Reportagem

Milhares de professores protestam em Lisboa

Milhares de professores estão a percorrer a Avenida da Liberdade em protesto. Desfilam este sábado em direção à Praça do Comércio, numa manifestação nacional que esperam que seja histórica. Acompanhamos o protesto em direto.

RTP /

Inês Moreira Santos - RTP

Mais atualizações

20h57 - Várias forças políticas marcaram presença na manifestação

O PCP diz que as reivindicações dos professores são justas, e que o governo não pode ficar indiferente aos protestos. ,O Bloco de Esquerda está a estranhar o silencio do primeiro ministro. O Chega diz que o que se passa na escola publica é pura gestão danosa.

20h21 - Professores. Cerca de 600 autocarros trouxeram professores até Lisboa

Os milhares de professores que estiveram em Lisboa começam a regressar a casa ao final do dia de protesto.

20h19 - Milhares de professores juntaram-se em protesto em Lisboa

Dezenas de milhares de professores manifestaram-se pela recuperação do tempo de serviço, pelas progressões na carreira, entre outras reivindicações.
Esta manifestação nacional da Fenprof em Lisboa, foi o ponto alto de uma série de greves realizadas em todos os distritos. Participam também a Federação Nacional de Educação e outras sete organizações sindicais.

20h05 - Fenprof anuncia novas ações de protesto

Professores agravam a pressão sobre o governo. No fim de uma manifestação nacional de milhares de pessoas em Lisboa, a Fenprof anunciou novas formas de luta.
Começa já a partir de segunda-feira, em todas as escolas do país, a semana do "luto e da luta".
Nos dias 15 e 17 de fevereiro, em que os sindicatos negoceiam com o governo,  haverá acções à porta das escolas. Após o Carnaval, a Fenprof marcou o chamado momento 4D, os dês de debate democrático pela dignificação da docência (nos dias 23, 24, 27 e 28 de fevereiro).

Se não houver acordo esta semana, e for necessário avançar para negociação suplementar, ficaram feitos pré avisos de greve para dois dias em todo o país: a 2 de março a norte e 3 de março a sul.

18h59 - "A maior manifestação de sempre de professores e educadores em Portugal"

Mário Nogueira, líder da Fenprof, salienta que esta foi "a maior manifestação de sempre de professores e educadores em Portugal", com "mais de 150 mil professores", estima.

De acordo com o líder sindicalista, feita a média de todas as greves distritais, os professores “fizeram em média uma greve com 94 por cento de adesão”.
Critica a “lata” do Ministério da Educação e acusa o Governo de desonestidade no cálculo da adesão às várias greves.

“Anda a ver mal o doutor João Costa, aconselha-se a comprar uns óculos e a saber fazer contas sem serem contas aldrabadas”, critica Mário Nogueira. 

Referindo-se às reuniões entre o executivo e sindicatos, agendadas para 15 e 17 de fevereiro, avisa que “o Governo tem de dar muitos passos em frente" nas propostas.

No discurso, Mário Nogueira elencou vários problemas que afetam os professores, desde logo a vinculação, que continua a "deixar de fora os que trabalham há mais tempo em precariedade”.

Os docentes continuam a exigir recuperação integral do tempo de serviço. “Não vamos aceitar que o tempo de serviço trabalhado não seja contado. Tempo trabalhado não pode ser roubado”, vincou.

O líder da Fenprof exige ainda a “aposentação digna” dos professores e ainda os docentes com doenças incapacitantes que são discriminados consoante as disciplinas que lecionam.

“Não gozam mais connosco”, sublinhou Mário Nogueira, apelando a “uma semana de luto e de luta” e à colocação de faixas negras em todas as escolas.

Por fim, Mário Nogueira anunciou novas ações de luta a 2 e 3 de março, no norte e sul do país. 

18h56 - "Este Governo não há meio de abrir os olhos"

Os líderes sindicais já discursam na Praça do Comércio. João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, denuncia as "burocracias inúteis", precariedade e os professores que vivem deslocados. Salienta o direito dos docentes a terem condições de mobilidade em situação de doença.

"Este governo não há meio de abrir os olhos e agir com medidas concretas", destacou, exigindo "respostas rápidas e concretas" por parte do Ministério da Educação e do executivo de António Costa na nova ronda de negociações, agendada para a próxima semana

"Não desistimos da nossa profissão", vincou ainda.

18h47 - Imagens de drone. Professores dirigem-se à Praça do Comércio

As imagens de drone mostram milhares de professores nas ruas de Lisboa. Alguns já estão na Praça do Comércio, à espera dos discursos dos líderes sindicais que organizaram esta manifestação. Outros percorrem ainda o Rossio e a Rua do Ouro.

17h00 - Manifestação parou o centro de Lisboa

Por causa da manifestação de professores desta tarde, o trânsito está condicionado em Lisboa, com várias ruas que se mantêm fechadas e acessos desviados. 

A Polícia pede às pessoas que evitem usar o carro na cidade, principalmente na zona da Baixa. Ainda há milhares de professores a dirigirem-se ao Terreiro do Paço.

15h55 - Este já é um dia histórico de protesto, defende Mário Nogueira

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, diz que a luta não é apenas dos professores, mas da escola e do país.


15h40 - PCP salienta que é preciso reconhecer progressões na carreira

O secretário geral do PCP está a participar neste protesto. Paulo Raimundo critica a posição do Governo em relação aos professores.

Afirmou que a luta dos professores é justa e que é preciso reconhecer as progressões na carreira.


15h30 - Fenprof espera 100 mil professores no protesto

A manifestação, marcada para esta hora, foi convocada pela Federação Nacional de Professores. Conta também com a participação da Federação Nacional de Educação (FNE) e outras organizações sindicais.

Também a Associação de Oficiais das Forças Armadas e representantes da PSP participam no protesto. Entretanto, a PSP tenta conciliar manifestação com a vida na cidade.
Em declarações à RTP, o superintendente da PSP, Domingos Antunes, sublinha a necessidade de assegurar as vias de emergência e acesso aos hospitais. Para as autoridades, é um desafio coordenar este tipo de operações. Centenas de autocarros a caminho de Lisboa

Os professores voltam a protestar nas ruas de Lisboa e apostam numa das maiores manifestações de sempre. Muitos docentes partiram de autocarro esta manhã de várias de todo o país. Vão participar no protesto convocado pela Fenprof e outras sete organizações sindicais.