23h20 - Jornalista russa multada novamente por criticar guerra

Uma ex-jornalista da televisão estatal russa que se despediu depois de fazer um protesto em antena contra a guerra da Rússia na Ucrânia foi hoje multada em 50.000 rublos (cerca de 793 euros) por descredibilizar militares.

Marina Ovsyannikova foi acusada ao abrigo de uma lei promulgada após a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, que penaliza declarações contra os militares, uma condenação punível até 15 anos de prisão.

A multa foi aplicada pelos seus comentários num tribunal onde a figura da oposição Ilya Yashin foi detida, enquanto aguardava julgamento por disseminar informações falsas sobre os militares.

O órgão de informação Meduza, com sede na Letónia, que cobre a atualidade na Rússia, disse que Ovsyannikova apelidou a invasão da Ucrânia de "crime horrível".

Anteriormente, a jornalista já tinha sido multada em 30.000 rublos (cerca de 476 euros) por ter empunhado um cartaz antiguerra durante o noticiário da noite de 14 de março transmitido no canal estatal One.

Em russo, o cartaz dizia: "parem a guerra, não acreditem na propaganda, eles estão a mentir-vos aqui". Em inglês, estava escrito: "não à guerra" no topo e "russos contra a guerra" em baixo.

(agência Lusa)

23h10 - Conferência de ministros da Defesa das Américas sem consenso sobre guerra na Ucrânia

A 15.ª Conferência dos Ministros da Defesa das Américas terminou em Brasília sem consenso sobre a guerra da Ucrânia, com Brasil e Argentina e México a adotarem um postura mais branda.

Dos 21 países que assinaram o texto, Canadá, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Paraguai e República Dominicana fizeram uma ressalva na qual “reiteram a sua reprovação de maneira incisiva sobre a invasão ilegal, injustificada e não provocada da Ucrânia”.

Por outro lado, o Brasil e Argentina, “coerentes com os princípios que regem as suas relações internacionais, reconhecem o papel da Organização das Nações Unidas na busca pela paz e segurança internacionais e consideram aquela organização o foro com mandato adequado para tratar do conflito na Ucrânia”.

Ainda assim, os 21 país concordaram com uma firme defesa da democracia e um compromisso com a preservação da paz continental, do ambiente e da igualdade de género.

(agência Lusa)

23h05 - Estónia anuncia fim de vistos para cidadãos russos

A Estónia anunciou que não emitirá mais vistos ou autorizações de residência para cidadãos russos que desejam estudar no pequeno país báltico, dizendo que a invasão da Ucrânia ameaça a segurança nacional.

A ordem do Ministério dos Negócios Estrangeiros também veda a concessão de autorizações de trabalho de curto prazo a russos ou cidadãos da Bielorrússia que obtiveram um visto de outro estado da União Europeia. A Estónia pertence ao 27 Estados Membros da União Europeia.

"A continuação das sanções contra a Rússia é essencial para garantir uma pressão implacável sobre o país", referiu o ministro Urmas Reinsalu em comunicado, citado pela agência France Presse.

"Se as sanções ajudarem a parar a agressão russa, ocorrerá um efeito positivo na nossa própria segurança", acrescentou.

22h55 - Cidade austríaca de Linz começa a poupar energia e apaga iluminação

A cidade austríaca de Linz decidiu apagar a iluminação das pontes e edifícios públicos, a partir das 23.00 horas, como uma primeira medida para poupar energia, quando se admitem problemas no inverno com os fornecimentos de gás russo.

“A iminente escassez de energia torna necessárias as restrições na iluminação”, salientaram as autoridades municipais de Linz, capital da região da Alta Áustria, em comunicado divulgado hoje.

Esta é apenas uma primeira medida, mas que deve servir de sinal, a que se vão seguir outras, adiantou no texto o autarca da idade, com 210 mil habitantes, Klaus Luger.

(agência Lusa)

22h45 - Relator da ONU critica dualidade de critérios da Polónia em relação a estrangeiros

A Polónia ofereceu um "caloroso acolhimento" a mais de dois milhões de refugiados ucranianos, mas deixa migrantes e requerentes de asilo de outros países numa situação "completamente diferente", criticou um relator da Organização das Nações Unidas (ONU).

