Kuwait anuncia morte de menina de 11 anos após queda de destroços de drone
O Kuwait anunciou hoje a morte de uma menina de 11 anos atingida por destroços de um drone numa zona residencial da capital do emirado, numa altura em que o Irão continuava ataques de retaliação contra países do Golfo.
As equipas de resgate tentaram reanimar a criança durante o transporte para o hospital, mas "não resistiu aos ferimentos", disse o Ministério da Saúde do Kuwait, em comunicado, sem especificar a nacionalidade da vítima.
Na segunda-feira, o exército do Irão tinha anunciado ataques contra base aérea norte-americana de Ali Al-Salem no Kuwait e a navios no oceano Índico em retaliação pela morte do líder supremo Ali Khamenei, no sábado.
Mísseis das "forças terrestres e navais do exército, operando a partir de vários locais, visaram a base aérea norte-americana Ali Al-Salem no Kuwait, bem como navios inimigos no norte do oceano Índico", disse Teerão.
Os militares disseram que foram usados "15 mísseis de cruzeiro", indicou um comunicado citado pela agência de notícias France-Presse.
A informação foi também divulgada pela rede de televisão pública iraniana IRIB, que não adiantou mais detalhes sobre os ataques.
O Governo do Kuwait anunciou que vários aviões de combate norte-americanos se despenharam no país e que as tripulações sobreviveram.
"As autoridades competentes iniciaram de imediato as operações de busca e salvamento e procederam à retirada das tripulações, transferindo-as para o hospital", disse um porta-voz do Ministério da Defesa.
A causa do acidente não foi especificada, nem o número de caças envolvidos, desconhecendo-se se há alguma ligação com o anúncio do ataque iraniano.
Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão, que respondeu com ataques aos países vizinhos, sobretudo os que têm bases norte-americanas.
Na primeira onda de ataques contra Teerão, as forças conjuntas mataram dezenas de dirigentes iranianos, incluindo Ali Khamenei, de 86 anos, no poder desde 1989.
Estados Unidos e Israel alegaram ameaças iminentes do Irão para a ofensiva, apesar de estar a decorrer um processo de negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu que a ofensiva visava o derrube do regime da República Islâmica e apelou aos iranianos para que assumissem o poder após o fim da intervenção militar.
Teerão respondeu aos bombardeamentos norte-americanos e israelitas com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos em Israel, Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar e Emirados Árabes Unidos, bem como ameaças a navios no estreito de Ormuz.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Cerimónias fúnebres de Ali Khamenei começam hoje à noite
O funeral de Ali Khamenei, que liderou o Irão durante 36 anos antes de ser morto no sábado em ataques aéreos israelitas e norte-americanos, terá início hoje à noite e durará três dias, segundo a agência de notícias IRNA.
"A partir das 22:00 de hoje (18:30 hora de Lisboa), os fiéis poderão prestar a sua última homenagem aos restos mortais do líder mártir da nação, dirigindo-se para a Grande Mesquita Imam Khomeini", em Teerão, informou a agência oficial IRNA, citando um comunicado do Conselho de Coordenação do Desenvolvimento Islâmico.
Ali Khamenei, que morreu aos 86 anos, será sepultado na cidade sagrada de Mashhad (nordeste), o seu local de nascimento.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Navio da Marinha iraniana afunda-se junto ao Sri Lanka
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka, Vijitha Herath, disse que o país resgatou hoje 30 marinheiros de uma fragata militar do Irão que se estava a afundar perto das suas águas territoriais.
O ministro, que fez o anúncio no parlamento, não especificou a causa do naufrágio da fragata militar iraniana, Iris Dena, que tinha 180 tripulantes a bordo quando foi emitido um pedido de socorro, ao amanhecer.
Um deputado da oposição perguntou se o navio tinha sido bombardeado no âmbito do ataque militar lançado por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, mas não houve resposta imediata do Governo.
Herath disse que dois navios da Marinha do Sri Lanka e uma aeronave foram enviados para resgatar os 30 marinheiros feridos, que foram levados para um hospital no sul da ilha.
