Lufthansa tem lucro de 1,3 mil milhões de euros em 2025 mas alerta para incerteza no Médio Oriente
O grupo aéreo alemão Lufthansa registou um lucro líquido de 1,3 mil milhões de euros em 2025, menos 3% do que no ano anterior, apesar de receitas recorde de 39,6 mil milhões, e alertou para maior incerteza devido ao Médio Oriente.
O volume de negócios do grupo aumentou 5% face a 2024, impulsionado pela procura por viagens aéreas, tendo a companhia transportado 135 milhões de passageiros ao longo do ano, mais 3% do que no período anterior, de acordo com o comunicado emitido hoje.
Segundo a empresa, o lucro operacional (EBIT ajustado) subiu para dois mil milhões de euros, acima dos 1,6 mil milhões registados em 2024, refletindo menores custos com irregularidades nos voos, bem como o impacto de preços mais baixos do querosene e de um dólar mais fraco
O presidente executivo do grupo, Carsten Spohr, afirmou que os resultados "demonstram a resiliência e a estabilidade do grupo".
No entanto, citado no mesmo comunicado, alertou que "a guerra no Médio Oriente demonstra mais uma vez quão exposto está o transporte aéreo e quão vulnerável continua a ser, mesmo que a indústria esteja hoje mais resiliente a crises do que no passado".
Segundo o responsável, a forte concentração dos fluxos globais de tráfego aéreo nos centros de ligação (`hubs`) do Golfo "está a revelar-se cada vez mais um `calcanhar de Aquiles` geopolítico".
Para Carsten Spohr, "torna-se ainda mais importante não prejudicar ainda mais as companhias aéreas e os centros de ligação europeus", sublinhando que "a soberania da Europa exige a capacidade de manter as suas próprias ligações aos mercados globais".
No total, as companhias aéreas do grupo transportaram 135 milhões de passageiros em 2025, com a taxa média de ocupação dos aviões a atingir um novo máximo de 83,2%.
Para 2026, o grupo prevê um aumento das receitas e uma melhoria significativa dos resultados, embora admita que os desenvolvimentos no Médio Oriente e as suas consequências geopolíticas para a economia mundial aumentam a incerteza nas previsões.
Ainda assim, a empresa indicou ter registado recentemente uma subida da procura por voos de longo curso, sobretudo em rotas para e a partir da Ásia e de África, estando a avaliar reforçar frequências para destinos como Singapura, Índia, China e África do Sul.
A administração vai propor aos acionistas o pagamento de um dividendo de 0,33 euros por ação relativo ao exercício de 2025, acima dos 0,30 euros distribuídos no ano anterior.
A Lufthansa tem manifestado interesse na privatização da TAP, tal como o grupo IAG, dono da Iberia e da British Airways, e o grupo Air France-KLM, que também têm acompanhado o processo de venda da companhia aérea portuguesa.
Azerbaijão retira diplomatas do Irão
Segundo o ministro, o Azerbaijão está a retirar os funcionários da sua embaixada em Teerão e do seu consulado geral em Tabriz.
Europol alerta para aumento do risco de terrorismo na UE
A Europol avisou hoje que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é atualmente considerado elevado, devido à guerra no Médio Oriente, e advertiu que o risco de ciberataques também deverá aumentar.
Numa resposta por escrito enviada à agência Lusa, uma porta-voz da Europol indica que a guerra no Médio Oriente "tem repercussões imediatas no crime grave e organizado e no terrorismo na União Europeia (UE)".
"O nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é considerado elevado. Tal pode manifestar-se através da radicalização interna por parte de indivíduos isolados ou de pequenas células auto-organizadas", refere a porta-voz da Agência da UE para a Cooperação Policial.
A Europol adverte que "a rápida disseminação `online` de conteúdos polarizadores pode acelerar os processos de radicalização a curto prazo" entre membros de diásporas que residem atualmente em solo europeu.
"Os grupos aliados (`proxies`) do Irão também podem envolver-se em atividades desestabilizadoras na UE", afirma a Europol, referindo-se designadamente ao chamado "Eixo da Resistência do Irão", composto por grupos como o Hezbollah, Hamas ou os Huthis, ou a "redes criminosas que atuam sob a direção das instituições de segurança iranianas".