O relator da ONU sobre migrantes, Felipe González Morales, que visitou a Polónia e a Bielorrússia entre 12 e 25 de julho, salientou que "este duplo padrão dá a sensação de que os nacionais de países terceiros estão a ser discriminados".

Segundo o relator, isso foi evidente mesmo quando estes estrangeiros estavam a fugir da guerra na Ucrânia.

"Não estão protegidos sob o mesmo guarda-chuva jurídico, apesar de a sua entrada em território polaco ter sido aceite e de terem recebido assistência estatal", acrescentou Morales.

(agência Lusa)

21h30 - Rússia bombardeia Kiev, Ucrânia tenta recuperar Kherson

A Rússia retomou os ataques na região de Kiev. Numa altura em que as forças ucranianas lançam uma contra ofensiva para tentar recuperar Kherson, a segunda maior cidade do país, uma ponte foi atingida para bloquear o abastecimento aos russos.


21h13 - Anne Applebaum considera Putin uma ameaça para toda a Europa

A historiadora Anne Applebaum acredita que só haverá paz na Ucrânia se a Rússia for derrotada ou decidir retirar. Na Grande Entrevista da RTP, Applebaum considerou Vladimir Putin uma ameaça para toda a Europa.


20h44 - Alemanha vai aplicar uma taxa extraordinária sobre o consumo de gás

A medida serve para ajudar os fornecedores de gás a mitigarem a subida dos preços de importação gerados pelos cortes de abastecimento por parte da Rússia. O Governo alemão disse que o país está a atravessar a maior crise energética de sempre.


20h12 - Forças russas capazes de apenas "duas operações ofensivas significativas"

As forças russas na Ucrânia concentram-se agora no Donbass e parecem capazes de sustentar apenas duas operações ofensivas significativas (Siversk e Bakhmut), segundo o instituto norte-americano ISW, que identifica riscos para a Rússia nas "preferências étnicas" do Kremlin.

No seu mais recente balanço da invasão russa, os analistas do Institute for the Study of War (ISW) consideram que as forças russas "comprometeram recursos suficientes para realizar ataques terrestres quase diários" no Donbass, "mas não conseguem sustentar um ritmo operacional ofensivo ou obter ganhos territoriais noutras partes da Ucrânia".

"A ofensiva russa, portanto, provavelmente culminará antes de tomar quaisquer outras grandes áreas urbanas na Ucrânia", concluem os analistas, que admitem que as forças ucranianas podem ter iniciado um contra-ataque a sudoeste de Iziyum, entre Kharkiv e Lugansk.

O Estado-Maior ucraniano informou que as suas tropas repeliram uma patrulha de reconhecimento russo em Pasika (aproximadamente 18 quilómetros a sudeste de Izyum) que tentava "expor as posições ucranianas" naquela zona, nos últimos dias.

O ISW diz que as forças russas controlam Pasika, a sul de Kharkiv, baseando-se em imagens geolocalizadas das forças russas que, desde meados do mês, avançam para sul, através de Bohorodychne, mas nem Kiev nem Moscovo confirmam estas informações.

(agência Lusa)

18h34 - Rússia quer usar rublo e metical para manter transações económicas com Moçambique

O embaixador da Rússia em Moçambique defendeu hoje o uso do rublo e do metical para manter as transações comerciais com o país africano face às sanções que enfrenta internacionalmente.

"O rublo e o metical são dignas divisas que podem ser usadas e não necessitam da benevolência de alguns outros países que controlam o sistema internacional", declarou o embaixador da Rússia em Moçambique, Alexander Surikov, após um encontro com a CTA - Confederação das Associações Económicas de Moçambique em Maputo.

Segundo o diplomata, a Rússia está aberta a reforçar a cooperação com Moçambique e, com recurso às moedas dos dois países, é possível dinamizar a parceria, garantindo que Moçambique alcance resultados em torno dos seus esforços para a industrialização.

(agência Lusa)

18h00 - Embaixador da Ucrânia na Turquia condena cânticos pró-Putin

Na partida da segunda pré-eliminatória da Liga dos Campeões, o Dínamo de KLiev eliminou o Fenerbahçe. Na altura do primeiro golo dos ucranianos, os adeptos turcos entoaram o nome de Vladimir Putin em forma de provocação aos jogadores ucranianos.

