"Primavera Árabe" foi mais violenta na Síria

Dois anos após o início da Primavera Árabe, a Antena 1 faz um balanço do que mudou em alguns países afetados pelo movimento. A Síria foi onde o movimento foi mais violento, segundo números do Observatório Sírio dos Direitos Humanos: 43 mil mortos desde março de 2011, sem contabilizar os que morreram nas prisões do regime ou às mãos das milícias fiéis a Bashar Al-Assad.

José Manuel Rosendo /

Foto: Maysun / EPA

Até ao final do ano, as Nações Unidas esperam ter 700 mil refugiados, com a população a tentar escapar a um regime militarmente mais cercado e politicamente mais isolado após 22 meses de revolta.

Apesar de existirem rumores sobre vários países dispostos a darem asilo político a Assad, o ainda presidente sírio prometeu morrer no país.

O líder da coligação nacional síria já criticou a comunidade internacional por nada ter feito em 20 meses, e sublinhou que os rebeldes estão em condições de derrubar Bashar Al-Assad.

Ainda assim, e apesar de alguns países ocidentais começarem já a reconhecer a legitimidade da coligação que une a oposição, China e Rússia permanecem fiéis ao presidente.
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