"As suas operações podem incluir ataques terroristas, campanhas de intimidação e financiamento do terrorismo, bem como ciberataques, desinformação ou esquemas de fraude `online`", afirma a agência.
Além da ameaça de terrorismo, a Europol refere também que "o risco de ciberataques direcionados a infraestruturas e empresas ocidentais também pode aumentar caso o conflito se mantenha".
"Redes criminosas e terroristas vão aproveitar o contexto de informação mais intenso para desenvolver fraudes e desinformação com recurso à inteligência artificial. Os alvos mais prováveis na UE incluem localizações ligadas ao conflito, como instalações diplomáticas, alvos vulneráveis ou infraestruturas públicas ou críticas", indica.
A agência refere, contudo, que até ao momento "não há impacto direto num aumento do tráfico de imigrantes".
Esta terça-feira, em conferência de imprensa em Bruxelas, o comissário europeu para a Administração Interna, Magnus Brunner, foi questionado sobre como é que a UE tenciona responder a um eventual aumento das ameaças terroristas no continente, tendo respondido que a primeira prioridade da Comissão Europeia é garantir a segurança dos seus cidadãos.
"Estamos a fazer várias coisas, como garantir controlos fronteiriços robustos, que foram reforçados recentemente com o nosso sistema de informação Schengen, uma base de dados comum da UE na qual os Estados-membros podem criar alertar para casos relacionados com terrorismo", referiu.
O comissário europeu indicou ainda que o novo sistema de entrada e saída da UE, que está a ser gradualmente implementado desde outubro, prevendo-se que esteja totalmente operacional em abril, também está a dar resultados.
"Já nos permitiu deter 500 pessoas consideradas como uma ameaça à União Europeia. Por isso, acho que estamos no caminho certo, mas, claro, manter-se vigilante é sempre importante", referiu.
Chipre remarca reuniões da UE em março devido a perturbações nos voos
"De modo a garantir a previsibilidade e evitar inconvenientes às delegações, todas as reuniões que estão previstas para março em Chipre serão realizadas virtualmente ou remarcadas", disse um funcionário cipriota à agência Reuters.
Maersk suspende serviço que liga Médio Oriente à Europa
Em comunicado, a empresa dinamarquesa explica que se trata de uma medida de precaução para garantir a segurança das equipas e das embarcações que operam na zona do Golfo.
A Maersk indica também que estão suspensas as ligações entre o extremo e o médio Oriente.
Meia centena de navios franceses bloqueados no Golfo Pérsico
Novo ataque no sul de Beirute
Segundo a imprensa libanesa, uma espessa nuvem de fumo subiu deste subúrbio, cujos habitantes fugiram em massa na quinta-feira após uma ordem de evacuação sem precedentes do Exército israelita.
Petroleiro angolano atacado no sul do Iraque
O navio que opera sob bandeira das Bahamas foi atacado no sul do país quando estava ancorado na zona do porto de Khor Al-Zubair.
Segundo as autoridades iraquianas o ataque deu-se através de uma pequena embarcação telecomandada que embateu no navio, seguindo-se uma forte explosão.
Não há registo de feridos nem poluição ambiental. O petroleiro está estável e em segurança.
Explosões ouvidas em Telavive após alerta de mísseis iranianos
"Há pouco, o Exército identificou mísseis disparados do Irão em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas de defesa estão a ser ativados para interceptar esta ameaça", declarou o Exército em comunicado.
Os serviços de emergência israelitas afirmaram que, até ao momento, não foram registadas vítimas.
Dubai lança alerta aos residentes sobre "potenciais ameaças de mísseis"
"Tendo em conta a situação atual e a potencial ameaça de mísseis, procurem imediatamente abrigo no edifício seguro mais próximo e afastem-se de janelas, portas e espaços abertos", indica o alerta do ministério.
MNE iraniano diz que Rússia e China estão a apoiar Teerão politicamente e de outras formas"
O ministro Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou hoje, em entrevista à rede norte-americana NBC News, que a China e a Rússia "estão a apoiar politicamente e de outras formas" o Irão, sem especificar como.