Esta quinta-feira, o embaixador ucraniano na Turquia, Vasyl Bodnar, condenou os cânticos a favor do chefe de estado da Federação Russa.

"O futebol é um jogo justo. O Dínamo de Kiev foi mais forte ontem à noite. É muito triste ouvir os adeptos do Fenerbahçe a apoiar o assassino e agressor que bombardeia o nosso país", disse Bodnar na rede social Twitter.

"Estou grato ao povo turco pelo seu apoio à Ucrânia e pelos comentários sobre as ações inadequadas dos adeptos no estádio".

17h51 - Operador de eletricidade da Ucrânia com permissão exportar para a União Europeia

O diretor do operador da eletricidade ucraniana disse esta quinta-feira que o país recebeu permissão para poder aumentar as suas exportações de eletricidade para a Europa, de 100 para 250 megawats.

"Continuamos a ganhar dinheiro para o Estado e fortalecer a economia a segurança energética da União Europeia", disse o diretor Oleksandr Kudrytskyi, que acrescentou que a decisão vai começar a ter efeito a 30 de julho.

17h32 - Cereais. ONU espera que exportações comecem sexta-feira, mas os detalhes ainda estão a ser acertados

O sub-secretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, disse esperar que o primeiro embarque de cereais ucranianos possa ocorrer já esta sexta-feira, mas sublinhou que os detalhes “cruciais” para a passagem segura dos navios ainda estão a ser afinados.

Griffiths disse que militares turcos, russos e ucranianos estão a trabalhar com uma equipa da ONU num Centro de Coordenação Conjunta em Istambul para elaborar métodos operacionais padrão para o acordo alcançado pelas quatro partes na passada sexta-feira.

"Esta é uma negociação detalhada baseada no acordo", disse Griffiths aos Estados-membros da ONU esta quinta-feira. "Mas sem esses métodos operacionais padrão não podemos garantir uma passagem segura dos navios", explicou.

16h37 - Mayor de Kiev “não vê a luz ao fundo do túnel” para a guerra

Vitaly Klitschko, presidente da Câmara de Kiev, admitiu que tem dificuldades em ver um fim iminente da guerra com a Rússia.

Durante uma entrevista ao canal da BBC Newyddion S4C, Klitschko disse que “não vê a luz ao fundo do túnel”, mas “espera que a guerra não se prolongue durante anos”.

“Estamos a defender não apenas as nossas famílias. Estamos a defender não apenas os nossos filhos. Estamos a defender os vossos. Todos no Ocidente”, disse o mayor de Kiev.

Questionado sobre se considera que o Ocidente - incluindo o Reino Unido - precisa de oferecer mais apoio e tropas no terreno para ajudar a Ucrânia a se defender, Klitschko disse que as tropas britânicas podem ser necessárias no caso de a situação piorar.

Por enquanto, "apenas armas" são suficientes, acrescentou.

15h37 - Primeiro-ministro húngaro diz que a Ucrânia “não pode vencer” a guerra com a atual estratégia da NATO

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, disse esta quinta-feira que a Ucrânia não irá conseguir derrotar a Rússia com a atual estratégia de apoio da NATO.

“Esta guerra desta forma não pode ser vencida”, disse Orbán, acrescentando que a estratégia dos países da NATO de apoiar a Ucrânia com armas e treino “mostrou até agora que não conduzirá ao sucesso”.

"Se a estratégia não for alterada, não haverá paz", afirmou Orbán, alertando que, sem paz na Ucrânia, toda a União Europeia "será empurrada para uma situação de guerra".

“Não está claro como podemos evitar a recessão na UE se a guerra continuar”, alertou Orbán.

Em conferência de imprensa ao lado do chanceler austríaco Karl Nehammer, em Viena, ambos os líderes alertaram ainda contra a possibilidade de um embargo da União Europeia ao gás russo.

“Encontramos um muro, e esse muro é chamado de embargo de gás, e eu sugiro à UE que não esmurremos contra esse muro”, disse Orbán.

O chanceler austríaco sublinhou ainda que tal embargo “não é possível”. “Não apenas porque nós, Áustria, dependemos do gás russo. A indústria alemã também depende do gás russo. E se a indústria alemã entrar em colapso, a indústria austríaca entrará em colapso”, disse Nehammer, acrescentando que essa situação pode resultar em “desemprego em massa”.