"Respondemos a um pedido de socorro de acordo com as nossas obrigações internacionais, uma vez que se tratava de uma zona de busca e salvamento no Oceano Índico", disse à agência de notícias France-Presse o porta-voz da Marinha do Sri Lanka, Buddhika Sampath.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Israel diz que próximo líder supremo do Irão será "alvo de eliminação"
O ministro da Defesa de Israel ameaçou hoje quem quer que o Irão escolha para ser o próximo líder supremo do país, dizendo que será "alvo de eliminação".
Israel Katz fez a declaração na rede social X.
"Todo o líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para continuar e liderar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e oprimir o povo iraniano --- será alvo de eliminação", escreveu.
Israel atacou na terça-feira um edifício associado à Assembleia de Peritos do Irão, que vai escolher o novo líder supremo. Israel matou o `ayatollah` Ali Khamenei, de 86 anos, num ataque no sábado que deu início à guerra.
A Guarda da Revolução do Irão afirmou hoje ter disparado aproximadamente 40 mísseis contra alvos norte-americanos e israelitas, no quinto dia de ataques de retaliação após ataques contra território iraniano.
"Há algumas horas, a 17ª vaga da Operação Honest Promise-4 foi realizada com o lançamento de mais de 40 mísseis pelas forças da Guarda da Revolução Islâmica contra alvos americanos e sionistas [israelitas]", declarou a Guarda, num comunicado lido na televisão estatal iraniana.
As sirenes de alerta aéreo soaram em Israel antes dos lançamentos de mísseis durante a manhã, mas não houve registo de feridos, segundo os serviços de emergência israelitas.
Por seu turno, o exército de Israel anunciou hoje ter atacado dezenas de alvos no Irão, incluindo centros de comando em Teerão, segundo um comunicado.
"Há pouco tempo, a Força Aérea israelita, guiada por informações de inteligência, concluiu mais uma onda de ataques contra centros de comando do regime terrorista iraniano em Teerão", referiu o comunicado.
"No âmbito destes ataques, o exército lançou dezenas de munições contra centros de comando da Segurança Interna" do Irão, da Guarda da Revolução e da força paramilitar Basij, acrescentou o comunicado.
Durante a noite, o exército lançou uma "onda generalizada de ataques" contra o Irão, após bombardeamentos de mísseis em território israelita.
O Crescente Vermelho informou que o número de mortos no Irão ultrapassou os 555 desde o início dos bombardeamentos.
Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a 10 pessoas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação iniciada no sábado visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial" ao seu país.
O atual conflito agravou também as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerão, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.
Navio da frota fantasma da Rússia afunda-se no Mediterrâneo após incêndio
A Líbia anunciou hoje o naufrágio em águas territoriais do país de um transportador de gás natural liquefeito da chamada frota fantasma, usada pela Rússia para contornar sanções internacionais, após um incêndio repentino.
A Autoridade Portuária e de Transporte Marítimo da Líbia disse num comunicado que recebeu um pedido de socorro do navio Artic Metagaz, que mencionava explosões repentinas seguidas de um "incêndio maciço, que acabou por provocar o seu naufrágio total".
A autoridade não forneceu detalhes sobre as causas do incêndio.
O centro de socorro líbio confirmou o resgate bem-sucedido dos 30 tripulantes, que se encontram em bom estado de saúde, em cooperação com o homólogo de Malta.
O incidente ocorreu a 130 milhas náuticas (240 quilómetros) a norte do porto de Sirte, quando fazia a viagem do porto de Murmansk, na Rússia, para o porto de Port Said, no Egito.
O Artic Metagaz é um dos quase 600 navios sancionados pela União Europeia com a proibição de acesso a portos europeus e de prestação de uma ampla gama de serviços relacionados com o transporte marítimo.
No domingo, o vice primeiro-ministro da Bélgica, Maxime Prévot, anunciou que as forças especiais intercetaram um navio pertencente à designada frota fantasma da Rússia no Mar do Norte.