"Não vou dar detalhes sobre a nossa cooperação com outros países, exatamente a meio de uma guerra", afirmou o chefe da diplomacia iraniana, acrescentando que a cooperação militar entre Moscovo e Teerão "nunca foi um segredo". Araghchi evitou ainda mencionar Pequim, apesar das perguntas do jornalista da NBC.
O Kremlin afirmou na quinta-feira que a Rússia não recebeu nenhum pedido oficial de ajuda do Irão, acrescentando que Moscovo não tem intenção de se envolver no conflito, apesar dos laços estreitos com Teerão.
"Não é a nossa guerra", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em declarações à televisão estatal. "Estamos a ver um número cada vez maior de países a serem arrastados para o conflito. Estamos a fazer o que corresponde aos nossos interesses", acrescentou.
A diplomacia russa apelou ao fim da guerra no Irão e manteve conversações com a maioria das potências do Golfo Pérsico, às quais, ao mesmo tempo, o ministério russo dos Negócios Estrangeiros criticou o facto de não terem condenado os ataques iniciais dos Estados Unidos e de Israel à nação persa.
O Governo chinês também reiterou a preocupação com a deterioração da situação e instou as partes a evitar uma maior escalada, ao mesmo tempo que anunciou a deslocação de um enviado especial à zona para mediar o conflito.
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning afirmou esta semana que a China "se opõe firmemente a qualquer ação que viole a soberania, a segurança e a integridade territorial de outros países" e pediu às partes envolvidas que "evitem agravar as tensões e o conflito".
A China, principal parceiro comercial de Teerão e o maior importador de petróleo do país, condenou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei e a violação da soberania do Irão.
Desde que os Estados Unidos e Israel lançaram no passado sábado os ataques contra o Irão, a República Islâmica tem vindo a retaliar através do lançamento de mísseis e envio de drones em toda a região, atingindo o Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e outros países.
Araghchi afirmou, porém, à NBC que o Irão não tomou a decisão de iniciar uma guerra com os seus vizinhos. "Não atacámos os nossos vizinhos. Não atacámos países muçulmanos", disse. "Atacámos alvos americanos e bases americanas, instalações americanas, que infelizmente estão localizadas em território dos nossos vizinhos", acrescentou
O chefe da diplomacia disse ainda que falou com os homólogos desses países para explicar que eles não são o alvo, explicando que os ataques contra alvos civis, como áreas residenciais no Bahrein, hotéis no Dubai, e o aeroporto internacional no Kuwait tinham sido "danos colaterais".
Abbas Araghchi disse ainda que o Irão não encerrou o Estreito de Ormuz, por onde transita 20% do petróleo mundial, ainda que na passada segunda-feira, uma alta patente da Guarda da Revolução do Irão, brigadeiro-general Ebrahim Jabbari tenha dito que o estreito estava fechado e que quaisquer navios que tentassem passar seriam considerados alvos.
"Eles não fecharam. São os navios e os petroleiros que não arriscam a travessia porque têm medo que possam ser atingidos por qualquer um dos lados", afirmou o ministro.
"Portanto, não temos intenção de encerrá-lo neste momento, mas, à medida que a guerra continua, iremos considerar todos os cenários", acrescentou porém.
Aviação de Israel volta a bombardear Hezbollah
O ataque ocorreu esta manhã. A Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA) adianta que, além dos ataques aéreos contra Dayhe e Haret Hreik, ocorreram ataques perto de Baalbek, no leste do país, e em cidades do sul como Touline e Srifa.
Israel havia alertado para a retirada da população de duas zonas no sul de Beirute.
Na segunda-feira, o Hezbollah, conotado com o Irão, lançourockets contra Israel.
De acordo com os serviços de emergência libaneses, registaram-se pelo menos 123 mortos e 683 feridos no Líbano, além de dezenas de milhares de deslocados.
Portugueses retirados do Golfo chegam a Lisboa. Novo voo de repatriamento em avaliação
O secretário de Estado das Comunidades assinalou o que considerou ser o "trabalho notável" da Força Aérea e dos serviços consulares.
