Fenprof. Mário Nogueira reeleito com PS e Belém na mira

| Política

O congresso da Federação Nacional dos Professores terminou este sábado
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Foi com críticas a um Partido Socialista “encostado para a direita” em “questões laborais” e um Presidente da República “que não é de todos os portugueses” que Mário Nogueira encerrou, este sábado, o 13.º Congresso da Federação Nacional dos Professores. O dirigente sindical está agora a dar início ao derradeiro mandato à frente da estrutura.

O secretário-geral reeleito da Fenprof afirmou que a federação sindical “conseguiu coisas, muitas”, beneficiando da solução governativa apoiada à esquerda no Parlamento.Mário Nogueira foi reeleito secretário-geral da Fenprof com 97,35 por cento dos votos. Prometeu manter viva a luta pela contagem integral do tempo de serviço congelado aos professores.


“Para isso foi determinante esta situação atual em que o Partido Socialista governa sem maioria e está sujeito, necessariamente, também, às posições e aos acordos que à esquerda teve que fazer”, notou Mário Nogueira.

“Pena é, como já se disse aqui, que o Partido Socialista nas questões laborais, ou da municipalização, enfim, talvez tropeçando, se tenha encostado para a direita e seja ali que acha que está aconchegadinho”, prosseguiu.

“É bom que se ponha no sítio, porque há condições para poder estar do lado dos trabalhadores e não tem estado”, vincou o dirigente sindical.


No encerramento dos trabalhos esteve também o secretário-geral da CGTP. No púlpito do congresso da estrutura representativa dos docentes, Arménio Carlos tratou de responder a declarações do primeiro-ministro, António Costa, ao Expresso.

Em entrevista publicada na última edição do jornal, António Costa comprometeu-se com reforços de pessoal e aumentos salariais na Função Pública. Arménio Carlos considerou inaceitável que mais de 600 mil trabalhadores do Estado estejam com os salários por atualizar há uma década.

“Não basta dizer que se está disponível para atualizar, não se sabe bem como, os salários nos próximos tempos. O que importa é acabar, nos tempos de hoje, com este escândalo, um escândalo que é inaceitável, de termos mais de 600 mil trabalhadores da Administração Pública e nomeadamente os professores há dez anos, dez anos, sem qualquer atualização salarial”, afirmou o secretário-geral da Intersindical.

“Isto não. Isto não é cumprir com o princípio do respeito por quem trabalha e, já agora, valorizar os profissionais”, rematou.
Marcelo debaixo de fogo
Também Marcelo Rebelo de Sousa foi alvo de críticas no fecho dos trabalhos da 13ª reunião magna da Fenprof.

Nove anos, quatro meses e dois dias perfazem o tempo de serviço congelado que a Fenprof quer ver contabilizado para as progressões nas carreiras. Na semana passada, o Presidente da República foi confrontado em Portalegre por alguns professores com esta reivindicação. “Só faltam mais três números para um número telefónico. Antigamente é que eram seis, agora são nove”, ironizou então Marcelo.

“Uma vergonha”, redarguiu agora Mário Nogueira.

“A última coisa que o ouvimos dizer em Portalegre, há dias, foi que 9.4.2, para número de telefone, ainda faltavam alguns dígitos”, recordou o secretário-geral da Federação dos Professores.

“Este Presidente não é Presidente de todos os portugueses. É uma vergonha o que ele disse sobre os professores e que isso fique registado”, vincou.

c/ Lusa

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António Costa, Congresso, Fenprof, Marcelo Rebelo de Sousa, Mário Nogueira, PS, Presidente da República, Professores, Secretário-geral,

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