Joaquim Vieira sugere espécie de desobediência civil das televisões quanto à campanha autárquica

O presidente do Observatório de Imprensa considera que as televisões deveriam adotar uma atitude de desobediência civil e fazer a cobertura das eleições autárquicas que escolhessem. Joaquim Vieira afirma que o problema não está na lei, mas na interpretação abusiva que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) dela faz.

Sandra Henriques /

Foto: Simela Pantzartzi/EPA

“As televisões têm direito a definir o seu papel editorial, embora o serviço público tenha obrigações mais rigorosas. De qualquer modo, acho que deviam tomar uma atitude de espécie de desobediência civil que era fazer a cobertura que acham que devem fazer do ponto de vista editorial, simplesmente depois seria preciso enfrentar as consequências em termos jurídicos e judiciais”, refere Joaquim Vieira à Antena1.

O responsável observa que a CNE está a intrometer-se nos órgãos de informação: “Há uma intromissão abusiva na liberdade editorial das televisões. A lei em si não estará mal. O que estará mal é a interpretação que estará a ser feita da lei, é uma interpretação demasiado restritiva”.

A RTP, a SIC e a TVI decidiram não fazer a cobertura integral da campanha para as eleições autárquicas, tendo em conta a interpretação restritiva que consideram que a CNE faz da lei. As três televisões afirmam que não têm meios para seguir a campanha tal como a legislação exige, dando igual tratamento a todas as candidaturas.

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