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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Portugueses retirados do Golfo chegam a Lisboa. Novo voo de repatriamento em ponderação

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Portugueses retirados do Golfo chegam a Lisboa. Novo voo de repatriamento em ponderação

Chegam a Lisboa os portugueses abrangidos pela operação de repatriamento que mobilizou um avião da Força Aérea e outro fretado à TAP. Atualizamos aqui, ao minuto, todas as informações sobre o conflito no Médio Oriente.

Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Nuno Patrício - RTP

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RTP /

Meia centena de navios franceses bloqueados no Golfo Pérsico

Nesta altura há cerca de 50 navios franceses bloqueados no Golfo Pérsico e oito no Mar Vermelho. São números do Ministério dos Transportes de França, numa altura em que este país quer formar uma coligação com outras nações para garantir o tráfego marítimo no Médio Oriente.
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RTP /

Novo ataque no sul de Beirute

Israel lançou um novo ataque na manhã desta sexta-feira nos subúrbios do sul de Beirute, após uma noite de intensos bombardeamentos sobre este bastião do Hezbollah pró-iraniano no Líbano.

Segundo a imprensa libanesa, uma espessa nuvem de fumo subiu deste subúrbio, cujos habitantes fugiram em massa na quinta-feira após uma ordem de evacuação sem precedentes do Exército israelita.
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RTP /

Petroleiro angolano atacado no sul do Iraque

A petrolífera angolana Sonangol confirmou, através de um comunicado, que um petroleiro da empresa foi alvo de um ataque no sul do Iraque.

O navio que opera sob bandeira das Bahamas foi atacado no sul do país quando estava ancorado na zona do porto de Khor Al-Zubair.

Segundo as autoridades iraquianas o ataque deu-se através de uma pequena embarcação telecomandada que embateu no navio, seguindo-se uma forte explosão.

Não há registo de feridos nem poluição ambiental. O petroleiro está estável e em segurança.
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RTP /

Explosões ouvidas em Telavive após alerta de mísseis iranianos

Foram ouvidas várias explosões esta manhã em Telavive após um alerta de mísseis iranianos, segundo jornalistas da agência France-Presse no local.

"Há pouco, o Exército identificou mísseis disparados do Irão em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas de defesa estão a ser ativados para interceptar esta ameaça", declarou o Exército em comunicado.

Os serviços de emergência israelitas afirmaram que, até ao momento, não foram registadas vítimas.
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RTP /

Dubai lança alerta aos residentes sobre "potenciais ameaças de mísseis"

Os residentes do Dubai receberam esta sexta-feira nos seus telemóveis um alerta do Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos pedindo que procurem abrigo devido a "potenciais ameaças de mísseis".

"Tendo em conta a situação atual e a potencial ameaça de mísseis, procurem imediatamente abrigo no edifício seguro mais próximo e afastem-se de janelas, portas e espaços abertos", indica o alerta do ministério.
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Lusa /

MNE iraniano diz que Rússia e China estão a apoiar Teerão politicamente e de outras formas"

O ministro Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou hoje, em entrevista à rede norte-americana NBC News, que a China e a Rússia "estão a apoiar politicamente e de outras formas" o Irão, sem especificar como.

"Não vou dar detalhes sobre a nossa cooperação com outros países, exatamente a meio de uma guerra", afirmou o chefe da diplomacia iraniana, acrescentando que a cooperação militar entre Moscovo e Teerão "nunca foi um segredo". Araghchi evitou ainda mencionar Pequim, apesar das perguntas do jornalista da NBC.

O Kremlin afirmou na quinta-feira que a Rússia não recebeu nenhum pedido oficial de ajuda do Irão, acrescentando que Moscovo não tem intenção de se envolver no conflito, apesar dos laços estreitos com Teerão.

"Não é a nossa guerra", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em declarações à televisão estatal. "Estamos a ver um número cada vez maior de países a serem arrastados para o conflito. Estamos a fazer o que corresponde aos nossos interesses", acrescentou.

A diplomacia russa apelou ao fim da guerra no Irão e manteve conversações com a maioria das potências do Golfo Pérsico, às quais, ao mesmo tempo, o ministério russo dos Negócios Estrangeiros criticou o facto de não terem condenado os ataques iniciais dos Estados Unidos e de Israel à nação persa.

