Jorge Pinto fez viagem entre Porto e Lisboa
António José Seguro termina campanha em Lisboa
Ventura termina campanha com comicio
António Filipe apela à mobilização e combate à indecisão
Gouveia e Melo acredita "verdadeiramente" que passa a segunda volta
Gouveia e Melo acaba o dia no Pátio da Galé em Lisboa, com esperança numa maioria silenciosa.
Momentos da campanha presidencial que vão ficar na memória
Chegaram ao fim 13 dias de uma campanha eleitoral com 11 candidatos a um só lugar.
Eleições Presidenciais 2026. Apostas já movimentam perto de 100 milhões de euros
A corrida a Belém já movimentou perto de 100 milhões de euros em apostas numa plataforma internacional. Os apostadores tentam adivinhar quem vai ser o vencedor das eleições presidenciais em Portugal.
Marques Mendes reconhece "caminho difícil" mas confiante com "sondagem da rua"
Marques Mendes termina a campanha em Algés, confiante de que passa à segunda volta, apesar do "caminho difícil".
Segundo Marques Mendes, "as sondagens em Portugal estão habituadas a falhar".
"Mas para mim o mais importante é o seguinte: os portugueses vão decidir e são soberanos".
Sondagens presidenciais mostraram intenções de voto
Ao longo da campanha tivemos varias sondagens aqui na RTP feitas pela Universidade católica. Sondagens que mostraram com rigor as intenções de voto nos candidatos presidenciais.
Presidenciais 2026. Marcelo defende dia de reflexão
Marcelo Rebelo de Sousa diz que o próximo presidente eleito vai ter pela frente uma tarefa difícil. O chefe do Estado lembra os tempos complicados que o mundo e a política atravessam nesta altura.
Jorge Pinto apela ao voto com consciência
Jorge Pinto terminou a campanha com uma festa-comício em Lisboa apelando ao voto numa candidatura "fresca, nova, que marcou a agenda".
António Filipe descreve campanha "motivadora com muita participação"
António Filipe encerra a campanha em Loures, com apoiantes e confiante "num bom resultado na candidatura".
Foto: Manuel de Almeida - Lusa
"Estou confiante. O povo português é soberano, vai decidir e em função do que forem os resultados, creio que o resultado da minha candidatura é importante mesmo para além das eleições presidenciais, para afirmação dos valores da esquerda, dos valores da Constituição".
António Filipe admitiu ter feito uma campanha com o objetivo de mobilizar "contra as políticas de direita que tem vindo a governar o país".
Catarina considera que "voto de convicção pode fazer a diferença"
Catarina Martins termina a campanha no Porto a apelar ao voto de convicção, sublinhando que é preciso que os eleitores votem em quem acreditam.
Foto: Estela Silva - Lusa
"O voto de convicção é o voto que pode fazer a diferença".
Cotrim de Figueiredo termina campanha "sem arrependimentos"
Cotrim Figueiredo termina a campanha com um jantar-comício em Braga e acredita que, apesar das polémicas dos últimos dias, não comprometeu o que considera ser o "perfil presidencial" que quer ter.
Maioria dos candidatos termina campanha em Lisboa
A campanha de Jorge Pinto pede que se discuta um "Portugal positivo", sem agendas marcadas pela criminalidade ou violência.
Os três candidatos encerram as campanhas em comícios, esta noite, em Lisboa.
Cotrim acredita que terá apoio de Marques Mendes
João Cotrim Figueiredo acredita que, numa eventual segunda volta, terá o apoio de Marques Mendes.
Foto: Hugo Delgado - Lusa
Gouveia e Melo vê-se como "antídoto" a Ventura em Belém
Gouveia e Melo diz que é o "antídoto" de André Ventura e que o cenário do líder do Chega ser presidente é real.
Foto: José Sena Goulão - Lusa
Ventura quer que PSD e IL não "obstaculizem"
André Ventura espera que os líderes do PSD e da Iniciativa Liberal não sejam um "obstáculo" na segunda da volta das eleições presidenciais.
Foto: Tiago Petinga - Lusa
Ventura quer "rutura do socialismo" na segunda volta das Presidenciais
André Ventura acaba o dia num comício em Lisboa e mostra-se confiante de que vai à segunda volta.
André Ventura deixou aviso aos "líderes do espectro mais à direita" de que "tem responsabilidades" de, pelo menos, não ser um obstáculo às mudanças.
"Senti-me nesta campanha um bocadinho em contra-ciclo", admitiu. "Quero ser o modo diferente de fazer as coisas em Portugal".
António José Seguro considera que diálogo da candidatura é com os portugueses
António José Seguro fecha a campanha a relembrar que não responde a ataques menos simpáticos porque o diálogo desta candidatura "não é com os adversários" mas sim com os portugueses.
"O meu diálogo não é com os outros adversários, sobretudo quando eles me atacam de uma forma (...) menos simpática", argumentou. "Eu dialogo, desde o início desta campanha, (...) com os portugueses. Escuto os portugueses, ouço os portugueses e converso com eles. E depois apresento as minhas propostas para soluções".
O candidato apoiado pelo PS rejeita que possa passar uma imagem de passividade.
António José Seguro considerou ainda ser "uma pessoa muito abençoada" pelos apoios que tem tido, apesar de achar que a candidatura "é muito mais vasta".
Seguro fez última arruada com a família
António José Seguro fez a última arruada em casa, nas Caldas da Rainha, junto da família. O candidato apelou ao voto para que a democracia e o estado social passem à segunda volta em primeiro lugar.
Marques Mendes acredita que passa à segunda volta
Marques Mendes voltou a pedir aos apoiantes que acreditem na passagem à segunda volta. O candidato termina a campanha com um comício e uma festa da juventude em Lisboa.
Foto: Miguel A. Lopes - Lusa
Mendes pede que não votem na hesitação ou em quem esteve "em silêncio"
O candidato presidencial Luís Marques Mendes pediu hoje aos eleitores indecisos ou que ainda têm dúvidas que não votem "na hesitação" e em quem esteve "em silêncio" nos últimos anos, numa referência implícita ao adversário António José Seguro.
No comício de encerramento da campanha do candidato apoiado por PSD e CDS-PP, na Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos -- com cerca de 150 lugares sentados, mas com muitas pessoas de pé -, Mendes quis falar sobretudo para os que ainda não decidiram o seu voto no próximo domingo.
"A primeira coisa essencial é não votar na hesitação, na indecisão, não votar em candidatos que, por serem demasiado passivos, não acrescentam muito ao futuro de Portugal", afirmou.
O antigo líder do PSD pediu aos eleitores que votem no candidato com "mais provas dadas", lembrando que emitiu opiniões sobre todas as matérias no seu comentário televisivo na SIC durante 12 anos.
"Enquanto uns falavam aos berros ou outros primavam pelo silêncio e por estarem calados eu estive lá a emitir uma opinião, a defender os mais frágeis e vulneráveis", assegurou, numa referência implícita ao candidato apoiado pelo PS, que esteve fora da vida política e pública nos últimos anos.
Eleições mais disputadas das últimas décadas
Seguro pede votos para que saúde e escolas públicas passem à 2.ª volta
O candidato presidencial António José Seguro pediu hoje que não se dispersem votos porque é preciso que democracia e a saúde e escolas públicas "passem à segunda volta", e insistiu na importância de ficar em primeiro lugar.
Nas últimas horas da campanha presidencial, António José Seguro dedicou parte da sua tarde a um momento na cidade onde mora, nas Caldas da Rainha, com uma arruada e uma pequena festa, à qual se juntou, pela primeira vez, a sua família, a mulher Margarida e os filhos Maria e António.
"As sondagens não elegem presidentes, é o voto do povo que elege presidentes. Aquilo que eu vos quero pedir é que todos os democratas, todos os progressistas, todos os humanistas concentrem o voto na nossa candidatura e não dispersem os votos em candidaturas que não possam passar à segunda volta", insistiu.