O ministro da Defesa, Theo Francken, tinha declarado numa mensagem anterior que o petroleiro foi "escoltado até ao porto de Zeebrugge, onde será apreendido".
A Rússia tem utilizado uma frota de petroleiros antigos e de propriedade obscura para contornar as restrições impostas às suas exportações de petróleo bruto após a invasão da Ucrânia, em 2022.
A União Europeia incluiu centenas destes navios na `lista negra`, num esforço para enfraquecer a capacidade de financiamento de guerra de Moscovo.
A operação foi feita em conjunto com países parceiros do G7, dos países nórdicos e do Báltico, e em coordenação com a França.
Preço do petróleo Brent sobe mais de 2% na abertura
O preço do petróleo Brent subiu hoje ligeiramente mais de 2% na abertura, acumulando uma subida de mais de 12% nos últimos três dias de negociação, na sequência do conflito no Médio Oriente.
De acordo com os dados da Bloomberg analisados pela agência de notícias espanhola EFE, às 07:15 de hoje (06:15 hora de Lisboa), o petróleo Brent estava a subir 2,21%, atingindo os 83,20 dólares por barril.
O preço do crude está hoje a subir menos acentuadamente do que nas sessões anteriores: na terça-feira, fechou com uma subida de 4,71%, embora tenha atingido mais de 85 dólares por barril (níveis que não se viam desde julho de 2014) e na passada segunda-feira aumentado 7,26%.
Os preços do petróleo subiram mais de 13% nas primeiras horas de segunda-feira, numa reação inicial ao ataque conjunto dos EUA e de Israel contra o Irão, que, em retaliação, prolongou o conflito por grande parte do Médio Oriente.
O mercado teme que, como consequência deste confronto armado, o trânsito pelo estreito de Ormuz, por onde passa 20% do fluxo mundial de petróleo, fique paralisado.
O analista da XTB, Javier Cabrera, alerta que, enquanto persistirem as tensões no Estreito de Ormuz, o petróleo, o gás e os seus derivados serão os ativos com maiores subidas de preço.
"À medida que o bloqueio se prolonga, a subida dos preços do crude será maior e o impacto na economia global será mais significativo", alerta.
A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou incendiar qualquer navio que tente atravessar o Estreito de Ormuz.
Entretanto, o crude West Texas Intermediate (WTI), que fechou na terça-feira a subir 4,7%, subiu hoje 2,15% para 76,19 dólares, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Estados Unidos permitem que pessoal não essencial abandone Chipre
Os Estados Unidos anunciaram na hoje que autorizaram a saída do pessoal não essencial do Chipre, onde uma base militar dos Estados Unidos foi alvo de um ataque iraniano na segunda-feira.
O Departamento de Estado "autorizou que funcionários não essenciais do governo norte-americano" e as famílias "deixassem o Chipre" devido a preocupações de segurança, afirmou a embaixada dos EUA em Nicósia.
Na terça-feira, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que o Reino Unido vai enviar para Chipre um navio da Marinha britânica, juntamente com helicópteros equipados com capacidades de contramedidas contra drones.
Numa mensagem publicada na rede social X, Starmer adiantou ter informado o Presidente de Chipre do envio dos meios militares para a ilha mediterrânea e membro da União Europeia (UE), que acolhe uma base militar britânica que foi alvo de drones iranianos.
"O Reino Unido está totalmente empenhado na segurança de Chipre e do pessoal militar britânico ali destacado", escreveu o chefe do Governo, sublinhando que "as operações defensivas continuam".
Keir Starmer acrescentou ainda que o país "agirá sempre no interesse do Reino Unido e dos seus aliados".
O navio de guerra mobilizado, o "HMS Dragon", tem como principal missão a defesa antiaérea com radares e um sistema de mísseis antiaéreos.
Chipre acolhe duas bases militares soberanas britânicas, remanescentes do período colonial, que mantêm importância estratégica no Mediterrâneo oriental.
A base de Akrotiri, na costa ocidental da ilha, foi alvo de um ataque com um drone no domingo, que causou danos na pista, o que levou o Ministério da Defesa britânico a retirar os familiares de militares para alojamentos alternativos nas proximidades.