14h20 - Cinco mortos e 25 feridos em ataque com mísseis no centro da Ucrânia

Mísseis russos atingiram uma escola de aviação na cidade ucraniana de Kropyvnytskyi esta quinta-feira, provocando cinco mortos e 25 feridos, anunciou o governador regional.

O governador Andriy Raikovych acrescentou que entre os mortos está um membro das Forças Armadas.

"Há vítimas, mortos e feridos. Vinte e cinco já foram levados para instituições médicas - ficaram feridos. Cinco foram mortos, um deles era militar", disse Raikovych.

"Há perdas materiais - duas aeronaves civis e uma aeronave AN-26", acrescentou.

14h02 - Governo ucraniano confirma contra-ofensiva para recuperar Kherson

As tropas de Kiev conseguiram destruir uma ponte considerada fundamental para o abastecimento das tropas russas na cidade. Em sentido contrário, chega a notícia de que a segunda central eléctrica do país foi capturada pelos militares russos.


13h52 - Pelo menos 15 feridos em ataque a Kiev

Pelo menos 15 pessoas ficaram feridas nos ataques desta quinta-feira na região de Kiev, de acordo com Andrii Nebytov, chefe da polícia na capital ucraniana.

Terão sido disparados 25 mísseis a partir do território bielorrusso, um dos quais atingiu uma base militar a cerca de 25 quilómetros de Kiev.

13h30 - Ex-jornalista de televisão estatal russa é condenado por difamar as Forças Armadas da Rússia

A ex-jornalista da televisão estatal russa, Marina Ovsyannikova, foi esta quinta-feira considerada culpada e multada em 50 mil rublos (822 dólares) por desacreditar as Forças Armadas do país, depois de ter feito várias publicações nas redes sociais a condenar a invasão russa da Ucrânia.

"As evidências confirmam a culpa de Ovsyannikova. Não há razão para duvidar da sua autenticidade", disse o juiz após uma breve audiência na qual Ovsyannikova descreveu o processo como "absurdo".

Ovsyannikova, nascida na Ucrânia, ganhou destaque em março depois de segurar um cartaz anti-guerra em direto. No início deste mês, Ovsyannikova publicou vários vídeos e fotografias no Telegram num protesto anti-guerra onde aparece a segurar um cartaz onde se lê: “Putin é um assassino, os seus soldados são fascistas”.

12h50 – “Nenhum lugar em Kharkiv é seguro”

O presidente da Câmara de Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, afirmou hoje que nenhuma área da cidade é “segura”.

“Os agressores russos estão a tentar transformar Kharkiv numa cidade lamentável, como as que eles têm na Rússia”, disse Igor Terekhov à AFP. “Mas eles não terão sucesso. E, como veem, o povo de Kharkiv está a defender a sua cidade, com armas nas mãos”.

“Temos nove distritos na cidade e todos eles estão a ser bombardeados com intensidade variável e em momentos diferentes. Por isso podemos afirmar que nenhum lugar em Kharkiv é seguro”.

12h38 - Proteção temporária a ucranianos evitou pressões sobre asilo na UE

Quase 3,9 milhões de ucranianos registaram-se para proteção temporária na União Europeia desde o início da invasão russa, anunciou hoje a Agência da União Europeia para o Asilo (EUAA), indicando que isso evitou “pressões extremas” sobre o asilo.

“A proteção temporária tem evitado pressões extremas sobre o sistema de asilo da UE”, informa a EUAA em comunicado hoje divulgado.

Mais de cinco meses após o início da invasão russa da Ucrânia e depois de a UE ter decidido ativar pela primeira vez, em março passado, a proteção temporária devido ao afluxo em massa de ucranianos que fogem da guerra, esta agência europeia precisa que, “até 24 de julho, quase 3,9 milhões de pessoas tinham-se registado para proteção temporária”.

(Agência Lusa)

12h16 – Vinte e cinco mísseis disparados desde a Bielorrússia

Vinte e quatro horas depois da entrada em funcionamento dos três portos ucranianos que vão escoar 20 milhões toneladas de cereais, a capital Kiev foi sobrevoada por mísseis.

Terão sido disparados 25 mísseis a partir do território bielorrusso, um dos quais atingiu um alvo a cerca de 25 quilómetros de Kiev: uma base militar.

