Encerramento de balcões dos CTT gera protestos nas ruas

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Populares em protesto contra o fecho dos Correios na Areosa, Porto
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O anúncio do encerramento de 22 balcões dos CTT no princípio do ano motivou esta sexta-feira protestos em diferentes municípios. Dezenas de pessoas juntaram-se em Alpiarça, Areosa e Santo António, no Funchal, para exigir a manutenção dos postos a abater ao abrigo da reestruturação dos Correios.

Alpiarça foi um dos municípios onde se registaram concentrações. Ali pediu-se que o posto dos CTT local se mantenha em funções. O presidente da Câmara, Mário Pereira, esteve presente e explicou à imprensa que os Correios deixaram em aberto a continuação do espaço.

“Apresentamos aquilo que são os aspetos mais sensíveis deste processo e que mexem com a nossa população. Essas preocupações foram acolhidas pelo conselho de administração e serão a base para a discussão nas próximas semanas”, declarou Mário Pereira.


O líder daquela autarquia do distrito de Santarém disse que enquanto continuar a haver contactos com a administração o posto dos correios vai manter-se aberto.

Mário Pereira lembrou a importância de continuar a ter no município os CTT, que servem perto de oito mil pessoas e afiguram-se como um serviço fundamental, sobretudo para os idosos. Muitos têm acesso à reforma a partir do posto dos Correios.

O autarca lembrou que, apesar da privatização dos CTT, a empresa tem de manter o princípio de serviço público ao invés do princípio económico, revelando que o posto de Alpiarça não dá prejuízo.

Fernanda Granel, da CUSP, lembrou que a estação de correios não pode sair de Alpiarça devido à importância que tem para a população idosa do município e que a papelaria que se encontra por perto não cobre os mesmos serviços.

Dina Serranho, da direção nacional do Sindicato dos Correios e Telecomunicações, deixou fortes críticas à administração dos CTT, afirmando que o encerramento dos postos serve apenas para dar dinheiro aos acionistas de uma empresa que não está a servir bem as populações.
Esquerda critica fecho em Santarém
O PS mostrou-se indignado pelo encerramento dos postos de correio de Alpiarça e Alferrarede, lançando uma questão ao Governo sobre se conhece os critérios que estão a levar ao encerramento dos balcões dos CTT.

Uma questão que está a ser corroborada por BE e PCP, havendo uma grande preocupação por parte dos três partidos em relação à qualidade apresentada pelos serviços que devem ser de utilidade pública.

Os deputados pertencentes ao Partido Socialista de Santarém afirmam que o serviço de correios é preponderante para manter a “coesão territorial, soberania e integração”, lembrando que os CTT sempre foram uma empresa de referência em Portugal enquanto esteve sob tutela pública.

O BE também não percebe as notícias que anunciam o encerramento dos postos de Alpiarça e Alferrarede e lembra que o partido apresentou, há menos de um mês, um projeto de lei para que os CTT fossem novamente nacionalizados.
Areosa contra encerramento
Em Rio Tinto repetiu-se o cenário de Alpiarça. Dezenas de populares juntaram-se para contestar o fecho do posto da Areosa, pedindo um serviço de correios público e com qualidade, deixando críticas a decisões “meramente económicas”.

Com vários cartazes a pedir a manutenção do posto dos CTT na Areosa, a população que se concentrou gritou que os “CTT são do povo, não podem fechar”. Os correios da Areosa estão localizados na fronteira dos concelhos de Gondomar, Porto e Maia e serve, aproximadamente, perto de 20 mil pessoas.

O vereador do PCP na Areosa esteve presente no local e criticou a decisão de fechar o balcão que diz ter um grande impacto na população, acusando a administração da empresa de “fechar serviços de forma cega”.

De acordo com Daniel Vieira o posto apresenta afluência de muita gente, tendo, frequentemente, filas e relembrou que este encerramento se deve à privatização dos CTT e más decisões de inúmeros executivos.
Freguesias do Funchal surpreendidas
A freguesia de Santo António, no concelho do Funchal, acordou com espanto após ter conhecimento do encerramento do posto dos CTT. A população ali residente diz que o fecho do posto, ao qual se soma o encerramento do balcão do Arco da Calheta, está a causar vários constrangimentos.

O posto de Santo António já servia a população há 25 anos e estava acessível a 28 mil pessoas.

A Junta de Freguesia de Santo António já se mostrou indignada com o encerramento do posto, que aconteceu a 15 de dezembro, e revela que as alternativas apresentadas não estão a servir bem as população desta região do arquipélago da Madeira.

c/ Lusa

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