Segundo caso do novo coronavírus confirmado nos Estados Unidos

por RTP
Soe Zeya Tun - Reuters

A agência norte-americana para controlo e prevenção de doenças acaba de confirmar um segundo caso de coronavírus no país originário da China. Trata-se de um paciente que viajou de Wuhan, cidade chinesa que se acredita ser o epicentro desta epidemia, e que foi diagnosticado em Chicago, Estado do Illinois.

O Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos confirmou esta tarde a existência deste segundo caso, acrescentando que mantém de momento 63 pacientes de 22 Estados sob observação.

Para já, as análises confirmaram aqueles dois casos e afastaram suspeitas com diagnóstico negativo em outras 11 pessoas.
China a caminho de um milhar de casos

Na China continuam a aparecer novos casos de infeção por coronavírus. Há cerca de 850 doentes confirmados e 28 mortos em razão deste vírus.

“Obviamente que este grande surto está concentrado na cidade de Wuhan, onde começou. A China tomou medidas em relação a isso. Portanto, até à data, penso que encerrou cinco cidades, que no conjunto têm 24 milhões de habitantes”, explicou esta manhã a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, em declarações registadas pela RTP.

O facto é que o aumento de casos tem alimentado receios sobre uma potencial epidemia semelhante à da pneumonia atípica ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) que, entre 2002 e 2003, matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

Na região, Japão e Coreia do Sul confirmaram já esta sexta-feira a deteção de dois novos casos do coronavírus, subindo para quatro o número de infetados nestes dois países.
Portugal aciona plano de contingência

Em Portugal, nas últimas 24 horas, houve suspeita de três possíveis casos, mas foram entretanto despistadas. A Direção-geral da Saúde já tem um plano de contingência preparado, tendo a Linha SOS 24 sido reforçada e três hospitais colocados em alerta.

“Já tivemos três casos possíveis, um deles esta noite e os outros ontem, de pessoas que tinham a preocupação, perante sintomas e vindas da China. Esses casos não foram validados, não passaram pelo crivo médico e seguiram a sua vida normal”, afirmou Graça Freitas.
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