Política
Presidenciais 2026
Seguro ou Ventura. Quem apoia quem na segunda volta das presidenciais?
Com a confirmação de que António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, agendada para 8 de fevereiro, começam a surgir os primeiros posicionamentos públicos dos candidatos derrotados e das forças políticas que os apoiaram.
António José Seguro e André Ventura vão disputar, no dia 8 de fevereiro, a segunda volta das eleições presidenciais. O candidato apoiado pelo PS foi o vencedor deste domingo, com cerca de 31,11 por cento dos votos, enquanto o líder do Chega angariou 23,52 por cento da preferência dos portugueses.
Para já, o candidato socialista agrega apoios à esquerda e à direita, enquanto o candidato do Chega conta apenas com o apoio do eleitorado tradicional do partido. Jornal da Tarde, 19 de janeiro de 2026
No espectro político da esquerda acumulam-se os apoios a António José Seguro. Bloco de Esquerda e Livre, que apresentaram os seus próprios candidatos (Catarina Martins e Jorge Pinto) já mostraram sinais de apoio a Seguro.
Os co-porta-vozes do Livre, Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes, anunciaram que a formação deverá apoiar Seguro na segunda volta, sublinhando que a decisão ainda será formalizada internamente, mas assegurando existir uma “certeza clara” de que o partido estará “do lado da democracia e da defesa da Constituição”.
Já o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, revelou que vai propor à Mesa Nacional do partido que apele ao voto no candidato e ex-secretário-geral do PS.
Logo na noite eleitoral os candidatos apoiados pelo Bloco de Esquerda e pelo Livre anunciaram o apoio a Seguro na segunda volta.
Catarina Martins, apoiada pelo Bloco de Esquerda, reconhece que teve um resultado "muito abaixo" do que esperava, mas garante "continuar a lutar". A única mulher que concorreu às eleições pede que se vote em António José Seguro.
"Percebo que todos os democratas fiquem preocupados. Devo dizer-lhes que a resposta adequada é votar em António José Seguro na segunda volta."
Já Jorge Pinto, apoiado pelo Livre e que reuniu o menor número de votos dos candidatos de esquerda, também anunciou o apoio a Seguro na segunda volta.
"Irei votar António José Seguro na segunda volta", garantiu o candidato.
O candidato do PCP, António Filipe, que ficou em 7.º lugar, considerou que é necessário derrotar os “propósitos reacionários” de André Ventura.
“O apelo ao voto no candidato António José Seguro não significa um apoio ao candidato António José Seguro e àquilo que ele defendeu enquanto candidato e o que tem defendido ao longo da sua atividade política, mas significa a vontade imperiosa de derrotar o candidato André Ventura", realçou o candidato comunista.
No mesmo tom, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, refere que a passagem de Ventura à segunda volta “conduz ao voto” em Seguro.
Também o PAN - Pessoas-Animais-Natureza decidiu apoiar a candidatura de António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, anunciou o partido em comunicado.
O PAN diz acreditar que António José Seguro representa “uma solução de equilíbrio, moderação e estabilidade, com sentido de Estado e compromisso com os valores democráticos” que o partido defendeApoios a Seguro de personalidades da direita
No entanto, o apoio a António José Seguro não chega apenas dos partidos de esquerda. À direita (PSD e Iniciativa Liberal) também há quem apoie o candidato socialista na segunda volta da corrida a Belém.
Na noite eleitoral da RTP, Miguel Poiares Maduro, antigo ministro do PSD e membro da comissão política do candidato presidencial Marques Mendes, revelou que vai votar em António José Seguro na segunda volta das presidenciais a 8de fevereiro.
"Eu apoiarei claramente e votarei em António José Seguro", afirmou Poiares Maduro considerando que o candidato socialista seria "mais importante" e melhor para o PSD do que André Ventura.
Para o ex-ministro social-democrata, "do ponto de vista do PSD, também é mais importante e será melhor um presidente como António José Seguro do que como André Ventura. O principal objetivo de André Ventura é substituir o PSD na governação, não vejo que o PSD tenha interesse em alimentar essa aspiração".