Os enviados especiais da RTP à Ucrânia, António Mateus e Cláudio Calhau, dão conta dos últimos desenvolvimentos.

12h09 - Mais de 75.000 russos foram mortos ou feridos, segundo EUA

Mais de 75.000 soldados russos terão sido mortos ou feridos durante a guerra na Ucrânia, indicou a Administração Biden a parlamentares dos EUA durante um briefing.

“Fomos informados de que mais de 75.000 russos foram mortos ou feridos, o que é um número enorme”, disse a democrata Elissa Slotkin, membro do Comité de Serviços Armados da Câmara dos Representantes.

“Mais de 80% das forças terrestres russas estão cansadas”, acrescentou.

12h03 - Rússia anuncia prisão de 21 cúmplices das forças ucranianas em Kherson

As forças de ocupação russas anunciaram hoje a prisão de alegados cúmplices do Exército ucraniano nas regiões ocupadas de Kherson e de Zaporijia, no sul da Ucrânia durante uma contra ofensiva das tropas de Kiev na zona.

A Guarda Nacional russa prendeu "nas regiões de Kherson e de Zaporijia 21 cúmplices das Forças Armadas ucranianas", indica a administração das zonas ocupadas através de um comunicado difundido na rede de mensagens Telegram.

De acordo com a mesma mensagem, 13 lança-granadas, mais de 31 mil balas de diferentes calibres, 53 granadas e 24 quilogramas de explosivos foram também apreendidos.

As forças russas indicaram que foram desarmadas sete minas de artilharia mas não forneceu mais detalhes sobre o assunto.

(Agência Lusa)

11h41 - Ponto de situação

  • O Ministério da Defesa da Rússia disse esta quinta-feira que as suas forças destruíram seis depósitos de munições ucranianas na autoproclamada República Popular de Donetsk e na região de Mikolayiv.

  • As forças russas fizeram mais progressos na região leste de Donetsk, onde bombardearam áreas da cidade de Bakhmut ao longo de várias semanas, segundo os militares ucranianos.

  • Os presidentes dos Estados Unidos e da China vão ter esta quinta-feira uma conversa ao telefone. Os principais temas deverão ser Taiwan, a guerra na Ucrânia e questões económicas.

  • Um tribunal da Rússia multou a aplicação de mensagens WhatsApp em 18 milhões de rublos (298.507 dólares) por uma alegada falha em localizar dados de utilizadores em território russo, informou a agência de notícias TASS.

  • Mais de 25 mil pessoas, incluindo quase quatro mil crianças, terão sido levadas para a Rússia a partir das regiões separatistas de Donetsk e Luhansk nas últimas 24 horas, disse a agência de notícias estatal TASS esta quinta-feira, citando autoridades russas.

11h35 – Zelensky nomeia novo procurador para “levar à justiça todos os criminosos”

O presidente Volodymyr Zelensky escreveu no Telegram sobre a sua nova nomeação para o escritório do procurador da Ucrânia.

“As principais tarefas do Ministério Público hoje são levar à justiça todos os criminosos de guerra russos, restaurar a justiça e defender os interesses da Ucrânia”, frisou.

“Estou convencido de que Andriy Kostin, como advogado profissional, poderá garantir o trabalho sistemático do Ministério Público. A sua primeira decisão importante no novo cargo foi a nomeação do chefe da procuradoria especializada anticorrupção. Foi nomeado Oleksandr Klymenko”, acrescentou.

11h01 – Rússia diz ter destruído seis depósitos de munições na Ucrânia

O Ministério da Defesa da Rússia disse esta quinta-feira que as suas forças destruíram seis depósitos de munições ucranianas na autoproclamada República Popular de Donetsk e na região de Mikolayiv.

10h50 – Rússia diz que negociações de troca de prisioneiros com EUA estão em curso

As negociações entre Moscovo e Washington sobre a troca de prisioneiros estão em curso, mas ainda não há resultados concretos, avançou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse na quarta-feira que iria falar com o homólogo Sergei Lavrov por telefone nos próximos dias e que o pressionaria a responder a uma oferta que Washington fez para garantir a libertação de cidadãos americanos detidos por Moscovo.

10h18 – Embaixador brasileiro regressa a Kiev

O embaixador do Brasil na Ucrânia, Norton de Andrade Mello Rapesta, irá regressar a Kiev, quase cinco meses após ter abandonado a capital ucraniana devido à invasão russa, anunciou o Ministério brasileiro das Relações Exteriores.