Outros dois drones foram intercetados e destruídos na segunda-feira.
A base de Akrotiri, que acolhe pessoal militar e funcionários civis, é a principal base aérea do Reino Unido para operações no Médio Oriente e, nos últimos anos, tem sido usada em missões contra o grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque e para atacar alvos huthis no Iémen.
O Reino Unido recusou integrar a operação militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, iniciada no sábado, mas autorizou Washington a usar bases em território britânico em resposta aos ataques do regime de Teerão a interesses britânicos e aos países aliados no Golfo.
Teerão respondeu aos bombardeamentos norte-americanos e israelitas com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos em Israel, Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar e Emirados Árabes Unidos, bem como ameaças a navios no estreito de Ormuz.
Entretanto, a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica anunciou que o Governo vai fretar um avião charter para repatriar os cidadãos britânicos na região.
Segundo Yvette Cooper, 130 mil cidadãos britânicos de um total estimado de 300 mil registaram-se para obter ajuda.
Líbano anuncia 11 mortos em ataques israelitas no sul de Beirute e Baalbek
Ataques israelitas mataram pelo menos 11 pessoas hoje no Líbano, no sul de Beirute e em Baalbek, anunciaram o Ministério da Saúde e a imprensa estatal, no quinto dia da guerra na região.
O Líbano foi arrastado na segunda-feira para o conflito, após um primeiro ataque contra Israel pelo movimento pró-Irão Hezbollah, que afirmou querer vingar a morte do líder iraniano Ali Khamenei na operação israelo-americana contra o Irão.
Ao sul da capital libanesa, "ataques do inimigo israelita contra as regiões de Aramoun e Saadiyat" causaram seis mortos e oito feridos "de acordo com um balanço preliminar", anunciou o Ministério da Saúde libanês, num comunicado.
Em imagens da agência de notícias France-Presse tiradas em Aramoun, veículos de emergência estão reunidos à noite, enquanto socorristas transportam uma maca.
No leste do Líbano, na cidade de Baalbek, de maioria xiita, cinco pessoas foram mortas e outras 15 ficaram feridas hoje num ataque israelita contra um edifício de quatro andares, informou a Agência Nacional de Informação libanesa.
Operações estão em curso para encontrar três pessoas ainda desaparecidas, informou a agência de notícias oficial.
Além disso, em Hazmieh, nos subúrbios a sudeste de Beirute, um ataque aéreo israelita atingiu "um hotel" e ambulâncias foram enviadas para o local, informou a mesma agência, mas sem mencionar vítimas.
O exército israelita apelou esta manhã a 13 cidades e aldeias do sul do Líbano para que sejam evacuadas "de imediato" antes dos ataques contra o Hezbollah.
Um anúncio semelhante foi feito anteriormente para outras 16 localidades do sul.
O movimento pró-iraniano realizou na terça-feira uma série de ataques contra Israel, afirmando ter atingido, em particular, a base naval de Haifa (norte), em resposta aos ataques israelitas nos subúrbios, a sul de Beirute.
Desde segunda-feira, pelo menos 50 pessoas foram mortas e outras 335 ficaram feridas nos ataques israelitas ao Líbano, anunciou o Ministério da Saúde, antes destes ataques noturnos.
Três socorristas foram mortos enquanto prestavam assistência "a pessoas feridas em explosões no distrito de Tyr" (sul), escreveu na rede social X o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
"As partes beligerantes devem respeitar o direito internacional humanitário e proteger os profissionais de saúde", lembrou.
Seis mortos em ataques israelitas no sul de Beirute
Ataques israelitas contra duas cidades situadas a sul da capital libanesa, Beirute, causaram seis mortos, anunciou hoje o Ministério da Saúde libanês.
O ministério indica num comunicado que "os ataques do inimigo israelita contra as regiões de Aramoun e Saadiyat" causaram seis mortos e oito feridos, "de acordo com um balanço preliminar".