Ainda do lado do PSD, o presidente da câmara do Porto e ex-ministro de Luís Montenegro, também anunciou apoio a Seguro.
"Não tenho a mais pequena dúvida em quem vou votar, isso é absolutamente claro e inequívoco: vou votar no António José Seguro", afirmou Pedro Duarte que durante a campanha eleitoral para a primeira volta esteve ao lado de Marques Mendes.
José Eduardo Martins, António Capucho e José Pacheco Pereira, todos militantes do PSD anunciaram esta segunda-feira que vão votar em António José Seguro na segunda volta.
Também na RTP, o líder da bancada parlamentar da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes, revelou que na segunda volta vai votar no candidato apoiado pelo PS, justificando a opção com a "ameaça ao Estado de direito" que o Chega representa.
Ressalvando que a sua posição não vincula a Iniciativa Liberal, o também vice-presidente da IL afirmou na RTP que "muitos dos comportamentos do Chega indiciam uma forte ameaça ao Estado de direito" e criticou André Ventura por "invocar três Salazares".
Mário Amorim Lopes disse ainda que vota Seguro, apoiado pelo PS, seguindo a sua consciência e "à frente de interesses pessoais e partidários".
Já o mandatário de João Cotrim de Figueiredo nestas presidenciais, José Manuel Júdice anunciou no domingo que vai votar Seguro a 8 de fevereiro.
“O meu mandato [como mandatário] terminou. Vou votar com total determinação, sem qualquer preocupação, em Seguro”, declarou Júdice.
Para já, a presidente da Iniciativa Liberal não confirma se o partido vai apoiar Seguro ou Ventura na segunda volta das presidenciais.
"Tenho de seguir os procedimentos e ouvir a minha direção e os órgãos do partido", afirmou Mariana Leitão.
Já Francisco Rodrigues dos Santos, ex-líder do CDS-PP e que na primeira volta esteve ao lado de Gouveia e Melo assumiu que na segunda volta vai votar em Seguro.
"Não tenho dúvidas rigorosamente nenhumas de que lado estou. Não pode haver contemplações, hesitações, quando está em causa um consenso matricial de valores fundacionais e civilizacionais do nosso continente e do nosso país e sobretudo porque se exige numa altura destas que todos os democratas não tenham as menores das contemplações", frisouE o que pensam os restantes candidatos?
João Cotrim de Figueiredo, o terceiro candidato mais votado que contou com o apoio da Iniciativa Liberal na corrida a Belém, revelou na noite de domingo que não tenciona endossar ou recomendar o voto a qualquer um dos candidatos que seguem para a segunda volta.
Cotrim de Figueiredo diz que os portugueses "serão confrontados numa segunda volta com uma péssima escolha", atirando responsabilidades para a liderança do PSD.
Também o candidato apoiado pelo PSD afirmou que não vai declarar apoio a nenhum candidato na 2.ª volta.
“Não vou fazer o endosso dos votos que me foram confiados. Tenho a minha opinião pessoal, mas enquanto candidato não sou dono dos votos que em mim foram depositados”, afirmou Marques Mendes.
Na mesma linha de pensamento está Luís Montenegro, o primeiro-ministro e líder do PSD, que afirmou que o partido não vai apoiar ninguém na segunda volta.
"O PSD não estará envolvido na campanha presidencial. A conclusão que o PSD retira é que o espaço político não estará representado nesta segunda volta”, afirmou Luís Montenegro.
Henrique Gouveia e Melo, que foi o quarto candidato mais votado, não manifestou ainda qualquer indicação de voto na segunda volta.
O candidato considera “muito precoce para manifestar qualquer opinião a esse respeito". "Vou reservar isso para outro momento, mais tarde".
Manuel João Vieira, que já anunciou que se vai candidatar às próximas eleições presidenciais, também não revelou quem poderá apoiar na segunda volta.
Para já, o candidato socialista agrega apoios à esquerda e à direita, enquanto o candidato do Chega conta apenas com o apoio do eleitorado tradicional do partido. Jornal da Tarde, 19 de janeiro de 2026
No espectro político da esquerda acumulam-se os apoios a António José Seguro. Bloco de Esquerda e Livre, que apresentaram os seus próprios candidatos (Catarina Martins e Jorge Pinto) já mostraram sinais de apoio a Seguro.
