Chamas obrigam à ativação de vários planos de emergência municipais

| País

Um bombeiro durante o combate às chamas do incêndio que reativou esta tarde em Cioga do Campo, Cantanhede, 12 de agosto de 2017
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Às 19h30 lavravam em Portugal 311 incêndios, combatidos por 4478 operacionais e 1355 meios terrestres e 29 meios aéreos, de acordo com a página da Protecção Civil. Os reacendimentos de incêndios dados como controlados durante a manhã e algumas novas ocorrências obrigaram à evacuação de diversas localidades. Em Tomar terão ardido algumas habitações, admitiu a autarca nabantina.

Os distritos de Coimbra, de Santarém e de Aveiro centram as atenções da Protecção Civil este sábado à tarde, onde se registaram diversos reacendimentos de incêndios dados como controlados de manhã.

No terreno mantêm-se todas as forças de reforço e os alertas, garantiu a porta-voz da Proteção Civil, Patrícia Gaspar.

Quase quatro mil operacionais combatiam as chamas às 19h30. Registaram-se 60 novos incêndios em apenas três horas.

O destaque da análise da Proteção Civil às 19h00 foi para os incêndios de Tomar e de Cantanhede, que estão a obrigar a evacuações de algumas localidades.

Houve várias situações em que as casas ficaram em perigo, como em Santarém, reconheceu Patrícia Gaspar.

Pelas 18h30 foi ativado o Plano Distrital de Emergência de Coimbra, onde já estão accionados os Planos Municipais de Emergência de Cantanhede, de Coimbra e de Miranda do Corvo, "que foi ativado durante a tarde".


Do alto de Coimbra, a reporter da RTP Fátima Pinto relatava às 18h00 um cenário desolador, com a cidade rodeada de colunas de fumo.
Chamas descontroladas em Tomar
Em Tomar, pelas 16h00 deflagrou um incêndio de grandes proporções em Carvalhal, freguesias de Serra e Junceira, combatido às 18h00 por 115 homens, 31 viaturas e quatro meios aéreos.

A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas, referiu à mediotejo-net que não foi necessário evacuar nenhuma localidade mas deplorou o facto de muitas pessoas estarem a circular nas estradas onde se concentram os meios de combate aos fogos.

Sublinhando que a prioridade é salvar vidas humanas e casas, a autarca disse que aguarda o reforço dos meios aéreos para combater as chamas.

As críticas dos populares ao dispositivo da Proteção Civil multiplicam-se, como testemunhou a repórter da RTP Diana Palma Duarte, no local.

Já arderam casas e uma povoação teve de ser evacuada, admitiu à RTP a autarca de Tomar. O posto de comando da Proteção Civil deverá ser colocado na Serra de Tomar.
Mealhada reacendeu-se
Já o incêndio que deflagrou na quinta-feira na Mealhada, distrito de Aveiro, e que foi dominado durante a noite, reativou entreanto às 16:53 e está "a arder com muita intensidade", informou a Proteção Civil.

As chamas lavravam entre Igreja Velha e Pisão, localidades da freguesia de Barcouço, disse à agência Lusa Patrícia Gaspar, da Autoridade Nacional de Proteção Civil. A porta-voz admitiu ser provável que se venha a proceder "à evacuação de um lar", em Barcouço.

O incêndio, às 18:20, era combatido por 258 operacionais, 65 meios terrestres e dois meios aéreos.

Durante a tarde, em Aldeia Nova, Torres Vedras, deflagrou um incêndio que obrigou ao corte da A8 nos dois sentidos, entre Torres Vedras Norte e Torres Vedras Sul.

Incêndio "medonho" em Ferreira do Zêzere
O incêndio de Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém, que tinha sido dado como dominado, reativou hoje à tarde, sendo que o fogo já entrou na localidade de Beco, informou o presidente da Câmara Municipal.

"O fogo já entrou na localidade de Beco e está a ir em direção a Dornes. Está medonho", disse à agência Lusa o presidente do município, Jacinto Lopes, referindo que "há casas em risco".

De acordo com o autarca, as chamas estão "a aumentar de intensidade" e lavram de forma descontrolada, considerando que "vai ser muito complicado" combater o fogo.

"Só agora é que vamos ter meio aéreo", notou Jacinto Lopes, referindo que, por o céu estar "muito negro", poderá ser difícil para o meio aéreo operar.

O presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere referiu que às 20:00 vai decorrer uma reunião, na qual poderá ser decidida a ativação do Plano Municipal de Emergência.
Emergência em Moncorvo
A Câmara de Miranda do Corvo ativou por seu lado este sábado o Plano Municipal de Emergência devido ao incêndio "de grandes dimensões" que lavrava na freguesia de Semide e que colocava "em risco" diversas casas de cinco aldeias, anunciou a autarquia.

"O Plano Municipal de Emergência de Miranda do Corvo foi ativado às 18:00, devido ao incêndio de grandes dimensões que lavra na Freguesia de Semide e que coloca em risco diversas habitações nas aldeias de Canas, Chãs, Vale de Colmeias, Cimo de Vila e Lata", indicou a autarquia, em comunicado.

Fonte da Câmara disse à Lusa que o incêndio começou no concelho de Coimbra, mas evoluiu rapidamente para Miranda do Corvo, tendo subido a encosta da Estrada da Beira.

Sexta-feira foi o dia em que se registaram mais incêndios em Portugal continental. O país está quase todo em alerta laranja este fim de semana devido às altas temperaturas.

Este sábado o primeiro ministro António Costa apontou o dedo à PT para justificar as falhas do SIRESP.

C/Lusa

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