O Governo chinês também reiterou a preocupação com a deterioração da situação e instou as partes a evitar uma maior escalada, ao mesmo tempo que anunciou a deslocação de um enviado especial à zona para mediar o conflito.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning afirmou esta semana que a China "se opõe firmemente a qualquer ação que viole a soberania, a segurança e a integridade territorial de outros países" e pediu às partes envolvidas que "evitem agravar as tensões e o conflito".

A China, principal parceiro comercial de Teerão e o maior importador de petróleo do país, condenou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei e a violação da soberania do Irão.

Desde que os Estados Unidos e Israel lançaram no passado sábado os ataques contra o Irão, a República Islâmica tem vindo a retaliar através do lançamento de mísseis e envio de drones em toda a região, atingindo o Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e outros países.

Araghchi afirmou, porém, à NBC que o Irão não tomou a decisão de iniciar uma guerra com os seus vizinhos. "Não atacámos os nossos vizinhos. Não atacámos países muçulmanos", disse. "Atacámos alvos americanos e bases americanas, instalações americanas, que infelizmente estão localizadas em território dos nossos vizinhos", acrescentou

O chefe da diplomacia disse ainda que falou com os homólogos desses países para explicar que eles não são o alvo, explicando que os ataques contra alvos civis, como áreas residenciais no Bahrein, hotéis no Dubai, e o aeroporto internacional no Kuwait tinham sido "danos colaterais".

Abbas Araghchi disse ainda que o Irão não encerrou o Estreito de Ormuz, por onde transita 20% do petróleo mundial, ainda que na passada segunda-feira, uma alta patente da Guarda da Revolução do Irão, brigadeiro-general Ebrahim Jabbari tenha dito que o estreito estava fechado e que quaisquer navios que tentassem passar seriam considerados alvos.

"Eles não fecharam. São os navios e os petroleiros que não arriscam a travessia porque têm medo que possam ser atingidos por qualquer um dos lados", afirmou o ministro.

"Portanto, não temos intenção de encerrá-lo neste momento, mas, à medida que a guerra continua, iremos considerar todos os cenários", acrescentou porém.

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Sul de Beirute
RTP /

Aviação de Israel volta a bombardear Hezbollah

O Exército israelita anunciou novos ataques aéreos contra um centro de comando do Hezbollah e uma instalação de armazenamento de drones no Líbano.

O ataque ocorreu esta manhã. A Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA) adianta que, além dos ataques aéreos contra Dayhe e Haret Hreik, ocorreram ataques perto de Baalbek, no leste do país, e em cidades do sul como Touline e Srifa.

Israel havia alertado para a retirada da população de duas zonas no sul de Beirute.

Na segunda-feira, o Hezbollah, conotado com o Irão, lançourockets contra Israel.

De acordo com os serviços de emergência libaneses, registaram-se pelo menos 123 mortos e 683 feridos no Líbano, além de dezenas de milhares de deslocados.
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Carlos Santos Neves - RTP /

Portugal pondera novo voo de repatriamento a partir da Arábia Saudita

O secretário de Estado das Comunidades assinalou o que considerou ser o "trabalho notável" da Força Aérea e dos serviços consulares.

Oman News Agency via Reuters

O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, adiantou, ao início da manhã desta sexta-feira, que está em ponderação a realização de um novo voo de repatriamento de cidadãos portugueses com partida da Arábia Saudita.

"Estamos a ponderar todas as formas de podermos ajudar. Poderá ser através de um outro voo, que vamos pôr a hipótese de organizar, ou através de um outro voo de um país europeu", indicou o governante aos jornalistas em Figo Maduro.

"Hoje, durante toda a manhã, os nossos serviços vão contactar as pessoas, a ver quem quer vir, para vermos a oportunidade ou não de organizar esse voo. E a Força Aérea já está a planear o voo", prosseguiu.Emídio Sousa sublinhou que uma viagem até à capital saudita "também é relativamente arriscada neste momento". Contudo, face ao encerramento do espaço aéreo do Catar, "a única solução é viajarem por terra, de autocarro ou de carro até um ponto seguro".

Chegou nas últimas horas a Lisboa o grupo de portugueses abrangidos por uma operação de repatriamento para a qual foram mobilizados um avião da Força Aérea e outro fretado à TAP.