Os co-porta-vozes do Livre, Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes, anunciaram que a formação deverá apoiar Seguro na segunda volta, sublinhando que a decisão ainda será formalizada internamente, mas assegurando existir uma “certeza clara” de que o partido estará “do lado da democracia e da defesa da Constituição”.
Já o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, revelou que vai propor à Mesa Nacional do partido que apele ao voto no candidato e ex-secretário-geral do PS.
Logo na noite eleitoral os candidatos apoiados pelo Bloco de Esquerda e pelo Livre anunciaram o apoio a Seguro na segunda volta.
Catarina Martins, apoiada pelo Bloco de Esquerda, reconhece que teve um resultado "muito abaixo" do que esperava, mas garante "continuar a lutar". A única mulher que concorreu às eleições pede que se vote em António José Seguro.
"Percebo que todos os democratas fiquem preocupados. Devo dizer-lhes que a resposta adequada é votar em António José Seguro na segunda volta."
Já Jorge Pinto, apoiado pelo Livre e que reuniu o menor número de votos dos candidatos de esquerda, também anunciou o apoio a Seguro na segunda volta.
"Irei votar António José Seguro na segunda volta", garantiu o candidato.
O candidato do PCP, António Filipe, que ficou em 7.º lugar, considerou que é necessário derrotar os “propósitos reacionários” de André Ventura.
“O apelo ao voto no candidato António José Seguro não significa um apoio ao candidato António José Seguro e àquilo que ele defendeu enquanto candidato e o que tem defendido ao longo da sua atividade política, mas significa a vontade imperiosa de derrotar o candidato André Ventura", realçou o candidato comunista.
No mesmo tom, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, refere que a passagem de Ventura à segunda volta “conduz ao voto” em Seguro.
Também o PAN - Pessoas-Animais-Natureza decidiu apoiar a candidatura de António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, anunciou o partido em comunicado.
O PAN diz acreditar que António José Seguro representa “uma solução de equilíbrio, moderação e estabilidade, com sentido de Estado e compromisso com os valores democráticos” que o partido defendeApoios a Seguro de personalidades da direita
Na noite eleitoral da RTP, Miguel Poiares Maduro, antigo ministro do PSD e membro da comissão política do candidato presidencial Marques Mendes, revelou que vai votar em António José Seguro na segunda volta das presidenciais a 8de fevereiro.
"Eu apoiarei claramente e votarei em António José Seguro", afirmou Poiares Maduro considerando que o candidato socialista seria "mais importante" e melhor para o PSD do que André Ventura.
Para o ex-ministro social-democrata, "do ponto de vista do PSD, também é mais importante e será melhor um presidente como António José Seguro do que como André Ventura. O principal objetivo de André Ventura é substituir o PSD na governação, não vejo que o PSD tenha interesse em alimentar essa aspiração".
Ainda do lado do PSD, o presidente da câmara do Porto e ex-ministro de Luís Montenegro, também anunciou apoio a Seguro.
"Não tenho a mais pequena dúvida em quem vou votar, isso é absolutamente claro e inequívoco: vou votar no António José Seguro", afirmou Pedro Duarte que durante a campanha eleitoral para a primeira volta esteve ao lado de Marques Mendes.
José Eduardo Martins, António Capucho e José Pacheco Pereira, todos militantes do PSD anunciaram esta segunda-feira que vão votar em António José Seguro na segunda volta.
Também na RTP, o líder da bancada parlamentar da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes, revelou que na segunda volta vai votar no candidato apoiado pelo PS, justificando a opção com a "ameaça ao Estado de direito" que o Chega representa.
Ressalvando que a sua posição não vincula a Iniciativa Liberal, o também vice-presidente da IL afirmou na RTP que "muitos dos comportamentos do Chega indiciam uma forte ameaça ao Estado de direito" e criticou André Ventura por "invocar três Salazares".
Mário Amorim Lopes disse ainda que vota Seguro, apoiado pelo PS, seguindo a sua consciência e "à frente de interesses pessoais e partidários".