O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, adiantou, ao início da manhã desta sexta-feira, que está em ponderação a realização de um novo voo de repatriamento de cidadãos portugueses com partida da Arábia Saudita.
"Estamos a ponderar todas as formas de podermos ajudar. Poderá ser através de um outro voo, que vamos pôr a hipótese de organizar, ou através de um outro voo de um país europeu", indicou o governante aos jornalistas em Figo Maduro.
Chegou nas últimas horas a Lisboa o grupo de portugueses abrangidos por uma operação de repatriamento para a qual foram mobilizados um avião da Força Aérea e outro fretado à TAP.
Em comunicado, o Governo detalha que, no voo fretado, seguiram 147 passageiros retirados de vários países do Golfo Pérsico - 139 são portugueses e oito são de Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos e Peru - e no avião militar viajaram 39 pessoas vindas de Israel - 24 de nacionalidade portuguesa e 15 de França, Grécia, Brasil e Israel.A operação desencadeada na madrugada de quinta-feira prolongou-se por "quase 25 horas" e atravessou "zonas extremamente perigosas", fez notar o secretário de Estado.A operação de repatriamento mobilizou um C130 da Força Aérea Portuguesa e uma aeronave A330 fretada à TAP Air Portugal.
Emídio Sousa confirmou também que o Governo ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para o repatriamento de cidadãos portugueses.
c/ Lusa
Intercetados mísseis e drones no espaço aéreo de Catar e Kuwait
Os governos do Catar e do Kuwait anunciaram ter intercetado hoje vários mísseis no seu espaço aéreo, no sétimo dia da guerra entre Israel e os Estados Unidos contra o Irão.
O exército do Kuwait informou que as defesas aéreas registaram diversos ataques com mísseis e drones que penetraram o espaço aéreo do país.
A defesa aérea do Catar também garantiu ter frustrado um ataque com drones contra a base de Al Udeid, em Doha, que acolhe militares norte-americanos.
A Arábia Saudita intercetou hoje também três mísseis que se dirigiam para a base aérea do príncipe Sultan, que acolhe militares norte-americanos, anunciou anteriormente o Governo saudita.
Este é o sétimo dia de conflito, depois de os EUA e Israel terem lançado, no passado sábado, uma ofensiva contra o Irão que já provocou 1.230 vítimas mortais no país, segundo a agência pública Fundação dos Mártires e Assuntos dos Veteranos do país.
O Irão respondeu com bombardeamentos sobre Israel, causando 10 mortes, e contra países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e contra as suas representações diplomáticas, como consulados, embaixadas e bases militares.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção do país.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Embaixada de Timor-Leste nos EAU pronta para prestar assistência a timorenses
O embaixador de Timor-Leste nos Emirados Árabes Unidos (EAU), Rui Manuel Hanjam, disse hoje que está pronto para prestar assistência a todos os timorenses que se desloquem para países da Europa ou que regressem a Timor-Leste.
"Desde o início da crise no Médio Oriente deixámos mensagens nas redes sociais, números de telemóvel e endereço de correio eletrónico para que as pessoas possam entrar em contacto", disse o embaixador, contactado pela Lusa por telefone.
Segundo o diplomata, a embaixada está também em contacto com a equipa de Gestão de Emergências, Crises e Desastres dos EAU, que, caso seja necessário, ajudará a dar assistência a qualquer timorense.
Atualmente, existem apenas quatro timorenses nos Emirados Árabes Unidos, nomeadamente uma cidadã timorense no Dubai e a equipa da embaixada, que inclui o embaixador, uma conselheira e uma terceira secretária (mais o filho), em Abu Dhabi.
"A embaixada já não está a trabalhar no edifício da missão diplomática, mas sim a partir de casa, para evitar eventuais ataques com mísseis ou drones lançados por forças iranianas contra os Emirados Árabes Unidos", afirmou Rui Manuel Hanjam.
O embaixador disse que algumas famílias que trabalhavam no Dubai já regressaram a Timor-Leste e que alguns timorenses que utilizaram a região para fazer ligações a países europeus conseguiram, entretanto, chegar ao destino.