Para o candidato presidencial apoiado pelo PS, o voto em si é necessário para que "a democracia, a saúde pública, a escola pública, o serviço social público passem à segunda volta".
"E passemos em primeiro a essa segunda volta. Não por nós, mas por Portugal", reiterou.
Referindo que na sua candidatura há "pessoas de todos os quadrantes políticos", Seguro foi questionado sobre a acusação do opositor Luís Marques Mendes de que seria "um pouco passivo".
"Nos últimos dias tenho sido vítima de vários ataques de todos os candidatos. Eles podem atacar, mas eu não respondo. Eu vim para elevar o nível do debate político em Portugal", respondeu apenas.
António Filipe sublinha "justeza" da candidatura
A descer o Chiado, em Lisboa, António Filipe considerou que os eleitores não se podem deixar "condicionar por estudos de opinião".
António José Seguro "muito apoiado" nas Caldas da Rainha
Para terminar a campanha, António José Seguro protagonizou uma arruada nas Caldas da Rainha, cidade onde lançou a candidatura.
"É a terra onde vivo (...) e sinto-me muito apoiado".
Seguro disse ainda que, nos últimos dias, tem sido alvo de ataque por parte dos outros candidatos, mas prefere não responder.
"Não respondo. Estou centrado em encontrar soluções para resolver os problemas dos portugueses. Eles podem atacar mas eu não respondo".
Lembrando que os problemas dos portugueses é que precisam de soluções, o candidato disse que veio "para elevar o nível político do debate em Portugal".
Instantâneos da campanha eleitoral
Episódios e instantâneos da campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro.
"Chega uma saca de cavacas, filhinho?" pergunta Ana Maria Magalhães a Cotrim
O candidato presidencial, que nos últimos dias visitou lares, centros de dias e fábricas, voltou hoje à rua e no Mercado de Guimarães ouviu de Ana Maria Magalhães, vendedora de doces, se lhe chegava apenas uma saca de cavacas.
"Chega uma saca de cavacas, filhinho?", perguntou a vendedora que, mal viu a comitiva do também eurodeputado, disse bem alto: "Nós vamos vender tudo a esta gente toda. Não vamos?".
Perante esta abordagem, Cotrim Figueiredo não teve escapatória e comprou mesmo uma saca de cavacas.
"Vês, minha irmã, dá cá uma saquinha que o senhor vai levar uma", atirou Ana Maria Magalhães, virada para a irmã, igualmente vendedora.
Se vai ao mercado tem de ajudar os comerciantes, retorquiu a irmã de Ana Maria Magalhães que sublinhou que na sua banca só há "coisas boas e docinhas".
Depois de cumprir o objetivo de vender uma saca de cavacas, Ana Maria Magalhães, virada para a comitiva, afirmou: "Ele é muito bonito, muito bonito, só é pena eu não ser solteira".
E, não perdendo mais tempo porque mais compradores se perfilavam, Ana Maria Magalhães atirou: "Vai correr tudo bem, vá tchau, tudo bom, obrigadinha e saúde".
SVF
Mendes encontra "talismã para a vitória" em Sintra
Em Sintra, antes de se sentar para beber um café, o candidato esteve a ver o fabrico de travesseiros e queijadas de Sintra. Depois de ouvir o segredo para a confeção destes doces, considerou que o segredo para conquistar votos é "falar com as pessoas, transmitir a mensagem certa e convencê-las".
Mais à frente, no Mercado Municipal da Estefânia, pôs em prática essa máxima, cumprimentando vários comerciantes e compradores, acompanhado por uma charanga que ia tocando músicas populares como "Aperta com ela", ou "A garagem da vizinha".
Numas eleições em que a disputa também parece estar "apertadinha", Mendes tirou uma fotografia com um dos vendedores, o João, que o presidente da Junta de Freguesia de Sintra, Paulo Parracho, disse dar sorte para vitórias eleitorais.
"Este amigo é histórico, é um talismã para as vitórias, com este amigo ganha as eleições", assegurou o autarca.
"Tira a foto, tira a foto, tenho lá a do Montenegro", confirmou o vendedor.
A fotografia lá se tirou, entre cumprimentos, com João a notar "que são os dois pequeninos".
"Mas chegamos lá", respondeu Mendes.
SMA/FM
É sempre difícil tirar boas selfies com Gouveia e Melo
O candidato presidencial Gouveia e Melo tem alguns gestos em que introduz uma linha de demarcação face ao estilo do atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Um deles é quando o almirante pede aos seus apoiantes que tirem consigo uma fotografia mais formal e não um selfie. E, por vezes, quando não tem membros do seu `staff´ junto de si, não hesita mesmo em pedir a jornalistas que estão a rodeá-lo para tirarem essa fotografia da praxe.
Hoje, no entanto, no confuso Mercado de Benfica, em Lisboa, uma senhora abordou-o para tirar uma selfie, já com o seu telemóvel preparado para a foto. Gouveia e Melo lá aceitou. Mas, quando já estava preparado para a pose, a senhora, de baixa estatura, queixou-se da dificuldade que estava a ter para enquadrar a selfie.
"Ai, é tão difícil. O senhor almirante é tão alto", disse.
"Contra isso não posso fazer nada, minha senhora", respondeu a rir-se Gouveia e Melo.
Ainda no Mercado de Benfica, uma peixeira convidou o candidato para comparar alguma coisa.
"Tenho aqui bom peixe para caldeirada", sugeriu. "Caldeirada é esta campanha", reagiu um dos principais elementos da equipa do almirante.
PMF
Mulheres de Guimarães prometem apoio a Catarina após visita do candidato "mal disposto" ao mercado
Várias mulheres prometeram hoje, no mercado de Guimarães, apoiar Catarina Martins nas eleições presidenciais de domingo, depois de terem recebido a visita de um outro candidato que parecia "mal disposto".
"Gostava de uma mulher a `presidenta`. Os homens não fazem nada, não sabem fazer nada", disse-lhe uma popular, que aproveitou a manhã para fazer compras no Mercado Municipal de Guimarães.
Assim que se apercebeu que Catarina Martins também lá estava, fez questão de a cumprimentar com um abraço e desejar-lhe boa sorte para dia 18, confessando à candidata que acha a vitória difícil.
"Mas que precisávamos de uma mulher a Presidente, sem dúvida alguma", insistiu, acrescentando num sussurro aos ouvidos da candidata: "Para mostrar aos homens quem é que tem tomates".
Não foi a única a prometer o voto à única mulher candidata a Belém e, durante a visita ao mercado, Catarina Martins recebeu o apoio de muitas outras mulheres.
"Ainda ontem a vi na televisão, toda despachada. E disse assim: "Ela vai a Guimarães? Então a gente vai lá", disse-lhe outra popular que prometeu votar em Catarina Martins no domingo.
Outra senhora, por detrás da banca, também tem visto a candidata na televisão e gosta de a ouvir. Porquê? "Porque defende as mulheres", respondeu a um jornalista.
Minutos antes de Catarina Martins, outro candidato também tinha passado por ali, sem que se tivessem chegado a cruzar, mas, pelo menos, na zona por onde a candidata apoiada pelo BE andou, não parece ter sido tão bem recebido.
"Nem veio à nossa beira", queixou-se uma vendedora, que disse que o outro candidato parecia estar mal disposto. Era João Cotrim Figueiredo.
"Vem de Lisboa, todo `coiso`, e nem vem aqui dar os bons dias? Só foi ali pelos bonitos, aqui nada", disse outra vendedora ao lado, referindo-se às bancas fixas do mercado.
