País
Marcelo recebe Seguro. Prepara-se a passagem de testemunho em Belém
Ainda não eram 16h00 quando a comitiva automóvel de António José Seguro chegou ao Palácio de Belém, a residência oficial do Presidente da República.
(em atualização)
Um presidente eleito pontual com encontro marcado com outro presidente pontual, Marcelo Rebelo de Sousa, característica pouco comum nos órgãos políticos do país mas que parece irá manter-se em Belém.
António José Seguro venceu ontem a segunda volta das presidenciais com uma votação recorde de 66,82 por cento, mais do dobro da votação de André Ventura, que terminou a noite com 33,18 por cento. Esta tarde foi recebido em audiência pelo presidente cessante em Belém.
Marcelo dá assim por terminados dois mandatos de cinco anos, concluindo uma década que teve momentos marcantes, políticos e não-políticos, como uma pandemia que exigiu medidas draconianas para controlar um coronavírus que ameaçou desde a saúde à economia mundiais.
"Na posição que venha a assumir sobre esta matéria, o novo presidente da República definirá muito de qual é a sua orientação", afirmou o líder bloquista num claro desafio a Seguro ainda antes da sua entrada nos aposentos presidenciais.
António José Seguro venceu ontem a segunda volta das presidenciais com uma votação recorde de 66,82 por cento, mais do dobro da votação de André Ventura, que terminou a noite com 33,18 por cento. Esta tarde foi recebido em audiência pelo presidente cessante em Belém.
José António Seguro teve este domingo o voto de mais de 3,4 milhões de eleitores, o que garantiu o feito de ultrapassar Mário Soares no escrutínio da reeleição, em 1991.
Ventura, longe da derrota que muitos atribuem ao líder do Chega, garantiu mais de 1,7 milhões de votos, o que lhe permitirá reafirmar-se - como vinha já reclamando ao longo da campanha - como o novo líder da direita. A noite de domingo não passou sem que Ventura garantisse que chegará a primeiro-ministro.
A posse do candidato socialista está marcada para dentro de um mês, a 9 de março. Entretanto, a passagem de testemunho começou a fazer-se esta segunda-feira, com Seguro a ser recebido na residência oficial de Belém pelo presidente cessante, Marcelo Rebelo de Sousa.
A posse do candidato socialista está marcada para dentro de um mês, a 9 de março. Entretanto, a passagem de testemunho começou a fazer-se esta segunda-feira, com Seguro a ser recebido na residência oficial de Belém pelo presidente cessante, Marcelo Rebelo de Sousa.
Marcelo dá assim por terminados dois mandatos de cinco anos, concluindo uma década que teve momentos marcantes, políticos e não-políticos, como uma pandemia que exigiu medidas draconianas para controlar um coronavírus que ameaçou desde a saúde à economia mundiais.
Da conversa entre os presidentes deverá constar a tragédia que se abateu sobre algumas localidades em particular no centro do país, região mais afetada pelas tempestades das últimas semanas, como também assuntos pendentes no Parlamento como o pacote laboral, que deverá constituir um selo de garantia de Seguro, após a decisão de promulgar ou chumbar, ou para a direita ou para a esquerda.
José Manuel Pureza, líder do BE, já veio hoje dizer que a posição futura do presidente António José Seguro sobre o pacote laboral será definidora do seu mandato, alertando que "não basta vencer eleitoralmente a extrema-direita".
"Na posição que venha a assumir sobre esta matéria, o novo presidente da República definirá muito de qual é a sua orientação", afirmou o líder bloquista num claro desafio a Seguro ainda antes da sua entrada nos aposentos presidenciais.
"Não basta vencer eleitoralmente a extrema-direita. É necessário vencer politicamente esses movimentos de direita, seja da extrema-direita representada por André Ventura, seja da direita ultraliberal, que é aquela que de facto está aqui subjacente a estas alterações ao Código do Trabalho".