Sobre o ambiente que se vive, o embaixador explicou que se ouvem ataques sucessivos, mas que os Emirados Árabes Unidos têm conseguido intercetar os mísseis e drones disparados pelo Irão.
O embaixador disse também que países membros da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), organização da qual Timor-Leste faz parte, ofereceram os seus aviões a Timor-Leste caso o país decida retirá-los.
"Até agora ainda não tomámos essa decisão, apesar da situação de segurança continuar incerta. Se sairmos dos Emirados Árabes Unidos poderá transmitir a imagem de que o país está em crise", disse.
Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Conselho de Liderança Iraniano dirige o país após a morte do Líder Supremo Ali Khamenei.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.
Segundo as autoridades iranianas, os ataques israelitas e norte-americanos causaram, até agora, mais de mil mortos. Os Estados Unidos confirmaram a morte de seis militares norte-americanos.
Portugueses retirados da região do Golfo Pérsico chegam a Lisboa
- Chegou esta manhã a Lisboa o primeiro grupo de portugueses abrangidos pela operação de repatriamento, a bordo de um C130 da Força Aérea. Foi ainda mobilizado um avião fretado à TAP, com chegada prevista para as 11h00. Em comunicado, o Governo detalha que, no voo fretado, seguem 147 passageiros retirados de vários países do Golfo Pérsico - 139 são portugueses e oito são de Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos e Peru - e no avião militar viajaram 39 pessoas vindas de Israel - 24 de nacionalidade portuguesa e 15 de França, Grécia, Brasil e Israel. O secretário de Estado das Comunidades esteve presente para receber os cidadãos repatriados;
- Os portugueses que regressam esta sexta-feira foram retirados na madrugada da véspera dos Emirados Árabes Unidos. Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar o repatriamento;
- O primeiro voo com portugueses que estiveram retidos no Médio Oriente chegou na quarta-feira a Lisboa. Tratou-se de um grupo de 122 pessoas que partiu do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Viajaram num voo comercial da companhia aérea Emirates e chegaram ontem ao final do dia;
- O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, indicou entretanto que as autoridades estão a ponderar organizar um novo voo de repatriamento de cidadãos portugueses do Médio Oriente, com partida da Arábia Saudita;
- O preço dos combustíveis deve disparar a partir da próxima semana. Fonte do sector revelou à RTP que o preço do gasóleo deverá subir 19 cêntimos. Na gasolina, o aumento deve ser de seis cêntimos por litro. A evolução do preço está dependente da cotação do petróleo nos mercados internacionais;
- O Canadá e vários países europeus anunciaram o destacamento de meios aéreos e navais para reforçar a segurança de Chipre e da navegação no Mar Vermelho. Uma decisão dos aliados que de início se distanciaram dos Estados Unidos, tendo mesmo condenado o ataque ao Irão;
- No Irão já morreram pelo menos 1.230 pessoas, segundo a agência estatal iraniana. No flanco dos Estados Unidos morreram seis militares e em Israel há registo de seis mortos. No Líbano, morreram mais de 100 pessoas;
- Israel está a preparar uma nova fase de operações militares contra o Irão. O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, avisa que a próxima fase inclui "manobras surpresa";
- O exército israelita afirmou entretanto ter efetuado ataques em larga escala contra "a infraestrutura do regime" iraniano em Teerão. A televisão pública iraniana relatou uma série de explosões;
- O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, veio afirmar que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu queria eliminar o líder Supremo do Irão, Ali Khamenei, desde novembro. Adiantou ainda que o Estado hebraico se preparava para lançar em junho uma operação com esse intuito;
- Os governos do Catar e do Kuwait anunciaram ter intercetado, nas últimas horas, vários mísseis nos respetivos espaços aéreos, ao sétimo dia da guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irão;
- O Hezbollah xiita libanês reivindicou uma ofensiva com artilharia e rockets contra posições do exército israelita perto da fronteira, ao passo que Teerão anunciou ataques com mísseis e drones contra Telavive;
- Donald Trump deixou um aviso à Guarda Revolucionária do Irão. O presidente norte-americano insta a que os operacionais iranianos se rendam e baixem as armas, caso contrário enfrentarão a morte;
- O presidente dos Estados Unidos considerou "desnecessário" e uma "perda de tempo" o envio de tropas norte-americanas para o terreno no Irão, sugerindo que, nesta fase, não está a ponderar uma invasão;
- O Congresso dos Estados Unidos votou contra uma resolução para impedir que o presidente Donald Trump ordene novos ataques contra o Irão. A iniciativa democrata foi rejeitada com 212 votos a favor e 219 contra.
