Temer não se demite mas avançam os protestos

| Mundo

Os brasileiros estão de novo na rua agora a pedir a demissão de Michel temer
|

O Presidente do Brasil refutou as acusações de suborno, mesmo depois de o Supremo Tribunal Federal ter divulgado as gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, nas quais Michel Temer supostamente dá o aval ao pagamento de um suborno ao ex-líder da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Nas ruas cresce a onda de protestos.

Quem já se demitiu foi o ministro da Cultura Roberto Freire, líder do Partido Popular Socialista e um dos apoiantes do Governo de Temer. Também Bruno Araújo, ministro das Cidades, deixou o seu cargo.

Freire disse esperar que o Presidente renunciasse depois das notícias sobre suspeitas de incentivar ao pagamento de subornos.

O Supremo Tribunal Federal brasileiro autorizou a abertura de um inquérito a Michel Temer. Isto no mesmo dia em que um juiz daquele órgão divulgou a gravação da conversa entre o Presidente e o empresário Joesley Batista.

Num dos trechos, Temer aparenta concordar com uma "mesada" que estaria a ser entregue ao antigo deputado Eduardo Cunha, condenado por envolvimento nos esquemas de corrupção na petrolífera Petrobras.


Na mesma conversa, Temer parece concordar com Batista quando este lhe diz que já contam com o apoio de um procurador num processo contra a empresa JBS, grande produtora de carnes do Brasil.

Protestos contra o Presidente do Brasil decorreram quinta-feira à noite em diversas cidades do Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre.

Os brasileiros estão nas ruas a pedir a destituição de Michel Temer. Depois de Dilma Roussef, destituída da Presidência por alegados crimes fiscais, também o sucessor corre o risco de perder o mandato.

Tópicos:

Brasil, Corrupção, Gravações, Lava-Jato, Michel Temer, Presidente,

A informação mais vista

+ Em Foco

Foi considerado o “pior dia do ano” em termos de fogos florestais, com a Proteção Civil a registar 443 ocorrências. Morreram 45 pessoas. Perto de 70 ficaram feridas. Passou um mês desde o 15 de outubro.

    Todos os anos as praias portuguesas são utilizadas por milhões de pessoas de diferentes nacionalidades e a relação ambiental com estes espaços não é a mais correta.

      Doze meses depois da eleição presidencial de 8 de novembro de 2016, com Donald Trump ao leme da Casa Branca, os Estados Unidos mudaram. E o mundo afigura-se agora mais perigoso.

        Uma caricatura do mundo em que vivemos.