Presidente da empresa que gere SIRESP garante "escrutínio permanente"

Presidente da empresa que gere SIRESP garante "escrutínio permanente"

Na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Negócios dos Incêndios Rurais, o presidente da empresa responsável pelas comunicações de emergência do Estado sustentou que a "SIRESP, S.A. tem essa base de trabalho e de escrutínio permanente".

RTP / Adicionar como fonte informativa
Mariana Soares Ferreira - RTP

O presidente da empresa que gere o SIRESP garantiu esta terça-feira, no Parlamento, que a entidade efetua um "escrutínio permanente". Explicou ainda que, mensalmente, é elaborado um relatório que é entregue à Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

"A SIRESP, S.A. faz todos os meses um relatório que escrutina a qualidade da rede e utiliza para esse efeito tudo o que foi definido no contrato de prestação de serviços que foi estabelecido com o Estado no momento em que a rede passou para o acionista único Estado", afirmou Paulo Viegas Nunes.

"Os resultados desse escrutínio são mensais, são transmitidos à Secretaria-Geral do MAI", adiantou o responsável, em resposta ao deputado Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, sobre a existência ou não de negócios abusivos relacionados com o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) e incêndios.Secretário-geral do MAI lançou suspeitas sobre SIRESP
O secretário-geral do Ministério da Administração Interna, demitido na segunda-feira pelo ministro da Administração Interna, lançou várias suspeitas relacionadas com a SIRESP, S.A..

Num artigo de opinião no jornal Expresso, Ricardo Carrilho escreveu na segunda-feira que foi afastado depois de ter proposto "a extinção da SIRESP S.A., uma empresa pública que se transformou num sorvedouro de dinheiros públicos e num intermediário burocrático de luxo".

Já esta terça-feira, em entrevista à RTP Notícias, o até agora secretário-geral assegurou que nunca incumpriu com as ordens do ministro da Administração Interna e negou a acusação do MAI, segundo o qual a Secretaria-Geral recusou pagar uma indemnização compensatória à SIRESP, S.A. no valor de 26 milhões de euros.

“Eu não recusei autorizar o pagamento de 26 milhões de euros. O que eu exigi foi que fosse feita prova da legalidade desse pagamento”, esclareceu, adiantando que pediu à SIRESP, S.A. “que justificasse em que medida é que o serviço público que alega ter prestado está comprovado em dados estatísticos”.

Ricardo Carrilho disse ter consciência de que a rede SIRESP pode ter impacto na vida dos cidadãos e, portanto, “não podia deixar passar incólume um despacho do senhor ministro que nos atribui responsabilidades contraditórias”.

c/ Lusa

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