Milhares de estrangeiros continuam retidos em Israel
Muitos estrangeiros estão retidos em Israel por causa da guerra.
Donald Trump quer "participar" na escolha da próxima liderança do Irão
Numa entrevista de oito minutos ao site Axios, o presidente norte-americano defendeu que "precisa de estar envolvido" na escolha do sucessor de Ali Khamenei.
"Queremos participar no processo de escolha da pessoa que vai liderar o Irão no futuro", disse Trump à Reuters.
"Não temos de estar a repetir isto a cada cinco anos. Alguém que seja ótimo para o povo, ótimo para o país", adiantou.
Donald Trump indicou que não aceitaria que o filho do anterior líder supremo, Mojtaba Khamenei, assumisse o cargo.
Candidatos
"O filho de Khamenei é um peso-pluma. Preciso de estar envolvido na escolha, tal como fiz com Delcy Rodríguez", a vice-presidente da Venezuela, disse o presidente norte-americano. "O filho de Khamenei não é aceitável para mim. Queremos alguém que traga paz e harmonia ao Irão", acrescentou.
Ali Khamenei, líder supremo do Irão, governava o país desde 1989 quando foi morto num bombardeamento, sábado, no início da ofensiva israelo-americana.
O seu filho, Mojtaba Khamenei, está entre os candidatos à sua sucessão. É considerado uma das figuras mais influentes da República Islâmica.
O nome de Hassan Khomeini, neto do Ayatollah Ruhollah Khomeini, foi também mencionado para o cargo, tradicionalmente ocupado por uma figura religiosa.
Maioria "já morreu"
Terça-feira, Donald Trump disse, a propósito dos futuros líderes do Irão, que "a maioria das pessoas em quem pensávamos já morreu... E agora temos outro grupo [de líderes]. Também podem morrer. Em breve não conheceremos mais ninguém".
No mesmo dia o presidente norte-americano escartou igualmente Reza Pahlavi, filho do último xá do Irão, para a liderança do país numa eventual mudança de regime.
"É uma questão de tempo". Depois do Irão Trump aponta para Cuba
O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a admitir que poderá assumir o controlo de Cuba, afirmando que "é uma questão de tempo".
"Queremos terminar isto primeiro", disse, referindo-se ao conflito no Irão.
O presidente norte-americano adiantou que Cuba “quer muito fechar um acordo".
Na passada sexta-feira, Donald Trump levantou a possibilidade de uma "tomada pacífica" de Cuba, adiantando que o secretário de Estado, Marco Rubio, estava a tratar do assunto a um "nível muito elevado".
"O Governo cubano está a falar connosco e está numa situação muito difícil", afirmou Trump à saída da Casa Branca para uma viagem ao Texas.
"Não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão a falar connosco e talvez possamos assumir um controlo amigável de Cuba", acrescentou.
As relações entre os dois países têm-se deteriorado nos últimos meses e as declarações de Trump surgem num contexto de, por um lado, de grave crise económica em Cuba e, por outro, de tensão entre o Washington e Havana.
Cuba está a atravessar por uma grave crise energética devido ao bloqueio norte-americano ao petróleo e que está a afetar toda a cadeia económica do tabaco, que é um dos principais setores económicos, algo que é acentuado pelo embargo imposto pelos Estados Unidos em 1962.
Iranianos em Portugal acompanham guerra com preocupação
Os iranianos em Portugal acompanham a guerra no Irão com preocupação. Alguns festejaram a morte de Ali Khamenei.