Gouveia e Melo diz que é do centro moderado mas os nacionalistas vão ter com ele
O candidato presidencial Gouveia e Melo define-se como sendo do centro político, moderado, defensor da economia de mercado, mas com justiça social. Nesta campanha, disse mesmo ser um social-democrata à antiga.
Mas, em vários dias, aos longo destas duas últimas semanas, vários cidadãos nacionalistas aproximam-se dele para o saudar. Hoje, no Mercado do Benfica, apareceram os "amigos de Olivença" que lhe ofereceram um livrinho sobre a causa.
"O senhor almirante é um patriota. Temos a certeza que irá defender os direitos da nação", disse o "amigo de Olivença". Gouveia e Melo reconheceu que, no plano histórico, Olivença "é um problema".
"Mas o primeiro dever do Presidente da República é cumprir a Constituição", respondeu.
O ex-chefe do Estado-Maior da Armada já não teve qualquer interação quando um senhor se aproximou dele para elogiar o trabalho que tinha feito enquanto coordenador do plano de vacinação contra a covid-19.
Gouveia e Melo começou por reagir bem ao elogio. Mas, a seguir, ficou atrapalhado e sem palavras com o que ouviu do mesmo senhor: "Tenho a certeza que o senhor almirante vai pôr os corruptos fora. Os políticos são uns vigaristas".
Últimas horas. Últimos argumentos
Na recta final da campanha eleitoral, os candidatos à Presidência da República fazem o derradeiro apelo ao voto. No comboio, na rua, em encontros e comícios.
Desinformação repete padrão das legislativas e teve impacto
A desinformação nas presidenciais revelou um padrão semelhante ao das legislativas de 2025, e teve maior impacto do que o esperado, explicou hoje à Lusa o académico Branco Di Fátima.
Branco Di Fátima é um dos autores do estudo de monitorização da desinformação nas redes sociais dos candidatos presidenciais feito pelo LabCom - Laboratório de Comunicação da Universidade da Beira Interior (UBI) e afirmou que "nas presidenciais houve uma repetição de um padrão, muito semelhante ao identificado nas legislativas".
O investigador começou por explicar que, em legislativas, os partidos tendem a polarizar mais a sociedade, enquanto nas presidenciais, disputadas por candidatos independentes, alguns com apoio de partidos, seria expectável "uma menor polarização da sociedade em termos de desinformação".
O académico afirmou estar "surpreendido", uma vez que acreditava haver um número muito menor de casos de desinformação nas presidenciais.
Nas legislativas de 2025, o LabCom detetou 16 casos de desinformação, e nestas presidenciais o número ainda não está fechado, mas centra-se em 17 situações.
Branco Di Fátima justificou este aumento com a polarização da sociedade, visto que "quanto mais temas fraturantes existem na sociedade, mais hipóteses há de utilizar a desinformação como uma estratégia política ancorada justamente nesses temas", como a habitação ou a saúde no caso português.
Até 13 de janeiro, os conteúdos desinformativos tinham atingido 7.712.000 visualizações nas redes sociais (todas as vezes que o conteúdo aparece aos utilizadores, incluindo repetições), e geraram 324.555 reações, 51.922 comentários e 24.543 partilhas.
Ainda assim, o investigador salientou que "a desinformação não molda significativamente os resultados eleitorais e não compromete o processo democrático, mas pode condicionar".
"Há candidatos que utilizam processos de desinformação mais intensos e constroem uma estratégia de campanha, com o interesse de influenciar a forma como as pessoas pensam e votam", explicou.
Assim, "existe um número significativo de eleitores que vão votar, considerando as informações que consumiram e procuravam distorcer a perceção da realidade".
O académico referiu ainda ser possível medir o número de mensagens desinformativas que os candidatos produzem e o seu alcance, mas "não se consegue medir exatamente como o eleitorado decide o seu voto a partir da desinformação. Existe um espaço de grande preocupação", rematou.
Em 16 de janeiro a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) abriu dois processos de contraordenação contra o responsável da página de Instragram Intrapolls e contra o Folha Nacional por violação das regras de divulgação do inquérito de opinião.
A ERC assinou em novembro de 2025 um protocolo com o LabCom para monitorizar e identificar conteúdos de desinformação publicados nas redes sociais durante a pré-campanha e campanha das presidenciais, de que resultaram a abertura destes processos.
As eleições presidenciais, disputadas por número recorde de candidatos (11), estão marcadas para domingo.
Rumo a Belém. Seguro e Ventura vão votar um no outro?
A semana que trouxe os críticos de moda à campanha foi dominada pelos "casos Cotrim". Entretanto, há dois candidatos que se desejam...
Catarina Martins acusa ministra do Trabalho de ser "problema para o país"
A candidata presidencial Catarina Martins afirmou hoje que a ministra do Trabalho é "um problema para o país, não uma solução", e criticou as declarações da governante a propósito do despedimento de 163 trabalhadores de uma fábrica em Ovar.
"São declarações de uma enorme insensibilidade para com aquelas mulheres, sobretudo mulheres, que perderam o emprego agora, e são também uma enorme irresponsabilidade para com a economia do país", considerou.
Catarina Martins referia-se a declarações de Maria do Rosário Palma Ramalho que, a propósito do despedimento de 163 trabalhadores na Yazaki Saltano, após ter dispensado mais de 300 em meados de 2025, ressalvou que os despedimentos em Portugal são, atualmente, "baixíssimos".
Questionada pelos jornalistas, no final de uma visita às oficinas da CP e do Metro do Porto em Guifões, Matosinhos, a candidata às eleições presidenciais ainda não tinha ouvido as declarações da ministra, mas estava informada sobre o teor e deixou críticas.
"Falar com esta leviandade do que está a acontecer é um insulto a cada uma destas mulheres e é uma irresponsabilidade quando se olha para a economia portuguesa, porque é precisamente destas operárias especializadas extraordinárias que o nosso país precisa e que devemos respeitar", defendeu.
Quanto à ministra, cuja política tem criticado devido ao pacote laboral, Catarina Martins considerou que Maria do Rosário Palma Ramalho "claramente é um problema para o país, não é uma solução".
"Eu não sei em que mundo é que a ministra vive, mas não vive no mundo das pessoas que trabalham em Portugal. As pessoas em Portugal querem um emprego, querem um emprego estável e querem um emprego com um salário digno. É disso que precisam", acrescentou.
Nas oficinas da CP e do Metro, onde ouviu o lamento de trabalhadores sobre as condições de trabalho, mas também de responsáveis sobre a dificuldade em manter ali profissionais qualificados face à concorrência, Catarina Martins defendeu "uma economia qualificada, de salários dignos".
"Quero um país que tenha indústria e quero um país que tenha os serviços públicos do que precisa e que sirvam toda a população", sublinhou.
Boletins de voto com dois candidatos na segunda volta
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) esclareceu hoje que os boletins de voto na segunda volta das eleições presidenciais vão ter os nomes de dois candidatos.
"No estrangeiro e no território nacional, seja para o voto antecipado, seja para os dias da votação, vão ser impressos e distribuídos os boletins de voto do segundo sufrágio, com dois candidatos", indica a CNE, em comunicado, frisando que "qualquer informação em contrário não corresponde à verdade".
A CNE admite que poderá haver uma "situação excecional", designadamente quando os boletins de voto não sejam recebidos a tempo em algum local no mundo, mas ressalva que "só nesse caso é que será utilizado o do primeiro sufrágio".
Caso nenhum dos candidatos tenha maioria absoluta no domingo, haverá uma segunda volta em 08 de fevereiro, à qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados.
Os boletins de voto para as eleições presidenciais de domingo vão ter o nome de 14 candidatos, apesar de só 11 concorrerem à Presidência da República, estando incluídos os três candidatos excluídos pelo Tribunal Constitucional, após não terem corrigido no prazo estipulado irregularidades que tinham sido identificadas: Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.
Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde, sendo eles Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
O vencedor deste sufrágio vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e que termina o seu mandato em março.
Gouveia e Melo acredita que vai apanhar comboio da segunda volta "na carruagem da frente"
Henrique Gouveia e Melo está em campanha no que chamou de "comboio da esperança", entre Cascais e o Cais do Sodré. Percurso que o candidato fazia "quando era jovem diariamente".
Denominou-o como "comboio da esperança" porque acredita que "precisamos de uma nova forma de transportes urbanos, transportes mais limpos, elétricos, que liguem a malha urbana e sejam transportes de qualidades".
"Eu só transporto a esperança que possamos fazer uma transformação da nossa sociedade".
Em tom irónico Gouveia e Melo disse acreditar que vai "fazer parte desse comboio e na carruagem da frente".
O almirante considera que "houve uma mudança" com as sondagens a dar vantagem a André Ventura.
"Estamos perante um cenário difícil porque poderá mesmo o André Ventura ganhar as eleições numa segunda volta", advertiu, lembrando que estas eleições deviam ser apartidárias.
"A direita quer encontrar alguém que ganhe à direita e a esquerda parece que encontrou alguém que tem esperança que ganhe à esquerda. Mas como esta eleição é de duas voltas, poderá acontecer a coisa mais inacreditável: a esquerda ganhar à primeira volta e perder à segunda".
Para Gouveia e Melo, "todos os cenários são possíveis".
Ainda assim, acredita ser a "pessoa mais bem preparada para enfrentar os novos desafios em termos de ordem internacional" e não tem dúvidas de que o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa terá uma mandato mais difícil.
Em Oeiras tomam conta dos cães enquanto os eleitores vão votar
A autarquia tem um serviço de "pet sitting" temporário nas assembleias de voto no domingo, dia de eleições Presidenciais. Quem for passear o cão pode aproveitar para votar.
"Temos um programa de ocupação de jovens. Estes jovens estão preparados para estar nas assembleias de voto e tomam conta do animal enquanto a pessoa vai votar e volta", explica. "Assim, não há desculpa para a pessoa não votar porque chegou e não sabia que não podia entrar com o animal na cabine de voto. Chegou acompanhada do seu animal e agora já não vota? Vota, vota!".
Cotrim de Figueiredo aponta presidente com outra atitude política
João Cotrim de Figueiredo concorda com Marcelo Rebelo de Sousa, que disse que o próximo presidente da República terá um mandato difícil. À margem de uma ação de campanha em Guimarães, o candidato presidencial defendeu um chefe de Estado com uma outra atitude política.
"Fomos quem fez a melhor campanha". Ventura confiante com segunda volta
André Ventura fez a tradicional descida do Chiado no último dia de campanha e mostrou-se confiante de que vai à segunda volta.
Fazendo um balanço da campanha, o líder o Chega considerou que teve a "campanha que mais discutiu o que interessava ao país" e com "crescendo de apoio popular".
"Acho que é justo chegarmos em primeiro nas sondagens. Acho que fomos quem fez a melhor campanha".
Ventura espera que PSD e IL não obstaculizem vitória contra Seguro em eventual segunda volta
O candidato presidencial apoiado pelo Chega disse hoje esperar que os líderes do PSD e IL "não sejam pelo menos um obstáculo" a uma vitória sua "que impeça o socialismo" de regressar ao Palácio de Belém.
Se como os números indicam, a segunda volta for André Ventura e António José Seguro, o que eu espero do líder do PSD, da Iniciativa Liberal e de outros movimentos e de apoios mais conservadores e de direita, é que não sejam pelo menos um obstáculo à vitória que impeça que o socialismo regresse ao Palácio de Belém", apelou André Ventura, durante a já habitual descida pelo Chiado, em Lisboa.
Ventura realçou que, se os líderes dos partidos à direita não quiserem apoiá-lo num cenário de uma segunda volta contra António José Seguro, antigo líder do PS, "então ao menos que não obstaculizem essa segunda volta".
O candidato a Belém e líder do Chega vincou que apenas quer "o apoio do povo português", como tem repetido ao longo da campanha, considerando que se dirige não aos líderes de partidos de direita, como Montenegro (PSD) ou Mariana Leitão (IL), mas ao seu eleitorado, "àquele povo que não quer o PS de volta, que não quer os socialistas de volta e querem uma mudança".
"Segundo as sondagens, neste momento, eu sou o único que consegue derrotar na primeira volta o candidato do PS. Isso significa que há uma escolha a fazer no domingo e essa escolha, que eu espero protagonizar, é derrotar o socialismo", disse, insistindo na ideia de uma segunda volta entre um bloco socialista e um bloco não socialista.
Questionado sobre esse apelo, depois de na quinta-feira ter pedido a Luís Marques Mendes e João Cotrim de Figueiredo para dizerem "que se lixe Montenegro", Ventura vincou que não fala do primeiro-ministro e líder dos sociais-democratas, mas do "povo que vota no PSD, que vota na Iniciativa Liberal, que não votou no Chega, mas que não quer os socialistas de volta".
Catarina Martins quer "economia qualificada" para o país
No último dia de campanha, Catarina Martins visitou as oficinas da EMEF, em Guifões, por acreditar que o papel do chefe de Estado também passa por ter um "projeto para o país sobre a sua economia".
Para Catarina Martins, "as campanhas têm de ser sobre ideias, porque a candidatura à Presidência tem de ser sobre uma ideia para a nossa Economia, para o nosso país".
"Quero uma economia qualificada, de salários dignos, de pensões dignas. Quero um país que tenha indústria e quero um país que tenha os serviços públicos de que precisa e que sirvam toda a população".
Marques Mendes diz que fez campanha diferente
O candidato apoiado pelo PSD diz que procurou andar mais na rua para ouvir as pessoas.
Manuela Ferreira Leite considera que Marques Mendes tem todas as condições para ser "um grande Presidente da República"
A antiga presidente do PSD Manuela Ferreira Leite defendeu hoje que Marques Mendes tem todas as condições para ser "um grande Presidente da República", admitindo ter uma opinião "enviesada por ser `tifosi`" do PSD.
"Eu estou aqui pelo partido. E devo dizer que é por amor ao partido que, mais uma vez, me envolvi nesta campanha e porque ela está neste momento centrada numa figura que nunca conheci sem ser do partido", começou por afirmar a antiga ministra das Finanças.
Ferreira Leite participou num almoço de campanha de Marques Mendes que juntou cerca de duzentas mulheres numa cervejaria em Lisboa, incluindo as ministras do Trabalho, do Ambiente e da Cultura, a presidente da sua comissão de honra, Leonor Beleza, e a ex-militante e candidata à liderança da IL Carla Castro, que já tinha manifestado apoio ao candidato.
A antiga ministra admitiu que a sua opinião sobre o candidato pode ser "um pouco enviesada", porque, além de ser do PSD, "é um bocado `tifosi`" (termo utilizado no futebol para designar fãs ou fanáticos).
"Nessa qualidade, não me passaria pela cabeça algum dia fazer qualquer tipo de crítica ou reticência a uma candidatura que eu considero natural e nunca o faria em nome do PSD. E, portanto, eu falo em nome do PSD", vincou.
Nessa qualidade, a antiga líder do PSD recordou que, quando trabalharam lado a lado nos governos de Cavaco Silva, "poucas pessoas tomavam decisões sem saber qual era a opinião" de Marques Mendes, destacando a sua "dedicação permanente à causa pública" e "intuição política muito invulgar".
"E é assim que ele aparece, de forma natural, como candidato à Presidência da República pelo PSD. Há quem goste mais ou quem goste menos, mas há uma coisa que não conseguem negar: é que reúne todas as condições para poder vir a ser não só Presidente da República, como um grande Presidente da República", defendeu.
