Política
Presidenciais 2026
Sondagem aponta para segunda volta das presidenciais entre Ventura, Seguro ou Cotrim
André Ventura surge em primeiro lugar nas intenções de voto da sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público, separado por apenas um ponto percentual de António José Seguro. Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes caem para quarto e quinto lugar, respetivamente.
Se as eleições presidenciais fossem hoje, André Ventura e António José Seguro seriam os candidatos que passariam a uma segunda volta, com 24% e 23% dos votos respetivamente.
Há ainda 15% de eleitores indecisos e metade dos que manifestam intenção de voto ainda abrem, ou entreabrem, a porta à possibilidade de alteração do seu sentido de voto. Apenas 49% dos que têm hoje uma intenção de voto garantem que essa já não se altera.
Ventura com maior rejeição na segunda volta
É quase uma certeza que a campanha vai continuar depois de 18 de janeiro e os inquiridos desta sondagem responderam sobre a possibilidade de votar nos principais candidatos na segunda volta.
Destes, 54% admitem votar em Seguro e 48% em Gouveia e Melo. Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes não passam dos 45% e Ventura tem a taxa a maior taxa de rejeição, com apenas 33% dos inquiridos a admitir votar no líder do Chega numa segunda volta.
Jorge Pinto, António Filipe e Catarina Martins são os candidatos que apresentam maiores níveis de rejeição logo à primeira volta: mais de 70% responde que "não votaria de certeza" em nenhum deles.Seguro, Gouveia e Melo, Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes são os quatro candidatos com menores níveis de rejeição.
Nenhum dos candidatos conseguiu, até ao momento, convencer uma percentagem que se aproxime dos 50% da população que tenciona votar. No entanto, Ventura (23%) e Seguro (22%) são aqueles nos quais mais pessoas votariam sem qualquer problema.
Este inquérito foi realizado pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias 6 e 9 de janeiro de 2026. O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 1770 inquéritos válidos, sendo 44% dos inquiridos mulheres. Distribuição geográfica: 31% da região Norte, 22% do Centro, 32% da A.M. de Lisboa, 6% do Alentejo, 5% do Algarve, 2% da Madeira e 2% dos Açores. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários, região e comportamento de voto com base nos dados do recenseamento eleitoral e das últimas eleições legislativas. A taxa de resposta foi de 38%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1770 inquiridos é de 2,2%, com um nível de confiança de 95%.
*Foram contactadas 4684 pessoas. De entre estas, 1770 aceitaram participar na sondagem e responderam até ao fim do questionário.
João Cotrim de Figueiredo surge em terceiro lugar, com 19% dos votos, podendo ainda passar à segunda volta, tendo em conta a margem de erro da sondagem. De fora de uma segunda volta ficam Gouveia e Melo e Marques Mendes, ambos empatados com 14%.
Os candidatos apoiados pelo PS e pela Iniciativa Liberal são os que registam a subida mais significativa face à sondagem de dezembro. Em sentido inverso, o candidato apoiado pelo PSD e o almirante são os que sofrem uma maior queda.
À esquerda, três candidatos surge com números residuais: Catarina Martins e António Filipe arrecadam 2%, Jorge Pinto tem 1,5% e os restantes não chegam a 1%. Os resultados antecipam uma eleição renhida, com três candidatos na frente separados por poucos pontos.
Há ainda 15% de eleitores indecisos e metade dos que manifestam intenção de voto ainda abrem, ou entreabrem, a porta à possibilidade de alteração do seu sentido de voto. Apenas 49% dos que têm hoje uma intenção de voto garantem que essa já não se altera.
Ventura com maior rejeição na segunda volta
É quase uma certeza que a campanha vai continuar depois de 18 de janeiro e os inquiridos desta sondagem responderam sobre a possibilidade de votar nos principais candidatos na segunda volta.
Destes, 54% admitem votar em Seguro e 48% em Gouveia e Melo. Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes não passam dos 45% e Ventura tem a taxa a maior taxa de rejeição, com apenas 33% dos inquiridos a admitir votar no líder do Chega numa segunda volta.
Jorge Pinto, António Filipe e Catarina Martins são os candidatos que apresentam maiores níveis de rejeição logo à primeira volta: mais de 70% responde que "não votaria de certeza" em nenhum deles.Seguro, Gouveia e Melo, Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes são os quatro candidatos com menores níveis de rejeição.
Nenhum dos candidatos conseguiu, até ao momento, convencer uma percentagem que se aproxime dos 50% da população que tenciona votar. No entanto, Ventura (23%) e Seguro (22%) são aqueles nos quais mais pessoas votariam sem qualquer problema.
Somando as percentagens de quem respondeu “poderia votar nesse candidato” e “votaria sem problemas nesse candidato”, Seguro, Gouveia e Melo, Cotrim e Marques Mendes são os que, por agora, parecem ter maior capacidade de agregar votos na segunda volta.
João Cotrim de Figueiredo é o candidato com o voto menos fidelizado, uma vez que quase 60% dos que disseram que votavam no candidato apoiado pela IL admitem poder votar noutro. Por outro lado, André Ventura é quem tem os votos mais certos: 74% garantem que já não mudam de opinião.
Ficha técnica
*Foram contactadas 4684 pessoas. De entre estas, 1770 aceitaram participar na sondagem e responderam até ao fim do questionário.