Exames. PM convicto de que "pior já passou" e que "equidade está salvaguardada"
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu hoje que os problemas no processo de digitalização tiveram impacto no concurso de acesso ao ensino superior, mas afirmou-se convicto de que "o pior já passou" e "as garantias de rigor e equidade estão salvaguardadas".
O chefe de Governo foi questionado sobre se viu a mensagem da véspera do Presidente da República, António José Seguro, como um reparo à gestão política do processo de exames, garantiu que o Governo sempre partilhou as mesmas preocupações do chefe de Estado.
"Eu naturalmente sou o menos surpreendido por aquela mensagem, na medida em que ela emana precisamente do encontro semanal que tive com sua excelência o Presidente da República durante a manhã do dia de ontem [terça-feira], e no âmbito da qual o senhor Presidente da República teve naturalmente uma atenção particular para com a temática da organização dos exames", começou por dizer.
Insistindo que o Governo quer "continuar e completar" o processo de digitalização de correção dos exames nacionais, Montenegro assumiu que o mesmo "teve os problemas conhecidos, que tiveram um impacto na dinâmica quer da publicitação das notas, quer do processo agora de candidatura nomeadamente ao Ensino Superior".
"Mas quero apenas dizer que as preocupações do senhor Presidente da República foram também sempre as preocupações do Governo e do senhor ministro da Educação e que creio que estão reunidas as condições para podermos dizer que o pior já passou, que as garantias de rigor e de equidade no processo estão salvaguardadas", afirmou.
O primeiro-ministro disse esperar "que esta segunda fase em que já nos encontramos possa ter muito menos perturbação do que teve a primeira, e que no futuro o sistema possa responder porque, objetivamente, a opinião maioritária de todos os agentes do nosso sistema de educação é de que este processo é um processo positivo, porque traz mais rigor, traz mais transparência, traz mais rapidez, traz mais fluidez àquilo que é a dinâmica da avaliação e do acesso ao ensino superior em Portugal".
Luís Montenegro, que realizou hoje uma visita a Atenas para uma reunião de trabalho com Mitsotákis, reagia depois de, na terça-feira, o Presidente da República ter exigido a salvaguarda do princípio da igualdade no acesso ao ensino superior, numa mensagem escrita divulgada depois da reunião semanal com o primeiro-ministro.
c/Lusa