Ferreira Leite disse não ter dúvidas que Mendes terá "capacidade para manter o país dentro do rumo" e, especialmente, tem a certeza "de que nunca se afastará dos princípios que orientam o PSD".
"E por isso aqui estou publicamente a dizer que vou votar no dr. Marques Mendes e que estou convencida de que a grande maioria dos portugueses também o fará", salientou.
Num almoço sobretudo com participantes femininas, deixou ainda uma palavra especial à mulher do candidato, Sofia Marques Mendes, que o tem acompanhado ao longo de toda a campanha.
"Eu realmente nunca vi nenhuma campanha - e já vi muitas - em que a mulher dos candidatos fosse tão presente de tal forma que já me cheguei quase a comover com o aspeto de cansaço que ela aparenta", disse.
Por isso, apelou aos portugueses que saibam copiar o exemplo da boa escolha de Marques Mendes no casamento.
"Saibamos nós quem vamos escolher: o marido da doutora Sofia Marques Mendes", disse.
Manuel João Vieira em destaque no Guardian
“Ferraris para todos e vinho canalizado: candidato satírico agita as eleições presidenciais em Portugal” é o título do artigo hoje publicado.
“O homem que promete ao povo português um Ferrari para cada um se for eleito é o ‘candidato Vieira’, uma personagem criada e interpretada por Manuel João Vieira, um conhecido artista, músico e comediante que está a conduzir uma campanha oficial, mas satírica”, refere o Guardian.
O diário destaca outras promessas de Manuel João Vieira, como “a criação de uma cidade chamada Vieirópolis, onde a Inteligência Artificial libertaria as pessoas da necessidade de trabalhar, uma figura materna individual para todos, para ajudar a combater os sentimentos de solidão, e um tratamento de homogeneização da tonalidade da pele para escurecer e clarear os tons de pele, acabando com a discriminação de migrantes”.
Presidenciais 2026. Os momentos da campanha que vão ficar na memória
Foram 13 dias de campanha de 11 candidatos na corrida a um só lugar. Nem todos lutaram com as mesmas armas, mas quase todos deram tudo para conquistar o voto.
Seguro apela ao voto útil de moderados e progressistas para evitar desperdício
António José Seguro pediu hoje aos moderados e progressistas para que concentrem os votos na sua candidatura presidencial, apelando ao voto útil para evitar "desperdiçar" escolher outros candidatos sem possibilidade de chegar à segunda volta.
"Esta é a única candidatura progressista que pode passar à segunda volta. Não há no campo dos progressistas nenhum outro candidato que esteja em condições de poder passar à segunda volta. O que os progressistas têm de decidir, cada portuguesa e cada português, é se querem desperdiçar o seu voto em candidaturas que não têm a mínima possibilidade de passar à segunda volta ou se, pelo contrário, querem votar de forma útil para que a nossa candidatura possa estar na segunda volta e disputar as eleições presidenciais", apelou Seguro num almoço em Vila Nova de Gaia, Porto, no último dia de campanha.
De acordo com Seguro, a sua candidatura "é a única candidatura moderada que pode passar à segunda volta" e "não há outra candidatura moderada que o possa fazer".
"Porque um voto noutra candidatura de um moderado não vai ajudar a que a nossa candidatura esteja na segunda volta", avisou.
Por isso, o candidato apoiado pelo PS fez um derradeiro apelo aos "progressistas e moderados" para concentrar o voto na sua candidatura.
"Sim, é o voto dos progressistas, é o voto dos moderados, é o voto dos democratas, mas também é o voto dos humanistas, democratas cristãos, socialistas, sociais-democratas", pediu.
Seguro, cuja voz começa a dar sinais de desgaste, fez um dos discursos mais curtos neste tipo de ações e voltou a pedir para pôr "um pouco de água na fervura" com os bons resultados das sondagens.
"Eu sei que hoje há imensa gente que me disse que já ganhámos, vai ser Presidente, já me tratam por Presidente. Não é verdade. Quem ganha em democracia não são as sondagens, são os votos de cada portuguesa e de cada português", apontou.
Voltando ao seu papel de viticultor, o candidato citou um provérbio popular que diz que "até ao lavar dos cestos é vindima".
"Então vamos fazer uma boa vindima neste domingo. Quero ver de novo neste domingo a esperança a renascer em Portugal. E há uma coisa que vos digo: se me ajudarem, a cada dia dos próximos cinco anos eu trabalharei para honrar o vosso voto", prometeu.
Jorge Pinto concorda com previsão de Marcelo e diz que "os tempos são sombrios"
O candidato presidencial Jorge Pinto disse hoje concordar com a leitura do presidente da República sobre o futuro da Europa e do mundo, e frisou que se aproximam "tempos sombrios" e que é preciso alertar para isso.
"Eu acho que Marcelo Rebelo de Sousa tem razão e digo isto preocupado. Quem me dera a mim poder ter um Presidente da República demissionário que diz que o próximo vai ter o caminho facilitado porque os tempos são melhores, há menos riscos. Não há, os tempos são sombrios, é preciso dizê-lo", sublinhou, em declarações aos jornalistas na estação de Santa Apolónia, em Lisboa.
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que quem lhe suceder terá tarefa mais difícil devido à situação da Europa e do resto do mundo, que descreveu como mais complicada e imprevisível.
O candidato a Belém apoiado pelo Livre defendeu que se vivem tempos "perigosos a nível interno e a nível externo" e o chefe de Estado "vai ter nas suas mãos responsabilidades muito drásticas".
Jorge Pinto argumentou que as responsabilidades do futuro presidente da República foram discutidas na sua campanha, uma vez que se foi além do debate da "espuma dos dias".
"O que é que o presidente da República pode e deve fazer para dar resposta a esses desafios. E eu acho que os eleitores ouviram isso, muito sinceramente. Os eleitores são inteligentes, os eleitores percebem o que está a acontecer e estão também eles assustados", salientou.
O candidato disse ainda ver um país a "resvalar para o ódio", lamentou os casos recentemente conhecidos de tortura à mão de forças policiais e apelou ao papel de todos para inverter o cenário.
"Nós só vamos dar a volta à situação dramática que temos pela frente com todas as pessoas. Não vai ser uma pessoa sozinha, não vai ser um partido político sozinho, vamos ser todos nós, sociedade civil, organizações da sociedade civil, sindicatos, partidos políticos, vamos ter de ser todos nós a começar a dar a volta a isto".
Jorge Pinto considerou "inaceitável, vergonhoso e perigoso" os factos recentemente noticiados sobre violência policial e afirmou que "algo está profundamente errado e deve ser corrigido".
Frisando que estes acontecimentos não "representam a maioria das forças policiais", o candidato disse que "não ficaria de bem com a sua consciência se não condenasse" estas ações.
O candidato garantiu que, se fosse presidente da República, chamaria as os representantes das forças de segurança a Belém para se explicarem sobre isto e fazerem um "retrato mais completo possível destes casos".
"A teoria da maçã podre é real, mas quando maçã após maçã começam a sair muitas maçãs podres, então se calhar é mesmo preciso limpar a taça da fruta para que isso não aconteça", defendeu.
O Ministério Público (MP) acusou dois agentes da Polícia de Segurança Pública, que exerciam funções na esquadra do Rato, em Lisboa, e que se encontram em prisão preventiva, de tortura e violação, visando sobretudo toxicodependentes, sem-abrigo e estrangeiros.
Jorge Pinto prefere "mil vezes ser conhecido pela honestidade"
Jorge Pinto acusou Cotrim de Figueiredo de tentar abafar um caso de assédio com críticas a jornalistas. Garantiu ainda que não apelou ao voto útil noutras candidaturas, como a de António José Seguro, mesmo depois de ter enviado uma carta aos militantes do Livre a dar liberdade para que estes votem na candidatura que a consciência dos mesmos ditar.