A agência de notícias libanesa NNA anunciou que ataques aéreos atingiram hoje "um prédio de quatro andares ao amanhecer" na cidade de Baalbek, no leste do país, causando um número indeterminado de mortos.
A mesma agência indicou que "um ataque aéreo israelita atingiu um hotel em Hazmieh", nos subúrbios a sudeste da capital, acrescentando que "foram enviadas ambulâncias para o local".
O Líbano tornou-se um novo campo de batalha no conflito entre o Irão, Israel e os Estados Unidos, desencadeado pelo ataque israelo-americano contra Teerão no sábado.
Ataques destruíram centenas de mísseis balísticos e toda a Marinha - EUA
O Comando Central das forças armadas norte-americanas (CENTCOM) reivindicou hoje ter afundado "toda a Marinha de guerra" iraniana e destruído centenas de mísseis balísticos desde o início dos ataques contra o Irão no sábado.
Num vídeo de atualização publicado nas redes sociais, o comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, afirmou que os ataques lançados em conjunto com Israel atingiram 2.000 alvos e permitiram, nas primeiras 100 horas de operações, "degradar severamente as defesas aéreas iranianas".
"E não iremos parar, vamos continuar a conduzir operações dinâmicas direcionadas contra os lançadores móveis de mísseis balísticos para destruir o que caracterizaria como a capacidade remanescente de lançamento" do Irão, afirma Cooper.
Numa missão num porto militar no sul do Irão, dezenas de bombardeiros norte-americanos "afundaram toda a Marinha iraniana", com 17 navios destruídos, "incluindo o mais operacional submarino iraniano".
"Durante décadas, o regime do Irão assediou a navegação internacional. Hoje, não há um único navio iraniano a navegar no Golfo Arábico, Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã", afirma Cooper.
Além de navios e centenas de mísseis balísticos, também foram destruídos `drones`, segundo o responsável do CENTCOM.
As operações têm envolvido o maior dispositivo militar norte-americano mobilizado na região "na última geração", bombardeiros furtivos B-1 e B-2, e mais recentemente B-52, que visaram centros de comando e controlo das forças iranianas.
"A capacidade do Irão está a declinar e a nossa capacidade a aumentar", afirma Cooper.
Em resposta, adiantou, Teerão disparou 500 mísseis balísticos e 2.000 `drones`, visando alvos civis "indiscriminadamente".
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
O Crescente Vermelho informou hoje que o número de mortos em no Irão ultrapassou os 555 desde o início dos bombardeamentos.
Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a 10 pessoas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação iniciada no sábado visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial" ao seu país.
O atual conflito agravou também as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerão, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.
Estados Unidos testam novo drone kamikaze
Os Estados Unidos estão a aproveitar os ataques massivos que realizam desde sábado contra o Irão para testar um novo drone kamikaze norte-americano.
O Exército norte-americano reconhece que o drone foi inspirado Shahed-136 iraniano, frequentemente utilizado pela Rússia contra a Ucrânia.
O Comando Central norte-americano (Centcom) anunciou estar a utilizar pela primeira vez na história estes drones kamikaze no mesmo dia em que os EUA, juntamente com Israel, lançaram os primeiros mísseis e drones contra alvos iranianos.
"Estes drones de baixo custo, modelados a partir dos drones Shahed do Irão, estão agora a infligir represálias fabricadas nos Estados Unidos", afirmou o Centcom nas redes sociais.
De acordo com as autoridades militares norte-americanas, o sistema faz parte de uma nova estratégia baseada em drones de baixo custo e descartáveis, que podem ser rapidamente lançados em grandes quantidades, uma tática inspirada nas lições da guerra na Ucrânia, onde milhares de drones económicos estão a ser utilizados por ambos os lados.
Nas operações na Ucrânia, a Rússia transformou o Shahed-136 no drone de ataque preferido, ao ponto de passar a produzir a própria versão da aeronave não tripulada, denominada Geran-2, com transferência de design e apoio iraniano.
As características do Shahed-136 são as que levaram tanto a Rússia como os Estados Unidos a decidirem copiar o design.
