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Primeiro-ministro britânico não vai definir um calendário para deixar o cargo
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que está sob intensa pressão interna para se demitir dentro do Partido Trabalhista, após uma série de maus resultados nas eleições locais, não vai estabelecer um calendário para a sua saída, disse o seu vice-primeiro-ministro, David Lammy, esta segunda-feira.
"Não haverá um calendário para a saída", disse Lammy em entrevista à SkyNews, acrescentando que falou com o primeiro-ministro duas vezes no domingo.
“Para que seja muito claro: o Keir Starmer continua a ser a pessoa mais resiliente que conheço. Falei com ele duas vezes ontem. Tem uma força de carácter, uma experiência de luta. Não haverá prazos."Para David Lammy, “o que importa é que continue a trabalhar para o governo, e é muito claro quanto a isso. Neste momento, não há disputa. O que importa é a sua determinação em fazer a diferença para o povo.”
“Não vou dourar a pílula, achei que o Partido Trabalhista, nos últimos 10 dias, deu um golo contra espetacular após os resultados das eleições locais”, realçou David Lammy.
“Agora precisamos de nos unir e trabalhar juntos. Temos uma eleição suplementar para disputar. Precisamos de nos lembrar das nossas responsabilidades enquanto governo”. Não estamos na oposição. Nós detemos o poder.”
Questionado explicitamente se Starmer se candidataria caso fosse desencadeada uma disputa pela liderança, David Lammy respondeu que "sim", antes de reiterar que não há nenhuma corrida eleitoral neste momento.
O vice-primeiro-ministro frisou ainda que a introspeção e as guerras internas" e "os colegas a acender o fósforo e a lançar a gasolina" só "darão lugar" ao Reform UK e a Nigel Farage.
O vice-primeiro-ministro recordou ainda que o Partido Trabalhista tem "linhas vermelhas claras" sobre o Brexit numa resposta ao secretário da Saúde, Wes Streeting, - que se demitiu do executivo na passada semana – que tinha classificado que a saída do Reino Unido da União Europeia como um "erro catastrófico".
David Lammy afirmou ainda que os comentários do ex-secretário da Saúde sobre a União Europeia foram “desadequados à realidade”, acrescentado que o Reino Unido está a "recontar-se" com a Europa, destacando os acordos de experiência profissional e de defesa.Wes Streeting e Andy Burnham na eventual corrida a Downing street
As pesadas derrotas do Partido Trabalhista nas eleições de 7 de maio levaram quase um quarto dos seus parlamentares a pedir a sua demissão, e dois rivais estão abertamente a disputar o seu lugar, o que preocupa os investidores, que aumentaram os custos de empréstimo do governo.
O deputado Wes Streeting, que renunciou ao cargo de secretário da Saúde na semana passada, afirmou no sábado que se candidataria a qualquer disputa formal pela liderança do Partido Trabalhista. Já o presidente da Câmara da Grande Manchester, Andy Burnham, procura uma composição parlamentar que lhe permita também candidatar-se.
“Para que seja muito claro: o Keir Starmer continua a ser a pessoa mais resiliente que conheço. Falei com ele duas vezes ontem. Tem uma força de carácter, uma experiência de luta. Não haverá prazos."Para David Lammy, “o que importa é que continue a trabalhar para o governo, e é muito claro quanto a isso. Neste momento, não há disputa. O que importa é a sua determinação em fazer a diferença para o povo.”
“Não vou dourar a pílula, achei que o Partido Trabalhista, nos últimos 10 dias, deu um golo contra espetacular após os resultados das eleições locais”, realçou David Lammy.
“Agora precisamos de nos unir e trabalhar juntos. Temos uma eleição suplementar para disputar. Precisamos de nos lembrar das nossas responsabilidades enquanto governo”. Não estamos na oposição. Nós detemos o poder.”
Questionado explicitamente se Starmer se candidataria caso fosse desencadeada uma disputa pela liderança, David Lammy respondeu que "sim", antes de reiterar que não há nenhuma corrida eleitoral neste momento.
O vice-primeiro-ministro frisou ainda que a introspeção e as guerras internas" e "os colegas a acender o fósforo e a lançar a gasolina" só "darão lugar" ao Reform UK e a Nigel Farage.
David Lammy considerou ainda que “as especulações sobre a liderança nos últimos 10 dias não prejudicam os esforços do Partido Trabalhista para se manter no poder e cumprir as suas promessas à população, acrescentando que está menos interessado em debates e mais em implementar políticas”.
David Lammy afirmou ainda que os comentários do ex-secretário da Saúde sobre a União Europeia foram “desadequados à realidade”, acrescentado que o Reino Unido está a "recontar-se" com a Europa, destacando os acordos de experiência profissional e de defesa.Wes Streeting e Andy Burnham na eventual corrida a Downing street
As pesadas derrotas do Partido Trabalhista nas eleições de 7 de maio levaram quase um quarto dos seus parlamentares a pedir a sua demissão, e dois rivais estão abertamente a disputar o seu lugar, o que preocupa os investidores, que aumentaram os custos de empréstimo do governo.
O deputado Wes Streeting, que renunciou ao cargo de secretário da Saúde na semana passada, afirmou no sábado que se candidataria a qualquer disputa formal pela liderança do Partido Trabalhista. Já o presidente da Câmara da Grande Manchester, Andy Burnham, procura uma composição parlamentar que lhe permita também candidatar-se.
Starmer tem afirmado repetidamente que pretende lutar contra qualquer desafio à liderança. Uma disputa eleitoral começaria se um parlamentar apresentasse 81 nomeações para o partido – o equivalente a 20% dos membros eleitos do Partido Trabalhista no parlamento.
c/agências