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Cinco casos de infeção por hantavírus confirmados até ao momento, OMS afasta cenário de pandemia
Em conferência de imprensa a partir de Genebra, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde revelou esta quinta-feira que, de um total de oito casos suspeitos, cinco estão confirmados.
"Até o momento, oito casos foram reportados, incluindo três mortes. Cinco desses oito casos foram confirmados como hantavírus, enquanto os outros três são considerados suspeitos", acrescentou Tedros Adhanom Ghebreyesus.
A OMS considera "possível" que surjam novos casos tendo em conta o período de incubação da variante dos Andes, "que pode chegar a seis semanas", admitiu o diretor-geral da OMS.
Nem epidemia nem pandemia
O surto de hantavírus não constitui "o início de uma epidemia" ou de "uma pandemia", acrescentou Maria Van Kerkhove, chefe do Departamento de Prevenção e Preparação para Epidemias e Pandemias da OMS na mesma conferência de imprensa.
"Não é o início de uma epidemia. Não é o início de uma pandemia", mas é uma oportunidade crucial para reiterar que o investimento na investigação sobre agentes patogénicos é essencial, tendo em conta que os tratamentos testes e vacinas podem salvar vidas", alertou a mesma responsável da OMS.
"Não é o início de uma epidemia. Não é o início de uma pandemia", mas é uma oportunidade crucial para reiterar que o investimento na investigação sobre agentes patogénicos é essencial, tendo em conta que os tratamentos testes e vacinas podem salvar vidas", alertou a mesma responsável da OMS.
A Argentina vai enviar cerca de 2.500 kits de teste para hantavírus a laboratórios de cinco países, foi ainda anunciado nesta conferência de imprensa coletiva da OMS em Genebra.
O vírus é alvo de um alerta de saúde internacional desde que foi detetado um surto num navio de cruzeiro que partiu do sul da Argentina.
O MV Hondius está a caminho das Ilhas Canárias onde deverá chegar no domingo de manhã.
Seguem a bordo 144 pessoas depois de três terem sido evacuadas ainda ao largo de Cabo Verde onde o navio esteve imobilizado vários dias.
Nenhum dos passageiros apresenta sintomas da doença garantiu esta quinta-feira a empresa dos Países Baixos.
Uma vez em Tenerife, se estiverem saudáveis, todos os cidadãos não espanhóis serão repatriados para os países de origem, o que deverá acontecer na próxima segunda-feira, enquanto os 14 espanhóis vão ficar em quarentena num hospital militar em Madrid.
Nos Países Baixos, o Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira que uma mulher foi internada num hospital de Amesterdão depois de ter apresentado possíveis sintomas de infeção por hantavírus. Posteriormente, as autoridades de saúde confirmaram que se trata de uma infeção por hantavírus. A assistente de bordo da companhia aérea KLM esteve em contacto com uma mulher que morreu em Joanesburgo, uma das três vítimas mortais deste surto.