António Filipe distribuiu cravos e apelou ao voto
António Filipe diz que há práticas do atual presidente da República que "são para manter", como o contacto direto e a proximidade com a população. Esta manhã participou numa arruada no concelho da Moita, onde bebeu uma ginjinha e apelou ao voto, com a distribuição de cravos. Falou numa campanha em crescendo e mostrou-se otimista com os resultados do próximo domingo.
Catarina Martins acusa adversários de não terem ideias para o país
Catarina Martins diz que há muitos candidatos a fazer contas mas que, todos somados, não têm uma ideia para o país. A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda visitou esta manhã o Mercado de Guimarães, acompanhada por Francisco Louçã e José Manuel Pureza.
Cotrim acredita que conseguirá mais de 20 por cento dos votos
João Cotrim de Figueiredo diz que, no domingo, vai ter mais de 20 por cento dos votos e acredita que a forma como fez campanha vai "servir de inspiração" para outras batalhas políticas. O candidato garantiu que a "campanha suja" de que acredita que está a ser alvo não vai funcionar.
Gouveia e Melo alerta para risco de Ventura ser presidente
Gouveia e Melo alerta para o risco de André Ventura ser eleito presidente se António José Seguro for o adversário da segunda volta. O almirante esteve no mercado de Benfica, onde admitiu que o PSD possa não dar indicação de voto contra Ventura e criar-se um bloco de direita por motivos partidários.
Seguro foi ao Bolhão e contou com apoio do antigo CEO do SNS
António José Seguro garante que se for eleito presidente não vai dar recados e quando falar com o primeiro-ministro vai haver consequências. O candidato passou a última manhã de campanha pelo mercado do Bolhão no Porto e contou com Fernando Araújo, antigo diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde.
Marques Mendes diz que é o único que pode vencer Seguro
De visita ao mercado em Sintra, Marques Mendes falou de uma candidatura "muito simpática de centro esquerda" mas que vai ser "passiva" se chegar a Belém.
Ventura: "O que vão fazer IL e PSD na segunda volta?"
André Ventura desafiou Marques Mendes e Cotrim de Figueiredo a dizer "que se lixe Luís Montenegro".
Jorge Pinto aponta Gouveia e Melo como exemplo de candidato à 2.ª volta que defende Constituição
O candidato presidencial Jorge Pinto apontou hoje Henrique Gouveia e Melo como exemplo de um dos "vários candidatos" a Belém com hipóteses de ir à segunda volta que defende a Constituição.
Em declarações aos jornalistas na Estação de Santa Apolónia, em Lisboa, Jorge Pinto insistiu que percebe os eleitores que, por medo de uma segunda volta entre André Ventura e João Cotrim Figueiredo, votarão noutra candidatura que não a sua, acrescentando que "não é ninguém para julgar" os eleitores.
Questionado sobre em quem devem votar esses eleitores com medo, o candidato presidencial Jorge Pinto argumentou que "depende da sondagem que acreditarem mais", porque também isso está em jogo na decisão das pessoas, mas frisou antes que o "único apelo que faz na primeira volta" é ao voto na sua candidatura.
O candidato a Belém apoiado pelo Livre pediu às pessoas que "oiçam quem quer defender a Constituição" nestas eleições e percebam como o farão, tendo apontado Henrique Gouveia e Melo como exemplo, após ser questionado sobre que nomes com hipóteses de segunda volta dão garantias de respeitar a lei fundamental.
"No debate comigo, o próprio Henrique Gouveia e Melo disse que iria defender a Constituição de uma maneira até mais aguerrida do que outros candidatos disseram. Há vários candidatos, eu não me arrogo no único defensor da Constituição, mal seria e mal estaria o país", afirmou.
Esta semana, Jorge Pinto já tinha frisado que outras candidaturas, em particular a de António José Seguro, estava a "ficar desperta" do risco de revisão constitucional, afirmando que essa posição "já mostra bem a validade" da candidatura a Belém.
Jorge Pinto fez também um balanço da sua campanha, dizendo-se feliz com um sentimento de "missão cumprida e de consciência tranquila" por ter "conseguido cumprir o que disse no primeiro dia" em que anunciou a candidatura.
O candidato sublinhou que o próximo chefe de Estado enfrentará muitas dificuldades e disse que "não desiste do país, nem tem medo de falar de amor, de empatia, de entreajuda".
"Dizer que este Portugal do ódio que nos querem aí vender não é o Portugal ao qual nós estamos condenados. E assim sendo, esta candidatura valeu muito a pena e é apenas o início. Porque dia 19, cá continuaremos para fazer esta política otimista, mas também para fazer barreira e lutar em defesa do nosso país, desde logo, como tenho dito imensas vezes, para defender a nossa Constituição e a nossa República", resumiu.
Pureza admite que resultado de Catarina Martins será importante para futuro do BE
O coordenador do BE, José Manuel Pureza, admitiu hoje que o resultado de Catarina Martins será importante para medir o futuro do partido, justificando que a campanha da candidata reflete também o projeto político do Bloco.
Durante uma visita ao Mercado Municipal de Guimarães, em que acompanhou a candidata às eleições presidenciais de 18 de janeiro, o líder do BE foi questionado se o resultado de Catarina Martins no domingo será importante para medir o futuro do partido.
"Sempre disse que sim, que o resultado desta candidatura é importante, porque dará força àquilo que é a nossa luta por um país mais justo", respondeu.
Segundo José Manuel Pureza, a candidatura de Catarina Martins, bem como a campanha que tem desenvolvido ao longo das últimas semanas, reflete o projeto político do BE e dá-lhe força.
"Por isso, é muito importante que esta candidatura tenha força e que essa força seja depois respeitada e assumida por quem quer que seja. O BE seguramente o fará", acrescentou.
Marques Mendes diz que circunstâncias exigem presidente "mais ativo"
“O Parlamento nunca esteve dividido como está hoje. São circunstâncias novas e exigem um presidente mais ativo”, nomeadamente devido à situação internacional, “a pior de sempre desde a Segunda Guerra Mundial”, considerou.
Marques Mendes defendeu que “é preciso fazer pontes de entendimento” e realçou que a sua vida foi passada a fazê-lo.
Marcelo prevê missão "mais difícil" para o sucessor e defende dia de reflexão
“Hoje, a velocidade do tempo na política é tal” que, perante a “imprevisibilidade enorme” a política se torna “mais difícil”, declarou o presidente.
“Isso torna a política mais difícil, torna as decisões económicas e sociais mais difíceis, obriga as pessoas (…) a terem preocupações maiores do que tinham antigamente”, explicou.
Portanto, para o próximo presidente será “mais difícil a tarefa que ele tem do que aquela que eu tive”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.
Questionado sobre o dia de reflexão, o presidente da República considerou que este continua a ser importante.
“Eu acho que sim. Eu sei que há muita gente que pensa que não deve haver dia de reflexão e que, terminada a campanha deve votar-se imediatamente”, afirmou.
Para o chefe de Estado, “a vantagem do dia de reflexão é as pessoas (…) poderem respirar, poderem pensar noutras coisas das suas vidas e haver uma distensão”.
Gouveia e Melo garante que nunca será "um peão do Governo"
“Eu não concorro contra ideologias, eu concorro contra pessoas e o que elas representam”, declarou o candidato independente aos jornalistas.
“O que quero é unir os portugueses, dar confiança” numa altura em que o mundo está “conturbado”, explicou, acrescentando que “está por dias uma ação no Irão”.
“Em termos do que é a estabilidade governativa, eu nunca serei um peão do Governo, mas também não serei uma oposição ao Governo”, prometeu, considerando que “estamos outra vez numas legislativas disfarçadas”.