Num comunicado, o ministério disse continuar atento à evolução do que chamou de “conflito” entre os dois países, garantiu estar pronto a implementar medidas de apoio de emergência a brasileiros na região, e reiterou a recomendação para evitar deslocações à Ucrânia.

Rapesta e a grande maioria dos diplomatas brasileiros abandonaram Kiev no início de março, uma semana depois do início da ofensiva militar da Rússia contra a Ucrânia, embora a embaixada tivesse permanecido aberta.

(Agência Lusa)

10h04 – Mais de 100 mil ucranianos no Reino Unido desde o início da guerra

Cerca de 104.000 pessoas chegaram ao Reino Unido sob esquemas de vistos para a Ucrânia até segunda-feira, segundo números publicados pelo Ministério britânico do Interior.

9h45 - "Sucesso parcial" para forças russas em Donetsk, dizem militares ucranianos

As forças russas fizeram mais progressos na região leste de Donetsk, onde bombardearam áreas da cidade de Bakhmut ao longo de várias semanas, segundo os militares ucranianos.

Numa atualização operacional esta quinta-feira, o Estado-Maior do Exército ucraniano disse que as forças russas estavam a tentar avançar em direção a Bakhmut pelo sul e leste.

As tropas de Moscovo tiveram "sucesso parcial" na direção de Vidrodzhennia-Vershyna e estão agora barricadas a sudeste de Vershyna.

Vershyna fica a cerca de 10 quilómetros de Bakhmut. No início desta semana, os russos tomaram a aldeia vizinha de Novoluhankse e uma central de energia adjacente.

9h19 - Tribunal russo multa WhatsApp por violação de armazenamento de dados

Um tribunal da Rússia multou a aplicação de mensagens WhatsApp em 18 milhões de rublos (298.507 dólares) por uma alegada falha em localizar dados de utilizadores em território russo, informou a agência de notícias TASS.

Moscovo multou também o proprietário da aplicação Snapchat esta quinta-feira por uma acusação semelhante.

8h54 - Taxa de consumo de gás da Alemanha entrará em vigor em outubro

A taxa planeada pela Alemanha sobre os consumidores de gás para ajudar os fornecedores que lidam com a subida dos preços de importação entrará em vigor a 1 de outubro, avançaram à Reuters fontes do Ministério alemão da Economia.

A lei, introduzida no início deste mês, pretende dividir entre todos os clientes os custos da substituição do gás russo, evitando insolvências dos comerciantes de gás e estabilizando o setor da energia.

8h35 - Rússia diz que mais de 25 mil pessoas foram ontem retiradas de territórios ocupados

Mais de 25 mil pessoas, incluindo quase quatro mil crianças, terão sido levadas para a Rússia a partir das regiões separatistas de Donetsk e Luhansk nas últimas 24 horas, disse a agência de notícias estatal TASS esta quinta-feira, citando autoridades russas.

O coronel-general Mikhail Mizintsev, chefe do Centro de Gerenciamento de Defesa Nacional da Rússia, avançou ainda que cerca de três mil veículos cruzaram a fronteira para a Rússia no dia anterior.

Mizintsev acrescentou que quase 2,9 milhões de pessoas, incluindo cerca de 460 mil crianças, foram retiradas da Ucrânia desde o início da "operação militar especial" russa.

8h20 - Contraofensiva ucraniana possível, tal como nova ofensiva russa, diz analista militar

Uma contraofensiva militar das forças ucranianas é possível, embora "difícil de concretizar" na atual situação militar na Ucrânia, enquanto uma nova ofensiva russa também pode verificar-se, indicou o analista militar e major-general Carlos Branco.

"Relativamente ao futuro, não excluo essa possibilidade [de uma contraofensiva ucraniana], mas que será difícil de concretizar porque as tropas têm de ser treinadas, não basta o equipamento. E treinar um exército para o combate não se faz em dois ou três meses", referiu à agência Lusa.

Diversos institutos e analistas ocidentais têm considerado que, atendendo à atual situação no terreno, as forças russas registam as mesmas limitações que as impediram previamente de avanços substanciais na província de Lugansk - região do Donbass, no leste, entretanto já controlada pelas forças secessionistas russófonas - e que a campanha militar "entrou numa fase crítica para Moscovo" devido à dificuldade em manter a sua ofensiva após a entrega aos ucranianos de novo armamento, em particular a artilharia norte-americana de longo alcance HIMARS.