Já o mandatário de João Cotrim de Figueiredo nestas presidenciais, José Manuel Júdice anunciou no domingo que vai votar Seguro a 8 de fevereiro.
“O meu mandato [como mandatário] terminou. Vou votar com total determinação, sem qualquer preocupação, em Seguro”, declarou Júdice.
“Se ele [Cotrim] não tivesse sido candidato, eu teria apoiado António José Seguro na primeira volta”, acrescentou.
Também Rodrigo Saraiva, antigo dirigente da Iniciativa Liberal, defendeu que Seguro é "o candidato que quer manter as coisas como estão" por oposição a quem "quer tudo destruir".
Para já, a presidente da Iniciativa Liberal não confirma se o partido vai apoiar Seguro ou Ventura na segunda volta das presidenciais.
"Tenho de seguir os procedimentos e ouvir a minha direção e os órgãos do partido", afirmou Mariana Leitão.
Já Francisco Rodrigues dos Santos, ex-líder do CDS-PP e que na primeira volta esteve ao lado de Gouveia e Melo assumiu que na segunda volta vai votar em Seguro.
"Não tenho dúvidas rigorosamente nenhumas de que lado estou. Não pode haver contemplações, hesitações, quando está em causa um consenso matricial de valores fundacionais e civilizacionais do nosso continente e do nosso país e sobretudo porque se exige numa altura destas que todos os democratas não tenham as menores das contemplações", frisouE o que pensam os restantes candidatos?
João Cotrim de Figueiredo, o terceiro candidato mais votado que contou com o apoio da Iniciativa Liberal na corrida a Belém, revelou na noite de domingo que não tenciona endossar ou recomendar o voto a qualquer um dos candidatos que seguem para a segunda volta.
Cotrim de Figueiredo diz que os portugueses "serão confrontados numa segunda volta com uma péssima escolha", atirando responsabilidades para a liderança do PSD.
Também o candidato apoiado pelo PSD afirmou que não vai declarar apoio a nenhum candidato na 2.ª volta.
“Não vou fazer o endosso dos votos que me foram confiados. Tenho a minha opinião pessoal, mas enquanto candidato não sou dono dos votos que em mim foram depositados”, afirmou Marques Mendes.
Na mesma linha de pensamento está Luís Montenegro, o primeiro-ministro e líder do PSD, que afirmou que o partido não vai apoiar ninguém na segunda volta.
"O PSD não estará envolvido na campanha presidencial. A conclusão que o PSD retira é que o espaço político não estará representado nesta segunda volta”, afirmou Luís Montenegro.
Henrique Gouveia e Melo, que foi o quarto candidato mais votado, não manifestou ainda qualquer indicação de voto na segunda volta.
O candidato considera “muito precoce para manifestar qualquer opinião a esse respeito". "Vou reservar isso para outro momento, mais tarde".
Manuel João Vieira, que já anunciou que se vai candidatar às próximas eleições presidenciais, também não revelou quem poderá apoiar na segunda volta.
No entanto, o oitavo candidato mais votado afirmou, após se conhecerem as projeções das sondagens, que achava “preocupante o número de votos no Chega”.
O candidato presidencial André Pestana que lamentou o "fortíssimo voto útil" à esquerda nas presidenciais e admitiu que irá votar em António José Seguro na segunda volta das eleições.
Em declarações à Lusa, André Pestana salientou que a diferença entre o resultado de António José Seguro e André Ventura "foi mais dilatada do que qualquer sondagem previa", o que evidencia ter-se registado um "fortíssimo voto útil" à esquerda.
André Pestana disse que apesar de não se rever em Seguro, ter André Ventura na Presidência da República "era o pior que podia acontecer à sociedade portuguesa".
Em declarações à Lusa, André Pestana salientou que a diferença entre o resultado de António José Seguro e André Ventura "foi mais dilatada do que qualquer sondagem previa", o que evidencia ter-se registado um "fortíssimo voto útil" à esquerda.
André Pestana disse que apesar de não se rever em Seguro, ter André Ventura na Presidência da República "era o pior que podia acontecer à sociedade portuguesa".
Humberto Correia, o candidato que recebeu menor número de votos, também não se pronunciou sobre que candidato apoiará na segunda volta.