O que realmente transformou o Shahed-136 num sucesso é o baixo custo e a facilidade de produção em massa. Analistas estimam que cada unidade custa ao Irão cerca de 20 mil dólares (17,2 mil euros), muito inferior ao de sistemas não tripulados mais avançados, como o MQ-9 Reaper, norte-americano, cujo preço pode ultrapassar os 20 milhões de dólares (17,2 milhões de euros).
Esta diferença permite lançar grandes quantidades de drones para saturar defesas aéreas inimigas ou atacar vários alvos em simultâneo, uma estratégia conhecida como "massa acessível", que ganha cada vez mais peso na doutrina militar moderna.
Guarda Revolucionária garante "controlo total" do estreito de Ormuz
A Guarda Revolucionária do Irão garantiu hoje que tem "controlo total" do estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento crucial para o comércio global de petróleo à entrada do Golfo Pérsico
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na terça-feira que a Marinha norte-americana poderia escoltar os petroleiros através do estreito de Ormuz "se necessário".
Drone abatido perto do aeroporto da capital do Iraque
Um drone foi abatido hoje perto do aeroporto internacional da capital do Iraque, Bagdade, um dia depois de outra aeronave não tripulada ter sido neutralizada na mesma zona, disseram duas fontes da segurança iraquiana.
O aeroporto inclui uma base militar que alberga conselheiros dos Estados Unidos (EUA) e que anteriormente albergava tropas da coligação liderada pelos EUA.
"Um drone foi abatido perto do aeroporto de Bagdade, sem causar vítimas ou danos materiais", disse uma fonte à agência de notícias France-Presse, com outra fonte a confirmar o incidente.
Também a emissora do Qatar Al Jazeera avançou com um ataque de um drone contra as instalações norte-americanas perto do aeroporto, que serviam de apoio logístico à Embaixada dos EUA no Iraque,
Na noite de terça-feira, um drone tinha sido intercetado perto do aeroporto de Bagdade.
As forças de segurança tinham anunciado algumas horas antes que tinham apreendido nove foguetes e um lançador, que estavam prontos para serem utilizados para atacar o aeroporto.
A base militar norte-americana em Erbil, capital do Curdistão iraquiano, foi também alvo de "dezenas de drones", reivindicados pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, incluindo o assassínio do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país.
Além disso, na terça-feira, um ataque semelhante foi realizado contra a base militar iraquiana de Salah ad-Din.
De seguida, a base aérea Imam Ali em Nasiriyah, no sudeste do país, foi bombardeado, num incidente que já está a ser investigado pelas autoridades, segundo o portal de notícias iraquiano Shafaq.
Desde as primeiras horas da ofensiva contra o Irão, os ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel visaram grupos iraquianos apoiados pelo Irão. Estes grupos reivindicaram a responsabilidade por dezenas de ataques com drones contra bases norte-americanas.
O incidente ocorreu num contexto de tensão regional após os ataques israelo-americanos de sábado contra o Irão, que respondeu com bombardeamentos contra Israel, bem como contra instalações norte-americanas em países do Golfo Pérsico.
O Irão confirmou a morte de Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.
O Crescente Vermelho informou que o número de mortos no Irão ultrapassou os 555 desde o início dos bombardeamentos.
Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a 10 pessoas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação iniciada no sábado visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial" ao seu país.
O atual conflito agravou também as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerão, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.
870 mortos desde início da operação americano-israelita contra o Irão
Mais de 870 pessoas morreram durante as ações militares no Médio Oriente desde o início da operação americano-israelita contra o Irão a 28 de fevereiro, revela o The New York Times.
Governo prepara repatriamento de 400 portugueses no Golfo Pérsico
Os números foram avançados à agência Lusa pelo secretário de Estado das Comunidades.
Portugal reforça vigilância nas fronteiras e embaixadas
A PSP reforçou o policiamento de área junto das embaixadas e dos aeroportos portugueses. A decisão surge depois de uma avaliação do risco e da ameaça aos interesses de alguns países, na sequência de contacto próximo com responsáveis diplomáticos.