Venda de submarinos. Macron e Biden ao telefone para restabelecer confiança

por Alexandre Brito - RTP
Reuters

A França vai enviar de volta o embaixador para Washington, depois de o Presidente Macron ter tido uma conversa com Joe Biden sobre a ultrapassagem dos norte-americanos na venda de submarinos à Austrália. Numa declaração conjunta, após o telefonema que durou cerca de meia hora, os dois líderes concordaram em avançar com consultas aprofundadas para reconstruir a confiança perdida com o pacto Aukus.

Há poucos dias os EUA, em conjunto com os britânicos, anunciaram um acordo com a Austrália para o fornecimento de submarinos ao país. 

Algo que deixou os franceses enfurecidos porque esse era um negócio de muitos mil milhões que já estava fechado há algum tempo com Paris.

Para além de que o Presidente Macron só terá tido conhecimento desse acordo horas antes de ter sido anunciado. 

Macron e Biden tiveram agora uma conversa ao telefone que, de acordo com um comunicado final, serviu para consertar os laços de amizade entre os dois países. 

França concordou em enviar de volta o embaixador para Washington e a Casa Branca reconheceu que errou ao negociar um acordo para a Austrália comprar aos EUA os submarinos sem consultar Paris.

"Os dois líderes concordaram que a situação teria beneficiado se tivessem existido consultas abertas entre aliados sobre questões de interesse estratégico para a França e nossos parceiros europeus", lê-se no comunicado conjunto.

Os dois concordaram também em lançar consultas aprofundadas para reconstruir a confiança e ficou certo que os Presidente norte-americano vai encontrar-se com o homólogo francês na Europa no final de outubro.

De acordo com a agência Reuters, Washington terá também comprometido com o aumento do apoio às operações de combate ao terrorismo no Sahel, conduzidas por estados europeus.

Na mesma altura, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e o seu homólogo francês Jean-Yves Le Drian, encontraram-se à margem de uma reunião nas Nações Unidas. Esta quinta-feira devem voltar a reunir.

C/agências
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