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Operação Teia. Presidente do IPO do Porto saiu em liberdade com caução de 20 mil euros

Operação Teia. Presidente do IPO do Porto saiu em liberdade com caução de 20 mil euros

O presidente do IPO do Porto, Laranja Pontes, saiu em liberdade do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, mas vai ter de pagar uma caução de 20 mil euros. O Ministério Público pediu a prisão preventiva para Joaquim Couto e Manuela Couto e domiciliária para Miguel Costa Gomes, arguidos do processo "Teia". As medidas de coação só deverão ser conhecidas na segunda-feira.

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Em declarações à porta do TIC, Laranja Pontes, que desde hoje é um homem reformado, emocionou-se ao falar do "enxovalho" de que disse ter sido vítima a sua filha, atual chefe de gabinete na Câmara de Matosinhos.

Na base da saída está, segundo fonte judicial, o facto de o "Ministério Público ter pedido a suspensão das funções, a proibição de contactos com outros arguidos e funcionários do IPO e uma caução carcerária de 20 mil euros, o que foi aceite pela defesa". O o Presidente do IPO do Porto vai aguardar em casa a decisão do juiz.

"Fui restituído à liberdade e as medidas de coação serão conhecidas na próxima segunda-feira", acrescentou o arguido que saiu do TIC pelo próprio pé, acompanhado pelo advogado Pedro Ávila, no final do dia em que esteve a ser interrogado cerca de quatro horas.

MP pede prisão preventiva para casal Couto
O presidente da Câmara de Santo Tirso e a mulher, a empresária Manuela Couto, são os principais visados pelo procurador, que pede ainda a prisão domiciliária com pulseira eletrónica para Miguel Costa Gomes, presidente da Câmara de Barcelos.

O advogado do presidente da Câmara de Barcelos acusou o Ministério Público de ter descoberto "de ontem para hoje um crime de prevaricação" que agravou a medida de coação pedida.

Em declarações à porta do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, Nuno Cerejeira Namora deixou críticas ao procurador, que pediu prisão domiciliária para Miguel Costa Gomes.

"De ontem para hoje o MP descobriu mais um crime. Aonde achava que os ajustes diretos constituíam, quiçá, meras irregularidades ou invalidades, problemas procedimentais ou administrativos, da noite para o dia encontrou aqui um crime de prevaricação", acusou o advogado após a reunião na qual argumentou pela retirada da medida de coação de prisão domiciliária com pulseira eletrónica.


Explicando que o crime de prevaricação "fez com que agravasse na mente do MP para uma pena mais gravosa (...) limitativa da liberdade", Nuno Cerejeira Namora lembrou, todavia, que o "jogo está no intervalo", uma vez que as medidas de coação apenas serão conhecidas na segunda-feira.

Contudo, e caso a medida pedida pelo MP seja aplicada "automaticamente, (o autarca) fica impedido de exercer funções", explicando o advogado que o "MP quer que ele esteja proibido de contactar com os funcionários da câmara".

As defesas vão contestar o pedido do Ministério Público. O anúncio das medidas de coação será feito na segunda-feira às 14h00.

A operação "Teia" centra-se nas autarquias de Santo Tirso e Barcelos bem como no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, relacionando-se com "viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto", segundo um comunicado da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, o órgão de polícia criminal que apoia o Ministério Público nesta investigação.

A operação ocorreu na quarta-feira. Os detidos são os presidentes das câmaras de Barcelos, Miguel Costa Gomes, e de Santo Tirso, Joaquim Couto, o presidente do IPO/Porto, Laranja Pontes, e a empresária Manuela Couto, mulher de Joaquim Couto, administradora da W Global Communication, que já tinha sido constituída arguida em outubro, no âmbito da operação Éter, relacionada com o Turismo do Norte.


c/Lusa

 

 

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