23 e 19 anos de prisão para acusados da morte de agente da PSP

O Tribunal da Boa Hora condenou Luís Carlos Santos e Euclides Tavares a 23 anos e 19 anos de prisão efectiva, respectivamente, pela morte do agente da PSP Ireneu Dinis, ocorrida em 2005 no bairro da Cova da Moura.

Agência LUSA /
Tribunal da Boa Hora RTP

O colectivo de juízes, presidido por Fernando Ventura, condenou ainda os arguidos ao pagamento de uma indemnização de 50 mil euros à família do agente Ireneu Dinis.

Terão ainda de pagar 3.740 euros ao agente da PSP Nuno Saramago que sofreu ferimentos ligeiros durante o tiroteio.

Ambos os arguidos foram condenados, em cúmulo jurídico, pelos crimes de que vinham acusados pelo Ministério Público (MP).

Luís Carlos Santos, de 41 anos, foi acusado de um crime de homicídio qualificado em co-autoria e na forma consumada, um crime de homicídio qualificado em co-autoria e na forma tentada, um crime de detenção e uso de arma proibida em autoria material e na forma consumada, e um crime de dano em co-autoria e na forma consumada.

Euclides Tavares, de 21 anos, foi acusado de um crime de homicídio qualificado em co-autoria e na forma consumada, um crime de homicídio qualificado em co-autoria e na forma tentada, um crime de detenção ilegal de arma de caça em autoria material e na forma consumada, e um crime de dano em co-autoria e na forma consumada.

O Ministério Público havia pedido 25 anos de prisão para Luís Carlos Santos e pelo menos 20 anos para Euclides Tavares, acusados da morte de Ireneu Dinis.

Segundo a procuradora do MP Natália Lima, os dois arguidos "actuaram com perversidade, censurabilidade e frieza".

O agente Ireneu Jesus Gil Dinis, de 33 anos, foi atingido mortalmente por vários disparos de arma automática e de caçadeira quando seguia num carro patrulha da PSP que circulava na madrugada de 17 de Fevereiro de 2005 no bairro da Cova da Moura, concelho da Amadora.

O tiroteio causou ainda ferimentos ligeiros no agente da PSP Nuno Miguel Saramago.

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