A administração norte-americana já começou a enviar pacotes de ajuda humanitária para a Venezuela, com alimentos e medicamentos, desafiando o presidente Nicolás Maduro, que acredita que a entrada desses bens poderá levar a uma invasão armada.
Um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca disse hoje à agência noticiosa espanhola EFE que o envio já começou, mas não precisou se a ajuda já entrou na Venezuela.
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, dirige-se à população que está concentrada na Avenida Bolívar, em Caracas, e lança duras críticas à comunicação social internacional, que acusa de “inviabilizar o chavismo”.
#EnVivo 📹 | Llegamos a la Av. Bolívar para celebrar junto al pueblo los #20AñosEnBatallaYVictoria de la Revolución Bolivariana.https://t.co/DTfWL9EiJQ
— Nicolás Maduro (@NicolasMaduro) 2 February 2019
Várias dezenas de pessoas concentraram-se no Terreiro do Paço, em Lisboa, numa manifestação de apoio a Juan Guiadó e contra o regime de Nicolás Maduro.
As manifestações de oposição a Nicolás Maduro decorrem igualmente na região centro do país.
Para além de Lisboa, Ponte da Barca, Porto, Funchal e Faro, na cidade de Aveiro reuniram-se mais de 200 pessoas a pedir eleições livres na Venezuela.
Guaidó, que pediu à população para se manter unida e voltou a pedir para que sejam marcadas eleições livres no país, frisou que as Forças Armadas vão ter um papel muito importante no futuro do país.
O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou que vários países já anunciaram apoio humanitário ao país e que nos próximos dias será criado um corredor humanitário.
Guaidó explicou que a Assembleia Nacional pediu, em janeiro, a 46 países que congelassem os ativos que correspondiam aos venezuelanos: "O que fizemos foi proteger o dinheiro da Venezuela para reativar o país”.
O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, já chegou a Las Mercedes, no leste de Caracas, onde foi recebido com fortes aplausos pelos seus apoiantes.
Mais de 150 pessoas manifestam-se no Porto para apelar à saída de Nicolás Maduro.
No Porto, foi feito um minuto de silêncio em homenagem às 45 pessoas que perderam a vida em manifestações na Venezuela, desde o dia 23 de janeiro.
Na manifestação no Porto, além de venezuelanos também participaram alguns ex-emigrantes portugueses na Venezuela.
São venezuelanos e luso-venezuelanos que concentram-se, esta tarde, e por esta altura, na Praça do Município do Funchal, em frente à câmara municipal.
Esta iniciativa decorre após o autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, ter convocado para este sábado, dia do 20.º aniversário da Revolução Bolivariana, uma grande manifestação, em Caracas e “em redor do mundo”.
Caracas amanheceu hoje com segurança reforçada, estradas bloqueadas e muitas pessoas a pé, no dia em que os venezuelanos regressaram às ruas, uns para apoiar o Presidente Nicolás Maduro e outros o autoproclamado Presidente interino Juan Guaidó.
No centro da capital, e vestidas de vermelho, a cor da revolução, milhares de pessoas, provenientes de vários Estados do país, estão concentradas na Avenida Bolívar, onde, junto com os líderes socialistas e o Presidente Nicolás Maduro, vão comemorar o XX aniversário da revolução bolivariana.
Nas ruas paralelas e nas que dão acesso à Avenida Bolívar, os acessos ao trânsito estão bloqueados e são visíveis barreiras metálicas em pontos controlados pela Guarda de Honra (guarda presidencial), que permite apenas a circulação de peões e militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido do Governo), chegados do interior do país.
Por outro lado, separados por oito quilómetros de distância, os opositores dirigiram-se até Las Mercedes, no leste da capital, onde esperam o autoproclamado Presidente interino Juan Guaidó.
Desde várias localidades, os venezuelanos marcharam em grupos de dezenas de pessoas para se encontrarem nos cinco pontos diferentes de partida previamente estabelecidos.
Em localidades como Chacaíto e outras, do leste da capital, eram visíveis grupos de agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) equipados com equipamento antimotim, mesmo antes da presença de manifestantes.
Milhares de pessoas estão nas ruas de Caracas na Venezuela para exigir eleições livres no país.
A manifestação foi convocada por Juan Guaidó, o autoproclamando presidente interino da Venezuela.
No arranque, Juan Guaidó apelou à população para fosse uma "manifestação de força pacífica".
Fernando Campos, ex-presidente do Centro Português de Caracas, afirma que o dia de hoje poderá ser histórico para a Venezuela.
Em relação ao militar da Força Aérea que declarou publicamente o apoio a Guaidó, Fernando Campos recorda que “a cúpula militar está toda controlada por generais, na sua maioria afetos ao Governo” de Maduro.
“Neste momento sente-se que o único apoio que tem o regime de Maduro é a cúpula militar. Mas a ação deste militar no dia de hoje pode dar fé a que outras figuras militares comecem a manifestar aquilo que é mais do que evidente: e sejam obrigados a reconhecer que todos os setores da sociedade o que se pede é a saída de Nicolás Maduro”, frisou.
Juan Guaidó, que foi reconhecido pelo Parlamento Europeu como presidente interino da Venezuela, agradeceu o apoio recebido.
Na rede social twitter, Guaidó apelou aos venezuelanos para que vá para a rua este sábado. “Vamos dar uma demonstração de força, de maneira pacífica e organizada.
En todos los municipios de #Venezuela y en cada ciudad del mundo, vamos a mandar un mensaje muy claro. Vamos a dar una muestra de fuerza, de forma pacífica y organizada.
— Juan Guaidó (@jguaido) 2 February 2019
¡Hermanos, #ElMundoEstáConVzla! pic.twitter.com/TE4Y9h3VAJ
No se podía esperar menos del TRAIDOR GD Francisco Esteban Yanez Rodriguez, sobrino del corrupto Gral Yanez Mendez que por cierto tiene un expediente en la Contraloría General de la #FANB por corrupto!#LealesSiempreTraidoresNunca pic.twitter.com/82FxEE70V8
— Comandante Gral de la Aviación Militar Bolivariana (@Cmdte_Aviacion) 2 de fevereiro de 2019
A manifestação está marcada para as 10h00 locais (14h00 em Lisboa).
“Esta será a maior marcha da história da Venezuela e do nosso continente", disse Guaido, reiterando que considera o segundo mandato do Presidente Nicolas Maduro, iniciado em 10 de janeiro, ilegítimo, por resultar de “eleições fraudulentas”.
O contexto é particularmente tenso, já que à mesma hora, os apoiantes de Maduro deverão também manifestar-se, num outro local de Caracas.
A manifestação pedida por Guaidó deverá decorrer simbolicamente à porta da representação da União Europeia na Venezuela, como uma mensagem à Europa de agradecimento “a todos os países que, brevemente, nos vão reconhecer”, declarou o autoproclamado presidente.
O ultimato da União Europeia para a convocação de eleições presidenciais termina no domingo. Caso Maduro não ceda, deverá haver uma declaração de reconhecimento de Guaidó como legítimo presidente interino na segunda-feira por vários países, incluindo Portugal, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Holanda.
Apoiado pela Rússia, China, Coreia do Norte, Turquia e Cuba, Nicolás Maduro rejeita o ultimato europeu e acusa os EUA de orquestrarem um golpe de Estado.
De acordo com a ONU, pelo menos 40 pessoas já morreram nos protestos e mais de 850 já foram presas, desde o início da mobilização, a 21 de janeiro. Em 2014 e 2017, duas vagas de protestos fizeram cerca de duas centenas de mortos. Depois de 2015, mais de dois milhões de venezuelanos abandonaram o país.
A crise política na Venezuela soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados da ONU.
Na Venezuela, antiga colónia espanhola, residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.