Fernando Araújo na campanha de Seguro
“É um apoio importante porque é uma referência na área da saúde e tem demonstrado como é possível organizar e fazer uma gestão diferente dos recursos públicos”, disse o candidato socialista.
“Naturalmente fico muito feliz com a presença do Fernando Araújo aqui”, acrescentou.
"Cada eleitor é dono do seu voto", vinca António Filipe
O comunista lembrou que, independentemente das sondagens, “cada eleitor é dono do seu voto e tem a possibilidade, no domingo, de votar de acordo com a sua consciência”.
O candidato considerou que a campanha “correu bem” e de acordo com as suas “melhores expectativas”.
Catarina Martins promete ser "a voz fundamental" para defender portugueses
Uma delas é “acreditarmos numa democracia de iguais, em que podemos viver melhor”, e a outra é “sabermos que uma presidente da República pode ser a voz fundamental neste momento para defender os salários, as pensões, o acesso à saúde e habitação, as escolas com professores, uma economia qualificada”.
“Mesmo na reta final desta campanha, em que há tantos candidatos a fazer contas, mas que todos somados não têm uma ideia para o país, que no domingo as pessoas vão votar por quem as defende”, acrescentou a bloquista.
Emigrantes portugueses nos EUA relatam dificuldades em votar
A impossibilidade de votar por correspondência e a escassez de urnas de voto presenciais vão impedir muitos emigrantes portugueses de votarem nos Estados Unidos, à semelhança do que aconteceu em eleições presidenciais anteriores.
Na Costa Oeste, os emigrantes recenseados terão de se deslocar ao Consulado-Geral de Portugal em São Francisco, na Califórnia, para poder exercer o direito de voto presencial, tendo de percorrer em muitos casos cerca de 600 quilómetros. A sua jurisdição abrange 13 estados: Califórnia, Alasca, Arizona, Montana, Idaho, Wyoming, Colorado, Havai, Utah, Nevada, Washington, Oregon e Novo México, além de territórios do Guam, Samoa Americana e Ilhas da Micronésia.
Mas é na Califórnia que reside o maior número de portugueses e luso-americanos e, tendo em conta a dimensão do estado, a situação está a deixar muitos emigrantes frustrados, segundo relataram à Lusa.
"Para mim falar de eleições é falar de direito ao voto, mas quando o voto presencial é um requisito das eleições presidenciais eu sinto que esse direito é quase impossível de exercer", disse à Lusa Nuno Duarte Silva, emigrado desde 2012 em Santa Mónica.
"Para um português que viva na área metropolitana de Los Angeles, significa uma viagem de carro de sete horas e meia até ao consulado em São Francisco. Ou então ir de avião", indicou. "As duas opções são dispendiosas e não estão ao alcance de qualquer um".
O português referiu que a distância é de cerca de 600 quilómetros e seria o equivalente a obrigar lisboetas a votar em Madrid ou algarvios a ir a uma urna de voto no Porto.
"Idealmente deveria haver a opção do voto por correio tal como existe nas eleições parlamentares", sugeriu Nuno Duarte Silva. "Honestamente, não percebo porque essa opção não é possível para estas eleições".
Anita Rocha, que se mudou para o sul da Califórnia há 10 anos, nunca foi votar presencialmente a São Francisco. "É uma viagem longa de carro e dispendiosa se for de avião", disse, apontando que isso implica marcar estadia num hotel.
"Não consigo entender porque não poderia ser possível votar por correio como fizemos nas legislativas", questionou.
O engenheiro eletrotécnico Nelson Abreu poderá fazer a viagem para votar, mas apenas na segunda volta e aproveitando a deslocação para uma mini fuga de fim-de-semana com a mulher.
O português chegou mesmo a pedir um orçamento para um autocarro que pudesse levar vários cidadãos ao consulado e facilitar o voto, mas o custo revelou-se demasiado elevado: cerca de 2.000 euros.
Para Sara Ortins, que tem uma criança pequena, deslocar-se ao consulado-geral é difícil devido à distância e ao custo e a portuguesa não conta votar nesta eleição.
"Se houver no futuro voto eletrónico, será o melhor para nós e uma opção mais plausível", indicou. "Não havendo, não sei se vamos conseguir votar tão cedo numas presidenciais".
Nas eleições presidenciais de 2021, a abstenção entre os eleitores portugueses recenseados no estrangeiro ascendeu aos 98,12%, um valor mais elevado que nas eleições de 2016 (95,3%), o que foi atribuído ao aumento do universo devido ao recenseamento automático.
Nos atos eleitorais anteriores para escolha do Presidente da República, desde que foi estabelecido o voto emigrante para as presidenciais, em 2001, a abstenção foi sempre superior a 90%.
"Não basta terem o voto no coração e na cabeça", lembra Seguro
O socialista acrescentou que a sua é “a única candidatura moderada que está em condições de continuar a defender a democracia, as reformas dos pensionistas, o Estado social, a saúde. É a única candidatura que pode vencer o extremismo e o radicalismo”.
Afirmando que as pessoas já lhe fazem sugestões para a Presidência da República, Seguro vincou que é necessário que a "simpatia" e "esperança" seja "concretizada e que cada portuguesa e cada português vá votar no próximo domingo".
"Só serei presidente se a maioria dos portugueses votarem em mim. Tenho essa confiança, muita confiança", afirmou.
Emigrantes poderão ter peso maior nestas eleições, dizem especialistas
Os votos dos emigrantes, que tradicionalmente têm pouca expressão, poderão ter um peso maior na eleição do próximo presidente da República português do que em outros sufrágios, de acordo com especialistas nesta área contactados pela Lusa.
"O voto da emigração poderá não fazer a diferença, mas poderá ser importante, porque quanto menor é a diferença nas intenções de voto dos candidatos, maior evidentemente é a possibilidade de um reduzido número de votos fazer a diferença", disse à Lusa o politólogo António Costa Pinto.
Nas últimas presidenciais (2021), votaram apenas 29.153 (1,88%) dos 1.549.380 emigrantes inscritos para este escrutínio, que reelegeu Marcelo Rebelo de Sousa.
Os portugueses que residem no estrangeiro apenas podem votar presencialmente nas eleições presidenciais, o que representa dificuldades acrescidas, dadas as grandes distâncias que em alguns casos têm de percorrer.
O historiador e investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) ressalva as diferenças entre as eleições legislativas e as eleições presidenciais, no que diz respeito à participação dos emigrantes.
"Os emigrantes estão representados na Assembleia da República e, portanto, os partidos têm uma capacidade de mobilização maior junto da comunidade emigrada, enquanto as eleições presidenciais são unipessoais e não têm constituição da emigração.
E prosseguiu: "Uma parte dos candidatos nem sequer faz campanha eleitoral na emigração, enquanto nas legislativas isso é sempre feito".
Para António Costa Pinto, as eleições que se disputam no domingo são "relativamente excecionais", dado contarem com um número de candidatos muito elevado, um número de candidatos de partido muito elevado e, eventualmente, duas voltas.
Nestas circunstâncias, referiu, existe uma maior possibilidade de "um reduzido número de votos fazer a diferença".
Jorge Malheiros, geógrafo e especialista na área da emigração, ressalva um aspeto interessante nestas presidenciais, cuja primeira volta se realiza no domingo: "Cinco candidatos aparecem separados por valores relativamente reduzidos nas sondagens. Pode acontecer que o voto da emigração seja mais determinante do que noutros casos".
E explica que isso se deve ao facto de, "como as diferenças são pequenas, pode acontecer que sejam os votos dos emigrantes aqueles que vão contribuir para que um candidato que, por exemplo, tenha menos votos no território nacional, possa, com os votos da emigração, passar para uma posição que lhe permita chegar à segunda volta".
"Ao contrário de outras eleições, nestas presidenciais os votos dos emigrantes podem ter um peso maior no processo de decisão", acrescentou.