Em comunicado, o Governo detalha que, no voo fretado, seguiram 147 passageiros retirados de vários países do Golfo Pérsico - 139 são portugueses e oito são de Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos e Peru - e no avião militar viajaram 39 pessoas vindas de Israel - 24 de nacionalidade portuguesa e 15 de França, Grécia, Brasil e Israel.

A operação desencadeada na madrugada de quinta-feira prolongou-se por "quase 25 horas" e atravessou "zonas extremamente perigosas", fez notar o secretário de Estado.A operação de repatriamento mobilizou um C130 da Força Aérea Portuguesa e uma aeronave A330 fretada à TAP Air Portugal.

Emídio Sousa confirmou também que o Governo ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para o repatriamento de cidadãos portugueses.

c/ Lusa

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Lusa /

Intercetados mísseis e drones no espaço aéreo de Catar e Kuwait

Os governos do Catar e do Kuwait anunciaram ter intercetado hoje vários mísseis no seu espaço aéreo, no sétimo dia da guerra entre Israel e os Estados Unidos contra o Irão.

EPA

O exército do Kuwait informou que as defesas aéreas registaram diversos ataques com mísseis e drones que penetraram o espaço aéreo do país.

A defesa aérea do Catar também garantiu ter frustrado um ataque com drones contra a base de Al Udeid, em Doha, que acolhe militares norte-americanos.

A Arábia Saudita intercetou hoje também três mísseis que se dirigiam para a base aérea do príncipe Sultan, que acolhe militares norte-americanos, anunciou anteriormente o Governo saudita.

Este é o sétimo dia de conflito, depois de os EUA e Israel terem lançado, no passado sábado, uma ofensiva contra o Irão que já provocou 1.230 vítimas mortais no país, segundo a agência pública Fundação dos Mártires e Assuntos dos Veteranos do país.

O Irão respondeu com bombardeamentos sobre Israel, causando 10 mortes, e contra países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e contra as suas representações diplomáticas, como consulados, embaixadas e bases militares.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção do país.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

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Lusa /

Embaixada de Timor-Leste nos EAU pronta para prestar assistência a timorenses

O embaixador de Timor-Leste nos Emirados Árabes Unidos (EAU), Rui Manuel Hanjam, disse hoje que está pronto para prestar assistência a todos os timorenses que se desloquem para países da Europa ou que regressem a Timor-Leste.

"Desde o início da crise no Médio Oriente deixámos mensagens nas redes sociais, números de telemóvel e endereço de correio eletrónico para que as pessoas possam entrar em contacto", disse o embaixador, contactado pela Lusa por telefone.

Segundo o diplomata, a embaixada está também em contacto com a equipa de Gestão de Emergências, Crises e Desastres dos EAU, que, caso seja necessário, ajudará a dar assistência a qualquer timorense.

Atualmente, existem apenas quatro timorenses nos Emirados Árabes Unidos, nomeadamente uma cidadã timorense no Dubai e a equipa da embaixada, que inclui o embaixador, uma conselheira e uma terceira secretária (mais o filho), em Abu Dhabi.

"A embaixada já não está a trabalhar no edifício da missão diplomática, mas sim a partir de casa, para evitar eventuais ataques com mísseis ou drones lançados por forças iranianas contra os Emirados Árabes Unidos", afirmou Rui Manuel Hanjam.

O embaixador disse que algumas famílias que trabalhavam no Dubai já regressaram a Timor-Leste e que alguns timorenses que utilizaram a região para fazer ligações a países europeus conseguiram, entretanto, chegar ao destino.

Sobre o ambiente que se vive, o embaixador explicou que se ouvem ataques sucessivos, mas que os Emirados Árabes Unidos têm conseguido intercetar os mísseis e drones disparados pelo Irão.

O embaixador disse também que países membros da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), organização da qual Timor-Leste faz parte, ofereceram os seus aviões a Timor-Leste caso o país decida retirá-los.

"Até agora ainda não tomámos essa decisão, apesar da situação de segurança continuar incerta. Se sairmos dos Emirados Árabes Unidos poderá transmitir a imagem de que o país está em crise", disse.

Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Conselho de Liderança Iraniano dirige o país após a morte do Líder Supremo Ali Khamenei.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

Segundo as autoridades iranianas, os ataques israelitas e norte-americanos causaram, até agora, mais de mil mortos. Os Estados Unidos confirmaram a morte de seis militares norte-americanos.

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Ponto de situação
RTP /

Portugueses retirados da região do Golfo Pérsico chegam a Lisboa

  • Chegou esta manhã a Lisboa o primeiro grupo de portugueses abrangidos pela operação de repatriamento, a bordo de um C130 da Força Aérea. Foi ainda mobilizado um avião fretado à TAP, com chegada prevista para as 11h00. Em comunicado, o Governo detalha que, no voo fretado, seguem 147 passageiros retirados de vários países do Golfo Pérsico - 139 são portugueses e oito são de Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos e Peru - e no avião militar viajaram 39 pessoas vindas de Israel - 24 de nacionalidade portuguesa e 15 de França, Grécia, Brasil e Israel. O secretário de Estado das Comunidades esteve presente para receber os cidadãos repatriados;


  • Os portugueses que regressam esta sexta-feira foram retirados na madrugada da véspera dos Emirados Árabes Unidos. Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar o repatriamento;


  • O primeiro voo com portugueses que estiveram retidos no Médio Oriente chegou na quarta-feira a Lisboa. Tratou-se de um grupo de 122 pessoas que partiu do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Viajaram num voo comercial da companhia aérea Emirates e chegaram ontem ao final do dia;


  • O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, indicou entretanto que as autoridades estão a ponderar organizar um novo voo de repatriamento de cidadãos portugueses do Médio Oriente, com partida da Arábia Saudita;


  • O preço dos combustíveis deve disparar a partir da próxima semana. Fonte do sector revelou à RTP que o preço do gasóleo deverá subir 19 cêntimos. Na gasolina, o aumento deve ser de seis cêntimos por litro. A evolução do preço está dependente da cotação do petróleo nos mercados internacionais;


  • O Canadá e vários países europeus anunciaram o destacamento de meios aéreos e navais para reforçar a segurança de Chipre e da navegação no Mar Vermelho. Uma decisão dos aliados que de início se distanciaram dos Estados Unidos, tendo mesmo condenado o ataque ao Irão;


  • No Irão já morreram pelo menos 1.230 pessoas, segundo a agência estatal iraniana. No flanco dos Estados Unidos morreram seis militares e em Israel há registo de seis mortos. No Líbano, morreram mais de 100 pessoas;


  • Israel está a preparar uma nova fase de operações militares contra o Irão. O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, avisa que a próxima fase inclui "manobras surpresa";


  • O exército israelita afirmou entretanto ter efetuado ataques em larga escala contra "a infraestrutura do regime" iraniano em Teerão. A televisão pública iraniana relatou uma série de explosões;


  • O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, veio afirmar que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu queria eliminar o líder Supremo do Irão, Ali Khamenei, desde novembro. Adiantou ainda que o Estado hebraico se preparava para lançar em junho uma operação com esse intuito;


  • Os governos do Catar e do Kuwait anunciaram ter intercetado, nas últimas horas, vários mísseis nos respetivos espaços aéreos, ao sétimo dia da guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irão;


  • O Hezbollah xiita libanês reivindicou uma ofensiva com artilharia e rockets contra posições do exército israelita perto da fronteira, ao passo que Teerão anunciou ataques com mísseis e drones contra Telavive;


  • Donald Trump deixou um aviso à Guarda Revolucionária do Irão. O presidente norte-americano insta a que os operacionais iranianos se rendam e baixem as armas, caso contrário enfrentarão a morte;


  • O presidente dos Estados Unidos considerou "desnecessário" e uma "perda de tempo" o envio de tropas norte-americanas para o terreno no Irão, sugerindo que, nesta fase, não está a ponderar uma invasão;


  • O Congresso dos Estados Unidos votou contra uma resolução para impedir que o presidente Donald Trump ordene novos ataques contra o Irão. A iniciativa democrata foi rejeitada com 212 votos a favor e 219 contra.
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RTP /

Milhares de estrangeiros continuam retidos em Israel

Muitos estrangeiros estão retidos em Israel por causa da guerra.

Os enviados especiais da RTP a Telavive, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, conheceram um casal que chegou no dia anterior ao início da guerra.
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Graça Andrade Ramos - RTP /

Donald Trump quer "participar" na escolha da próxima liderança do Irão

Numa entrevista de oito minutos ao site Axios, o presidente norte-americano defendeu que "precisa de estar envolvido" na escolha do sucessor de Ali Khamenei.

Donald Trump, presidente dos EUA Foto: Allisson Roberts - Reuters

A ideia foi depois repetida à agência Reuters e a outros media, com Trump a garantir que os Estados Unidos vão desempenhar um papel na escolha do próximo líder do Irão.

"Queremos participar no processo de escolha da pessoa que vai liderar o Irão no futuro", disse Trump à Reuters.

"Não temos de estar a repetir isto a cada cinco anos. Alguém que seja ótimo para o povo, ótimo para o país", adiantou.

Donald Trump indicou que não aceitaria que o filho do anterior líder supremo, Mojtaba Khamenei, assumisse o cargo.
Candidatos
"O filho de Khamenei é um peso-pluma. Preciso de estar envolvido na escolha, tal como fiz com Delcy Rodríguez", a vice-presidente da Venezuela, disse o presidente norte-americano. "O filho de Khamenei não é aceitável para mim. Queremos alguém que traga paz e harmonia ao Irão", acrescentou.

Ali Khamenei, líder supremo do Irão, governava o país desde 1989 quando foi morto num bombardeamento, sábado, no início da ofensiva israelo-americana.

O seu filho, Mojtaba Khamenei, está entre os candidatos à sua sucessão. É considerado uma das figuras mais influentes da República Islâmica.

O nome de Hassan Khomeini, neto do Ayatollah Ruhollah Khomeini, foi também mencionado para o cargo, tradicionalmente ocupado por uma figura religiosa.
Maioria "já morreu"
Terça-feira, Donald Trump disse, a propósito dos futuros líderes do Irão, que "a maioria das pessoas em quem pensávamos já morreu... E agora temos outro grupo [de líderes]. Também podem morrer. Em breve não conheceremos mais ninguém".

No mesmo dia o presidente norte-americano escartou igualmente Reza Pahlavi, filho do último xá do Irão, para a liderança do país numa eventual mudança de regime.

Trump afirmou que Pahlavi "parece muito agradável", mas considerou preferível que a liderança surja a partir do interior do país, "alguém que esteja lá, que seja popular, se é que existe essa pessoa".

c/agências
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RTP /

"É uma questão de tempo". Depois do Irão Trump aponta para Cuba

O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a admitir que poderá assumir o controlo de Cuba, afirmando que "é uma questão de tempo".

Jonathan Ernst - Reuters

Em declarações num evento com a equipa de futebol Inter Miami na Casa Branca, que tem jogadores cubanos, Trump disse que quer acabar primeiro com a guerra no Irão, mas depois "será apenas uma questão de tempo até que vocês e muitas outras pessoas regressem a Cuba".

"Queremos terminar isto primeiro", disse, referindo-se ao conflito no Irão.

O presidente norte-americano adiantou que Cuba “quer muito fechar um acordo".


Na passada sexta-feira, Donald Trump levantou a possibilidade de uma "tomada pacífica" de Cuba, adiantando que o secretário de Estado, Marco Rubio, estava a tratar do assunto a um "nível muito elevado".

"O Governo cubano está a falar connosco e está numa situação muito difícil", afirmou Trump à saída da Casa Branca para uma viagem ao Texas.

"Não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão a falar connosco e talvez possamos assumir um controlo amigável de Cuba", acrescentou.

As relações entre os dois países têm-se deteriorado nos últimos meses e as declarações de Trump surgem num contexto de, por um lado, de grave crise económica em Cuba e, por outro, de tensão entre o Washington e Havana.

Cuba está a atravessar por uma grave crise energética devido ao bloqueio norte-americano ao petróleo e que está a afetar toda a cadeia económica do tabaco, que é um dos principais setores económicos, algo que é acentuado pelo embargo imposto pelos Estados Unidos em 1962.
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Iranianos em Portugal acompanham guerra com preocupação

Os iranianos em Portugal acompanham a guerra no Irão com preocupação. Alguns festejaram a morte de Ali Khamenei.

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