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IPO Lisboa perde 50 técnicos de saúde em pouco mais de um mês

IPO Lisboa perde 50 técnicos de saúde em pouco mais de um mês

São 20 enfermeiros, 13 médicos, dez técnicos superiores, quatro assistentes e três auxiliares. Mal acabou o estado de emergência, saíram para o setor privado.

RTP /

O IPO já pediu autorização ao Governo para contratar mais 20 enfermeiros, dos 139 que precisa, mas ainda não teve luz verde.

À rádio TSF, o IPO de Lisboa admite que é a falta de enfermeiros que está a travar a entrada em funcionamento das novas salas do bloco operatório. “A resposta do IPO, neste momento e de imediato, não está comprometida”, diz João Oliveira.

“Conseguimos continuar a trabalhar como até aqui. O que está comprometida é a capacidade de intensificar a nossa atividade, o que é absolutamente necessário, sobretudo em termos quantitativos porque há listas de espera para recuperar”
, afirma.

“Eu não tenho dúvida que o Ministério da Saúde está firmemente empenhado, a par dos hospitais e centros de saúde (…) mas existe esta obsessão do défice que faz com que o Ministério das Finanças restrinja as autorizações com alguma desconfiança em relação ao sistema de saúde, que podia ser mais eficaz se tivesse mais agilidade na contratação”, acrescenta João Oliveira.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, admite que esta situação se poderá alargar a outras unidades do país. Com o fim do estado de emergência, terminou a obrigatoriedade de permanecer no Serviço Nacional de Saúde. O bastonário diz que os profissionais estão descontentes e é necessário melhorar as condições de trabalho.

Ao mesmo tempo, um aumento da autonomia dos hospitais poderia ser benéfica. Miguel Guimarães reitera que a obsessão com os números e com o défice continua presente. O bastonário dá como exemplo o tempo da pandemia, em que as unidades trabalham com mais autonomia.
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