Cotrim já formalizou queixa contra Inês Bichão
“Votar em Gouveia e Melo, votar em André Ventura ou votar em Marques Mendes é eleger António José Seguro”, disse aos jornalistas.
Explicando que quer ser um presidente “essencialmente mobilizador”, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal afirmou que acredita “muito na força e na capacidade dos portugueses”, que neste momento “está sufocada, amarfanhada e limitada”.
“Quero inspirá-los a mostrar tudo o que sabem e conseguem fazer”, acrescentou.
O liberal falou de “um apoio internacional importante” do qual ainda não tem a certeza mas que, a confirmar-se, poderá usar como “trunfo” antes do dia de eleições.
Conheça o perfil e os ideais dos candidatos
Mariana Leitão garante que nunca houve queixa ou denúncia de assédio sobre Cotrim Figueiredo
A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, assegurou hoje que "não há, nem nunca houve, qualquer queixa, relato ou denúncia" de assédio sexual envolvendo o candidato presidencial Cotrim Figueiredo.
Mariana Leitão, que entrou pela segunda vez na campanha oficial de Cotrim Figueiredo, considerou que é importante não ceder a manobras.
Na segunda-feira, Cotrim Figueiredo foi confrontado com uma denúncia de assédio sexual por parte de uma ex-assessora parlamentar da IL, o que negou, revelando que iria avançar com uma queixa-crime por difamação.
Entretanto, já hoje, a ex-assessora Inês Bichão, em comunicado enviado à agência Lusa, adiantou que a publicação sobre um alegado assédio sexual visando Cotrim Figueiredo foi difundida sem o seu consentimento, acrescentando que "a veracidade dos factos" envolvendo o candidato presidencial será apurada nos tribunais.
Além disso, Inês Bichão revelou que os factos em causa foram reportados em sede interna no decurso de 2023, mas Cotrim Figueiredo garantiu não ter tido qualquer conhecimento disso, assim como Mariana Leitão.
Nessa sequência, e questionado sobre o tema, o antigo líder da IL acusou a comunicação social de ser "culpada e cúmplice" pelo destaque dado ao tema.
Também Mariana Leitão não poupou críticas aos jornalistas, lamentando que "a comunicação social em busca de polémicas gratuitas se tenha demitido de fazer o seu trabalho mais básico".
Nesse momento, os cerca de 500 apoiantes presentes na sala aplaudiram e gritaram "Cotrim, Cotrim, Cotrim" enquanto agitavam bandeiras de Portugal.
"É lamentável que a política tenha chegado a este ponto, ao ponto em que a calúnia fácil, mesmo sobre matérias graves, sem qualquer tipo de evidências ou provas passa a ser tomada como facto consumado", assinalou.
Afirmando que está a seu lado, a liberal assegurou que não vão conseguir travar Cotrim Figueiredo com "manobras baixas e movimentações nas sombras que procuram manter Portugal refém dos interesses instalados, nomeadamente dos instalados de sempre".
Segundo Mariana Leitão, as eleições de domingo são demasiado importantes para se alimentarem de falsidades.
"E todos nós temos responsabilidade, o político que é escrutinado tem a responsabilidade de dizer a verdade, mas quem leva as informações às pessoas também tem a responsabilidade de verificar factos e não disseminar mentiras", insistiu.
Domingo com frio e sol na generalidade do território
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para domingo, dia de eleições presidenciais, temperaturas muito baixas, mas sol na generalidade do território.
De acordo com Paula Leitão, meteorologista do IPMA, para domingo estão previstas temperaturas muito baixas, aguaceiros fracos, mas apenas no interior e durante a madrugada, alguma nebulosidade, mas tempo seco na maior parte do território.
"Hoje e amanhã [sábado] continuamos com aguaceiros. Hoje ainda pode haver trovoadas e granizo, principalmente nas regiões do litoral durante a manhã. Amanhã [sábado] também há condições para ocorrer granizo", referiu.
Segundo a meteorologista, está também previsto para hoje e sábado, queda de neve nos 1.200 metros de altitude, tendo sido emitido aviso amarelo.
"No domingo, vamos ter um dia com menos nebulosidade, no entanto haverá alguma nebulosidade na região do interior sul durante a madruga e pode haver alguma neve na Serra de São Mamede e em alguns pontos mais altos, e aguaceiros menos frequentes, mas a maior parte do território terá céu pouco nublado ou mesmo limpo", disse.
Também no domingo, o vento vai soprar do quadrante norte, sendo mais intenso na faixa costeira, acentuando a sensação de frio.
Quanto às temperaturas, a meteorologista adiantou que vão estar bastante baixas com previsão de uma mínima de -3 e uma máxima de 09 para Bragança, Porto entre 03 e 12 de máxima, Lisboa entre 05 e 12, no Alentejo entre 03 e 12 e Faro uma máxima de 14 graus.
"Assim, vamos ter uma madrugada de domingo fria em alguns locais com nevoeiros e com possibilidade formação de gelo ou geada, um dia de sol com vento a soprar de norte sendo mais intenso na faixa costeira", disse.
As eleições presidenciais realizam-se no domingo e concorrem 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta em 08 de fevereiro entre os dois mais votados.
Os candidatos são Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
O vencedor deste sufrágio vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e que termina o seu mandato em março.
Presidenciais: Campanha termina hoje com maioria dos candidatos em Lisboa
A campanha para as eleições presidenciais de domingo termina hoje com a maioria dos candidatos a concentrar as últimas ações na região de Lisboa, à exceção de Catarina Martins e João Cotrim Figueiredo.
Também pela região de Lisboa vai andar Henrique Gouveia e Melo, que pela manhã vai ao mercado de Benfica e à Associação Nacional de Famílias para a Integração da Pessoa Deficiente, na Amadora, e, durante a tarde, visita o Museu Paula Rego, em Cascais, faz uma viagem no 'comboio da esperança' e termina a campanha com um comício de encerramento no Pátio da Galé, em Lisboa.
O candidato apoiado pelo PSD-CDS/PP Marques Mendes começa o dia em Sintra, onde vai contactar com a população no mercado municipal, estando depois em Lisboa para almoçar com mulheres na Cervejaria Trindade e para um encontro com apoiantes na Gare Marítima da Rocha de Conde de Óbidos. Termina a campanha com um encontro com a juventude em Algés.
O presidente do Chega e candidato André Ventura vai terminar a campanha com a tradicional descida do Chiado, às 14h30, e com um comício de encerramento de campanha em Lisboa.
Também o candidato apoiado pelo PCP António Filipe vai fazer o desfile em Lisboa, às 17h45, com início no Largo do Carmo, numa ação que terá a participação do secretário-geral do partido, Paulo Raimundo, mas, de manhã, vai estar ainda na Baixa da Banheira e à noite tem um comício com apoiantes em Loures.
Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, faz hoje uma viagem de comboio entre Porto e Lisboa e termina a campanha com uma festa-comício na capital, que contará com presença do co-líder do Livre Rui Tavares e da deputada Isabel Mendes Lopes.
Pelo Norte do país vai andar a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda Catarina Martins para visitar o mercado de Guimarães, as oficinas da EMEF Guifões, em Matosinhos, e fazer o jantar de encerramento no Porto.
Também João Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, vai visitar o mercado de Guimarães meia hora antes de Catarina Martins, deslocando-se depois a Braga para visita a fabrica da Trimalhas e fazer um jantar-comício.
Concorrem também às eleições presidenciais de domingo o pintor Humberto Correia, André Pestana e o músico Manuel João Vieira, num total de 11 candidatos, um número recorde.
O vencedor deste sufrágio vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e que termina o seu mandato em março.
Caso nenhum dos candidatos tenha maioria absoluta, haverá uma segunda volta em 8 de fevereiro, à qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados.