João Pedro Mendonça

João Pedro Mendonça

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Manual - literalmente - para aprender a poupar água. À força.

    Confesso-me quase herético, perante o comportamento expectável de um “jornalista de desporto”: estava em Alvalade, de smartphone na mão e em pleno Clássico, a beber avidamente as sondagens das autárquicas. Mas, pior que ser quase herético, foi ser um num monte deles: ao meu redor havia imensos ...

      No meio de tanta alegria, há uma estranha e bizarra sensação de perda que não me larga. Eles não sabem, mas são a primeira geração para a qual ser Campeão Europeu ou levantar o troféu da Eurovisão são dados adquiridos. Feitos que se vão fundir nas felicidades estatísticas.

        Se uma notícia vos dissesse que “uma exposição sobre a Materialidade e Metamorfose levou centenas de pessoas a sair de casa para fazer fila à entrada de Serralves”… achavam natural?

          Há uma máxima antiga, que não me lembro de ter lido em lado algum, mas que há 48 anos vejo expressa em realidades suficientes para a ter aprendido e decorado: uma marca nunca terá tudo a ganhar, mas terá sempre tudo a perder.

            Um jornalista pode ser adepto? Pode, claro. Mas, no momento em que escrevo, há uns 17 milhões em 17 milhões de portugueses e descendentes a ocupar o cargo, na plenitude do seu dever de festejar.

              Nunca gostei do absolutismo, sobretudo do das verdades. Adoro descobrir dúvidas, sobretudo aquelas que teimosamente se alojam num perentório. Porque o corte no tempo para pensar, tem feito por mostrar os méritos de duvidar. Porque descobrir é mais divertido do que comprar feito. Porque o espírito ...

                Dono de inestimável grandeza no seu Humanismo, não consta que Ghandi fosse grande coisa no domínio do esférico. A Von Braun, admito, talvez se pudesse pedir a Lua, dificilmente que fosse grande no futebol de rua. E se pensar em Einstein, o suprassumo teórico da relatividade, dificilmente não lhe ...

                  Diz-se - e aceita-se habitualmente sem discussão - que os segundos são os primeiros dos últimos. E, nesta desenfreada corrida ao ouro que fazemos questão de assumir como Vida, já não basta conseguir mesmo encontrar ouro. Tem que ser muito, mais que todos, ou até parece que sendo apenas algum, ele ...

                    Não há como o preço para dar cotação à conquista.

                      Não é ficção... as redes sociais trazem uma proximidade efectiva entre aqueles que antes só se cruzavam mediados por jornais, revistas, ou se viam - intocáveis - na televisão. Não garantem é, em anexo, uma nova capacidade de lidar com ela. Com essa proximidade cheia das borbulhas e mau cheiro que, ...

                        Este é o meu tempo. Não sou daqueles que se segura ao vinil, à música tocada a agulha de diamante, que fica com o ânimo estacionado no parque fechado da nostalgia. Guardo memórias, mas guardo memória livre para mais.

                          Perante os factos, ganhei o hábito de dizer que o pior dos cortes dos últimos tempos foi o que tivemos no tempo para pensar. E quando temos cada vez mais vontade e meios para comunicar à pressa, isso nota-se particularmente. Entra o sujo e não sai a nódoa, porque o impulso esgana demasiadas vezes a ...

                            Está provado: o Mundo sempre avança. Depois de em 2013 a Austrália ter finalmente descoberto que os aborígenes são o povo mais antigo daquele território, parece que é desta que o International Board aceita que o vídeo pode ajudar os árbitros.

                              Diz-se que o doping é uma peste. E, ironia, todos lamentamos que ainda não se tenha encontrado remédio para a doença. Cheguei ao tema na década de 90. A culpa foi da batota no ciclismo, que se tornou pública. Desde aí que o sigo e lhe descubro ângulos interessantes.

                                Lembro-me, como se fosse hoje, da minha primeira vez na televisão. Lembro-me tão bem desse dia como do outro em que, inadvertidamente, a única gravação que guardava dessa efeméride, numa VHS velhinha, desapareceu debaixo de outra.

                                  Ontem tinha 165 emails por ler, quando aterrei na secretária. Bem mandado, dei atenção a dois sobre o mesmo tema: era uma reclamação de um telespectador, recebida pela linha de apoio da RTP. Dizia respeito a um conteúdo do Desporto 2, de que - entre outras coisas - sou programador desde 2004. O ...

                                    O futuro próximo explicará se o ciclismo lucra com o regresso de Porto e Sporting (e eventualmente o do Benfica) ao pelotão. Os entusiastas do SIM afirmam que a modalidade ganhará capacidade de captar patrocínio, muito maior retorno mediático e mais público.

                                      Ainda não decidi se acho que andamos a brincar com as palavras ou com a Liberdade quando usamos a expressão "jogador livre". Ou se "apenas" usamos de um lamentável automatismo para estafar a exatidão do que dizemos e, dizendo-o, fazemos dizê-lo sem pensar.

                                        Não será uma novidade, mas às vezes parece necessário dizê-lo: não há coisas que nos façam gente melhor ou pior. Não é assim tão fácil, lamento. É verdade que o fato nos pode melhorar o ar, mas de facto não nos melhora a alma.

                                          Por trás de uma grande (e)missão...

                                            Quando o melhor do Mundial pode ser off sem voz.

                                              5 de Junho de 2002. Um estádio cheio de portugueses... diferentes.

                                                Se queres ver o melhor de um Homem, dá-lhe um Amor, uma Razão, Educação, Sabedoria. Se queres ver o pior de um homem dá-lhe uma facção, uma bala e um fuzil.

                                                  Sim o Brasil ganhou e bem, apesar dos autogolos. E não, não estou a falar só de Marcelo

                                                    Preparem os motores do subjectivo, do caos e, talvez, da respectiva luz. Hoje começa o Mundial. Hoje começa. Hoje.

                                                      Onde se fala do que une e divide o português e mano portuguéis, de futebol e de marcas mas, sobretudo, de copa. Do uso, (an)seio... e tamanho.

                                                        Como os discos de vinil, que muitos já nem sabem o que são, cada um de nós tem um lado B. O meu lado B, curiosamente, tem ainda mais a ver com os discos: é a música.