(Agência Lusa)

8h02 - Diálogo entre Biden e Jinping

Os presidentes dos Estados Unidos e da China vão ter esta quinta-feira uma conversa ao telefone. Os principais temas deverão ser Taiwan, a guerra na Ucrânia e questões económicas.

Esta é a quinta conversa entre os dois líderes desde que Joe Biden chegou à Casa Branca, em janeiro de 2021.

7h55 - Corte no gás. Governo admite impacto industrial mas afasta regresso ao carvão

O Governo admite que, em último caso, as restrições de consumo de gás podem ter impacto na indústria. Para evitar essa situação, a estratégia é gerar eletricidade através de mais energia renovável.
Na RTP3, o secretário de Estado da Energia afastou o regresso das centrais a carvão e defendeu que a aposta passa por Sines.

7h35 - Governador de Lugansk. É um erro acreditar na palavra de Putin sobre desbloqueio de cereais

O governador de Lugansk afirmou ser um erro acreditar na palavra de Vladimir Putin sobre o desbloqueio da exportação de cereais. Sergii Haidi reconheceu que as armas entregues pelo Ocidente à Ucrânia estão a travar a ofensiva russa, mas disse que são ainda insuficientes para fazerem os invasores recuarem.
Os enviados especiais da RTP à Ucrânia, António Mateus e Cláudio Calhau, ouviram o governador de Lugansk.

7h24 - Ponto de situação


  • As forças russas terão atingido, às primeiras horas da manhã, infraestruturas da região de Kiev, de acordo como o governador regional Oleksiy Kuleba. O ataque com rockets visou o distrito de Vyshgorod, a norte da capital. “Está a ser clarificada informação sobre vítimas. Todos os serviços de emergência estão no local”, adiantou o responsável.

  • Segundo o comando operacional do norte das forças ucranianas, foram lançados mais de 20 mísseis a partir do território da Bielorrússia. O alvo foi a região ucraniana de Chernihiv. “Neste momento, é conhecida a chegada de nove rockets ao território de Goncharivska, região de Chernihiv”, adiantam os militares ucranianos.

  • As forças russas estão a levar a cabo um “destacamento em massa” de tropas para três regiões do sul da Ucrânia, no que aparenta constituir uma alteração de tática por parte de Moscovo, afirmou Oleksiy Arestovych, conselheiro do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Estes alegados reforços estão a cobrir Melitopol, Zaporizhia e Kherson.

  • A operação para libertar Kherson “já começou”, clamou também o conselheiro presidencial Oleksiy Arestovych, que falava na sequência do bombardeamento ucraniano sobre a ponte Antonivskiy, principal via de abastecimento das tropas russas que ocupam aquela cidade.

  • O presidente ucraniano garante que a ponte Antonivskiy será reconstruída, assim como outras travessias fluviais da região. “Estamos a fazer tudo para garantir que as forças ocupantes não tenham oportunidades logísticas no nosso país”, apontou Volodymyr Zelensky.

  • O Conselho de Segurança da ONU tem sido incapaz de harmonizar um comunicado a saudar o acordo mediado pela Turquia para o reinício das exportações de cereais ucranianos. “A Noruega e o México têm estado a trabalhar para unir o Conselho numa mensagem a saudar o acordo significativo para retomar as exportações de cereais, alimentos e fertilizantes através do Mar Negro. Lamentamos que tal não tenha sido possível”, disse à Associated Press a embaixador norueguesa nas Nações Unidas, Mona Juul.

  • Estão em marcha os preparativos para a partida dos primeiros navios com cereais do sul da Ucrânia. Começou ontem a funcionar na Turquia o centro conjunto que vai monitorizar este processo. O primeiro carregamento deverá deixar os portos ucranianos nos próximos dias, disse o ministro turco da Defesa, Hulusi Akar.

  • O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, adiantou que vai falar ao telefone com o homólogo russo, Sergei Lavrov. Mas não será “uma negociação sobre a Ucrânia”. Este será o primeiro contacto do género entre os dois responsáveis desde os dias que antecederam a invasão russa da Ucrânia.